Notas iniciais
Olá, quem diria que ia regressar com um fic de amor doce, desta vez com nosso adorável Kentin. Nunca tinha escrito nada relacionado com Kentin, mesmo ele sendo meu crush quando jogava. Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit. A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio. Quero agradecer aos magos maravilhosos: @Nanahoshi pela avaliação, @Aramika pela betagem e @Marol-27 pela capa linda que fez. Muito obrigada pela vossa ajuda, sem vocês a minha história não estaria cá hoje. Espero que tenham uma boa leitura.

[Nome] estava a passear na rua com seus cães, apreciando a natureza e o bom tempo que estava no final do dia. Ao terminar o pequeno passeio, reparou que sua mãe a esperava no jardim. Quando havia alguma coisa, como alguma fofoca ou queria passar um recado, ficava ali a espera do seu retorno porque sabia mais ou menos o horário que voltava.

— Qual é a novidade que vais me contar, mãe? — perguntou [Nome] entrando no jardim e soltou seus amados pets para andarem livremente por ali.

— Estava olhando para as correspondências para ver o que era para pagar, quando achei esta carta dirigida para ti — falou a mãe de [Nome] ao dar a carta a sua filha. Viu sua filha abrir um sorriso ao ver quem tinha enviado a carta.

— É da Viollete! Faz uns meses que não tinha novidades dela. — [Nome] desde que terminou o ensino médio foi para a faculdade. Ela e a Violette continuaram se falando umas vezes por chamada e outras em papel, onde decidiam escrever cartas para no futuro recordar a bela amizade que tem uma com a outra.

Sem cerimônia nenhuma, [Nome] abriu o envelope e dentro dele saiu um convite branco e com letras douradas. Percebeu logo que sua amiga ia casar e estava convidando-a para ir ao casamento que aconteceria muito em breve.

Ficou contente por saber que sua amiga que era tímida dos tempos de escola tinha seguindo em frente na vida e encontrado finalmente o amor. Claro que não iria perder aquele momento importante da vida dela, por isso, [Nome] aceitou ir ao casamento, mesmo sabendo que poderia encontrar o seu ex-namorado porque todos eram amigos desde o ensino médio.

(...)

O tempo foi passando, o dia do casamento estava chegando. [Nome] aproveitou para tirar alguns dias de férias no seu trabalho para conseguir se organizar o vestido, o que ia levar e também para chegar a tempo ao local onde ia acontecer a cerimônia.

Como vivia longe da amiga, a última vez que esteve em Amoris foi na época da faculdade e quando terminou, decidiu regressar à cidade onde os seus pais estavam morando e porque tinha arranjado um trabalho perto deles.

Resolveu comprar um bilhete de ônibus para viajar até a cidade. Seria um percurso longo, então aproveitaria para descansar até chegar ao destino, mas também reservou um hotel onde ia ficar nos próximos dias, já que não queria chatear os seus amigos para dar um lugar para dormir por causa do casamento.

Durante a viagem, [Nome] ficou olhando para fotografias que foram tiradas naquele tempo, onde mostrava diversos momentos que passou em Amoris com seus amigos que a fizeram compreender e crescer como pessoa.

(...)

[Nome] chegou a Amoris de noite, um dia antes do casamento, não avisou a ninguém a hora que ia sair do ônibus. Dirigiu logo ao hotel para descansar, pois queria ter uma boa noite de sono para estar bem disposta na cerimônia. Durante a viagem pensou em que penteado e maquilhagem que ia fazer. Gostava de ser simples, por isso decidiu que ia fazer tudo sozinha, sem gastar dinheiro e horas de espera em um salão de cabeleireiro.

Demorou um pouco para adormecer, porque as emoções não paravam quietas na sua mente, ao pensar em quais dos seus amigos ia rever no casamento e mesmo acabasse de encontrar sua ex-paixão não ia evitar de falar como ele. Agora era uma adulta e não tinha mais medo das asneiras e dos problemas que apareciam naquele tempo quando era adolscente.

Como já tinha deixado tudo ajeitado na noite anterior, não demorou a se preparar. Quando olhou para o relógio, viu que já era a hora de ir para igreja esperar pela Violette.

A igreja não ficava muito longe da rua do hotel. [Nome] decidiu ir caminhando até ao local e a festa depois da cerimônia também seria ali perto, iria a pé ou quem sabe ir de carona que algum dos seus amigos pudessem oferecer.

Reparou que alguns dos seus amigos do tempo de escola já se encontravam no local, por isso [Nome] decidiu ir cumprimentar eles porque fazia um bom tempo que não estavam todos juntos.

— Quanto tempo, pessoal. — reparou que alguns dos seus amigos ficaram surpresos de ver a [Nome] ali. Muitos não estavam à espera que aparecesse ao casamento, já que vivia longe dali já a uns bons anos.

— Olha quem é ela, pensava que não vinhas. — falou Alex, que abraçou a sua velha melhor amiga nos tempos do ensino médio. Ficou feliz por vê-la, sentia imensa saudades dela.

— Achavam que eu ia perder este momento maravilhoso da Violette? — [Nome] retribuiu o abraço do amigo, que sempre se preocupava com ciclo de amigos quando algo acontecia, tentava ajudar a resolver os problemas.

— É que não tínhamos notícias de ti. Não sabíamos se estava bem ou não. — Armin comentou que tinha parado o jogo no celular quando viu a [Nome] e mais outros amigos chegando à cerimônia.

O grupo de amigos ficou conversando sobre o tempo de escola, das aventuras que tiveram todos juntos até chegarem mais gente na igreja.

— Kentin, aqui. — Alex chamou o seu amigo para se juntar a eles, reparou nele quando olhava para ver se encontrava alguém conhecido.

— Quem diria que Armin sabe se vestir bem. — Kentin tentou lançar uma piada, porque normalmente o gamer só vestia roupa confortável e era raro ver ele vestido com roupa formal para estes eventos.

— Realmente dá para ver que vocês não mudaram quase nada. — [Nome] ficou feliz por ver que seus amigos ainda tinham a mesma personalidade de quando eram adolescentes e sabia como este grupo de três gostavam de brincar uns com os outros.

— Opa, não tinha te visto. — Ex-namorado da [Nome] aproximou-se dela e a cumprimentou com dois beijos na cara.

— É um momento raro de ver Armin, bem arranjado. — riu-se [Nome] que cumprimentou Kentin sem nenhum medo, o passado deles ficou para trás.

— Será que é desta vez que os pombinhos se resolvem? — perguntou Alex, vendo como seus amigos estavam reagindo a presença um do outro, reparou que estavam bem e nada incomodados.

— Quem sabe, esse assunto vai ficar para mais tarde. — Kentin tentou não ficar zangado com o amigo. Só estava curioso de saber se a relação deles podia voltar a dar em algo ou não.

— A noiva está quase chegando à igreja, é melhor irmos para os nossos lugares. — [Nome] olhou para o relógio, viu que a noiva devia estar quase chegando e os convidados do noivo já estavam sentados nos seus lugares, à espera que a cerimônia começasse.

Entraram para dentro do edifício. Armin e Alex foram atrás porque queriam que os amigos ficassem sentados juntos desde o início até ao fim da cerimónia. Dava para ver que o ex-casal ainda sentia algo e esperavam que conseguissem resolver isso neste dia especial, era a única oportunidade que eles tinham. Depois, cada um ia seguir a rotina normal que tem nas suas vidas.

(...)

[Nome] queria chorar desde o início da cerimônia, a Viollete ao entrar na igreja estava linda com seu vestido de noiva, mas as lágrimas só desceram quando foi a hora dos votos. Ficou emocionada com a história de amor da sua amiga com o noivo.

Kentin reparou que sua antiga paixão estava a chorar. Ofereceu um lenço para ela limpar as suas lágrimas, pois sabia que [Nome] era muito sentimental em relação ao amor.

— Obrigada — agradeceu ao Kentin pelo lenço. Só por esse pequeno gesto, [Nome] viu que ele continuava a mesma pessoa que conheceu anos atrás, gentil e que se preocupava com todo o mundo.

Voltaram os seus olhares novamente para os noivos que, neste momento, estavam a tirar algumas fotografias no altar. Os convidados se dirigiram para o lado de fora esperando pelos noivos para jogar pétalas de flores e arroz para comemorar e dar parabéns por se casarem.

Ficaram um bom tempo ali no pátio da igreja festejando antes de irem para uma quinta para continuar com a festa.

— A quinta é um pouco longe daqui? — perguntou [Nome] para ver se dava para ir a pé ou se pedia carona a um dos seus amigos que tivesse um lugar disponível no carro.

— É um pouco, mas podes vir comigo de carro — disse Kentin que decidiu falar antes do seu amigo, Alex. Como o conhecia bem e pelo olhar que estava fazendo, sabia bem que ele queria que o antigo casal fossem juntos no mesmo carro.

Os amigos cada um foi para o seu carro, todos os convidados iam atrás do noivos que iam na frente para mostrar a cidade quem estava se casando e claro que muitos iam buzinando como sinal que estavam comemorando o dia.

— Eles tão fazendo de tudo para nós voltamos ao que éramos antes — comentou [Nome], que percebia bem as intenções dos seus amigos em comum.

— E de certeza que colocaram também os nossos lugares na mesa juntos. — Kentin não estava nervoso de ter ficado sozinho com [Nome] no carro. Parecia que tinham voltado à época do ensino médio quando namoravam, onde falavam de tudo e sem segredos.

— Ainda continuas no exército? — Decidiu mudar de assunto na hora. Queria falar com ele com calma até chegarem à época difícil que passaram juntos para saber se podiam dar mais uma chance um ao outro no relacionamento.

— Depois do nosso término de namoro, voltei para lá, tirei um curso de cinotecnia. Só que decidi, por enquanto, não seguir a área e só viajo agora com meus cães — revelou um pouco Kentin sobre como sua vida mudou desde a última vez que viu [Nome].

— Não esperava por isso, teu pai deve ter ficado desiludido. — [Nome] lembrava como o pai do Kentin era rigoroso com a disciplina e queria que seu filho continuasse a ter uma carreira militar como ele.

— Ao início ficou zangado, mas percebeu que cresci e que posso tomar as minhas próprias decisões. E como ‘tá a tua vida? — Kentin se sentia mais leve ao falar sobre o seu pai com [Nome] porque ela o conhecia desde da infância e sabia como era o ambiente da casa dele.

— Ainda vivo com meus pais, sou guia turística no museu de história. — A vida de [Nome] não mudou muito, trabalhava na área que gostava e estava perto das pessoas que gostava.

A conversa teve que terminar por ali, porque chegaram à quinta onde aconteceria o resto da festa. Os amigos viram que o antigo casal estava demorando para sair do carro e era a hora para começaram todos a comer para continuarem a festejar.

Como [Nome] e Kentin adivinharam antes, realmente os noivos colocaram eles na mesma mesa. Eles notaram que toda gente queria que eles voltassem a se aproximar para continuarem a namorar ou só serem amigos.

Depois da refeição, [Nome] chamou o Kentin para um canto longe dos seus amigos que estavam curiosos para saber que decisão que o antigo casal tinha tomado.

— Eles estão piores que crianças, tentando nos juntar — riu-se [Nome] e decidiu tomar a decisão com Kentin porque sabia o quanto seus amigos conseguiam ser bem persistentes.

— Eu acho que nós devemos ir com calma e perceber melhor os nossos sentimentos. — Kentin nunca esqueceu a [Nome] desde o ensino médio, só que ainda não se sentia preparado para voltar a um relacionamento.

— Também prefiro assim. Por enquanto, só amigos, depois com o tempo vemos no que isto vai dar. — Não queria ficar novamente desiludida como no passado. [Nome] naquela época sofreu muito, mesmo que a iniciativa de terminar o namoro fosse dela.

— Acho que tomamos uma boa decisão. — O antigo militar se sentia feliz pela decisão que tomaram sobre a relação deles. Como eram adultos, sabiam o que era melhor para eles e não queriam perder novamente a amizade que tinham desde a infância.

Abraçaram um ao outro por terem voltado a serem amigos e não só conhecidos como antigos colegas de escola. Quando voltaram ao grupo contaram o que tinham decidido. Ficaram aliviados por saber que eles iam devagar e ficar por enquanto só na amizade.

Como o assunto do antigo casal foi concluído, resolveram aproveitar a festa do casamento. Todos foram ver os noivos dançando, já que iam abrir a pista de dança.

O dia do casamento da Violette ia ficar na memória do grupo, porque foi quando [Nome] e todos os amigos decidiram voltar-se a encontrar como nos velhos tempos de escola. Depois daquele dia, o antigo casal continuou mantendo contacto e saíram juntos de vez em quando com o grupo, já que sempre estavam combinando algo para fazer a um fim de semana ou nas férias.

Notas finais
Quero desejar uma boa semana a todo mundo. Até a próxima história mágica.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!