Tudo, menos irmãos
2 Ansiedade
Notas iniciais
Enquanto Adam e Natsuko encerram o encontro, lá na França, Catherine encerrava mais um dia no colégio, a diferença no fuso horário era de oito horas a menos que o Japão e se preparava para voltar para casa, ansiosa para os detalhes do ocorrido no tão sonhado encontro.
A única coisa que soube naquela manhã foi que o pai pediu a mão da madumazele, mas obviamente a digiescolhida queria muito mais detalhes, afinal ela se mudaria, ou ele se mudaria, o casamento iria ser na França? Muitas perguntas rondavam Catherine.
A jovem trazia com sigo o poema escrito por Takeru, e o lia novamente enquanto a professora distribui o anúncio pela classe sobre o recesso de duas semanas para se prepararem para o festival da estação, a primavera.
Catherine deu suspiro audível, foi interrompida por um som e logo despertou, seu digivice caiu perto da sua amiga.
— O que é isso? Perguntou a menina olhando curiosa o pequeno objeto.
— N-Nada, não, eu preciso guardar, é apenas um… jogo. Gaguejava a digiescolhida.
— Nada mesmo, ou não quer me contar? Questionou a garota devolvendo o objeto.
— Madeline, não é nada disso, é apenas um chaveiro, eu nunca te esconderia nada. A francesa oferecia o melhor sorriso que conseguia.
O bendito segredo precisava permanecer escondido, não era uma história para ser contada assim, como se narrasse um passeio na Torre Eiffel, o impacto dos digimons no mundo real poderia sim ser difícil para alguns humanos, e Catherine fazia o que podia para manter Floramon segura.
— Vou fingir que acredito, quando se sentir pronta você conhece o caminho da minha casa. Madeline pega o papel e encara a amiga.
— Madeline, por favor assim não, eu juro por tudo o que quiser que não tenho nada a esconder, inclusive tenho até uma novidade. Sussurra a Catherine.
— Novidade?
— Uie, uie, eu vou ganhar um irmãozinho. Conta a digiescolhida se empolgando.
— Como? Cather, seu pai não é solteiro?
— Uie, bom era, mas ela conheceu uma madumazele lá no Japão e eu to louca para conhecer o resto da história.
— Madumazele japonesa? Madeline tentava assimilar a conversa.
— No, no, entendeu errado, quer dizer eu que não expliquei nada com nada, perdón. A madumazele mora no Japão, mas nasceu aqui na França, e os dois se apaixonaram e vão casar…
— Uma madrasta, jura que está bem com isso? Madeline questionou a amiga.
— Uie, o que tem de errado, ela e meu papa combinam como flores e primavera, e o meu irmãozinho…
— Catherine e Madeline, é melhor a fofoca ter um fim para ambas não acabarem o dia na detenção, ficamos felizes pela sua nova família, mas aguente a empolgação por mais uma hora. Reclamou a professora.
— Perdon! Pedem as meninas.
Quando Natsuko finalmente voltou para casa, os filhos já a esperavam, Yamato a encarava como se tivesse pego um erro grave e Takeru chegou na sala querendo saber como tinha sido o encontro.
Demorou um pouco para mãe dos meninos revelar que estava noiva, a loira preferiu começar pelo cavalheirismo e gentileza, até a linda história ser interrompida pelo mais velho que observou um anel diferente nos dedos da mãe, esse não parecia um anel casual, um adorno, e sim uma aliança.
— E não ia voltar casada! Pentelhou Takeru.
— Eu não voltei casada, ele pediu a minha mão, Yamato, Takeru o Adam é um…
— Oferecido! Completa Yamato.
— Ele é rápido isso sim, mas com o noivado, quando ele vem morar aqui? Perguntou o caçula.
— Você se escuta quando fala não é? Yamato encara Takeru.
— Meninos, é sobre isso que eu quero conversar com vocês, eu preciso que vocês entendam que vamos precisar ceder cada um pouco cada, eu e o Adam vamos nos casar, não será agora, mês que vem, vamos passar por um período de adaptação, vou voltar para França…
— Você vai voltar… Pera com isso você quer dizer… Yamato olha para Takeru que logo abaixa o olhar buscando apoio em Patamon.
— Yamato, eu entendo que vocês foram afetados pelo divórcio, que desde que se formou no colegial o seu tempo com seu irmão ficou escasso, mas o Takeru é legalmente menor não posso deixar ele aqui, eu prometo…
— “Eu prometo”! Frase gosada para quem disse que ia ao um encontro e voltou noiva.
— Se quiser você pode ir conhecer o Adam, rever o seu avô Michael, faz muitos anos que vocês não se veem. Oferece Natsuko.
— Eu me recuso, vai e fica com… Natsuko puxa o braço do filho e tenta acalmar o jovem músico.
— Oniisan não complica mais ainda, eu não consigo acreditar, que no fim das contas eu não vou me formar com os nossos amigos, saiu tudo dos planos, mãe a senhora tem certeza do que que está prestes a fazer? Perguntou Takeru.
— Até você Takeru, meus filhos, eu entendo que vocês tinham outros planos eu sinto ter atrapalhado eles, mas você não se vai para sempre Takeru, no natal, nas férias você vem para visitar seu pai, os amigos e…
— A senhora ainda deve estar alcoolizada para pensar que eu vou largar a banda, a Mimi e tudo, para viver com um estranho, eu ouvi muita coisa em um só dia, eu vou apenas dizer mais uma, não conte comigo nessa festinha.
— Yamato-Kun meu filho, eu quero que entenda que isso não é uma despedida definitiva, a hora que quiser você pode…
— Eu não entendi foi nada, o que quer dizer com despedida definitiva? Questionou o anjinho nos braços de Gabumon.
— Significa que você, o Takeru e a Nancy-San, vão embora lá pra casa do noivo da Natsuko, mas não vão voltar por um bom tempo. Gabumon tenta conter as lágrimas, tal como o parceiro colocava seu orgulho a frente.
— Nancy-Chan isso é verdade, nós vamos nos despedir de todo mundo? Perguntou Patamon.
— Vão! Respondeu ríspido o mais velho.
— Não era assim que eu pretendia contar isso, Yamato, Takeru, entendo que acharam que eu voltaria para o Hiroaki, no fim vocês foram o melhor que eu levei desse amor, Yamato existe ex marido, mas nunca ex filho, você e o Takeru sempre serão os meus bebês. A loira abraça os filhos e Yamato cochicha no ouvido do irmão “ela ta mamada”.
Um mês depois…
Takeru estava apático na classe e após o sinal anunciar a última aula, Daisuke apertou os ombros do amigo e o mesmo olhou para cima o encontrando.
— Fala o que ta te incomodando? Questionou o ruivo.
— Eu preciso conversar com vocês, não será algo que vai agradar a todos, mas se puderem ir ao meu apartamento nesta noite, tem algum problema?
— Vou ver a nossa agenda? Pentelha o ruivo.
— Da para adiantar um pouco, sabe até mesmo o Iori-San que não é de se meter em problemas alheios está preocupado com você, estamos no começo do novo ano letivo primeiro ano no Koukou, dá para imaginar que em breve estaremos formados. Hikari lembra, empolgada.
— Eu desejo a todos uma ótima formatura, podemos fazer uma transmição ao vivo, ou me mandem fotos, videos…
— Do que está falando Takeru-Kun? Questionou Hikari.
— Você não está se referindo ao casamento da sua mãe e com o padrasto francês, está? Supõe Daisuke.
— Quero conversar com todos, mas é isso, eu vou estudar lá na França, terminar os estudos lá, isso não chega aos pés de uma…
— Takaishi para de adoçar… Você vai embora. Esbravejou o ruivo no meio do corredor.
Iori olhou a cena segurando sua reação.
— Como assim? Embora? Questionou o castanho.
— Pessoal, kami. Eu agradeço o carinho de vocês, mas não vou pra sempre, isso é muito tempo, eu volto, prometo… Minha mãe vai morar e trabalhar na França, e eu não posso ficar, legalmente eu pertenço a ela, pela lei e bom dado ao recente relacionamento do meu pai com a moça eu não tenho exatamente um adulto que me mantenha aqui no Japão então, hoje a noite os doze digiescolhidos estão convidados…
— Isso é alguma piada? A sua mãe conhece o cara pelo computador e do nada viram marido e mulher? Iori extravasou.
— Outro Yamato para explicar! Takeru respirou fundo.
— Eu entendo que pode ser complicado Iori-Kun, mas a Natsuko não ia se jogar em uma relação que oferece riscos, e pelo menos vamos nos despedir sem dramas, não somos assim. Miyako tenta animar a turma. — Sem falar que o relacionamento virtual está tão comum, se conhecem nas telas e quando menos se espera, querem se conhecer, se unir, formar uma família.
— Ainda bem que sempre posso contar com você Inoue-san, você entendeu, não é algo que eu queira, mas não vamos mergulhar na parte ruim, eu e minha irmã voltamos para passar o natal…
— Natal… Irmã… Takeru, que irmã, a Natsuko-San está grávida, agora na altura dos quarenta? Questionou Miyako.
— Não, não, Miyako-San, não, é que o meu padrasto tem uma filha, a Deneuve Catherine, temos a mesma idade e já nos conhecemos, é a digiescolhida a qual foi salva no castelo de versalhes. Conta Takeru.
— Você foi a uma operação de resgate e acabou irmã, aw kami, como?
— Até parece que você não sabe como é que namora! Se puder tacar o Ichijouji no banco da quadra você faz. Provoca Daisuke.
— Motomiya, isso podia ser evitado. Resmungou Ken, vendo o amigo levando um cascudo.
— Sabe que eu vou sentir falta disso. Takeru pentelhou.
— Não é exatamente isso que eu queria, uma despedida de vizinhos tão legais quanto você e a Natsuko, e kami vamos ter que dizer adeus ao Pata-Chan também, apesar disso, ninguém impede um casal apaixonado, mas se esse cara fizer algum mal pode chamar a gente. Miyako abraçou o amigo.
— Miyako-Chan, foram ótimas as nossas reuniões, nossa convivência como vizinhos, eu nunca morei em uma casa, mas se tem algo que vou sentir falta além de vocês vai ser todos os dias nos encontrarmos em frente a porta ou nosso sistema de guarda compartilhada dos nossos digimons, eu vou sentir falta da agitada família Inoue, do seu avô, da sua mãe, e claro de você também, podemos nos falar online.
— Eu sei Takeru-San, mas é difícil, foi algo sem aviso, não posso evitar…
— Então não evite Hida, anda vai somos amigos, não vamos julgar ninguém por querer chorar, é triste mesmo, nós dois fomos os que mais conviviam com a família Takaishi, vivemos lado a lado, agora vem a despedida prematura, apesar de estar querendo muito que fiquem, eu não quero o mal desse casamento, na verdade espero que nos convide e que ela e vocês fiquem felizes onde esteja, é bom ver seu otimismo em alta, mesmo com a estranheza do momento.
— Eu gostaria que o Oniisan encarasse assim, o Yamato já se irritou em diversos momentos, mas agora, ele realmente fala em não comparecer ao casamento dos pais, conheço meu irmão e ele vai fazer tudo para não ir mesmo, arigato, por todos os nossos momentos, espero um dia poder apresentar a Cather-Chan a todos vocês.
— Eu não posso fazer milagres, e nem prometo, mas se quiser Takaishi-San eu posso conversar com seu irmão. Oferece Ken.
— Ken, arigato… Só cuidado com as palavras, não quero que o meu irmão te acerte um murro, mas agradeço a ajuda, não quero ir viajar com clima pesado, o Yamato não coloca facilmente o que sente para fora, é esperar muito dele a aceitação, não vou negar que eu compartilho das mesmas dúvidas, mas eu quero a felicidade dos meus pais, mesmo não sendo um com outro como na ilusão, se vai ser assim dessa maneira então vai ser uma nova e estranha aventura.
Os digiescolhidos iam se reunir no apartamento do amigo e Ken cumpriu a promessa, foi conversar com o digiescolhido da amizade, a conversa não terminou em briga, ou agressão física, mas Yamato disse que não iria a reunião e nem ao casamento dos pais.
— O meu irmão te mandou aqui não foi?
— Não, eu quis vir, Ishida-San, não acha que o clima vai ficar estranho, principalmente com a despedida… Eu sei o que é tomar uma decisão no calor do ódio, mas não faz o que pode se arrepender mais tarde, o Takeru está te esperando na festa, sua mãe também. Avisa Ken.
— Vão esperar sentados, ela gosta de outra festinha, eu não vou participar. Respondeu Yamato.
— Ishida-San, sua mãe não vai te levar forçado, mas o seu irmão ele quer se despedir, ir pra França sem levar rancor daqui, e você ta agindo como se a culpa fosse dele, não faz isso, não estou forçando você a ir ao casamento, mas ao menos conversa mais essa noite com seu irmão que diz prezar tanto. Pediu o guardião da bondade.
— Agradeço a sua tentativa, mas eu sei o que estou fazendo, não me arrependo, a minha mãe já decidiu, ela vai casar e eu vou tocar minha vida, não sei porque você veio, eu não vou, e ninguém vai me convencer do contrário, se seus pais estivessem casando.
— Você poderia ao menos ir a festa, passar um tempo…
— Por que? Veio me forçar, Ken olha eu não quero brigar com você e com ninguém, eu estou afim de ficar em paz.
— E vai achar a paz deixando seu irmão triste? Não acha que está traindo sua virtude em nome do orgulho? Não to pedindo muito, também não vim aqui brigar, Ishida-San, não precisa chamar o noivo da sua mãe de pai, mas…
— Ichijouji, você não disse que ta rolando festa? Então anda vai, da os parabéns ao noivos, mas eu já disse eu não vou, agora dá pra ir? O mais velho aponta para porta.
Ken balançou a cabeça negando o pedido e toma uma providência inesperada até por ele, o rapaz segura o mais velho pelo colarinho e o prende na parede o olhando sério.
— Não… Ishida-San, não peço para dar a benção a união, respondendo a sua pergunta, eu não ia realmente ficar feliz se estivesse no seu lugar, mas se coloca no da sua mãe, ela está feliz e quer os filhos perto, falar em perto, seu irmão ta te esperando, o convite foi para os doze digiescolhidos, mesmo que não concorde pode ao menos abraçar o Takeru, se eu pudesse ter essa chance eu não ficaria como uma criança pirracenta desperdiçando essa que pode ser a última. Discursou Ken se lembrando de Osamu.
— Escuta bem, faz isso de novo… Yamato solta as mãos do bondoso da sua camisa e o joga contra o sofá. — O soco que meu irmão te deu na base vai parecer cócegas perto do que vai tomar, mas eu… Eu entendi, recado dado, você aprendeu, mas só repita isso de novo se não tiver medo de levar uma. Ameaça o loiro.
— Entendi Ishida-San, mas quem disse que eu tava com medo, o seu irmão me alertou sobre, mas então você vai?
— Ao casamento não, mas a festinha do meu irmão… Eu vou sim, não quero que ele vá achando que estou com raiva dele, longe disso…
— Isso vai deixá-lo muito feliz, finalmente você entendeu. Alegou Ken, sorrindo.
— Olha quem andou evoluindo, de um pirralho medroso até que teve muita coragem para me enfrentar, só não repete ta me ouvindo, ao menos que não tenha perdido a noção do perigo. Ordenou o loiro. — Eu vou me trocar, pode ficar avontade.
O mais velho troca apenas a camisa amarrotada, arruma os cabelos e calça os sapatos.
Quando chegam ao apartamento, todos estavam discutindo o porquê de mandarem Ken conversar com Yamato, quando o mais certo seria mandar Taichi ou Mimi. Todos se surpreendem com os amigos observando a conversa.
— Pensaram que eu ia apanhar não é? Perguntou o bondoso se fazendo de ofendido.
—Eles sempre pensam o pior quando ouvem meu nome! Alega Yamato.
— Quer que a gente pense o que tundra, que iam conversar civilizadamente? Pentelhou Mimi.
Yamato beijou a namorada e o ato acaba em aplausos.
— Vocês não tem mesmo o que fazer não é? Questionou Yamato.
Miyako ficava abraçando Ken e acariciando seu rosto.
— Miya-Chan, pode parar, eu não levei soco algum. Ken tranquilizou a violacea.
— É que a gente não espera muita gentileza… Mas o que houve? Perguntou Miyako.
— Apenas conversamos e nos entendemos, Miya-Chan eu não sou frágil, eu sei me defender. Ken tranquiliza Miyako.
— Eu sei meu amor, quer dizer acho que sei, Ken-Kun, Yamato-Kun, eu peço desculpas por achar que brigaram, e fico feliz de estar aqui. Miyako abraça o namorado e o amigo sem saber do que houve a minutos atrás.
— Ichijouji, arigato… Você conseguiu um feito inédito, convenceu o Yamato a mudar de ideia. Agradeceu Takeru.
— Então foram dois, ele convenceu o Yamato-San e não levou um soco. Pentelhou Koushiro.
A despedida em forma de uma festinha do pijama terminou com os doze digiescolhidos e seus parceiros adormecendo.
Infelizmente o dia da despedida chegou, e mesmo arrastado Yamato foi ao aeroporto se despedir da mãe e do irmão, Hiroaki também veio se despedir do filho.
— Cuide-se Takeru, e você sabe que se não se adaptar você tem pra onde voltar. Assegura Hiroaki.
— Arigato papai, vai ser diferente, mas até que estou um pouco ansioso, e ela? Perguntou o mais novo.
— Ela? Quem? Questionou Hiroaki.
— Papai pra cima de mim não! Retruca Takeru.
— O que quer dizer? Teima o castanho encarando o filho.
— Sogro, nós sabemos o que fez no verão passado, anda para de fingir demência, o Takeru quer conhecer a namorada do senhor. Pentelhou Mimi.
Hiroaki cora.
— Eu vou sentir muita falta de vocês meninos, muitas vezes esquecemos que não temos mais a idade de vocês, pois enchem as nossas casas de alegria, nos deixam à vontade para participar da vida de vocês, Hiroaki-San, tomara que a sua namorada te faça feliz, arigato por tudo.
— Nancy eu só desejo o melhor para você e meus filhos, eu vou ficar esperando a visita. Hiroaki abraça Takeru e Patamon pousa em sua cabeça para se despedir.
— Eu sei! Droga eu não queria entrar no avião com os olhos inchados, vocês estão me fazendo chorar mesmo. Natsuko enxugou as lágrimas.
— Vamos sentir muita sua falta, porque vocês precisam ir? Perguntou Gabumon.
— Gabumon, se eu pudesse satisfazer a todos… Eu também vou, mas vou deixar uma parte minha aqui, meu filho, fico feliz que veio, Mimi-Chan cuide do meu menino e tenha paciência. Natsuko abraçou a castanha.
— Pode ficar sossegada e ir curtir o more e sua enteada, eu cuido do tundra.
— Tundra! Isso é algum apelido carinhoso? Questionou Natsuko.
— Não exatamente, é só o “japonês” dela, é tsundere, Mimi-Chan, nós vamos nos cuidar! Afirma Yamato, abraçando a mãe.
— Quando você voltar vai ter uma ninhada de lobinho te chamando de vovó. Provoca Taichi.
— Tava demorando, não é Taichi. Resmunga Yamato, completamente corado.
— E eu cuido desses meninos. Hiroaki se apoia em Yamato e Taichi.
— O senhor já é da turma senhor Ishida, só falta o digimon e um digivice. Indagou Gabumon arrancando risos com o devaneio da turma.
Após os abraços a família Takaishi se despedem e embarcam no avião, enquanto mãe e filho buscavam relaxar no vôo, Patamon olhava curioso pela pequena janela e via as nuvens.
— Takeru-Kun eu mesmo poderia ir voando. Afirma Patamon.
— Pata-Chan, a França não é ali na outra província, mal eu sai do Japão e já sinto que vou demorar a me acostumar com o fuso. Pensa Takeru.
França…
— Catherine, já é a quinta vez só hoje que te acho dentro desse quarto, ele está sendo preparado para receber o menino que vem junto com a namorada do seu pai. A governanta indagou.
— Uie, e muito bem preparado, olha, meu papa lembrou que eu disse sobre o basquete, isso vai ser ótimo. Catherine segura uma bola de basquete nas mãos.
— Vai sim, você não ficará mais solitária nessa enorme casa, até o monstrinho, como é mesmo que a chama?
— Digimon, a Floramon, ele tem um digimon anjo, o Patamon, aw não vejo a hora, faz tempo que meu papa não tem alguém para fazer-lhe companhia, para trocar beijos e…
— Catherine, Madumazele, acha que seu novo irmão e a namorada de seu papa vão gostar dessas flores? Floramon apareceu correndo com um ramo de flores colhidos.
— A dame pode até gostar, mas o rapaz? Perguntou a governanta, desconfiada.
— Takeru é muito doce, ele escreve poemas, de autorias próprias, ele pode gostar sim de flores, se sentirá bem vindo. Respondeu Catherine dividindo as flores e as deixando em um vaso.
— Fala como se conhecesse o rapaz a anos, como se ele vivesse aqui, ambos terão um período longo de adaptação não somente de rotinas como de convivência. Avisa a governanta.
— Uie, mas eu conversei com o Takeru e eu fiquei encarregada de ajudá-lo no novo colégio, não será muito difícil, eu vou gostar de ter alguém como um poeta para conversar. Comenta Catherine indo até a caixa do novo uniforme de Takeru.
— Está ansiosa pela chegada deles não é?
— Muito! Ele mesmo diz “ O começo de uma nova aventura”! Celebra a digiescolhida.
Após longas horas de vôo, Adam e Michael esperavam ansiosos, Takeru, Patamon e Natsuko desembarcam e vão buscar a bagagem, por segurança, o anjinho se fazia de pelúcia, quando finalmente entram no carro, Adam dirige o olhar ao pequeno no colo de Takeru.
— Pata, ele sabe sobre os digimons, ta seguro. Avisa o parceiro.
— Você que vai namorar a Nancy-Chan? Questionou Patamon.
— Uie, Uie, Nancy? Chan, a Natsuko me contou sobre os honoríficos, mas esse Nancy foi novidade. Menciona Adam.
O carro finalmente estaciona e Catherine tentava aguardar, mas saiu correndo até a porta da frente e reencontra seu amigo e Patamon voa até Floramon.
— Finalmente, aqui! A digiescolhida entregou as flores para Natsuko que se encanta com o gesto.
— Takeru!
— Olá Cather-Chan. A jovem já se familiarizou com o honorífico e o doce apelido, ambos trocam um abraço e todos entram para conhecer a enorme casa que agora ganhava novos moradores.
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