Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês. Desculpem se demorei. Tive uns probleminhas mais grças a Kah eu consegui deixar o capitulo bom o suficiente, dignos de vcs. Espero que gostem do que fizemos. Boa leitura.

Capítulo 13

Bella

As coisas andavam bem esquisitas entre Alice e eu. Depois do seu aniversário, ela me pediu para dormir lá, mas eu não consegui. Eu necessitava estar o mais longe do possível do pai dela e, dormir na mesma casa que ele, depois de tudo que aconteceu naquela noite, não seria uma opção. Passei o final de semana longe dela, nem apareci em sua casa. Fiquei com minha mãe em casa assistindo filmes.

No domingo à noite, eu, Seth e uns amigos dele saímos para comer pizza. A semana pareceu se arrastar. Alice insistia em saber o que tinha acontecido comigo, dizia que eu estava diferente e que queria saber o porquê. Dei mil e um motivos para ela acreditar que estava bem e que nada havia mudado, mas ela não desistia. Eu me ocupava de todas as formas para não encontrar com Alice e acabar tendo outra rodada de discussões. Consegui evitá-la durante as aulas e, nos horários livres, ficava com Seth e sua turma. Porém, toda noite eu a encontrava em nosso dormitório e sempre acabávamos discutindo, ela insistia em fazer perguntas sobre a noite em que sumi: Onde fui, com quem fui, o que fiz, o que não fiz, o que levou minha mãe me por de castigo, dentre outras coisas... Estava me sentindo sufocada. Não queria mentir para minha melhor amiga, mas eu já estou. Então, tentava mentir o menos possível. Alice alegava que minha mudança repentina era devido a Seth. Que meu comportamento com ela estava diretamente ligado a ele, que ele estava afastando nós duas e que eu não dizia as coisas para ela por causa dele. Eu tentava defender Seth na medida do possível, mas era mais fácil que Alice trilhasse pelo caminho errado. Me sentia mal com isso. Eu estava sendo hipócrita com ela. Mas, como você conta para sua melhor amiga que transou com o pai dela? Não estava nos meus planos revelar isso. Ainda tinha o fator que não me deixava esquecer de Edward e do que fizemos... Os olhos de Alice... Toda vez que ela me encarava com aqueles olhos verdes, eu poderia jurar que eram os Edward que me olhavam.

A culpa me corroía aos poucos. Me sentia uma falsa. Quando percebi, eu e Alice estávamos com um abismo entre nós. Nossas conversas resumiam-se a bom dia, boa tarde, boa noite e o básico que a educação nos oferecia. As fofocas no colégio já rolavam soltas sobre eu e Alice. As especulações sobre o que podia ter causado nossa falta de comunicação e minha proximidade com Seth era o assunto do momento. Podia escutar pessoas fofocando sempre que andava pelos corredores.

Minha única salvação no momento era Seth, nossa amizade tinha se fortalecido muito. Seth deveria ter uma vaga ideia do que eu e o pai de Alice tivemos, mas ele nunca me perguntou nada a respeito e eu não tinha coragem de falar sobre esse assunto. Nossos momentos juntos eram leves e recheados de diversão. Ele sempre me fazia rir com seu bom humor. Quando não estava com Seth, estava na biblioteca estudando, ou dando monitoria para alguma pessoa.

Então, não demorou muito para outra fofoca surgir na escola: Eu e Seth estávamos namorando. Alice parecia ainda mais irritada com essa nova fofoca e veio conversar comigo. Ela não acreditava que eu e ele fossemos apenas amigos. Está certo que eu e ele ficamos juntos, tivemos ou temos um rolo, não sei bem como classificar, mas desde que as aulas retornaram eu e Seth não tivemos mais nada. Estávamos sendo apenas amigos. Mas Alice não acreditou em mim. Na realidade eu até a entendia. Não sabia como resolver as coisas entre nós duas, apenas sabia que precisava fazer algo, mas não como.

—Se você apenas falasse a verdade – Dizia Seth

— Isso não é uma opção – Estava fora do aceitável contar a ela a verdade.

— Por causa do pai dela? – Engasguei com o suco que tomava – Bella, por favor. Você acha que eu não saquei que algo estava rolando ou rolou entre você e o pai dela? Só se fosse cego. – Senti meu rosto ficando vermelho.

— Você não está pensando mal de mim? – Quis saber.

— Bells – Ele fez carinho em meu rosto – Eu nem sei direito o que aconteceu entre vocês. Como posso julga-la? – Seth tinha o dom de fazer as pessoas se sentirem bem.

— Ahh Seth, é muito confuso – Bufei – Às vezes nem eu mesma acredito em como o destino pode ter sido tão sacana comigo.

— Existe alguma possibilidade dessa historia acabar bem? – Perguntou. Analisei por alguns segundos minhas hipóteses.

— Nenhuma – Confessei.

— Então você tem duas opções – ele sorria como um garotinho malicioso para mim – Ou você conta tudo para Alice e acabe de vez com essa merda, ou você aproveita ao máximo antes que ela descubra e de merda também – Dei uma gargalhada estrondosa.

— Você não existe Seth – Continuava rindo.

— Pelo menos consigo faze-la sorrir – Disse – Ultimamente você anda sempre triste ou estressada. Esta sendo difícil aguentar você.

— Como você é abusado – Peguei meu caderno e bati em seu ombro.

— Eu tenho que ir Bells – Me deu um beijo na bochecha – Não posso me atrasar pra aula de Genética.

— Não esquece de devolver minhas anotações – Gritei para ele. Escutei ele gritar um Ok para mim.

Continuei por um bom tempo sozinha na sala estudando para as provas que ocorreriam na final da semana. Ultimamente minha concentração estava uma droga e isso repercutia nos estudos. Ou seja, acabava estudando quase duas vezes todas as matérias para poder assimilar tudo. Escutei a porta ser aberta e alguém entrar. Pensei que fosse Seth e a aula de Genética dele já tivesse acabado.

— Ei Seth, não precisava correr também para devolver minhas... – quando me virei para olhar quem era as palavras morreram – Alice...

— Tão ruim assim me ver? – isso não iria acabar bem. Ela andou até a mesa que eu estava e sentou numa carteira bem na minha frente.

— Hum, precisa de alguma coisa? – eu não sabia como agir com ela ultimamente.

— Meu Deus, Bella, você me trata como se não fossemos amigas – ela já estava exaltada.

— Me desculpe se não sei mais como lidar com você, já que ultimamente todas nossas conversas terminam em brigas – eu não queria discutir novamente.

— Porque será, em? Talvez o que cause tudo isso seja o fato de você estar mentindo para mim. – nós nos encarávamos – É tão difícil assim ser honesta comigo?

— Alice ...– eu não sabia como contornar a situação.

— Não me venha com essa, eu sei bem o que vai dizer, as mesmas coisas do que das ultimas vezes. Soa tão miticamente idêntico que fica impossível não perceber que você está mentindo. – essa conversa seria longa.

— Talvez se você deixasse isso em paz eu não precisasse mentir – respondi.

— Então está assumindo que vem mentindo para mim – ela estava irritada.

— Não foi isso que quis dizer! – droga ela sempre me confundia.

— O que estava fazendo aqui com Seth? – perguntou

— Estudando e conversando, nada de mais – dei de ombros.

— Coisas que fazia comigo e agora são destinadas somente a ele – ela estava debochando.

— Nem comesse Alice – suspirei – Estou cansada de brigar com você sobre os mesmos assuntos.

— Você vai ter a coragem de dizer que não anda me evitando? Que não passa a maior parte do seu tempo com Seth? Que você ocupa todo seu tempo para não ter que encontrar comigo? – Podia ouvir a mágoa em suas palavras – Você esta visivelmente colocando ele na sua vida e me deixando de fora, Bella.

— Claro que não Alice – já estava nervosa.

— PARA ISABELLA! PARA COM ISSO. É SEMPRE A MESMA DESCULPA. EU ESTOU CANSADA DE DISSO. EU NÃO SEI O QUE É PIOR: SABER QUE VOCÊ MENTE PRA MIM, SABER QUE ESCONDE COISAS DE MIM OU VER VOCÊ ME EXCLUINDO DA SUA VIDA PARA POR SETH NO LUGAR – ela tomou folego – Isso dói sabia? Ver você me evitando, ver você omitindo as coisas e mentindo... Pensei que fossemos melhores amigas, Isabella – Meus olhos se encheram de lágrimas – Eu realmente pensei que isso nunca aconteceria entre nós. Você está nos afastando, está colocando uma lacuna entre nós, e não me peça pra aceitar suas desculpas e mentiras. Não posso fazer isso, porque eu não minto para você, não escondo as coisas de você, eu não te trato diferente, como você está fazendo desde que voltou das férias. Não sei o que aconteceu com você... Não sei nem como te ajudar porque você não me permite. Eu só vejo você se distanciar a cada dia por escolha própria. Bella, você sabe que pode contar comigo para tudo, certo? Eu não vou julgar você, seja o que for que tenha acontecido, sempre vou estar do seu lado – ela me encarava com aqueles olhos verdes intensos, eu só conseguia lembrar de Edward.

— Eu... Eu.. – Eu não iria aguentar. Eu iria contar tudo para ela.

“Isabella Marie Swan, compareça a secretaria. Isabella Marie Swan, compareça secretaria”

— Eu preciso ir – juntei minhas coisas rapidamente e coloquei tudo dentro da mochila. Tinha sido salva pela Dona Rosa, a moça que passava os recados nos autofalantes da escola.

— Você sempre foge Isabella. É isso o que mais me irrita em você. Você sempre foge do que não consegue lidar com a situação. – dei uma ultima olhada para Alice e fui para a secretaria.

À medida que eu ia me aproximando me perguntava o que eles queriam comigo. Quase nunca era chamada. Pensei em tudo que poderia ter feito nos últimos dias que acarretasse algum problema mais não tinha feito nada de errado.

— Sra. Malcon alguma coisa errada? – quis saber.

— Oh não menina Bella, esse moço pediu para chama-la — Ela apontou para Carl e ele deu um aceno.

— Obrigada por avisar – sorri para ela e fui a encontro de Carl. – O que você faz aqui?

— Edward me mandou – disse.

— Eu sei que ele mandou você, mas, por que? – insisti.

— Exame – foi tudo que ele explicou e minha boca se abriu.

— Eu não acredito que ele vai insistir nisso – nós sussurrávamos um para o outro.

— Bella, deixe o homem, ele tem os motivos dele para toda essa paranoia. Apenas venha comigo para finalizar logo essa história.

— Eu não posso sair assim – eu realmente não podia.

— Já estou até com a sua autorização – ele falava mostrando um passe de saída para mim.

— Como conseguiu isso? – o passe de saída era assinado pela diretora e pela secretaria da escola.

— Ficaria surpresa com as coisas que Edward consegue fazer – meu corpo esquentou quando ele disse isso. Lembranças da nossa noite me atingiram sem permissão. — Edward deixou ordens claras para fazer tudo que está ao meu alcance e tem mais – ele sorriu como se estivesse rindo de uma piada interna – Ele mandou dizer que, se não for comigo irá com ele. Então eu acho melhor você facilitar para nós dois e me acompanhar. Nenhum de nós quer Edward se envolvendo nisso certo? – perguntou.

— Oh sim. Você está realmente certo. Me de alguns minutos. Vou apenas trocar de roupa – ele assentiu.

— Espero você na entrada do colégio – respondeu deixando a secretaria.

Corri pelo Colégio para chegar ao dormitório o mais rápido possível. Não queria correr o risco de ter Alice cruzando com Carl. Eu não saberia me explicar.

— Bells – Seth gritou.

— Agora não Seth, estou atrasada. Depois nos falamos – continuei correndo.

Entrei rapidamente no quarto e peguei uma calça Jens e uma blusa básica. Vesti as presas. Escovei os dentes, prendi um cabelo e calcei meu All Star. Quando saio pela porta dou de cara com a minha mãe.

— MÃE – tomei um susto ao vê-la.

— Filha, está tudo bem? Porque te chamaram na secretaria? – esse era o problema de ter sua mãe trabalhando na escola, ela estava sempre por perto, e agora eu não sabia o que dizer.

— Hum, ah não. Só me chamaram para acertar umas coisas sobre a monitoria com alguns alunos, nada de mais. Tive uns problemas na semana passada com alguns alunos, mas agora tá tudo certo – menti descaradamente.

— Ah, que bom filha – mamãe colocou um fio de cabelo solto do meu cabelo para trás da orelha – Vai a algum lugar? – perguntou olhando minha roupa.

— Hum, eu e Alice vamos sair – foi a primeira coisa que pensei.

— Vocês não estavam brigadas? – levantou uma das sobrancelhas para mim.

— Dona Renée por dentro das fofocas da escola – disse com tom brincalhão de reprovação.

— Foi difícil não escutar os alunos conversando sobre isso – nós duas rimos.

— É, eu imagino — estava impaciente. O que tanto minha mãe queria?

— Aonde vão? – droga ela iria prolongar aquilo se não desse um basta.

— Vamos ao shopping – Alice sempre ia ao shopping.

— Mas você nem gosta de ir – ela estava querendo alguma coisa.

— Eu sei mãe – fiz cara de desgosto – Mas vou, justamente para tentar me acertar com Alice. Uma oferta de paz – ela sorriu.

— Que bom filha, fico contente em saber disso. Estava preocupada com vocês duas – me deu um beijo – Vá logo, não queremos deixar Alice esperado.

— Não mesmo – Eu era uma péssima filha e melhor amiga. Estava mentindo e me tornando boa nisso, o que não é algo legal.

Saí às presas dali, antes que minha mãe resolvesse fazer mais alguma pergunta. Quando cheguei a saída vi Carl encostado em uma BMW esportiva muito linda.

— Nossaaaaaa que carrão – disse e ele riu.

— Não é meu – eu o olhei fazendo uma pergunta muda de quem seria então – É de Edward. Ele tem um fascínio por maquinas rápidas. – me senti incomodada com a menção do nome dele.

— Vocês compartilham do mesmo fascínio – perguntei quando Carl abriu a porta do carro para eu entrar.

— Oh sim, eu e ele temos o mesmo amor pelas maquinas. Mas, é claro, Edward sempre tem os melhores carros e morre de ciúmes deles – disse sentando no banco do motorista.

— Mas ele te deixou dirigir... – por algum motivo eu queria saber mais sobre Edward.

— Ahhh – ele deu uma boa risada – Isso aqui foi um suborno. – ele dava um sorriso com todos os dentes aparecendo.

— Suborno? – como Carl conseguiu subornar aquele homem???

— Bella, era ele quem deveria estar aqui, não eu. Disse que só viria se ele deixasse dirigir esse carro – ele corria muito pelas ruas.

— Ele não quis vir? – perguntei irritada. Então agora ele não queria me ver? – Porque ele não quis vir?

— Ah Bella, é complicado– Carl não sabia o que me responder.

— “É complicado” é a desculpa mais ridícula e velha desse mundo, Carl. Mas realmente não importa, eu também não queria vê-lo – disse e encerrei o papo. Estava irritada de mais.

20 minutos depois, estávamos estacionando em uma clínica em que a consulta deveria custar os olhos da cara. Assim que ele estacionou, saí de dentro do carro. Estava irritada de ficar sentada em algo que pertencia ao todo poderoso Edward.

— Bella, espera ali – ele apontou para um lugar onde tinha um monte de cadeiras.

— Ok – como assim ele não queria me ver? Ele tinha sido um puta sacana e ainda não queria me ver? Isso era um desaforo.

Carl foi até uma atendente muito bonita e conversou alguns minutos com ela. Logo em seguida ela andou até mim.

— Senhorita Isabella pode me acompanhar, por favor? – levantei e a segui.

Caminhas um pouco até chegar em um sala no final do corredor

— O Doutor Lance já está pronto para atende-la. – abriu a porta para mim, entrei e logo ela fechou.

—Senhorita Cullen, certo? — perguntou o Doutor Lance desgostoso.

— Bella, pode me chamar de Bella – corrigi.

— Ok Bella, vou lhe fazer algumas perguntas. Idade? – perguntou


— 16 anos — disse e ele ergueu os olhos para mim. Seu rosto demostrava choque. Eu poderia imaginar o que ele estava pensando.


— Desculpe, você disse 16 anos? — ele parecia não acreditar em minha idade.


— Sim — foi tudo o que disse.


— Quando foi sua primeira menstruação? — ele mantinha os olhos fixo no prontuário.


— 14/07/12 — fui sistemática ao responder.


— Data do último ciclo? — doutor lance parecia irritado.


— Há exatos 9 dias atrás — respondi firme. Ele novamente olhou para mim mas, dessa vez, parecia estar mais aborrecido ainda.


— Sua menstruação já desceu então?


— Sim — seria o mais direta possível. Era óbvio que o Doutor Lance não queria estar fazendo isso.


— Mantém relações sexuais? — soltei um risinho baixo.


— Tive minha primeira relação há menos de um mês — ele apertou o nariz com a mão em um gesto que claramente demostrava impaciência.


— Sua vida sexual é ativa senhorita Bella? — eu queria matar Edward por me fazer passar por isso.


— Não — sentia meu rosto esquentar.


— Faz uso de algum método contraceptivo?


— Sim, tomo pílula há quase 3 meses — essa consulta não fazia nenhum sentido. Se Edward queria uma prova concreta de que eu não estava gravida, bastava ir a um laboratório fazer um exame. Não necessitava disso. O doutor bufou irritado.

— O que Edward quer mais do isso? Sua menstruação já veio, você toma anticoncepcional... Ainda me coloca pra fazer uma coisa dessas – murmurou saindo da mesa e pegando algumas coisas em seu consultório — Sente-se aqui, Bella — apontou para uma poltrona que havia no outro canto da sala. Andei até lá e sentei-me. Ele pegou meu braço e colocou em cima de um apoio. Mandou eu fechar a mão, amarrou uma tira elástica em meu braço, esterilizou a região onde iria retirar o sangue e logo em seguida retirou uma amostra. Me deu um algodão e pressionei no local para estancar.


— Já está liberada, Bella — disse voltando a sua mesa.


— Obrigada e boa tarde — disse e sai o mais rápido possível de lá.

A ideia de Edward não querer me ver me irritava profundamente. Eu nem sabia o porquê. Ele tinha todo direito do mundo de não querer me ver... Então, porque isso me abalava tanto? Eu também havia sido uma idiota. Tinha destruído o escritório dele inteiro. Irritei tanto o homem, a ponto de ele esmurrar sua própria mesa de vidro... Ele havia se machucado e, para piorar a situação permaneci impassível, sem mover um dedo para ajudá-lo. Claro que ele não queria me ver depois disso. Fora todas as coisas que tinha falado para ele. Agora elas pareciam tão ridículas. Eu não tinha deixado ele se explicar. Não quis nem ouvi-lo, só fiquei lá gritando. Droga, eu havia agido feito uma menina mimada. Claro que ainda estava chateada por saber que ele havia dormido com minha mãe. Toda vez que me pegava pensando nele durante os dias eu lembrava desse detalhe para poder afasta-lo. Ainda não havia superado isso. Mas agora, quando pensava nele e minha mãe, não conseguia parar de pensar como havia sido injusta. Droga, ele não sabia que ela era minha mãe. Eu mesma havia dito que era só uma transa, que nada existia entre nós e agi como se fossemos mais. Toda vez que pensava nessas coisas, me sentia tremendamente envergonhada pelo meu comportamento. Provavelmente ele estava pensando que eu era uma menina histérica e, por isso, nunca mais queria me ver ou então que eu faria outro show assim que eu o visse. DROGA, DROGA, MIL VEZES DROGA. Eu não queria que ele tivesse essa imagem de mim. O que ele esperava que eu fizesse? Foi um choque quando ele falou do seu envolvimento com minha mãe, não sabia como reagir, nem estava pensando direito, só falei o que veio na cabeça... Eu podia agir como uma bela idiota as vezes.

Entrei no quarto estressada e tensa. Não queria continuar pensando nisso, pois, quanto mais eu pensava, mais infantil eu percebia que havia sido. Agora, o que mais queria era um bom banho.

— Onde você esteve hoje? – tomei um susto da porra quando percebi que Alice estava ali.

— Pela escola – respondi.

— Com essas roupas? – indagou. Merda, esqueci que não estava usando uniforme.

— Saí com Seth – lá estava eu mentindo de novo — Nós fomos tomar um sorvete – disse tirando os tênis.

— Mentira – era o que mais ouvia Alice dizer.

— Eu passei 50 minutos inteiros com Seth na aula de Literatura – merda eu havia sido pega – E ainda tem sua mãe, que me perguntou como havia sido nosso passeio no shopping e que estava feliz por saber que estávamos voltando a nos entender. — ela havia sentado na cama.

— Você disse a ela que não estávamos juntas? — eu estava ferrada.

— Não. Eu compactuei com a sua mentira. Apesar de tudo, eu não iria entregar você pra tia Renée — pude respirar com tranquilidade. — Mas ainda quero saber onde você estava.

E agora o que eu faria? Como eu ia sair dessa.

— Eu só precisava sair um pouco Alice — fui me esquivando para o banheiro.

— MEU DEUS ISABELLA EU NÃO AGUENTO MAIS ESSA SUA ATITUDE — agora ela estava irritada — Eu minto por você e você não tem nem a consideração de me dizer o porquê disso. Eu estou farta Bella. Farta de você e suas mentiras, ou você me conta agora o que está acontecendo, ou então você não precisa nem se preocupar em ser educada comigo. Não vou continuar fingindo que tenho uma amiga quando ela nem age como uma — suas palavras tinham me atingido. Eu sabia como Alice era em relação a sinceridade e honestidade e estava fazendo tudo aquilo que ela detestava. Mas não tinha como falar sobre hoje. O que eu falaria? Então Alice, eu fui no médico que seu pai mandou pra ele ter certeza que não estou grávida dele! Fique feliz você não terá um irmãozinho!!! Quanto mais queria sair dessa situação mais me via presa atada a todas as mentiras que já havia contado a ela.

— Alice não quero conversar sobre isso! — foi só o que pude dizer.

— Certo — ela levantou da cama e andou até a porta — Hoje irei dormir com a Carla — bateu a porta com força ao sair.

Comecei a chorar compulsivamente assim que ela saiu. Não tinha forças para tentar ser forte. Eu estava mentindo para minha melhor amiga há dias, não só para ela para minha mãe também! Estava fazendo algo que eu detestava, enganando as pessoas que eu amava! Eu estava perdendo minha melhor amiga! Podia ver o quão magoada ela estava, o quão decepcionada ela se encontrava comigo. Isso me matava aos poucos. Pior ainda era ver que quase não ficávamos mais juntas e isso tudo era única e exclusivamente culpa minha. Eu estava mentindo para Alice para acobertar eu e Edward. Pensar nele era pior. Me lembrava de seu rosto quando eu o ofendi. Eu lembrava do seu rosto quando disse aquelas palavras horríveis.... A dor que enxerguei em seus olhos era mesma que vi nos de Alice segundos antes dela me deixar aqui sozinha. Eu estava tão confusa com tudo. Principalmente com meus sentimentos, não podia nem conversar com minha melhor amiga sobre isso. Fui até minha cama e peguei a camisa azul de Edward. Seu cheiro não estava mais lá. Ultimamente fazia muito isso. Dormia agarrada a ela chorando em silêncio por tudo que houve entre nós. Por todo o azar que o destino nos trouxe. Eu sabia que ele me queria e eu também o queria... Era insano! Era loucura! Mesmo depois deu saber que ele tinha estado com a minha mãe e que ele era o pai de Alice eu o queria secretamente. Meu desejo por Edward queimava por todo meu corpo e eu o empurrava para o fundo e trancava a sete chaves, era fácil lidar com esse fato se ele não parecesse real, se eu não o aceitasse. Era proibido, era perigoso... Porém, quando estava sozinha agarrada a sua blusa, eu não podia evitar pensar em nós dois. Pensar em nossa dança e no que ele me disse... Que não podia escapar dele. Talvez ele estivesse certo. Talvez nem o fato dele ter tido algo com a minha mãe fosse forte o suficiente para eu parar de deseja-lo. Eu queria poder contar tudo isso a Alice... Queria dizer tudo a ela... Tudo o que eu sentia, tudo que eu queria, tudo que me fazia sofrer... Mas como iria contar a ela que tudo que deseja era o pai dela? Queria contar para alguém o quanto tinha sido idiota com Edward e que por isso ele não queria nem me ver.... Eu queria dizer o quanto aquilo me deixava mal.... Eu queria poder falar tudo... Me sentia uma bomba relógio prestes explodir. Estava sufocada em mim mesma, sufocada por minhas próprias mentiras, sufocada pelos meus erros. Não sabia qual caminho tomar para emergir e poder respirar.... Eu precisava de ajuda e, a única pessoa para qual eu podia pedir, era a única que não podia faze-lo.

Então eu chorei, agarrada a blusa de Edward. Chorei até o sono me tomar.

Notas finais
O que acharam??? A bella ta caindo na real neh gente? Já tava na hora. Espero que tenham gostado. Comentem e nós deixem saber o que acharam :D bjs até o próximo.