Tudo Que Sinto.
3 Capítulo 3 - Ameaças.
Notas iniciais
Estão gostando da fic?
Bem, ela é sim no estilo da BTR, e também tem essa coisa de vingança. Porém de um modo diferente e vocês perceberão isso mais pra frente.
Em relação a continuação da fic Better Than Revenge, vocês tem alguma sugestão? Eu tava pensando em fazer na visão da Isa (filha do Ricardo e da Windy) que assim, obviamente veremos a Windy com o Ricardo novamente hahahaha.
-Cheguei muito atrasada? -Perguntou uma garota cujo seu cabelo era loiro e curto. Sua franja caia sobre seu rosto e suas bochechas destacavam seu sorriso.
-Bastante. –Respondi. – A garota sentou-se ao meu lado e jogou sua bolsa na cadeira ao lado.
-Desculpe, meu nome é Violeta.
-Briana. –Respondi calma.
-E então... Todo mundo dormindo na aula praticamente. –Disse ela tentando puxar assunto.
-Sempre.
-Ei! –Ela disse chocada. –Conheço você!
-Conhece? –Murmurei.
-Sim, você namorava o Enzo, não é?
-Sim. –Respondi cautelosa.
-Eu sou ex-namorada do Rodrigo bem, eles são amigos.
-Ah... –Disse incomodada.
-Vimos vocês em uma festa um dia, mas o clima entre vocês não parecia nada legal... –Violeta murmurou.
-Bem normal. E eu posso saber por que você e o Rodrigo terminaram? –Questionei, era o que queria ter perguntado desde o início.
-Incompatibilidade. –Deu os ombros. – E vocês?
-Ainda não sei. –Ela riu.
-Melhor ficar solteira.
-E ir para as festas.
-Pegar e não se apegar. –Completou Violeta que fez com que eu gargalhasse.
Saímos para o intervalo juntas, avistamos Enzo, Rodrigo, Emma e Carla.
-Oi Violeta! –Rodrigo a pegou no colo.
-E ai Rodrigão! –Ele a soltou e sorriram de forma amigável um para o outro.
-Estamos na mesma turma. –Violeta disse pegando a minha mão
-Legal. – Rodrigo sorriu de canto em direção a mim. – Então, tudo certo para mais tarde? –Enzo a interrompeu de responder.
-Briana, podemos conversar?
-É realmente necessário? –Rebati.
-Sim. –Ele mordeu os lábios.
Seguiram juntos até um canto.
-Eu gosto de você, Briana.
-É o céu é vermelho. –Eu ri.
-Sério! É que eu realmente não sei levar um relacionamento a sério.
-Você não sabe levar nada a sério. –Revirei os olhos.
-Eu irei aprender a levar eu mais a sério, vou aprender a levar VOCÊ a sério. Prometo que vou aprender a levar nossa relação a sério desde que você esteja me esperando. –Seus olhos apelavam por um: “Vou te esperar, porque eu te amo”.
-Não sei se eu quero, não posso prometer. –Disse e virei o rosto, acabando com o contato visual que estava estabelecido entre nós.
-Achei que você me amasse. –Ele disse.
-E eu que você fosse diferente. – Respirei fundo, e virei as costas, voltei para perto de Violeta, Emma, Carla e Rodrigo.
-Ah, eu adoro fotografar! –Carla disse.
-Hum. –Rodrigo murmurou sem muito interesse.
-Posso ir com vocês? –Carla questionou. Não, ela não gostava de fotografar e nem entendia nada sobre o assunto.
-Vão vocês, eu não vou. – Disse, eu não queria segurar vela. Violeta fez uma careta, na qual eu não entendi o motivo. Sorri de canto e me afastei, queria ficar sozinha. Subi as escadas para voltar à sala de aula.
-BRIANA! –Gritou, virei-me para ver de quem se tratava.
-Que foi? –Perguntei. Rodrigo parou e piscou diversas vezes.
-Nada. Eu quero que você fotografe, eu convidei você!
-Sem clima.
-Com ou sem clima! Espero-te na saída. –Rodrigo disse autoritário. Bufei e voltei para a minha sala.
~*~
-Esse lugar é lindo. –Disse contente.
-Eu sei. –Suspirou Rodrigo. –Vou te levar ao lugar onde eu mais amo daqui, que eu nunca levei ninguém.
-Mais perfeito que esse? –Encarei o pôr-do-sol e sorri para mim mesma. Uma bela combinação de um lago extremamente azul, as árvores ao fundo e claro, o sol.
-Espere. –Rodrigo sorriu escancaradamente.
Fomos até uma parte do trajeto de carro, e outra a pé, em meio às trilhas.
-Se eu morrer por uma picada de algum animal, a culpa é sua. –Revirei os olhos.
-Bom, acho que ficaria feliz se você morresse. –Rodrigo disse. Parei bruscamente e revirei os olhos.
-Ãn? –Questionei-o sem entender. Ele estava mesmo almejando a minha morte? Rodrigo se aproximou, colocou seu braço ao meu redor.
-Assim eu não sentiria essa vontade doida de ficar com você. –Rodrigo disse olhando nos meus olhos.
-HAHAHA, não rola. –O empurrei e ele sorriu.
-Até rolaria. –Rodrigo deu os ombros.
-Você é bipolar? – Eu indaguei sem pensar.
-Como assim? – Ele questionou sem entender.
-Uma hora você diz que, jamais ficaria comigo. Dando uma de “ótimo amiguinho”, em outra diz que isso é bem possível. – Coloquei as mãos na cintura e ele me olhou sorrindo.
-Tudo é possível. – Foi a única coisa que saiu de seus lábios.
-Você acha que eu sou uma qualquer, né? — Eu balancei a cabeça sentindo-me irritada.
-Não! Se você fosse uma qualquer já teria dado em cima de mim. Você está dispensando todas as minhas ofertas.
-Que ofertas? – Franzi o cenho.
-Entrelinhas, Butterfly.
- Butterfly. – Dei uma risada. – Qual o motivo disso?
-Você. É livre, livre como uma borboleta. – Ele explicou e eu dei os ombros.
Caminhamos mais um pouco em silêncio, Rodrigo guiou-me, caminhando em minha frente e segurando a minha mão para ajudar-me.
Rodrigo parou bruscamente, encarei o que me aguardava. Folhas tapavam o local parcialmente, passei na frente de Rodrigo com a câmera já em mãos. Sorri ao ver uma cachoeira, a água era cristalina, pedras no meio da água deixavam a cena mais encantadora. Tirei milhares de fotos, a água era tão cristalina que era possível ver os peixes.
-Tá esperando o que? –Rodrigo indagou, tirou a camisa e me encarou.
-Para? – Perguntei confusa.
-Cair na água. –Ele sorriu.
-Não rola, eu nem estou de biquíni. –Dei os ombros e Rodrigo riu.
-E dai? –Perguntou e pulou na água. Eu o achei um doido. Revirei os olhos enquanto o observava. –Se você não vir vou te jogar na água a força. Vai ser pior...
Revirei os olhos, tirei meus shorts e minha blusa, e me joguei na água. Fui até o Rodrigo que sorria.
-Nossa muita diferença calcinha e sutiã de biquíni. Fresca! –Rodrigo disse irônico.
-Não te perguntei. –Virei à cara, mas senti os olhares de Rodrigo.
-Como se eu nunca tivesse visto uma mulher assim... – Rodrigo sorriu maliciosamente.
-Poupe-me de suas aventuras.
-Porque você faz jornalismo, se ama fotografar? –Ele questionou sério, mudando de assunto. Suspirei.
-Porque eu amo escrever. E fotos são apenas um dos meus hobbies, me acalma. E você, o que faz?
-Direito. –Uma palavra, simples por sinal deixou-me pálida. Lembranças e mais lembranças deixavam-me abalada. –Você tá bem? Está branca! –Rodrigo disse enquanto me segurava, e me arrastava para fora da água.
-Estou ótima. –Menti.
-Aconteceu algo? –Ele a questionou.
-Nada, só lembrei que tenho um compromisso e preciso ir para a minha casa. –Suspirei.
-Tá tudo bem mesmo? –Ele refez a pergunta, mas sabendo que a resposta seria sim.
-Sim.
Peguei minhas coisas e fui para casa. Deitei-me no sofá e peguei o telefone, disquei o número da casa de meus tios.
-Alô? –Disse uma voz feminina.
-Tia! –Exclamei.
-Oi querida, tudo bem?
-É exatamente por isso que eu liguei. – Murmurei. –As ameaças pararam? –Fui diretamente ao que queria saber.
-Sim, depois que o seu tio parou de investigar o caso do homem que supostamente estuprou uma legião de crianças. Mas recebemos sempre fotos, enviadas por correio de toda a rotina de seu tio.
-Ai tia. –Eu nem sabia o que dizer, abri a boca diversas vezes à procura da palavra certa, mas não a encontrei.
-Não se preocupe meu amor, não vai acontecer nada. –Ela tentou acalmar-me, mas no fundo sabia que era impossível. –Vai vir quando para cá? –Questionou.
-Não sei tia. Quando sobrar um tempinho eu vou.
-Tudo bem, estamos com saudade.
-Eu também, manda um beijo para o tio.
-Pode deixar!
-Beijo.
-Beijo.
Fui para o meu quarto e fiquei olhando para o teto enquanto estava deitada ouvindo uma música lenta, e assim adormeci.
~*~
Notas finais
Espero que tenham gostado, e aguardo as sugestões e opiniões aqui :) beijos ♥
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