Tudo estava bem
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Hoje, aproveitando o aniversário do nosso querido Harry, trago a vocês mais uma oneshot. Desta vez é uma realidade alternativa que, como a sinopse e o título indicam, mostra como seria a vida do bruxinho se na verdade seus pais não tivessem morrido e tudo estivesse bem. Toda a história que ouvimos antes não se passava de um sonho que Harry tinha vez ou outra, como vocês verão.
Enfim, não falarei mais muito antes de vocês lerem. Espero que gostem do resultado, me esforcei bastante para trazer uma boa versão desse universo para vocês :)
Até mais!
A perspectiva de passar o verão na casa dos Dursleys não deixava Harry nada animado, mas ao menos estava feliz pelo ano que passara. Tudo bem, tinha quase morrido algumas vezes, uma delas nas mãos do bruxo que matara seus pais, superando aquilo tudo por um triz, com muita sorte. Mas os amigos que fez na escola, tudo o que aprendeu e vivenciou... Tinha sido maravilhoso. Não trocaria aquilo nada.
Ou melhor, quase nada.
Lembrou-se do espelho de Ojesed e ponderou que, sim, abriria mão daquilo tudo em um piscar de olhos para ter seus pais novamente ao seu lado. Ter crescido órfão, sob os poucos cuidados dos tios que ele tanto desgostava, tinha sido um martírio. Sentia uma tristeza em descer agora em King’s Cross e ter que ir ao encontro dos Dursleys enquanto via seus amigos encontrando os pais.
Achou engraçado ver aquela garotinha, irmã de Ron, apontando para ele como se fosse um superstar. Não sabia por que ela o via assim. O amigo pelo menos o deixou com uma boa expectativa para as férias ao convidá-lo para passar um tempo em sua casa. Entretanto, naquele momento teve que, infelizmente, ir ao encontro dos tios e seguir para Surrey.
Era só um verão. Logo estaria voltando para sua verdadeira casa.
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O garoto de onze anos acordou assustado naquela manhã de Natal. Um leve vento gelado entrava pela janela que se abrira um pouco durante o vendaval da noite, fazendo-o se encolher mais ainda dentro das cobertas. Ainda estava confuso, tentando entender o que tinha acontecido, que lembranças eram aquelas. Nunca havia tido um sonho tão vívido, tão longo, tão real. Parecia que tinha vivido tudo aquilo durante a noite de sono. Estava confuso entre o que eram lembranças reais e o que era parte do sonho.
Sentindo um leve formigamento na testa, levou rapidamente a mão ao local e ficou apalpando, tentando encontrar alguma saliência, sem sucesso. Tomou coragem, puxou as cobertas para fora e correu para fechar a janela, antes de pegar seus óculos na escrivaninha e ir para frente do espelho em seu guarda-roupa. Olhou com atenção, puxando a franja rebelde para cima, contudo também não encontrou nada. Sua testa estava lisa, como sempre, sem nenhuma cicatriz em forma de raio.
Deixou-se, enfim, expirar aliviado. Tinha sido tudo um sonho, claro. Provavelmente tinha sonhado com aquilo por causa das histórias de Voldemort que seu padrinho finalmente lhe contara, depois da ceia do dia anterior. Lembrou-se então que era Natal e tentou tirar o sonho da cabeça, era só um pesadelo, por mais vívido que tivesse sido. Ia esquecer daquilo e aproveitar o dia, seus pais já deviam ter colocado os presentes na árvore, podia buscar os seus logo.
Entretanto, aquele pensamento fez sua espinha arrepiar, o sonho voltando a atormentá-lo. Seus pais! E se o garoto realmente estivesse na casa dos tios? E se seus pais realmente estivessem... Um grande pavor começou a subir por sua garganta ao pensar que aquilo pudesse ser verdade.
Não aguentou mais aquela dúvida e saiu correndo pela porta do quarto, deslizando em curva no corredor e batendo o ombro na parede do quarto à frente. Continuou até a última porta, a qual ele abriu com força e foi correndo até chegar à grande cama de casal com um dossel bordô. Sentiu um imenso alívio e alegria ao ver a mulher de longos cabelos vermelho-escuros ainda deitada. Ela parecia ter acordado naquele momento, possivelmente com o barulho da porta sendo aberta abruptamente. Os profundos olhos verdes ainda estavam inchados de sono e olhavam com dúvida para o filho que tinha aparecido em seu quarto.
— Mamãe! — Harry pulou na cama, caindo logo sobre da mãe, abraçando-a com toda a força que tinha e apoiando a cabeça em seu peito. Não queria mostrar, mas algumas lágrimas escorriam por seu rosto. — Você ‘tá aqui, mãe! Que medo...
— Oh, meu menino — ainda assustada com o comportamento do filho, Lily o abraçou e começou um cafuné nos bagunçados cabelos pretos —, o quê houve?
— Cadê o papai? — o menino levantou-se, apoiando-se sobre a barriga da mãe, e olhou para os lados, novamente assustado, procurando pelo pai.
— Deve estar preparando o café, Harry. — a mulher percebeu que o filho chorava e entendeu que alguma coisa errada estava acontecendo — O que houve, filho? Pesadelo? — ela havia se recostado e agora tinha aquele olhar afetuoso que parecia magia para acalmar o garoto. Ele balançou a cabeça confirmando e tentou enxugar as lágrimas com a manga do pijama. Não queria que a mãe o visse daquele jeito, tinha onze anos já, oras. Entretanto, Lily ainda estava diante de seu pequeno bebê, então o abraçou de volta e trouxe-o para seu colo, dizendo que estava tudo bem, que tinha passado, era só um sonho ruim. — Me conta, como foi esse pesadelo? Dizem que se você contar para alguém o que sonha, acaba não acontecendo.
— Foi muito ruim, mãe... Parecia que eu estava vivendo outra vida, mas era tão real... — o garoto agora parara de chorar e tinha se deitado de volta, entrando embaixo das cobertas junto com a mãe enquanto contava a história. Narrou como tinha tido o sonho sobre várias lembranças, desde que era pequeno, mas que não havia sido criado por seus pais, pois eles tinham sido mortos por aquele Voldemort.
— Eu disse que não era para o Sirius ficar te contando essas histórias antes de dormir, olha só. Você tinha que ser tão curioso, não é? — ela olhou com aquela cara de ‘eu avisei’ e Harry só abaixou o rosto, vendo que naquele momento a mãe tinha razão, não devia ter pedido tanto para o padrinho contar as histórias de guerra deles. Então voltou à narrativa.
— Mas além de tudo, mãe, além de vocês terem morrido, eu tive que ser criado pela tia Petunia e o tio Vernon! Eles me odiavam, só me maltratavam, me fizeram dormir num armário embaixo da escada! Acredita?
Lily não pôde deixar de rir com aquela história. Sabia que os Dursleys não se davam nada bem com os Potters e que Harry tinha certo medo dos tios. Porém, a ideia de que sua irmã iria fazer coisas como aquelas com seus filhos caso tivesse que criá-los era impensável. Petunia não seria capaz de guardar tanto rancor assim. Mas logo abraçou o filho e lhe beijou a testa quando ele começou a reclamar da risada dela, afinal aquela parte tinha sido horrível no sonho.
Harry continuou com a história, contando como algumas partes eram parecidas com o que realmente tinha acontecido com ele naquele ano, como as pessoas que conhecera e o fato de ter se tornado o apanhador mais novo da Grifinória no século. Entretanto, tinham coisas estranhas como o ataque de um trasgo, um espelho que mostrava aquilo que a pessoa mais queria e o fato do pobre professor Quirrell ser na verdade um servo de Voldemort, que o carregava na nuca. Quando o menino contou que o bruxo das trevas não conseguiu lhe tocar por causa da proteção que a mãe tinha feito, se sacrificando pelo filho, Lily o abraçou novamente, puxando-o para perto e beijando-lhe a bochecha.
— E pode ter certeza que eu teria me sacrificado mesmo, quantas vezes fosse necessário, para proteger minha criança. — ela sorria para o filho, os dois pares de olhos verdes se encarando, então ele finalmente sorriu também. Já era muito apegado à mãe, porém, depois de ter vivido aquele sonho em que não podia tê-la, parecia que a presença dela tinha muito mais valor. Nada era melhor que poder abraçar a mãe daquela forma.
— Ei! — o homem que parecia uma versão crescida daquele que estava na cama, exceto pelos olhos castanhos, apareceu no batente da porta dirigindo um olhar maroto para a esposa e o filho — Quem é esse rapazote se aproveitando da minha mulher, na minha própria cama, enquanto eu estou lá preparando as melhores panquecas da Inglaterra?
— Pai! — Harry largou o abraço da mãe e pulou da cama indo rapidamente à porta e abraçando com força a cintura do pai, que o abraçou de volta sem entender o que acontecia.
— Opa, quê isso, menino, calma... Tem problema não, eu deixo um pouco de Lírio pra você.
Intrigado, James buscou o olhar da esposa que, silenciosamente, sinalizou que o filho estava realmente chateado, que tinha tido um pesadelo. O pai então se abaixou, ficando na altura do filho, e ajeitou os óculos do garoto que tinham ficado tortos após o abraço.
— Que houve, rapaz?
Harry começou a contar, envergonhado, que tinha tido um pesadelo, falando por alto como tinha sido. Lily ajudou, focando em contar as partes mais interessantes, onde, por exemplo, ela tinha se sacrificado para salvar o filho.
— ‘Tá, mas espera aí. — James interveio, enquanto eles ainda falavam — Se você sonhou até o final do ano letivo e o mais importante? E a taça de quadribol, vocês ganharam? — Harry abriu um sorriso divertido e exclamou que sim para o pai, então os dois bateram as mãos no alto — Esse é meu garoto! Não falei, Lily? E pode ter certeza de que vão ganhar aqui também, não vai ser só no sonho.
Os dois foram se sentar na cama também e Harry começou a contar como tinha sido os últimos jogos, finalmente mais tranquilo e animado. Lily se aproximou dos dois e abraçou o marido por trás, admirada em como sempre ele conseguia tranquilizar os filhos de forma tão rápida e simples como aquela.
Em seguida, duas garotinhas em pijamas passaram pela porta indo pular na cama dos pais, querendo comemorar o Natal. Harry também se alegrou bastante em vê-las, pois no sonho elas nem nasciam. Marlene, a maior delas, era pouco mais de um ano mais nova que o irmão e tinha a aparência contrária a ele, cabelos ruivos como os da mãe e olhos castanhos como os do pai. Já a pequena Irina tinha apenas oito anos e era uma miniatura de Lily, em aparência, olhos e até gostos. Só diferia por seus cabelos, tão escuros quanto os de James. As duas ficaram fazendo bagunça na cama até que os outros três decidiram descer e abrir os presentes.
Pela primeira vez, Harry não estava tão animado com aquele ritual. Estar ali, ele pensou, junto com os pais e as irmãs, era o melhor presente que podia ganhar.
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Nos anos que se seguiram Harry continuou tendo esses sonhos, nem sempre na mesma época, mas em geral um a cada ano. Depois do primeiro susto de pensar ter perdido os pais, ele foi incentivado pela mãe a continuar colocando aquilo para fora, pelo menos contando às pessoas mais próximas dele. Agora, em algumas vezes, chegava a até aproveitar e dar risadas com as histórias.
Aliás, a do segundo ano, da câmara secreta, fez bastante sucesso entre a família. Marlene caçoava o irmão sobre a paixonite que sua amiga Ginny tinha pelo garoto desde que o vira jogando quadribol pela primeira vez. A irmã afirmava que, como ele sonhara que tinha salvado a vida da garota, também nutria aquela paixão. Harry, no entanto, descartava veementemente a ideia. O curioso foi que mais tarde, naquele mesmo ano, o menino acabou realmente salvando a vida da caçula Weasley. Não do diário de Tom Riddle, claro, mas dos galhos do Salgueiro Lutador, que a pegou desprevenida numa tarde de primavera. Mas esta é uma história para outro momento.
O terceiro sonho já foi mais desagradável. Pensar no padrinho sofrendo e sendo caçado daquela forma era bastante doloroso, mas a presença de Petter Pettigrew na história também foi muito estranha. Nem os pais nem Sirius falavam muito sobre aquele homem. Só sabia que tinha sido um dos Marotos na infância e que tinha traído os amigos, se aliando a Voldemort antes de morrer na guerra. A imaginação do garoto desenvolveu o resto, provavelmente.
Harry estava passando uma temporada na casa de Sirius em Tinworth naquele verão. Padfoot ainda morava sozinho naquele pequeno chalé, solteiro como sempre, apenas trocando de namorada vez ou outra. Depois de lhe falar sobre o sonho, seu padrinho finalmente decidiu contar-lhe tudo sobre a guerra e os tempos dos Marotos, afinal o garoto já tinha quatorze anos. Lily talvez ficasse brava, mas Prongs intercederia por ele, claro.
Ao fim daqueles dias na casa de Sirius, Harry se sentiu muito mais próximo do padrinho. Aprendeu bastante sobre o passado e sobre escolhas, finalmente entendeu o valor da amizade dele com o pai e com Lupin, além da razão do assunto Wormtail ser tão pesaroso. E também, claro, aprendeu um bocado sobre motocicletas, garotas e as peças que os Marotos pregavam em sua época.
— Agora, você pode ter certeza de uma coisa. — Padfoot segurou o ombro do afilhado, antes de abraçá-lo e deixá-lo partir para casa pela lareira — Se Prongs e Lily tivessem batido as botas, você com certeza estaria morando aqui comigo.
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No quarto e quinto ano os hormônios de Harry passaram a aflorar cada vez mais. Porém, apesar de ter os genes do pai e conselhos do padrinho, puxara mais à mãe, era demasiadamente tímido e reservado. Além disso, agora vários assuntos pessoais se misturavam aos sonhos, então cada vez passou a contar menos deles, se atendo apenas aos momentos de aventura e guardando os dilemas pessoais para si.
Foi nas férias de verão de seu quinto para o sexto ano que Harry teve pela primeira vez um sonho tão próximo do anterior. Já estava os odiando e não fazia nem três meses que tinha tido o quinto. Este havia sido doloroso demais. Teve a questão de a Cho ter aparecido no sonho, não muito depois dos dois terem terminado na realidade, mas isso não foi nada. O que realmente o destruiu foi ter que ver seu padrinho morrer na sua frente e não poder fazer nada. Ficou quase tão transtornado quanto da primeira vez, aos onze anos, tendo que falar com Sirius o mais rápido possível. Quase não aguentou a espera para ele aparecer na lareira da sala comunal.
Então durante o verão, nem três messes depois daquele sonho horrível, veio mais um. Esta foi a vez de Dumbledore. Não sabia por que raios aqueles pesadelos o perseguiam daquela forma, será que teria que sonhar com a morte de todas as pessoas que gostava? Cada vez que se lembrava dessas histórias agradecia muito por poder ter toda sua família ao seu lado. A dor de não tê-los naquela outra realidade era terrível.
Entretanto, apesar de toda essa parte sofrida, uma coisa bem curiosa no sonho fez Harry sorrir enquanto acordava na manhã daquele sábado. Tinha começado a namorar Ginny Weasley naquela história. Isso era muito estranho, mas por alguma razão ele não conseguia parar de sorrir ao pensar naquilo, como se uma criatura estranha se agitasse dentro dele.
Mas não fazia sentido, oras! Ginny era a irmã de Ron, seu melhor amigo. Era melhor amiga de Marlene, sua irmã. Então a caçula Weasley era como uma irmã para Harry, praticamente. Tudo bem, ele tinha percebido como aquela menina ficara bonita nos últimos tempos. E como era uma garota forte e determinada. E como era uma bruxa incrível para sua idade. E como jogava quadribol excepcionalmente bem. E como aquele perfume floral que ela teimava em usar era gostoso.
Não... Mas isso não significava nada.
Ele também percebeu que sua irmã ficara bonita, até seu perfume também era cheiroso. Era a mesma coisa, claro. Tudo bem que sentira uma tremenda vontade de estuporar Michael Corner quando o viu se amassando com Ginny em Hogsmeade no semestre passado, mas isso era como um ciúme de irmão, não é? Sentiria a mesma coisa se fosse Marlene no lugar da outra. Além do mais, imagina o que Ron diria se soubesse que seu melhor amigo queria sua irmã? Ele nunca mais olhava na sua cara. Já pensou se fosse o contrário, Ronald e Marlene? Nem pensar.
Harry travou essa batalha interior enquanto ainda rolava embaixo das cobertas, enrolando para se levantar. No fundo, aquelas dúvidas já o atormentavam há algum tempo, mas ele tentava se convencer de que era bobagem. Logo sua mãe apareceu em seu quarto para apressá-lo, pois partiriam em breve. Lily e James viajariam a trabalho, iam passar duas semanas na França, por isso seus filhos ficariam esse período n’A Toca. Pensar em ver Ginny logo mais fez o interior do garoto se remexer, mas rapidamente tratou de tirar aqueles pensamentos da cabeça.
Os Potters chegaram À Toca pela Rede de Flu, surgindo na sala de estar dos Weasleys. Harry foi o primeiro a usar a lareira, logo chegando àquele cômodo cheio de poltronas. Em seguida vieram suas irmãs, os pais e logo foram recepcionados por uma felicíssima Molly, seguida de seu marido Arthur. Lily e James agradeciam várias vezes pelo favor que estavam fazendo, entretanto a Sra. Weasley estava muito alegre por ter os amigos de seus filhos com eles naquelas semanas e insistiu para que o casal Potter ao menos tomasse um café antes de seguir viajem.
Quando Ron e Ginny desceram para cumprimentar os chegados, Lily percebeu como Harry ficou embaraçado ao abraçar a menina e logo entendeu. Comentou rapidamente com James enquanto sentavam à longa mesa escovada da cozinha e ele observou, logo percebendo a tensão que havia entre os dois.
— É verdade. — ele sussurrou ao pé do ouvido da esposa, rindo em seguida — Mas pelo que estou vendo não é só o Harry, não. Ela também quer. Da mesma forma que você também já me queria nessa idade. — e deu um beijo na bochecha da mulher, provocando-a.
— Ah, claro... — deu um tapinha no marido, rindo — Mas é verdade. Sobre ela... — Lily completou rapidamente, antes que o marido pudesse caçoá-la — Eles fariam um belo casal, não? Adoraria velos juntos. Se parecem um pouco conosco até.
— É verdade... — James fez uma pausa, olhando para o filho e a possível futura nora, sorrindo assim como a esposa — Gosto dela. É ruiva. — Lily riu, balançando a cabeça — E ainda é uma ótima artilheira, pelo que vi. É quase uma versão melhorada sua. Nosso garoto sabe escolher bem.
— Engraçadinho... — Lily não deixava de sorrir, prestando atenção agora em como o filho corara quando Ginny o pegou olhando atentamente para ela — Será que eles vão enrolar tanto quanto nós?
James não pôde responder à esposa, pois nessa hora o Sr. Weasley chegava à mesa com uma travessa de bolo de caldeirão que a mulher havia mandado buscar, então o casal se aprumou nas cadeiras e passaram a conversar com o patriarca. Tiveram uma manhã bastante agradável n’A Toca, mas os pais de Harry precisaram partir não muito tempo depois, logo em seguida à chegada de Hermione, que também passaria alguns dias do verão com os amigos.
Os dias passaram tranquilos durante aquelas semanas e todos puderam aproveitar bastante as férias. Harry tentava não dar muita bola para o sonho e para o que pensava estar sentindo, mas diversas situações faziam com que ele tivesse que passar tempo demais perto da irmã de Ron.
No geral, os garotos, Marlene e Ginny passavam a maior parte do tempo jogando quadribol no quintal. Já Irina, que não tinha muita aptidão para o esporte, preferia passar as tardes lendo com Hermione, a quem admirava muito. Tinha puxado à mãe, a caçula Potter, não só na aparência mesmo. Mas quando os gêmeos Weasleys não estavam as duas eram convocadas, mesmo que isso diminuísse bastante a qualidade do jogo.
Foi numa dessas vezes, já nos últimos dias da segunda semana, que um acidente aconteceu. Irina, a menos experiente dali, se descuidou e trombou em Ginny quando foi tentar roubar a goles que ia em direção à ruiva. A caçula Weasley perdeu o controle da vassoura e rodopiou até bater numa macieira que ficava perto da garagem onde Arthur guardava suas quinquilharias trouxas. A folhagem absorveu um pouco do impacto, mas logo a menina caiu mais cerca de dois metros até bater com o lado direito do corpo no chão. Com sua Firebolt, Harry foi o primeiro chegar para socorrê-la, era visível sua preocupação. Rapidamente, tentou pegá-la no colo para ajudá-la e para ver como a garota estava, mas ela ficou irritada com a atitude. Disse que estava bem, apenas tinha deslocado o ombro, porém não era uma boneca de porcelana para ele achar que precisava de tantos cuidados. Harry ficou sem saber o que falar e acabou só piorando a situação. Disse que só estava preocupado, pois se importava com ela, como se importaria com uma de suas irmãs.
Nesse momento os outros chegavam à sombra da macieira, Irina se desmanchando em desculpas, então Ginny nem respondeu o garoto, apenas lhe dirigiu um olhar ferido, que ele entendeu muito pouco, depois seguiu com Marlene e Hermione para a cozinha d’A Toca. Ron buscou a vassoura da irmã e seguiu logo atrás, mas os outros dois irmãos Potters ficaram no jardim. Harry ainda não entendia porque Ginny agira daquele jeito, nem porque o olhara daquela forma depois. O que tinha feito? Sentou-se, pensativo e emburrado, ao pé da árvore e logo percebeu sua irmã mais nova juntando-se timidamente a ele. Estava tão envolto nos pensamentos que demorou a perceber que a menina estava quase chorando. Ela sentava abraçando as pernas, com o queixo escondido entre os joelhos, expressão totalmente fechada e os olhos brilhando, fixados no chão à sua frente.
— Ei, pequena, o que houve? — virou-se na direção dela e puxou uma mecha de cabelo que caía sobre o rosto da menina, levando-a para trás da orelha, depois fez um carinho no rosto da irmã. Ter Ginny brigando com ele tudo bem, mas ver sua irmãzinha chorando ao seu lado não, isso não aguentaria.
— Nunca mais me chama para jogar essa droga de jogo, ‘tá bom? — ela falou com a voz embargada, ainda olhando fixamente para o chão. Logo a primeira lágrima escapou, fazendo com que ela abraçasse mais forte as pernas e escondesse o rosto mais fundo entre os joelhos.
— Irina... Quê isso... Não foi sua culpa. — ele puxou seu queixo, fazendo com que ela o olhasse. Aqueles olhos de um verde tão intenso, como os dele e de Lily, estavam agora avermelhados enquanto outras lágrimas brotavam. — Escuta. Foi um acidente, só isso. É o que mais acontece quando se joga quadribol, todo mundo sabe.
— Mas eu sou uma negação nisso, foi minha culpa sim... — a menina desabou a chorar sem conseguir segurar mais e enfiou o rosto no ombro do irmão, molhando toda sua camiseta. Ele logo a abraçou e a trouxe para mais perto, fazendo um cafuné em seus cabelos negros. Então ela continuou, com a voz abafada e entrecortada por soluços. — E eu fui machucar logo a Ginny, poxa, agora a tia Molly vai me odiar e me querer longe daqui!
— Ô, claro que não, boba... — Harry não segurou e soltou uma risada, que a fez olhar brava para ele, dizendo que não tinha graça — Você não conhece a tia Molly? Nunca que ela faria isso, é lógico que ela vai entender.
— Não sei não. — Irina baixou novamente os olhos e voltou a se aconchegar no peito do irmão, que continuava fazendo o cafuné que ela tanto gostava.
— Relaxa. — ele percebeu que irmã do meio se aproximava deles, depois de ver que estavam sob a árvore — Além no mais, aposto que a Ginny também nem vai ficar brava ou te culpar. Ela ficou brava foi comigo, sei lá por que, quando eu tentei ajuda-la.
Nesse momento Marlene chegava, sentando do outro lado da irmã e perguntando o que estava acontecendo. Harry contou sobre as preocupações de Irina e a outra menina tratou de consolá-la também, confirmando que ninguém ficaria bravo. Marlene também enlaçou a irmã e transformou aquilo num abraço coletivo entre os três irmãos.
Mais tarde, Molly já tinha colocado o ombro da filha no lugar e aplicado uma pomada para anestesiante. Como tinham previsto, as duas acalmaram Irina e não a culparam pelo acidente, tratando logo de fazer um gostoso lanche da tarde para que esquecessem o ocorrido. Contudo, Ginny pareceu não ter esquecido o que Harry tinha falado e passou a ignorá-lo pelo resto do dia, lançando apenas vez ou outra aquele olhar ferido de antes.
Sem entender o que acontecera, o menino acabou bastante desanimado com aquilo e passou o resto da tarde de cara fechada. Ao cair da noite, enquanto a maioria dos jovens se juntava na sala de estar para jogar snap explosivo, Harry deu uma desculpa para sair e tomar um ar. Voltou àquela macieira e sentou-se novamente ao seu pé, voltando a pensar no sonho que tivera na noite anterior. Pouco tempo depois Marlene se juntou a ele, percebendo o que acontecia com o irmão. Tentou perguntar o que havia, mas o garoto desconversou de início, só cedendo após alguma insistência da ruiva, então desabafou tudo que lhe angustiava, inclusive a parte sobre o que sonhara na semana anterior. Dificilmente ele se abria com alguém e falava de seus sentimentos daquela forma, mas Marlene tinha um jeito incrível de deixa-lo tranquilo, confiava totalmente na irmã e com ela podia se abrir.
— Então eu estou com essa coisa na cabeça, me deixando totalmente confuso. E pra completar, agora não entendo por que ela começou a agir assim depois que eu simplesmente tentei ajudá-la quando fiquei preocupado.
— Harry, é incrível como você é ótimo em feitiços, joga quadribol como ninguém, mas às vezes parece burro como um trasgo. – Marlene ria, olhando para a cara de interrogação do irmão — É óbvio que você gosta da Ginny. E não como uma irmã. Já tinha percebido isso há um tempão. — Harry a olhou, surpreso, o peito se agitando ao perceber que talvez ela estivesse certa — Desde antes de você terminar com a Chorona, até. O jeito que você passou a olhar para a Ginny... Está na sua cara, garoto. E não me venha com “Ah, mas o Ron...” não. — ele tentou falar alguma coisa, mas foi impedido — Esquece isso! Poxa, quem melhor para namorar sua irmã do que seu melhor amigo, quem você mais confia? O Ron não vai encanar. Mesmo que encanasse, ninguém controla a Ginny, ela toma as decisões que quer, irmão nenhum a influencia.
— Não sei... — finalmente o deixara falar, mas ele continuava desanimado — Além do mais, do jeito que ela passou a me tratar hoje, duvido que eu tenha alguma chance.
— Por Merlin, Harry! Cadê a inteligência que papai e mamãe passaram para nós? Olha, eu não devia te falar isso, porque ela é minha melhor amiga, mas você é meu irmão e não quero te ver sofrendo assim a toa. Além do mais, vai ser para o bem dela também. — Marlene fez uma pausa enquanto ele a olhava, esperando — É claro que você tem chances! A Ginny é doida por você, desde o nosso primeiro ano. Esqueceu quantas vezes eu já te falei isso? Não... — novamente, não o deixou interrompê-la — Não era implicância de criança. Ela gosta de você desde aquela época, mesmo. Mas depois de tanto tempo sem você dar bola, ainda mais quando você começou a namorar, ela passou a dar chances e sair com outros garotos. — mais uma vez, não o deixou falar. Quando Marlene não parava de falar assim, ia longe. — Ela ficou brava quando você foi ajudá-la porque é assim, odeia ser tratada como uma mocinha que precisa de cuidados. Foi numa dessas que ela terminou com o Michael Corner, apesar de que eu tenho minhas suspeitas de que tinha a ver com você ter terminado também. Agora, ela ficou realmente chateada hoje, depois que você soltou que a considerava como uma irmã! Poxa, Harry, como você me fala isso? É o maior medo que a Ginny sempre teve, de que você nunca a olhasse como uma mulher. E aí você vai e me fala que ela é como sua irmã? Poxa... Você por acaso me beijaria? Ein, Harry?
Ele demorou a perceber que ela enfim o deixaria falar, mas logo fez uma cara de nojo.
— Ew! Não, claro que não!
— Então! — rapidamente continuou — Dizer que a considera uma irmã é praticamente dizer que você nunca ficaria com ela, Harry. Por isso ela ficou tão chateada. — finalmente entendendo, o garoto apoiou a cabeça nas mãos, xingando-se internamente — Você pode mudar esse jogo, claro, mas tem que ser rápido. Há semanas que o Dino a chama para sair, se você demorar muito ela vai aceitar. — Marlene bagunçava os cabelos dele, sorrindo, enquanto ele finalmente voltava a ficar animado — Não deixe a Ginny escapar pelos seus dedos assim, Harry, só por você ser tão burro para essas coisas.
E ele não deixou.
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Curiosamente, o sétimo sonho veio exatamente seis anos depois do primeiro, enquanto Harry passava a noite de Natal de 97 na casa dos Weasleys. Com a ajuda de Hermione, que tinha ido sorrateiramente para o quarto de Ron, o garoto dormira no quarto da namorada. Agora acordava com a ruiva enroscada em seus braços.
“Sinceramente, já tive problemas suficientes por uma vida inteira”.
Lembrou-se daquela última frase de antes de despertar. De fato, tinham sido aventuras e problemas demais naqueles sonhos. Sentiu-se feliz, ao menos, por aquela história ter chegado a um desfecho. Logo Hermione apareceu no quarto, assustando ele e a namorada, que levantaram sobressaltados e foram se arrumar para partir para Godric’s Hollow, onde teriam o almoço de Natal com as famílias reunidas.
Harry percebeu que Ginny estava estranhamente nervosa para o normal dela e dessa vez achou que entendeu o que acontecia. Ela já conhecia o Sr. e Sra. Potter, claro, mas esta era a primeira vez que iria a Godric’s Hollow como sua namorada. Ele não pôde deixar de rir ao perceber como a ruivinha estava preocupada com a aprovação dos sogros. Apenas tentou a acalmar, dizendo que sua mãe a adorava e que ela ganhara seu pai no momento que ele a viu jogando quadribol.
O garoto tinha razão. Quando as duas famílias se encontraram no pequeno chalé dos Potters, o lugar irrompeu em cumprimentos e conversas. O encontro mais afável, entretanto, foi quando Lily abraçou o filho e a nora, deixando-o até embaraçado pelo tanto que ela falava que torcia pelos dois, mas no fundo ele sabia o quanto aquilo realmente significava. James também os abraçou, bagunçando o cabelo do filho. Harry sentiu que, naquele abraço, o pai demonstrava o quanto estava feliz por ele. Em seguida, puxou a nora para discutir sobre o campeonato inglês de quadribol.
Irina era a única que parecia não ter gostado muito da presença da cunhada. Tinha passado a nutrir um grande ciúme pelo irmão quando os dois começaram a ficar juntos e desde então não parava de implicar com a Weasley. Ron só conseguia rir daquilo e dizia que era bem feito para a irmã, estava pagando pelo tanto que implicara com Fleur nos anos anteriores.
Em seguida, os últimos convidados chegaram e o chalé alcançou sua lotação máxima, mesmo com o feitiço extensor da sala. Sirius continuava solteiro, enquanto Remus e Nymphadora traziam o pequeno Teddy, que logo virou a atenção de todos. Mas James logo ostentou o título de padrinho para poder ser o primeiro a pegar o recém-nascido, que estava ruivo no momento.
O almoço foi servido em seguida e Harry não se lembrava de ter visto sua mesa tão cheia como daquela vez. Ginny apertou sua mão embaixo da mesa, vendo como o namorado sorria, olhando para todos à mesa. Naquele momento ela conseguiu se sentir mais feliz ainda em namorar aquele garoto. Toda a breve a insegurança que tivera antes de chegar ali se desmanchara logo no primeiro abraço de Lily. Não bastava tudo que admirava no menino ao seu lado, ainda ganhara uma adição sem igual à sua família. Pois isso era o que todos ali estavam formando, os Weasleys, Potters, Lupins e todos os agregados. Todos formavam o início de uma gigantesca família que, sabiam, não haveria igual.
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Fazia sete anos que Harry não tinha mais sonho algum. Achava que eles finalmente parariam de acompanhá-lo com a morte de Voldemort naquelas histórias. Mas estava errado. Novamente numa noite de Natal, teve outro daqueles sonhos, desta vez bastante tranquilo, diferente dos tantos pesadelos que já tivera. Sonhou com o futuro, com o dia em que levava seu segundo filho para o primeiro ano em Hogwarts. Além deste, tinha outro mais velho e uma garotinha. James, Albus e Lily. Há tempos não acordava tão feliz pela manhã.
Quando levantou e buscou os óculos, percebeu que sua esposa não estava mais na cama, mesmo sendo cedo. Ouviu um barulho no banheiro e imaginou que seria ela, que há dias não estava se sentindo muito bem. Já tinha falado para procurar um curandeiro. Quando ele se encaminhava para o cômodo ao lado, a mulher saiu, terminando de vestir uma calça. Logo se beijaram com paixão, os dois ansiosos para contar algo ao outro.
— Bom dia... — Ginny tinha um largo sorriso no rosto enquanto olhava para o marido, ainda apoiando os braços em volta do pescoço dele. Harry ralhou um pouco com a esposa por não ter ido ao hospital para ver o que tinha, mas ela o ignorou, continuando com o sorriso no rosto. — Na verdade eu já fui, bobo. Só quis esperar até hoje para te contar. — não entendeu o porquê de ela não ter lhe contado nada e por alguns instantes ficou preocupado, mas aquele sorriso gigante não deixava o rosto dela. Logo a ruiva desceu os braços, pegou a mão do marido e a colocou contra a pele de sua barriga. — Feliz Natal, papai.
Levou algum tempo para que o homem percebesse do que ela tinha lhe chamado e entendesse o que sua esposa queria dizer. Mas quando entendeu, nossa, não coube mais em si. Um turbilhão de emoções tomou conta dele, nunca tinha se enchido tanto de felicidade como naquele momento. Ainda atônito, com os olhos arregalados e começando a lacrimejar, abraçou Ginny e a girou no ar, sem saber como podia expressar o quanto estava feliz. Quando pararam de girar, ele a beijou da forma mais terna que já tinha beijado. O que mais queria finalmente iria acontecer, ia ser pai, junto com a mulher que amava tanto. Mais um para a lista dos melhores presentes de Natal que ganhara.
Depois de algum tempo beijando a mulher e exclamando o quanto estava feliz e o quanto a amava por lhe dar aquele presente, Harry se ajoelhou e beijou com amor a barriga de Ginny, querendo que o filho pudesse receber todo aquele sentimento.
— Ei, garoto. — olhava com ternura para o abdome da esposa — Cresça tranquilo aí que em breve vamos te receber e cuidar de você aqui fora. Estamos te esperando, James.
— Garoto? — divertida, Ginny olhava para o marido, que não tirava os olhos de sua barriga — Como você sabe que é um menino, hein?
— Sonhei com ele, hoje mesmo. — ela riu, entendendo, enquanto afagava o cabelo do esposo — James Sirius Potter. — Harry falou baixinho, ainda olhando para o futuro filho — Simplesmente sei que será ele.
— Gostei. — ela puxou o marido para cima e o beijou novamente — Já temos um nome.
Continuaram se beijando intensamente, atrasando o café daquela manhã daquele Natal que certamente ficaria na memória. Sem explicação, Harry sentiu um leve formigamento na testa e levou a mão ao local onde, em seus sonhos, estaria a cicatriz em forma de raio. Como sempre, nada. Sua pele continuava lisa e sem marcas. Apenas um leve formigamento desta vez, como tivera apenas na primeira em que sonhara com aquela história. De alguma forma soube que tinha sido o último daqueles sonhos que teria. Não precisaria mais se preocupar com pesadelos, com a ideia de perder sua família, perder pessoas que ele amava. Nada disso o atormentaria mais. Tinha uma família maravilhosa, pais incríveis, as irmãs mais amáveis, uma esposa completamente apaixonante e agora teria finalmente o primeiro de vários filhos. Nada podia ser melhor que aquilo.
Afinal, as coisas realmente estavam como ele sonhara desta vez. Como, felizmente, sempre esteve em toda a vida dele. Como sempre estaria.
Tudo estava bem.
Notas finais
Desta vez sem tristeza, tudo estava realmente bem haha
Torço para que tenham gostado da fic tanto como eu gostei de escrevê-la :)
O mais difícil para mim desta vez foi colocar tudo em 6000 palavras e me segurar para não escrever muito Hinny haha Por mim eu podia ter feito uma long de 37 capítulos 250k palavras com esse plot... Maas, é por isso que se chama desafio, né? E também dificilmente conseguiria escrever outra long agora. Mas gostei muito dessa realidade (e da Marlene e da Irina), então talvez escreva mais sobre ela.
Enfim, espero que tenha conseguido fazer vocês sorrirem com esta fanfic, pois desta vez essa foi a minha principal intenção. Por mais que muitas famílias tenham problemas, quis mostrar o quanto a falta de uma abalou o Harry, como ele daria valor para seus pais e como teriam uma família verdadeiramente feliz. Pois Jily seriam ótimos pais, Sirius seria um ótimo padrinho e Harry seria um ótimo irmão, esposo e pai. Quis mostrar justamente o principal dessas relações que o Harry teria e, apesar do pouco espaço, acho que consegui colocar um pouquinho de cada uma dessas interações principais. E espero que tenha ficado legal e que vocês gostem. :)
Bem, já falei demais, muito obrigado por terem lido! Se possível, digam o que vocês acharam da fic nos comentários, sempre são muito bem vindos e eu ficarei muito feliz em ouvir o que vocês têm a dizer. Gostaram? Não gostaram? Que parte acharam mais legal? Enfim, digam tudo o que quiserem :)
Muito obrigado e até a próxima!
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