Tudo Por Você
17 Rendição
Notas iniciais
Capítulo 17
Bella Edward
Precisava de um bom banho, por isso optei pela banheira. Iria me ajudar a relaxar. Havia acabado de fazer sexo selvagem com Edward. Meu pai amado, não tenho palavras para descrever o que foi ter aquele homem me possuindo minutos atrás, eu ainda estava quente, fervendo. Queria mais. Minha intimidade pulsava, eu sentia um incomodo terrível. Joguei minha cabeça para trás afastei minhas pernas e comecei a acariciar minha intimidade. Gemi e mordi meus lábios, imaginado Edward ali com sua volúpia me preenchendo... Deus eu estava louca de desejo ainda. Comecei a introduzir meu dedo devagar depois aumentando a velocidade, estava entregue, esperando meu orgasmo chegar.
— Você não devia fazer uma coisa dessa Marie — EU TOMEI UM SUSTO DA PORRA! Dei um grito que deve ter sido ouvido pela casa toda.
— PELO AMOR DO SENHOR AMADO, EDWARD – levei as mãos ao coração – VOCÊ QUERIA ME MATAR HOMEM!? — eu tentava me acalmar do surto de adrenalina.
— Pequena... – ele suspirou – Eu realmente posso lhe dar o que você quer, não precisa se masturbar, apesar de ser algo delicioso de ver – Edward estava apenas de bermuda encostado na parede – Se não tivesse saído tão rápido do meu escritório eu poderia ter terminado de saciar você.
— Você não pode ficar entrando no meu quarto assim não – mais como eu iria sair dessa agora... Ele tinha visto eu me masturbar e claro que sabia que era por ele.
— A porta estava aberta – eu tive que ri.
— Mentiroso, eu tranquei justamente para você não entrar – ele sorriu. PUTA QUE PARIU. Era o sorriso mais lindo do mundo, o mais bonito que já tinha visto em seu rosto. – Você disse só mais uma vez Edward! SÓ MAIS UMA – disse pausadamente
— Não – ele caminhou até a banheira e sentou-se no chão perto de mim – Eu disse: Seja minha, apenas mais uma vez, me referi a você não a quantidade de sexo, e, se você não tivesse fugido de mim, teríamos continuado – eu estava olhando-o atentamente.
— Você não especificou os termos – disse dando de ombro.
— Se você tivesse me ouvido pequena quando tentei falar com você, saberia.
— Pensei que devia ir Edward – ele fez carinho em meu rosto e eu fechei os olhos – Você é muito bonita Isabella – eu gostava como meu nome saia de sua boca – Você me fascina – abri os olhos e o encarei.
— Deixe falar bobagens – ele ria.
— Gosto quando seu rosto atinge o tom rubro, torna-se encantador – ele estava me deixando encabulada.
— O que veio fazer aqui? – perguntei
— Conversar. Você já percebeu que sempre foge de mim? Isso é um vício ou o que? – tornei a ri. Seu rosto assumia uma expressão engraçada.
— Não é que fuja de você – tentei explicar – apenas acredito que é melhor nos mantermos afastados.
— Porque? — estava sério.
— Porque esse desejo que sinto por você é irracional Edward. Eu não me arrependo de nada do que fizemos. Foi maravilho, você tem uma capacidade impressionante de me dar prazer. Porém, o que fazemos pode trazer consequências terríveis. Você sabe disso – Eu o queria, o desejava, ele era o único que fazia eu me sentir viva e gloriosa. Entretanto, nós não podíamos nos entregar à isso. Se era errado? Eu realmente não sabia mais dizer. Estar com ele parecia certo, parecia perfeito. Éramos nós, juntos... O problema era que não éramos só Marie e Anthony. Talvez esse fosse o problema. Marie e Anthony poderiam curtir um ao outro, mas Isabella e Edward não. Isabella e Edward tinham uma vida.... Uma vida na qual não poderiam ficar juntos.
— Convença-me – ele disse com os olhos fechado
— O que? – convence-lo do que?
— Convença-me a ir embora Isabella, me convença, prove que estou louco, insano por estar aqui querendo toma-la de novo, me faça ir embora pois acho que não tenho forças para ir só – eu estava sem palavras.
— Mas não podemos – Meu pobre coração estava apertado.
— Porque, Isabella? – ele mantinha os olhos fechados.
— Você é pai da minha melhor amiga – disse.
— Eu tenho plena consciência disso e isso não me faz quere-la menos. Dê-me um motivo bom Isabella – ele parecia irritado
— Sua família iria surtar caso descobrisse – eu queria confortar ele.
— Outro, isso não é suficiente – mas o que diabos ele queria?
— Eu sou de menor – ele pareceu rir amargo.
— Oh sim, você é. Minha pequena... Só 16 anos e mesmo assim uma Diaba – seus olhos me olhavam com intensidade.
— Quase 17 – falei e ele sorriu — Edward você pode ser preso. PRESO, isso é mais que suficiente – ele pareceu considerar por algum tempo e depois riu.
— Eu tenho contatos – mas que merda ele queria? Tudo que falava ele contradizia.
— Nós não temos futuro, Edward. Eu e você – meu coração parecia mergulhar em dor – Isso nunca passará de uma transa excelente. Não quero ser mais um dos seus casos, por mais que você seja maravilhoso no sexo. Eu quero mais do que isso. Eu não posso fazer isso comigo mesma. Eu posso acabar me apaixonando por você Edward e no final disso – apontei para nós – você seguira em frente e eu serei apenas um coração destroçado. Eu quero mais Edward, eu mereço mais e isso é algo que você não pode me dar. Então, por favor, apenas vá – seus olhos encontraram o meu e eu tive vontade de retirar minhas palavras. Havia dor ali. Edward pegou meu rosto em suas mãos e deu um beijo demorado em minha testa. Levantou-se e foi embora sem nem olhar para trás.
Não sei quando as lagrimas começaram a vir, mas elas vieram com força. Em apenas segundos eu estava chorado, soluçando, sentindo uma dor tremenda e nem sabia o motivo. Era por ele ter ido embora? Era porque ele tinha me confirmado que só fui uma transa? Era por ter dormido com pai da minha melhor amiga de novo? Ou era porque aquilo realmente era o fim? Eu não sei quanto tempo fiquei chorando ali dentro, abraçada a mim mesma. Porém, em algum momento eu me senti forte o suficiente para sair daquela banheira. Eu não iria ser fraca, não dessa vez... Levantei me enrolei na toalha e procurei uma roupa confortável. Mas antes fui ao travesseiro e peguei a blusa que tinha vestido agora pouco, cheirei.... Eu e meu vício.... Deus, ele era cheiroso de mais. Era absurdo. Com raiva peguei a camisa e a joguei no chão e me vesti. Escutei batidas na porta. Meu coração palpitou. Será que era Edward? Abri a porta pra dar de cara com o tio Carl.
— Pronta? Alice já ligou mil vezes dizendo que só falta nós três – ri com isso.
— Ok vamos – disse saindo com ele. Andamos pela casa até garagem. Encostado na parede estava ele... Meu coração perdeu o compasso. Estava com os cabelos molhados e um óculos escuro. Usava uma calça Jens escura, uma blusa cinza dobrada na altura do cotovelo escondendo sua tatuagem, usava um all star escuro e um relógio no pulso. Ele estava despojado e incrivelmente lindo. Me peguei sorrindo e logo fiquei seria.
— Você não se arrumou ainda? – Edward estava encostado em um carro muito bonito que devia valer uma fortuna– Estamos atrasados. Temos que ir. Suba logo pra trocar de roupa – ele disse irritado.
— Estou pronta sim – respondi, Ele olhou minhas roupas meticulosamente.
— Você vai assim? – ele fazia careta.
— Sim, algum problema? – eu estava ficando irritada.
— Você é maluca, Isabella? Esse seu short esta rasgado... – ele apontava para o meu short. Bufei irritada.
— Meu corpo, minhas roupas. Acostume-se. Vamos indo? – Carl tossiu para esconder o riso e Edward olhou sério. Passei por ele e abri a porta do carro para entrar, ele fechou com tudo. Eu o olhei em choque.
— O que pensa que está fazendo? – ele estava muito sério.
— Entrando no carro ué – disse e escutei Carl esconder outro riso.
— Não, no meu carro não – como?
— Bells você vai comigo – Carl me rebocou para longe de Edward. Ele havia sido um grosso, selvagem. Engoli o desaforo e sorri pro tio Carl.
— Você está com a sua moto? – perguntei colocando um doce exagero no tom de voz.
— Estou, mas vamos em um dos carros do Edward – Carl sorria para mim e eu fiz biquinho.
— Ah não tio, nem pensar, vamos na sua moto – disse firme – Edward acabou de dizer que no carro dele eu não ia... Então por favoooor vamos na sua moto???
— Não – Edward falou auto suficiente – Você não tem capacete – sorri. Andei até o armário e peguei o capacete que Jasper sempre deixava lá para mim. Segurei e balancei na cara dele depois andei até Carl – Isabella você não vai de moto.
— Deixe a menina Ed – ri da forma como Carl o chamou – Eu sou um bom motorista. Vamos lá Bella. Minha moto está na entrada da casa – subimos rapidamente e caminhamos até a entrada da casa.
— Vai correr muito? – Uma vez Tio Carl me levou até minha casa, anos atrás, de moto. Foi emocionante, ele corria alucinadamente e eu adorei a sensação.
— Acho que Edward irá nos seguir o caminho todo – ele apontou para o carro parado porcos metros de nós.
— Então faz ele comer poeira tio – disse colocando o capacete. Ele riu subiu na moto e montei logo depois dele.
— Vamos tirar Edward um pouco do sério, Bella, apenas segure firme ok? – dei um grito de felicidade.
— MANDA VER CARL – ele arrancou pisando fundo no acelerador e em instantes estávamos correndo. Carl praticamente voava. Eu sentia adrenalina percorrer todo meu corpo. Era fantástico. Que nem percebi o carro de Edward correndo ao nosso lado. Ele abaixou o vibro e berrou.
— DIMINUI ESSA PORRA AGORA – O homem parecia ter se transformado.
— Nem pensar – gritei alto pra Carl ouvir – Deixa ele para trás tio – disse animada.
— Isabella, você está brincando com fogo – agarrei-me mais firme a ele e Carl pisou fundo. Olhei para trás e via o carro de Edward tomando velocidade nos alcançando.
— CORRE MAIS TIO ANDA LOGO – eu ria travessa.
— Estou no limite – ele gritou olhando para mim. Desviando seus olhos segundos da pista. Nesse exato momento eu gritei um carro vinha em nossa direção desgovernado num reflexo muito grande Carl manobrou a moto com agilidade e deslizamos pela pista. Meu coração chegava a doer com a velocidade que batia. Carl parou por uns instantes e Edward nos alcançou. Os vidros abertos mostram sua expressão feroz e ameaçadora. Carl voltou para a pista e Diminuiu a velocidade e Edward não fez o mesmo. Ele fechou o vidro do carro e passou nossa frente. Tempo depois paramos na frente do boliche. Assim que estacionamos Carl foi arrancado da moto por Edward e jogado longe. Eu grite.
— Qual o seu problema? – ele agarrava Carl novamente pelo colarinho – VOCÊ QUASE SOFRU UM ACIDENTE, Bella poderia ter se machucado feio por sua causa – empurrou Carl com força e sai correndo para tentar algo.
— Para com isso, Edward – puxa-o com força – Carl não teve nada a ver com isso, fui eu quem pedi pra ele correr.
— Que isso Edward? – Carl pareceu reagir e afastou Edward. Eles se encaravam violentamente por alguns segundos – Eu não sou nenhum amador e você sabe disso. Bella está bem graças a mim, se fosse qualquer outro estaríamos num hospital agora– Edward caminhou até onde eu estava pegou em rosto em suas mãos ajeitou meu cabelo, olhou-me inspecionando cada parte do meu corpo para ver se estava bem.
— Estou bem – disse me soltando dele.
— Tem sorte por Bella estar aqui, se não estaria em uma ambulância essa hora– ele disse, esbarrou em Carl e adentrou no boliche.
— Você está bem tio? – corri até ele.
— Não é a primeira vez que isso acontece. Estou bem, Bella. Eu lamento pelo ocorrido – ele parecia triste.
— Foi realmente emocionante – eu gargalhei e ele sorriu – Como você disse tive sorte de estar com você nos EUA o condutor não teve tanta sorte.
— Deus Isabella, nem sonhe eu deixar Edward saber disso – assenti.
— Não pretendo deixar ele saber sobre Vegas nunca – realmente essa não era uma boa ideia.
Ajudei um pouco tio Carl quando entramos. Demoramos um pouco para encontrar o pessoal. Assim que chegamos Alice veio falar comigo.
— Bella, sinto muito ter te deixado lá, pensei que minha família ficaria em casa, eu Jasper pensamos na verdade. Você me perdoa? – Alice fazia um a voz de criança pidona.
— Para com isso sua boba, e eu perdoou você se me falar que aproveitou bastante esse tempo sozinha com ele – Alice gargalhou e eu pude ter certeza que eles tinham se pegado de jeito.
— Do que as belas damas estão rindo? – Jasper apareceu.
— De vocês – disse – Bela escapada – tanto para mim como para eles fora uma tarde proveitosa.
— Você não faz ideia — Jasper deixou um beijo na bochecha de Alice.
— VAMOS LÁ MENINOS – Tio Emmett gritou.
— Tem certeza que não quer jogar? – Alice insistia em querer me fazer jogar.
— Tenho sim, prefiro ficar de fora e manter a paz entre vocês – ela riu e foi para perto onde todos estavam. Sentei confortavelmente em um dos bancos da nossa pista e comecei a beliscar babata frita. Conversei bastante com todo mundo, sempre que não jogavam eles estavam perto de mim numa inútil tentativa de me fazer jogar. O único que ficava longe era Edward. Eu observava ele jogar toda vez... Sua precisão, sua maestria com a bola... Tão elegante e preciso no jeito de jogar... Ele poderia ter algum defeito??? Poderia fazer algum coisa ruim? Eu duvidada. Se achava que tio Carl era o melhor isso porque eu nunca tinha visto Edward.
— Bella... Bella – Alguém me chamava.
— Oi – voltei minha atenção para a pessoa que me chamava... Ela tio Carllisle.
— Aconteceu algo, filha? – sim as vezes Carlisle me chamava dessa maneira.
— Estou Bem, apenas pensando um pouco – sorri.
— Você anda muito distraída ultimamente, posso supor que é um novo namoradinho? – ele falou de uma maneira engraçada.
— Passa longe disso tio – antes fosse um menino meu problema.
— Bells – escutei me chamarem.
— Sai daqui Seth, já basta aguentar você na semana... Da um tempo – Alice reclama alto o suficiente para.
— ME erra tampinha, BELLS – ele gritou meu nome.
No mesmo momento eu me levantei. Deixei Carlisle falando sozinho e me movi o mais rápido que pude. Eu conseguia vê-lo foi um alivio ao meu coração. Seus olhos me encontraram ele sorriu para mim e nesse momento eu corri para ele. O agarrei forte, suprimindo minha vontade de chorar. Eu queria apenas conversar com ele. Com alguém que me entendesse e não fosse me julgar por querer algo tão proibido.
— Seth – disse.
— Hey, hey – ele afastou-me para olhar meu rosto – estava com lagrimas nos olhos – Oh coração, não precisa chorar por ter me visto. Eu sei que sou apaixonante – ele limpou uma solitária lagrima que teimou em deixar meus olhos. Eu sorri, sorri feliz. Seth causada isso em mim – Tem alguém que você vai querer ver – ele entrelaçou nossas mãos.
— Bella – Alice me puxou do outro lado.
— Eu já volto Ali, prometo – sua expressão era de choque.
— Que drama estamos na pista do lado não é como se você não fosse vê-la de onde está – Seth revirou os olhos e eu tive que rir.
— Ei seu Veado – reconheci aquela voz forte.
— OMG – dei um berro – Felix??? – olhei para Seth e ele assentia. Soltei sua mão e fui até a pista onde os amigos dele estavam.
— Bellanita — Felix abriu os braços e me joguei neles com tudo
— Pensei que não o veria tão cedo – o que ele fazia aqui?
— E eu? Não recebo abraço – olhei para o lado e vi Alec.
— OMG, vocês todos estão aqui? – olhei procurando Demetri e o encontrei.
— Sempre polêmica em Isabella? – ele falou para mim. Abracei Alec e Demetri de uma única vez.
— O que vocês fazem aqui? – perguntei de novo.
— Viemos jogar boliche – disse Alec.
— Pelo menos essa era a ideia – completou Demetri. Dei língua para os dois
— Idiotas, sério — cruzei os braços esperando a resposta fingindo irritação.
— Esses panacas estão aqui por minha causa – uma voz Delicada e fina ecoou – Oi Bells, como tem passado aguentando a peste do Seth?
— Jane – eu estava tão feliz em revê-la. Que não tinha palavras.
— Isabella mal educada não fala com o resto não? – Mathias sorriu para mim.
— Ei pessoal, sorry. A surpresa foi grande – cumprimentei o resto da galera.
— Vamos jogar meninos – Jane disse pegando uma bola e indo em direção a pista e o resto do pessoal segui-a. Alguma aposta iria ser feita. Sorri com as lembranças.
— Bells – Seth chegou ao meu lado e bagunçou meu cabelo – Roupa legal – sorri – Vai me cotar o que houve? – como ele sabia que havia algo? – Edward quase jogou a bola de boliche na minha cara quando me viu e quando você correu para eu pude sentir uma ameaça de morte transmitida pelos seus olhos.
— Nós transamos de novo — eu sussurrei. Ele me olhou algumas vezes e sorriu.
— Pela sua cara a coisa foi bem violenta – eu dei um soco nele
— Cale a boca – ele sorria para mim.
— Qual é Bells, aconteceu. Passou. Bola pra frente. Não é como se vocês devessem algo um ao outro. Carpe Diem minha cara... Você tem que começar a viver mais como está escrito em seu belo corpo – Eu corei.
— Talvez – respondi.
— Talvez não é uma boa resposta. Apenas deixe pra lá. Você já tem problemas de mais Bells para culpar a si mesma – ele estalava meus dedos. Eu odiava quando ele fazia isso. Mas era uma mania de Seth. – Sabe do que você precisa?
— Do que? – lá vinha merda.
— Se divertir – ele estendeu a mão – Vamos fazer você esquecer tudo com muita diversão. – peguei em sua mão e ele me arrastou até onde estavam os nossos amigos.
— Hey bells, quando vocês irão oficializar? – Rick me perguntou.
— Não estamos namorando – ri.
— Porque ela não quer – Seth morde minha orelha. Olhei-o assustada, de onde diabos vinha isso. Escutei um barulho vindo da pista dos Cullen. Edward me olhava sério, e sua bola parecia ter sido falha.
— Deixe de graça – revirei os olhos — até parece que você sossegaria o facho por minha causa – um grande coro de riso foi ouvido. Alice sorria para mim quando foi jogar, acho que estava perdoada.
— Então quer dizer que você pretende fazer? Pedir Bella em namoro? – Tia Rose perguntara.
— Se ela me quiser serei todo dela – Seth grudou nossos corpos.
— O que você está fazendo? – estava completamente assustada com essa postura dele.
— Confie em mim pequena, vamos dar um bello show – seu rosto estava com aquela cara... Estou fazendo arte.
— Ok – isso não me cheirava bem.
— Que tal loira – tia rose fez careta – Nós contra vocês?
— O QUE? – mas que merda Seth estava fazendo?
— Isso é um desafio? – Tia Rose colocou-se de pé e caminhou até nós.
— Aceita ou não? – OH NÃO, NÃO, NÃO, NÃO ISSO ACABARIA MAL. Vi Alice e Jasper se aproximarem.
— Os Cullen contra vocês? – Supôs.
— Exato — Jane aparecia do meu lado e se apoiou em mim.
— Topamos – Tio Emmett estava animado.
— Na nossa pista. Acabamos de chegar – Seth sorria
— Feito – Esme apareceu sabe Deus de onde.
Em segundos estávamos todos na mesma pista. Os Cullen, Seth, seus primos Demitre e Felix, nossos amigos Alec, Jane, Mathias e Rick.
— Estamos em maior número – Edward comentou. Sua voz não parecia amigável.
— Não estão não, senhor Cullen – Seth me puxou para ele novamente e me deu um selinho – Bella completa o nosso time
— Nem pensar – Alice e Edward falaram juntos. Eles se entreolharam e depois Alice continuo a falar o quão absurdo aquilo era.
— Vocês deixaram Claro, Os Cullen contra nós – Felix se meteu na conversa – Que eu saiba Bells não é uma de vocês – ele sorria – Na verdade ela é uma das nossas – ele piscou para mim. Seth, Eu, Felix e Jane rimos. Com toda certeza eles estavam lembrando do nosso pacto. Bêbados em Las Vegas fizemos todos nós fizemos tatuagens como forma de lembrar para sempre das nossa amizade e aventura. Me perdi em meio s memorias...
—BELLS – berraram comigo.
— Oi!? – tomei um susto.
— Que isso mulher dormiu em pé foi? – Alec perguntava
— Desculpa, estava perdida em lembranças nossas – ele sorriu malicioso
— Não essas Alec – gargalhei da cara triste que ele fez – Não fique assim, eu também gostei muito daquelas lembranças – sorrimos um para o outro
— Deixe, Ali – Jasper falou e eu o olhei – Estamos em maior número mesmo, nada mais justo. Bella nem joga tanto assim.
— Carl também não é um Cullen – Alice rebateu, argumento que eu deveria ficar com eles. Carl se fingiu de ofendido.
— Melhor ainda vocês ficam com ele e nós com a Bells... Desde quando você não sabe jogar Isa? Quando conheci você jogava lindamente – sorriu sacana para mim, esse era Demitri, ele tinha o habito de me chamar assim a vezes.
— Desde quando a Bella sabe jogar? – Alice ria e eu a olhei feio.
— Desde que eu a ensinei – Seth me pegou por trás cheirando meu pescoço. Meu corpo inteiro se arrepiou.
— Tem certeza disso? Bella jogando? Eu já tentei ensinar ela mais de mil vezes – Tio Emmett era um exagerado.
— Talvez não tenha usado a tática certa – fiquei vermelha com as lembranças de Seth me ensinando a jogar. Fora a primeira vez que ele tinha dado em cima de mim, quando me ensinou a jogar boliche em Las Vegas.
— Vamos lá Belles vamos mostrar para eles como se faz – Jane me rebocou para longe dos Cullen.
De longe pude ver os olhos de Edward em mim. Eu era um misto de sensações. Estava triste, pois, seja lá o que tínhamos, tinha acabado e estava nervosa por toda atenção que ele dirigia a mim. Sempre que eu o olhava seus olhos estavam em mim. Não sabia o que poderia passar pela cabeça dele ao me ver com Seth ou Alec... ou qualquer um dos meninos. Em algum momento Seth me convenceu a parar de pensar nisso e me divertir. E eu apenas fiz isso. E pela primeira vez o boliche estava sendo divertido. Era uma boa disputa, os Cullen eram muito bons no geral, mas nosso time não ficava para trás. Bom, talvez ficasse, eu sabia que tinha melhorado no boliche mas não era a ponto de dizer que era uma excelente jogadora... Eu agora conseguia acertar os pinos. Minha vez era logo depois de Edward. Quando estava indo pegar a bola Edward voltava de seu maravilhoso strike, braço esbarrou no meu com intensidade, prendi a respiração. Ele passou reto, como se nada tivesse acontecido. Nem me pediu desculpa. Olhei para trás e agora ele sentava no banco perto de Alice. Bufei, esse homem era complicado de mais.
— Isso ai Isa, relaxa e goza que dá certo — Demitri gritava para mim. Eu preciso falar que meu rosto ficou vermelho? Acho que não, né.
— Calma Bells, você consegue, não é a primeira vez que fazemos isso – ela gargalha.
— Sóbrios é sim – podia ouvir Alec rebatendo.
— Se ela acertou bêbada, lucida que ela faz direito – Demitri dizia.
— Ei Bells – olhei para trás e Seth vinha em minha direção – Vamos lá deixa eu te ajudar a lembrar – assenti. Ele se posicionou atrás do meu corpo.
— Afaste um pouco as pernas – fiz o que mandou. Seth pegou meu cabelo e jogou todo para um único lado e falou no meu ouvido – Agora olhe para frente – fiz – Incline o corpo para frente, assim mesmo. Tudo está no movimento do braço Bells, mas precisa firmar os pés para ter um ponto de equilíbrio, assim suas chances de errar são menores. – eu concordava com a cabeça.
— E se eu errar? – ele sorriu.
— A gente tenta de novo – ele se inclinou e beijou minha bochecha – Vai lá, você consegue.
— Ok – disse ele voltou para a beira da pista onde o resto dos nossos amigos estavam me dando apoio moral.
— AI JESUS – Demitri falou – Inclina mais não Bellinha ou meu coraçãozinho não vai aguentar.
— Que isso em Bells, devemos jogar boliche mais vezes – olhei para eles com cara feia.
— Desse jeito vocês vão me fazer rir e não vou acertar – eles sorriram e voltei a me concentrar. Ok eu podia fazer isso, eu acho. Era só não jogar a bola para fora. Inclinei o corpo balancei a bola na minha mão e a soltei. No mesmo instante cruzei os dedos. Ela rolou meio torta mais atingiu metade dos pinos. Eu abri a boca em choque e olhei para trás. Seth ria.
— Pegue outra bola – ele me disse.
— Mas eu já joguei – ele riu de novo
— Você acertou metade dos pinos então pode conseguir um spare ou seja, joga de novo.
— Ok – fui lá e fiquei esperando a bola laranja voltar pois era a mais leve dentre todas. Quando a peguei fui a pista e joguei de novo. Consegui derrubar mais 3 pinos. Estava mega sorridente.
— Toca aqui – Alec estendeu a mão para mim e bati
— Mandou bem Bells – Jane falara
— Mas preferia quando você jogou em Vegas – fiquei vermelha na hora quando Demetri falou
— Gostou porque ela ficou quase nua naquele jogo ne seu tarado – Jane lhe deu um soco.
— Ela não foi a única – Alec resmungava – Saí de lá só de cueca.
— Regras do jogo meu amigo, não pontuou tirou uma roupa – Felix explodia em uma gargalhada.
— Fomos expulsos aquele dia lembra? – Seth perguntava para mim.
— Como eu ia esquecer – rimos. Olhamos uns para os outros e caímos na gargalhada novamente – Fomos expulsos de quase todos os lugares.
— UAU BELLA – Jasper chegava até nós. Era vez dele de jogar – Foi o melhor que vi você fazer em 3 anos – dei língua para ele.
— Meu mentor foi excelente – disse abraçando Seth e ele riu.
— Tenho certeza que a tática dele foi bem eficaz – corei.
— Vamos indo meu povo, deixa o Jazz jogar – sentamos nas cadeiras. Conversávamos alegremente. Os Cullen me zoaram bastante. Para piorar minha situação começaram a contar minha triste história com esportes. Meus amigos é claro não perderam a oportunidade de fazerem disso motivo de piada. As horas correram tranquilas. Umas provocações ali outras aqui, mais isso tornava a coisa toda mais divertida, estávamos na penúltima rodada. Preparei-me para jogar, aos poucos fui pegando o jeito e sempre conseguia derrubar os pinos. Concentrei bastante, respirei fundo e joguei a bola. Soltei um grande grito quando vi que tinha feito um Strike pela primeira vez na vida. Olhei para trás e corri para Seth ele me levantou com tudo e me jogou para cima. Felix, Demitri e Alec chegaram em um piscar de olhos para ajudar. Sorria divertida sendo jogada para cima e as vezes dava uns gritinho com medo de sair. Seth me colocou em seu ombro e descemos da pista.
— XUPA TIO EMMETT – berrei para ele e o mesmo ria.
— CARMABA BELLA – Alice parecia menor ainda dali de cima – EU NÃO ACREITO QUE FEZ UM STRIKE.
— Me coloca no chão anjo – disse para Seth e mordi os lábios. Droga, as vezes eu chamava ele assim por causa de sua mãe e irmã. Ele me desceu e vi várias pessoas me olhando.
— Depois ela diz que não namora com ele – Rick me olhava engraçado.
— Mas não estamos – respondi e inconscientemente olhei para Edward. Seus olhos cravaram nos meus e o que vi ali não era nem um pouco agradável.
— Mas parecem formam um Casal muito bonito – Tia Esme sorria para Seth – Você parece gostar muito da minha menina.
— Ah, eu gosto muito – ele mexia no cabelo desconfortado – Bells é muito especial, ela é única. – Olhei para ele muito feliz com suas palavras.
— Porque vocês não se beijam logo? – Alice revirava os olhos – Ficam se olhando nessa melação toda.
— Alice, menos — Edward estava visivelmente desconfortado. Eu queria mudar o assunto da conversa.
— Ela é assim mesmo Alice, só me beija as escondidas – puxei o braço de Seth e o fiz me olhar.
— Não fale essas coisas ela acredita – ele riu.
— Ok, ok – ele me abraçou
— Porque vocês não namoram? – Tia Rose chegava na conversa.
— Santo Deus – mas porque Diabos eles estavam insistindo tanto que namorasse com Seth? Nem tínhamos tido nada depois que voltamos.
— Ela não me dá uma chance – ele piscou para mim e eu abri a boca.
— Isabella, que coisa feia o menino demostra lindamente como tem afeto por você — Tia esme sorria e acariciava o braço de Seth.
— Quanto mais ela pisa mais eu gamo – eu me soltei dele.
— Você está exagerando Seth – começava a me irritar.
— Não briguem meninos – tia Esme interviu – Não por nossa causa – Seth se inclinou e sussurrou no meu ouvido:
— Nada atiça mais um homem do que um rival, Bella – eu o olhava chocada. Ele estava fazendo aquilo de propósito? Só para provocar Edward? Isso não me parecia uma boa ideia.
— Se eu beijar você, iria recusar um beijo? – perguntou alto novamente para que todos escutassem. Eu iria matar Seth depois de hoje. Não sabia responder isso. Talvez se Edward não estivesse presente eu permitisse o beijo. Mas não com ele aqui. Eu sei que não tínhamos nada... Mas não era confortável pensar nisso. Nele me vendo beijar outro cara.
— Na frente de todos não – fui sincera.
— Ótimo – ele pegou minha mão e me arrastou para fora. Olhei para trás e vi minhas Esme e Rose sorrindo e fazendo sinal de ok com a mão.
— VOCÊ TA DOIDO SETH – soltei meu braço dele.
— Bells se acalme – ele sorria. Encostou-se em uma parede – Prometo que não vou beijar você – olhei para ele desconfiada – Por Deus só estou te ajudando.
— Não parece, nem um pouco – cruzei os braços.
— Você é muito ingrata. Pode não ter percebido, mas Edward não tirou os olhos de você hoje. Acho que corro vários riscos de vida. Se ele pudesse me matar com os olhos já estaria morto – escondi o riso – Isso ri da desgraça dos outros.
— Desculpa – me aproximei dele.
— Bells eu gosto muito de você, muito mesmo – ele fazia carinho em meu rosto – Mas enquanto essa sua história com Edward não se resolver prefiro não estar no meio disso.
— Nós não temos nada – aleguei.
— Mais cega impossível – sentia seu rosto perto do meu – Hoje só estava atiçando a fera. Bella quando cheguei e vi a forma como ele olhava para você, como se você fosse dele. Quando você me abraçou ele foi nítido o aviso que ele me mandou de “fique longe do que é meu”, mas você não é dele Bells, e eu só quis mostrar-lhe isso. Você é de quem quiser ser. Só você pode escolher isso.
— Eu gosto de você Seth, eu nunca tive ninguém como você na minha vida – disse
— Eu também, Bells, gosto muito de você – ele sorria
— Mas seu coração tem dona – sorri para ele – E ela não sou eu. — Eu não sou Jane pensei. Seth tinha um tremendo problema pela frente. Fazer uma garota bissexual que gostava mais de mulheres se apaixonar por ele... Eu desejava que ele fosse feliz.
— Digo o mesmo para você senhorita Swan, seu coração não me pertence – as palavras revelaram-se mais verdade do que imaginei.
— Então é isso? – Perguntei – Apenas amigos?
— Sim – ele me puxou para ele – Acabaram-se os benefícios – nós dois rimos – Um beijo de despedida? – sugeriu.
— Sim, um último beijo de despedida – joguei meus braços em volta de seu pescoço me entrando a nosso último beijo. Foi lento e doce, gentil e caloroso. Aos poucos o beijo fora parando, abracei-o com força. Feliz por ainda ter um amigo inigualável. Virei o rosto e apoie em seu tórax... Foi então que eu o vi. Parado, estático feito uma pedra me encarando...
— Edward – disse extremamente fraco. Me afastei imediatamente de Seth. O quanto ele tinha visto?????? Ele piscou algumas vezes e saiu a passos apressados da minha vista.
Levei alguns segundos para me recuperar do choque de vê-lo ali.
— Vamos voltar Bells – temos uma partida para termina. Seth sorria feliz. Ele não tinha visto Edward. Se não comentaria algo comigo... O que eu faria agora? O mais sensato era falar com ele. Caminhei o mais rápido que pude para a pista. Procurei-o mais não achei.
— onde está seu pai Alice? – perguntei sem rodeios
— Ele saiu um pouco depois de vocês e até agora não voltou, porque? – quis saber.
— Precisava falar com ele – foi tudo que respondi.
— Ele foi embora – Carl apareceu do nada me dando um susto.
— Como assim? Estamos na última rodada – Alice estava inconformada.
— Eu não sei anã apenas vi o carro dele deixando o local, não sei o que houve.
— Já que é assim, vamos falar com Alec e ver se um de nós pode jogar no lugar dele – Alice se levantou e saiu com Carl.
— Espera ai, se ele foi embora é desistência – Seth foi atrás dela. Sentei na cadeira... MERDA, MIL VEZES MERDA. Eu queria explicar para ele o que tinha acontecido... Porque ele fora embora? Eu estava agoniada e nem sabia o porquê. Eu sei que não devia explicações para ele... Mas... Mas eu tinha que explicar o que ele tinha visto, se é que ele viu algo, ou ouviu...
Distraída de mais para jogar, optei por sair do jogo também assim para não desclassificar os Cullen. Seth estava emburrado por isso, disse que estava sendo vira casaca. Eu não conseguia nem sorrir das suas piadas, passei o resto do tempo sentada pensando onde Diabos Edward estava... Ouvi gritos de Alice e presumi que eles haviam ganhado. Esme convidou todo mundo para comer em sua casa mas o pessoal recusou, tinham jantar em família na casa de Jane e Alec. Depois do que pareceu uma eternidade voltamos para casa. Minha primeira ação foi procurar o carro de Edward.... Estava ali, um alivio enorme me tomou. Queria conversar com ele logo, porém Esme fez todos Jantar antes. Fora até chamar Edward em seu quarto mas disse que o mesmo não iria descer. Jantamos e depois fomos jogar poker. Eu não queria jogar, eu não queria fazer nada, só queria falar com Edward. Em momento nenhum ele desce ou foi visto... Já eram 00:38 quando eu subi para o quarto. Alice estava cansada e amanhã acordaria cedo para fazer comprar com rose por isso foi dormir cedo. Fui para meu quarto. Tomei um bom banho e fiquei imaginando como faria para falar com Edward. Talvez eu batesse na porta de seu quarto. Eu não ia conseguir dormir desse jeito. Sai, enxuguei-me e vesti o baby doll mais confortável que tinha em meu guarda roupa. Deitei na cama. Iria esperar todos dormirem e então falaria com Edward. Se ele não tivesse acordado? Deitei de lado na cama e vi a porta... Olhei-a por alguns segundos. Levantei-me e fui até ela. Rezando para que não estivesse trancada. Girei a maçaneta e senti a porta abrir. Sorri presunçosa. Era minha vez de invadir o quarto dele. Assim que entrei percebi que estava no Closet de Edward... Era enorme por sinal, andei em direção ao vão que ligava ao quarto. Prendi a respiração quando o vi. Ele estava de boxer azul deitado na cama com um copo de bebida na mão. Olhava para o teto. Fiquei alguns minutos admirando sua beleza. Então ele virou de posição e me viu. Ele não sorriu ou ficou irritado ele não tinha expressão.
— Edward... – tentei falar.
— Va embora Isabella – ele havia sentado na cama e bebia tudo que tinha em seu copo.
— Não – disse firme – Eu não vou. Não enquanto não conversamos.
— E sobre o que quer conversar? – ele apoiou o copo no criado mudo.
— Sobre o que viu hoje à tarde? – dei um passo e adentrei em seu quarto – Edward escuta – ia falando e ele me interrompeu de novo.
— Isabella você não me deve explicações, na verdade você não me deve nada, não é como se você e eu tivéssemos algo para você aparecer aqui e se explicar– sua voz tornou-se amarga.
— Então me diga porque está com raiva de mim? – cheguei mais próximo dele. Mas ainda estávamos distantes.
— Não estou – disse mentindo na maior cara de pau.
— Não minta – odiava isso. Porque ele não dizia qual o problema e eu tentava resolver.
— Não é como se tivesse direito a sentir algo – ele falara.
— Mas está com raiva – afirmei.
— SIM ISABELLA – disse alto.
— Se você me deixasse explicar, se não tivesse saído daquele jeito – estava irritada – Eu teria explicado tudo e não estaríamos nessa situação.
— Explicado o que? Que você e seu namorado estavam se beijando? Eu percebi isso — disse ironicamente.
— Meu Deus, que cisma é essa dessa família?! – joguei as mãos ao alto – Seth NÃO é meu namorado – ele tinha ficado em pé agora.
— Quem está mentindo agora? – pegou seu copo e foi encher com mais bebida. Andei até ele e tirei o copo da sua mão
— Será que você pode prestar atenção em mim – ele parecia irritado – Olhe para mim
— Eu não tenho namorado Edward! Seth e eu tivemos algo sim, mas hoje só somos amigos. Fazia um bom tempo que nós não tínhamos nada, mais não tínhamos deixado claro que nossos benéficos de amizade tinham acabado, foi um beijo de despedida. Apenas isso – levei minha mão ao seu rosto – Acredite em mim – pedi. Ele cobriu minha mão com a sua.
— É meio difícil de acreditar quando passei a tarde toda vendo ele agarrar você, vendo ele te abraçar, ter você sempre por perto... ver a forma como você sorri para ele... Ver vocês tão íntimos lembrando de algo que fizera juntos... – ele levou minha mão a sua boca e a beijou. – Vocês pareciam perfeitos de mais juntos – eu tive que sorrir com o que ele falou. – Vocês transaram? – que porra de pergunta era aquela??
— O que? – comecei a rir
— Responda – ele estava extremamente sério.
— Edward, porque tenho que responder isso? – quis saber.
— Pela sua resistência presumo que sim – disse se afastando de novo e eu o alcancei. Abracei seu corpo.
— Isso realmente importa? – ele estava rígido – Sim, nós transamos mas e daí? – ele virou para mim no mesmo instante.
— Eu não consigo suportar a ideia de ele te tocando... Ver ele a beijando hoje... Você parecia rendida – ele fechou os olhos.
— Não, eu estava aproveitando e me despedindo de todos os momentos bons que tive com ele, apenas isso – o que esse homem queria de mim afinal?
— Foram mais que duas vezes então? Que vocês transaram? Quantas vezes Isabella?
— Eu não sei Edward eu não fiquei contanto... – mais que merda ele queria com aquilo?
— Muito bom saber disso – ele andou para a cama e eu fui atrás dele. Sentou-se na beira da cama e fiquei bem perto dele. Olhou para cima para enxergar meu rosto.
— Edward – ele colocou o dedo em meu lábio me calando.
— Tudo bem Isabella, eu realmente entendi. Está tudo bem, apenas vá para seu quarto. – abaixou o rosto e passou as mãos pelo cabelo. Droga, porque ele estava daquele jeito... não estava nada bem... era visível isso.
— Não vou embora Edward, pare de me expulsar daqui – disse com raiva e me afastei um pouco.
— O que você quer Isabella? Você veio aqui para conversar não foi? Fizemos isso. Você veio me explicar o motivo do seu beijo ardente com Seth e já o fez. – eu ri do que ele disse – Qual é a graça? – ele estava de pé novamente se aproximando.
— Acha que meu beijo com Seth foi ardente – não consegui suprimir o riso.
— Não quero que comece a descrever seu beijo com aquele moleque. Estou muito bem assim – Edward estava sério – Eu vi o quanto você estava entregue naquele beijo.
— Então você não enxerga direito – disse – Era um beijo de despedida não existia nada de ardente – fiz uma pausa – Nunca houve, Edward, em nenhum deles – caminhei até ele e coloquei minhas mãos em seu tórax, ele respirou fundo – nunca estive entregue em nenhum beijo com Seth – arranhei seu peito – Nunca foi ardente e intenso... Eu só sinto isso com você e apenas você – beijei seu pescoço – Faça-me sua essa noite Edward, deixe-me mostrar o quão rendida eu estou por você...
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