Tudo Por Você
22 Aflição
Notas iniciais
Capítulo 22
Bella
— Um sorriso pode ter dois significados: Ou ele mostra o quanto você está bem, ou esconde o quanto você está mal – Seth mantinha seus olhos escuros e intenso nos meus – Diga-me, qual é o significado desse seu sorriso? – permaneci com meu sorriso no rosto. – Você passou o almoço inteiro alheia à todos, Bella. Não só o almoço a tarde toda ficou distraída, desatenta... Não irá me contar o que aconteceu? – eu não sabia se queria conversar... Tudo que queria saber era onde Edward havia ido, com quem, fazer o que, e porque demorava tanto a voltar. A tarde já chegara ao fim. Estávamos todo no jardim dos Cullen assistindo o pôr do sol em volta de uma fogueira.
— Eu não sei nem como começar Seth – ele se aconchegou ao meu lado. A temperatura havia caído bastante e eu e Seth estávamos compartilhando uma colcha perto da fogueira para nos aquecer.
— Todos estão distraídos fazendo algo, ninguém irá reparar em nossa conversa. Não posso ir embora assim Bells, sabendo que algo errado está acontecendo com você. – apoie minha cabeça em Seth e o deixei me fazer carinho. Eu precisava me sentir um pouco segura e em paz.
— É Edward, Seth – estava praticamente sussurrando com um nó formando em minha garganta – Estou um caos Seth, completamente. Não sei decidir o que quero pra minha vida. Eu o mando embora mas quando ele vai... eu... eu apenas não posso deixa-lo ir. Isso nunca vai dar certo Seth... Nós somos incompatíveis. Ele é muito teimoso e grosso. Impossível de lidar. Discutimos quase sempre que estamos juntos... Não sei o que faço. Quero que isso acabe, queria poder dar um ponto final nisso, mas não sei se consigo... E hoje quando ele foi embora... Eu acho que pode ter sido o ponto final que não conseguir colocar... – uma lágrima teimosa escapou de meus olhos – Eu sei que deveria estar feliz. Isso é o certo. É o correto para o que temos. É a única forma de não acabar em problema mas.... Porque não consigo aceitar isso dentro de mim? – aconcheguei-me mais a ele, buscando preencher com seu abraço o incomodo que a ausência de Edward me causava.
— Não pense de mais Bells, simplesmente faça. Você sofre muito por ficar pensando de mais nas consequências – ele disse
— E como não pensar Seth? Quando olho pra ele lembro de tudo que ele é – eu estava com dor de cabeça tremenda. Estava cansada de passar a tarde toda sorrindo para todos quando a única coisa que eu queria era ir para o quarto e ficar lá... Sozinha.
— Por um acaso quando você o beija você o vê como pai da sua melhor amiga? Quando vocês estão juntos é isso que você vê? – perguntou-me
— Não né Seth – chegava a ser idiota essa pergunta. – Quando ele me beija – tive que respirar fundo ao lembrar dos lábios daquele homem maravilhoso – Eu não sei de nada... A única coisa que sei é que não quero que ele pare.
— Tudo na vida melhora quando você para de se preocupar com a opinião dos outros – sua voz era tranquila
— Como pode me dizer isso Seth? Porque não é minha razão? Porque não pode ser a pessoa que vai me fazer ver o quão louca eu estou de ficar com Edward... Eu preciso que você me ajude a enxergar isso. Eu não posso fazer isso com Alice, eu não posso fazer isso com Esme ou Carlisle. Eles não me perdoariam. Tem ideia do que eles iram pensar de mim? MEU DEUS, eu não quero nem imaginar... – eu sentia uma pontada de desespero chegando.
— Você se torna extraordinária quando não tenta ser aquilo que os outros querem que você seja, Bella – ele puxara meu rosto para olhar-me – Você não precisa ser a menina que a família Cullen espera que você seja. Você não precisa agir e ser de uma forma que irá agradar Alice ou qualquer outro... Você só precisa ser você. Pare de tentar ser perfeita para os outros e passe a ser o que você quer ser, fazer o que você deseja fazer. Viva a sua vida para você... Eu não aguento vê-la falar desse jeito. Você está infeliz agora, com peso na consciência, com mil e uma penitências para o seu comportamento porque alguém desaprova... Mas enquanto a você, Bella? Você desaprova? Você acha errado? É sua vida Bells, é sobre você e só você... Só dessa vez faça algo que você queira sem pensar em terceiros...
— Mas, Seth... – tentei argumentar.
— Eu quero vê-la bem Bells, apenas isso – ele sorriu para mim – Pare de se culpar por tudo. Pare de procurar defeitos e problemas... Só se permita viver – eu não sabia o que responder para ele. Não podia contesta-lo em nada. Seth parecia entender o mais íntimo de minha alma... – Não torne as coisas impossíveis só porque você acha que elas são – ele me deu um beijo demorado na testa e eu pude respirar aliviada depois de uma longa tarde.
Eu ainda estava inquieta, claro, o sol já havia se posto e Edward ainda não havia chegado. Os momentos da nossa briga estavam vivos em minha cabeça. Eu podia ver como aquilo fora ridículo agora... Deus, mas porque ele era assim.... Porque não confiar em mim? .... Aquilo me machucou. Minha palavra para ele não significou nada... Eu confiava nele.... Eu confiei. E ele achava que daria o golpe do baú!? Eu tão nova assim e com uma vida inteira pela frente ficar gravida do pai da minha melhor amiga.... Ele não conseguia ver o quanto isso soava ridiculamente idiota!? As coisas que eu havia dito... A forma como ele saiu de lá... e até o jeito que ele me tratara eram coisas que não paravam de vir a minha mente. Seth tentava a todo custo focar minha atenção em alguma coisa, mas a todo instante eu me via perdida em pensamentos que me levavam até Edward. Em algum momento percebi que haviam violões ali conosco e que tia Rose cantava junto com os outros. Aquilo me fez sorrir. Eu adorava cantar em volta da fogueira. Me trazia lembranças da época em que ainda morava com meu pai e ele me levava a reserva para ouvir músicas e história ao redor da fogueira.
— Isso não te lembra La Push? – Seth perguntou
— Oh sim, muito, quando era pequena meu pai sempre me levava para as fogueiras da reserva – Seth entrelaçou nossas mãos.
— Eu só conheci a reserva bem mais garoto, acho que você já havia partido. Eu sinto falta de lá, de alguma forma estar aqui com você faz-me sentir mais perto de casa — seus olhos transbordavam saudade. Seth conheceu a mãe com 10 anos. Fora a primeira vez que havia ido a La Push, mas, pelo que me contou, nunca mais deixou de ir. Sempre que podia escapava para lá. Dizia ser seu pedaço de paraíso nesse mundo.
— Você sente falta das férias? De nós? – quis saber.
— Claro que sinto Bells... Nossas férias foram maravilhosas. O tempo que passamos em La Push ... Eu jamais irei esquecer. Você é muito importante para mim princesa – sua mão fazia carinho em meu rosto. Fechei os olhos aproveitando a sensação. Eu havia sido feliz com Seth. Eu havia gostado de estar com ele. Ele era perfeito. Porque ele não podia ser o suficiente para mim?
— Desculpe interromper o casal – tio Emmett gritou – O que acha de cantar algo para nós, Bella? – quando sorriu suas covinhas ficaram a mostra, como um menino brincalhão.
— Ah tio, ultimamente não ando inspirada para cantar músicas não – era a mais pura verdade, eu não tinha animo para cantar nada.
— Ah Bella só uma, qual é? Vamos lá... Você e Alice sempre adoravam cantar – Jasper contestava.
— Eu sei Jasper, porém é que não é um bom momento, só isso – eu queria que ele parasse de insistir.
— Mas Bella... – Alice fazia biquinho.
— Não Alice. Apenas não – fui firme
— Ok Isa – disse Demitri
— O dia foi ótimo – Alec dizia – Obrigada por nos convidar senhora Cullen, no entanto nós precisamos ir.
— É verdade, já está tarde – Jane ria – Realmente temos que ir, foi maravilhoso passar esse dia com você. Na próximas marcaremos na minha casar, ok?
— Com toda certeza Jane querida – tia Esme falara.
— Eu acho que está na hora de ir – Seth dei-me um abraço forte – Fique bem Bells – disse para mim.
— Vou tentar, prometo – sorrimos
— Eu levo vocês até a porta – Tia Rose se dispôs. Despedi-me de todos e voltei a sentar olhando a fogueira. Em poucos minutos meus amigos haviam ido embora e alguns dos Cullen também.
— Não irá subir para tomar um banho e jantar Bella? – Perguntou tia Esme.
— Irei em breve tia – tentei sorrir – Eu gosto do clima da fogueira... Me traz boas lembranças – tia Esme depositou um beijo em meus cabelos.
— Mais não demore já está muito frio aqui fora, acabara pegando o resfriado.
— Ok, prometo que só mais cinco minutos – logo ela se foi eu olhava as chamar. Peguei o violão que estava ao meu lado e comecei a dedilhar acordes nele sendo guiada pelo ritmo de uma música muito conhecida por mim.
Loving him is like driving a new Maserati down a dead end street
(Amá-lo é como dirigir um Maserati novo por uma rua sem saída)
Faster than the wind, passionate as sin
(Mais rápido que o vento, apaixonante como o pecado)
Ending so suddenly
(Terminando tão de repente)
Loving him is like trying to change your mind
(Amá-lo é como tentar mudar de ideia)
Once you're already flying through the free fall
(Uma vez que você já está voando em queda livre)
Like the colors in autumn, so bright, just before they lose it all
(Como as cores no outono, tão brilhantes, antes de perdê-las)
A cada palavra que deixava minha boca ao cantar eu podia vê-lo, conseguia senti-lo. Eu era transportada para imagens de quando eu o vi pela primeira vez. Tão intenso e dominante. Tão seguro. Edward inteiro exalava um perigo eminente e mesmo assim bastou eu vê-lo para me render.
Losing him was blue, like I'd never known
(Perdê-lo foi azul como eu nunca soube)
Missing him was dark gray, all alone
(Sentir a falta dele foi cinza escuro, totalmente solitário)
Forgetting him was like trying to know somebody
(Esquecê-lo foi como tentar conhecer alguém)
You never met
(Que você nunca encontrou)
But loving him was red
(Mas amá-lo foi vermelho)
Loving him was red
(Amá-lo foi vermelho)
Nesse momento eu podia sentir meu coração batendo... batendo forte ao lembrar do dia que fui embora pela manhã... Por tê-lo perdido quando deixei-o naquele hotel, batendo em desespero ao lembrar de como me senti só, vazia durante dias e dias quando ia dormir e não tinha o calor do corpo dele perto de mim, meu coração batia forte e chegava a doer quando tentei esquece-lo....
Touching him was like realizing all you ever wanted
(Tocá-lo era como entender que tudo que você queria)
Was right there in front of you
(Estava bem ali na sua frente)
Memorizing him was as easy as knowing all the words
(Memorizá-lo foi tão fácil como saber todas as palavras)
To your old favorite song
(Da sua velha música favorita)
Fighting with him was like trying to solve a crossword
(Brigar com ele foi como tentar resolver uma palavra cruzada)
And realizing there's no right answer
(E perceber que não há resposta certa)
Regretting him was like wishing
(Me arrepender dele foi como desejar)
You'd never found out
(Que você nunca tivesse descoberto)
That love could be that Strong
(Que o amor poderia ser forte desse jeito)
Ele estava dentro de mim, debaixo da minha pele. Em tão pouco tempo ele estava em todos os meus pensamentos, em todos os cantos da minha vida dominando-os sem nem eu mesma ter lhe dado permissão.
Losing him was blue, like I'd never known
(Perdê-lo foi azul como eu nunca soube)
Missing him was dark gray, all alone
(Sentir a falta dele foi cinza escuro, totalmente solitário)
Forgetting him was like trying to know somebody
(Esquecê-lo foi como tentar conhecer alguém)
You never met
(Que você nunca encontrou)
But loving him was red
(Mas amá-lo foi vermelho)
Loving him was red
(Amá-lo foi vermelho)
Oh, red
(Oh, vermelho)
Burning red
(Vermelho ardente)
Edward fazia com que me sentisse deixava confusa e segura, aflita e em paz, irracional e racional, estressada e tranquila, feliz e triste... Eu era um turbilhão de sentimentos opostos. Edward havia causado em mim algo que nenhuma outra pessoa fora capaz.
Remembering him comes in flashbacks and echoes
(As lembranças dele vêm em flashbacks e ecos)
Tell myself it's time now, gotta let go
(Digo a mim mesma que agora é a hora, preciso esquecer)
But moving on from him is impossible
(Mas me distanciar dele é impossível)
When I still see it all in my head
(Quando ainda vejo tudo em minha cabeça)
In burning red
(Vermelho ardente)
Burning, it was red
(Ardente, era vermelho)
Eu sentia lágrimas escorrerem por meu rosto. Não conseguia conte-las. Os sentimentos me invadiam. A única coisa nesse momento que podia fazer era continuar cantando e cantando, colocando pra fora tudo aquilo que estava sentindo.
Losing him was blue, like I'd never known
(Perdê-lo foi azul como eu nunca soube)
Missing him was dark gray, all alone
(Sentir a falta dele foi cinza escuro, totalmente solitário)
Forgetting him was like trying to know somebody
(Esquecê-lo foi como tentar conhecer alguém)
You never met
(Que você nunca encontrou)
But loving him was red
(Mas amá-lo foi vermelho)
Loving him was red
(Amá-lo foi vermelho)
Oh, red
(Oh, vermelho)
Burning red
(Vermelho ardente)
And that's why he's spinning round in my head
(E é por isso que ele fica rodando na minha cabeça)
Comes back to me burning red
(Voltando pra mim, vermelho ardente)
Yeah, yeah
(Sim, sim)
Loving him was like driving a new maserati down a dead end street
(O amor dele foi como dirigir um Maserati novo por uma rua sem saída)
Ao final da canção eu me sentia mais calma, mais aliviada, como se boa parte dos meus problemas tivesse sido dissolvido com ela. Eu me sentia leve para respirar, como se o peso que eu carregasse houvesse sumido. Eu estava feliz, com um belo sorriso sincero no rosto, sorrindo atoa para mim mesma... Foi então que escutei palmas e virei parar olha de onde vinham e não posso descrever o que foi ver Edward andando em minha direção.
— Você canta muito bem Isabella – ele tinha aquele sorriso torto nos lábios, aquele que tanto amava. Ele parou bem perto de onde estava sentada. O observava sem saber o que fazer.
— Há quanto tempo está por aqui? – o nervosismo já estava me consumindo só com a ideia de Edward ter me escutado cantar.... Justo essa música...
— Tempo suficiente – foi tudo o que disse e logo em seguida sentou ao meu lado.
— Eu preciso ir – coloquei-me de pé.
— Isabella... – ele me segurou pelo pulso.
— Não Edward, eu realmente preciso ir – senti sua mão me deixar e corri o mais depressa que pude para longe dele.
Meu coração batia descompassado. Cada célula nervosa do meu corpo estava a ponto de sofrer um colapso. Eu respirava fundo buscando por ar, como se tivesse corrido um maratona.
— Bella, que bom que te encontrei – Alice sorria para mim – Precisamos conversar. Eu tinha certeza que lá vinha bomba.
— Alice, eu não quero me meter em problemas – fui logo dizendo.
— Você nem sabe o que vou dizer... – sua voz tinha um tom de risada contida
— Nada de bom sai dessa sua cabeça quando você diz PRECISAMOS CONVERSAR – disse pausadamente as últimas palavras.
— Você é uma chata – ela puxou até o seu quarto – Senta – fiquei em pé esperando a encrenca que viria – Eu quero sair hoje à noite. Vai rolar uma festa sensacional na cidade. TIPO A MELHOR DE TODAS BELLA. NÓS TEMOS QUE IR AMIGA, TIPO NÓS TEMOS! — procurei um espaço pra sentar na cama de Alice, porém não achei, pois a cama estava tomada por vestidos e sapatos.
— Alice... – comecei
— Não Bella, nem começa. Não ir a essa festa é suicídio social. SUICÍDIO SOCIAL. Todo mundo vai. Nós temos que ir – ela tirou algumas roupas da cama para que pudéssemos sentar.
— Alice nós nem temos – antes de terminar ela balançava os ingressos na minha cara – Ok, nós temos. Mas Alice vai ser impossível nós saímos daqui sem que sua mãe saiba – Era dificílimo mentir para tia Esme.
— Tenho tudo planejado – ela sorria radiante para mim – Enquanto você se mantinha entretida com o senhor sequestrador de melhor amiga – sorri ao ver a forma que ela chamava Seth – Eu conversei com resto das pessoas. Podemos dizer que vamos dormir na casa de Jane. Fazer uma festa do pijama. Os pais dela devem estar viajando nesse momento pra Boston. Podemos dizer para mamãe que para ela não se sentir sozinha iremos dormir lá.
— Alice, sua mãe vai mandar ela vir dormir aqui – isso não daria certo
— Não se dissermos que Jane ficara cuidando da priminha doente dela – respondeu-me
— Mas Jane não tem prima pequena Alice – disse
— Eu sei, você sabe, entretanto minha mãe não precisa saber – ela andava de um lado para o outro.
— Alice, eu acho melhor não – e se aquilo não desse certo.
— Bella, você não vai pular fora agora! – reclamava
— Mas eu nem disse que ia Ali – resmunguei
— Eu não posso fazer isso sem você Isabella, eu quero muito ir e Jasper vai esperar por nós lá.... Bella, por favor eu preciso ir nessa festa – ela fazia biquinho para mim.
— Alice... – não estava confortável com aquela situação.
— Bella, por favor, porfavor, porfavorzinhoooooooooooo isso só vai dar certo se você me ajudar amiga... Isso é um S.O.S daqueles que você tem que socorrer... Deixo até você chamar o ladrão de melhor amiga – comecei a analisar minhas opções... Ou ficava em casa correndo o risco de esbarrar com Edward depois do episódio na fogueira ou ia para casa de Jane.....
— Ok, Alice, estou dentro – na mesma hora Alice deu um berro tão, tão, alto que segundos depois Edward entrou afoito no quarto.
— ALICE VOCÊ ESTÁ BEM? – ele correu até ela verificando-a. Seus olhos vasculhavam o quarto como se buscasse algo fora do lugar.
— Não pai, eu estou ótima. Sinto muito pelo grito – ela gargalhou – Só estou empolgada com algo que Bella me contou – Edward no mesmo instante pousou seus olhos em mim – É coisa de menina – focalizei a janela e mantive meus olhos nela, olhando para a noite a fora – Agora já que o senhor está aqui temos que conversar sobre seu atraso – o tom de voz feliz de Alice havia mudada para algo mais sombrio – Você disse que estaria aqui antes de escurecer... E adivinha você chegou depois das oito.... Poxa pai, sabia que nós fizemos fogueira?
— Alice eu estava ocupado – Edward argumenta.
— Ocupado com uma vagabunda, eu aposto – senti meu corpo ser eletrocutado com a menção das palavras de Alice.
— Pelo amor de Deus Alice não comece – eu escutava atentamente a conversa, mas mantinha meus olhos firmes olhando a noite pela janela.
— Vai me dizer que teve reunião de negócio até essa hora? – a voz de Alice havia subido uma oitava.
— Alice, eu realmente não devo ficar me explicando a você – pelos passos podia sentir Edward indo embora.
— EU NÃO ESTOU PEDINDO ISSO, NÃO ESTOU COBRANDO NADA...FOI VOCÊ QUEM PROMETEU PAI. VOCÊ DISSE QUE IRIAMOS PASSAR UM TEMPO JUNTO SÓ EU E VOCÊ... VOCÊ DISSE QUE ESTARIA DE VOLTA CEDO – minha amiga estava prestes a chorar.
— Chega Alice, eu estou cansado disso. Não consigo manter um diálogo maior que 3 minutos com você sem que você acabe gritando ou fazendo um show por algum motivo – eu queria sair de fininho daquele quarto. Levantei da cama e fui lentamente em direção a porta.
— Se você cumprisse com sua promessa não estaríamos discutindo. Você NUNCA tem tempo pra mim pai.... Eu só encaixo em sua agenda quando sobra tempo... Todo mundo pode perceber isso pai. Não é mesmo, Bella!? – DROGA ALICE PORQUE VOCÊ TINHA QUE ME METER NISSO.
— Acha isso Isabella? – mil vezes drogas. Virei para olha-los.
— Eu prefiro não me meter nisso – eu queria que um buraco se abrisse no chão para que eu pudesse me enfiar nele.
— Ele diz Bella que a opinião da família não vale, pois eu influencio todo mundo a fazer o que eu quero. Então vamos a opinião de alguém que não é da família – Alice estava vermelha de raiva.
— Você é absurda Alice... Isabella é sua melhor amiga como pode colocá-la no meio disso. E tem mais, como acha que ela discordara de algo que você falar se depois você agira como uma menina mimada e descontara nela sua frustação!? É claro que ela vai concordar e aplaudir tudo que você fizer, mesmo que não queira – Edward falou irritado.
— Eu não sou uma marionete de Alice, Edward, eu tenho opinião, talvez eu prefira mantê-la para mim, até mesmo por educação, mas isso não significa que eu não a tenha. Você mal me conhece para falar algo a meu respeito. Então faça como eu. Guarde sua opinião pessoal sobre mim para você mesmo, ou então esteja preparado para escutar o que eu tenho a dizer – eu realmente estava irritada com o que ele havia dito que mal percebi que estava perto de mais dele enfrentando-o como faria se estivéssemos a sós.
— Não foi isso que quis dizer, Isabella. Deus, porque você tem essa mania de achar que sempre estou falando o pior de você – Edward puxava os cabelos irritados e isso o deixava fodidamente sexy.
— Talvez porque você sempre veja o pior das pessoas –revidei com raiva.
— Que gritaria toda é essa? – Tia Esme havia aparecido.
— Papai está sendo um estupido com a Bella, mãe – Alice correu para o meu lado.
— O QUE? – Edward parecia prestes a explodir – Eu estou indo embora Esme. Já me bastava uma adolescente descontrolada, duas eu não irei suportar – ele saiu do quarto e bateu a porta do quarto com força.
— Bella.... Edward te tratou mal? – Esme estava muito preocupada.
— Não tia.... Eu... hum, bom... Eu estava só estressada com algumas coisas e acabei falando demais. Sinto muito.
— Não peça desculpas, Isabella. Mãe a senhora precisava ver – Ali riu estranhamente – Ela quase avançou no papai eu nunca a vi assim – a vergonha me atingiu no momento que ali acabou de falar.
— Eu não quis desrespeita-lo tia... Eu... Eu – queria gritar com Edward por tudo isso. Se ele não tivesse falado asneiras eu não estaria nessa situação.
— Eu sei como Edward pode ser irritante, Bella. Seu pai deve estar de bom humor, Alice – tia Esme sorriu e me olhou – Edward geralmente é explosivo e imprevisível quando está com raiva.
— Alguma vadia deve tê-lo deixado de bom humor pela tarde inteira – Alice bufou irritada.
— Alice não fale assim do eu pai. Ele tinha um compromisso importante – tia Esme repreendeu
— Até parece que não conhecemos o papai... Sempre tem alguma vagabunda – Alice odiava qualquer mulher que se envolvesse com seu pai.... Alice odiaria a mim se descobrisse. – Mãe, eu e Bella queremos ir dormir na casa da Jane hoje, será que nós podemos?
— Dormir Alice? Eu nem conheço os pais dela – disse tia Esme.
— Mas a Bella conhece mãe – lá vinha as mentiras – Ela está sozinha em casa o irmão saiu para uma festa. Ela chamou a Bella pra dormir lá, mas como Bella está aqui comigo ela não quis ir e me deixar aqui. Disse pra ela que eu não me incomodo de ir dormir lá com ela. Jane me pareceu muito legal
— Sozinha? Porque ela está sozinha? – eu continuava muda. Odiava mentir.
— É os pais dela viajaram, né Bella? – lá vinha ela me meter nisso.
— É sim tia Esme, eles foram pra Boston hoje foi até por isso que ela não ficou para o jantar. Quis se despedir dos pais – Alice ia ficar me devendo uma por estar compactuando com isso.
— Então porque vocês não a chamam para dormir aqui? Tem quarto suficiente para ela – tia Esme tinha um coração enorme.
— Eu convidei ela. Na verdade foi a primeira coisa que fiz. Até disse que poderíamos fazer uma festa do pijama – Alie riu e eu ficava surpreendida como ela fazia soar uma mentira parecer tão verdadeira – Porém, ela tá com uma priminha doente e tudo mais. Não sei direito mãe, ai ela disse que não pode trazer a prima pra cá. Se não ela vinha. Bella conversou com ela e disse que iriamos ver se dava pra gente ir pra lá... E depois de hoje mãe tudo que preciso é ficar longe do papai. – a última parte eu sabia que era verídico. Eu e ela precisávamos disso.
— Alice... – Tia Esme parecia indecisa.
— Mãe, a Bella vai estar lá comigo. Ela não vai deixar eu fazer nada demais. Você sabe como ela é certo? – as duas sorriam para mim e eu revirei os olhos.
— Certo... Ok vocês podem ir mais vou deixa-las na porta da casa dela ok? Quero ver o local... Se não me parecer seguro vocês não ficam- Alice deu um abraço de urso em tia Esme e um beijo bem meloso.
— Que horas vocês querem ir? – perguntou para Alice
— Não sei mãe, o horário que a senhora preferir nos deixar lá. Ah, só não me deixa esquecer de levar um pedaço do bolo da gloria para Jane ela amou aquele bolo – tia Esme sorriu
— Pode deixar que vou preparar um bom pedaço para você levar para ela. Em uma hora vocês ficam prontas? – Olhou para mim e Alice.
— Eu sim tia, agora Alice – gargalhei – vai ficar vestindo mil pijamas para saber qual levar – Tia Esme concordou comigo e saiu do quarto. Joguei um travesseiro na cara de Alice – Eu odeio estar fazendo isso, entendeu? – ela assentiu – Eu odeio muito Alice. Sua mãe é muito legal.
— Eu sei disso, mas, por mais legal que ela seja, não me deixaria ir a Party Black and White e eu não posso perder essa festa. É uma das mais esperadas do ano. Vamos Isabellaaaaaa mechasse, precisamos arranjar uma roupa para você e para mim em uma hora.... Cada segundo é precioso.
Não tenho palavras para dizer o terror que foi ter Alie me dando roupas, sapatos e joias para vestir a cada instante... Eu não aguentava mais trocar de roupa! Alice via defeito em cada coisa que me fazia vestir. O vestido não combinava com o anel, mais o anel combinaria com tal vestido, mais tal vestido não combina com a bolsa... Era simplesmente irritante.
— ALICE, CHEGA! Você escolhe a roupa e pronto só vou usar. Eu nem quero ver qual é, ok? Escolha o que você achar que vai ficar bom em mim – tirei o ultimo vestido que ela me fez provar – Só temos 15 minutos para sair e você não me deixou arrumar nada ainda pra fingirmos que vamos dormir na Jane. – vesti minha roupa e fui para o meu quarto. Assim que cheguei coloquei na mochila minha escova de dentes, sabonete, toalha, um sapato e uma roupa folgadinha. A cada segundo meus olhos focalizavam na porta que me dava acesso ao quarto de Edward. Irritada fechei a mochila e fui até a porta.... Para minha surpresa ela estava trancada. Sabe aquele momento que parece que sua vida está em câmera lenta? Esse era um deles. Eu podia entender claramente a mensagem que ele me passou. Nós... seja lá o que nós tínhamos, tinha acabado. Meu coração pulsava freneticamente em um pedido mudo de socorro. Eu precisava fazer força para manter a calma. Isso não era fim do mundo. Eu poderia passar por isso. Ele havia resolvido todos os problemas com essa atitude. Ele não me queria mais. Provavelmente como Alice havia dito, passara a tarde com alguma mulher satisfazendo suas vontades. Chutei a porta idiota. Sentia uma dor se instalar no meu corpo... Uma dor diferente. Quando peguei James com outra magoou, eu sofri mas também senti raiva... Nesse momento só o que eu queria era ficar em casa quieta. Deitar na cama e esperar que a dor passasse.
Ouvi batidas na porta e tratei de limpar meus olhos marejados. Ele havia decidido assim e eu acataria sua decisão. Talvez fosse melhor mesmo... Mas, então porque não sentia isso?
— Bella? Posso entrar? – tia Esme perguntou.
— Pode sim tia – quando ela entrou estava com a mochila pronta – Vou só por um pijama confortável e quentinho. Esfriou de mais essa noite.
— Alice está querendo falar com você – Esme era tão doce. Tão maternal... Eu estava com saudade da minha mãe – Melhor você ir lá ajuda-la se não só sairemos amanhã.
— Provavelmente – joguei a mochila nas costas. – Vamos salvar a baixinha.
Alice estava com duas malas ao pé da cama quando cheguei ao quarto dela.
— Vamos viajar e eu não sei? – Alice me deu um olhar nada agradável
— Cala a boca, Isabella – ela só me chama assim quando estava estressada – Vamos ter uma noite longa. Planejei mil coisas para fazermos.
— Quais as chances de eu me livrar disso? – perguntei.
— NENHUMA – falou fechando a 3 mala – Estou pronta mamãe.
— Alice tem certeza que quer levar tudo isso?
— Mamãe, uma mala é só de produtos para cabelo, a outra para pele e essa aqui – ela colocou a terceira mala do lado das demais – são minhas coisas pessoais.
— Certo, certo. Não tem como argumentar com você. Vamos passar em algum lugar pra comer antes de ir para lá? – tia Esme tinha pego uma das malas de Alice.
— Não sei, eu acho melhor não. Podemos pedir algo lá na casa da Jane mesmo. O que você acha, Bella?
— Eu acho que provavelmente ela deve ter pedido pra prepararem algo pra gente comer – isso seria o que eu faria se alguma amiga fosse dormir na minha casa.
— É verdade Bella – Esme abriu a porta do quarto – Podemos ir?
— Sim, sim – Ali saiu sorrindo seguindo a mãe. Peguei a última mala e fui atrás delas. Fomos levar as coisas para o carro
— Papai levou o Roadster – disse Alice assim que entrou na garagem – Hoje ele vai pegar alguma vadia nova. Só sai com esse carro quando quer impressionar as vagabundas que andam com ele.
— Alice você sabe que isso não é verdade. Seu pai ama aquele carro – tia Esme defendia Edward.
— Provavelmente mais do que a mim – ela jogou a mala no carro e entrou.
— Porque ela tem que ser tão difícil Bella? – Esme olhava pra mim com os olhos tristes.
— Eu não sei tia, sinceramente, deve ser de família – tia Esme deu uma boa gargalhada e entrou no carro. Contornei o carro e sentei no banco da frente. Durante o caminho todo me mantive calada enquanto Alice e tia Esme discutiam sobre Edward. Eu realmente deveria ter ficado em casa. As coisas que Alice falava cada vez mais me deixava para baixo. Eu sabia que se Edward estava comigo era só pelo sexo. Eu sempre soube, nunca duvidei disso.... Porém, a forma como ela falava sobre Edward e as mulheres que ele pegava fazia eu me sentir como um mero objeto que foi usado e jogado fora, pois o mesmo se enjoava fácil. Por mais que eu entendesse que era só sexo... Eu não sentia que era apenas isso. Era ridículo eu sei... Mas se eu sentisse que era só sexo eu não estaria da forma que estou agora... Sofrendo em silêncio e, mesmo que empurrasse esse sentimento o mais profundo possível dentro de mim e fingisse que tudo estava bem... Não o fazia bem o suficiente. Respirei fundo uma e outra vez. Eu só precisava me distrair, ocupar minha mente com algo que não fosse Edward. Sair tornou-se uma opção agradável.
— Entregues meninas – tia Esme parou em frente a um prédio que julgo ser de Jane, pois nunca estive na casa dela.
— Obrigada tia – saltei do carro e logo vi Jane se aproximar.
— Oi meninas, muito obrigada por virem. Não suporto ficar sozinha nessa casa enorme – até eu senti pena mesmo sabendo que era mentira – Muito obrigada Esme. Obrigada por deixar elas ficarem aqui.
— Tudo bem Jane. Você é a mais velha daqui então tome conta delas! Não deixem essas meninas fazerem besteira – tia Esme ajudava a tirar as malas de Alice.
— Pode deixar, iremos passar a noite assistindo serie e conversando e claro comendo besteiras. Comprei várias – eu e Alice sorrimos uma para a outra. Acho que ela tentava não rir do meu desconforto com tudo aquilo.
— Vem aqui filha dar um beijo na mamãe — Alice foi até ela se despedir. Tia Esme chegou do meu lado e me abraçou – Não deixe ela passar dos limites Isabella – engoli em seco.
— Pode deixar tia. Não faremos nada de mais – eu estava com um medo da porra de sermos pega nessa merda toda. Se minha soubesse ela me mataria. Ela odeia mentiras. Todas as vezes que brigamos foi por causa de mentiras de minha parte. Até que aprendi que era melhor contar a verdade para ela do que mentir. Não demorou muito e tia Esme foi embora.
— EU PENSEI QUE ELA NÃO FOSSE EMBORA NUNCA – Alice parecia aliviada.
— Vamos subir logo – Jane ria bastante.
— Eu ainda acho que isso não vai dar certo – sim eu era pessimista
— CRUZ CREDO BELLA. Deixa de ser pessimista, já deu certo. Vamos arrasar essa noite – Alice estava muito empolgada.
— Sabe o que você precisa fazer Alice? – Jane falava olhando para mim – Embebeda-la. Bella é a pessoa mais louca desse mundo quando está chapada.
— Não começa Jane – olhei feio para ela – Fizemos muitas loucuras em Las Vegas bêbadas.
— Las Vegas? Bêbadas? – Alice olhava de mim para ela.
— Vamos subir e eu te conto tudo – Jane entrou no elevador e nós a seguimos.
Jane começou a contar nossas histórias sobre Vegas. Não é que não quisesse que Alice soubesse. Apenas não queria que ela esperasse que eu agisse como uma inconsequente a cada dia da minha vida. Foi um momento de loucura que tive e passou. Sabia que ela sempre iria me cobrar topar todas as louras dela de agora em diante.... Sim eu estava prevendo brigas.
— Jane, cadê o Alec? – eu estava tão acostuma com eles dois que estranhava estar só com um dos gêmeos.
— Ele foi com meus pais em viagem de negócio – ela deu de ombros – Hoje seremos só nós... Iremos abalar a estrutura daquele lugar – Alice sorriu para Jane.
— Eu não duvido que você faça isso, mas eu e Alice não podemos. Não queremos nossos lindos rostos nas capas dos jornais de Londres. Então Jane nada de tirar roupa no palco- ela caiu na gargalhada.
— Certo, certo. Prometo me comportar – revirei os olhos. Era obvio que ela não faria isso.
— Vamos começar, Bella? – gemi de frustração – Vai tomar um banho que vou ajeitar tudo por aqui.
Fiz o que Alice pediu. Tomei um bom banho Lavei o cabelo e esfolhei o rosto como me pediu. Quando saí me assustei. Alice havia trazido metade da casa dela naquelas malas. Balancei a cabeça e sorri para ela.
— Só você mesmo – disse enxugando os cabelos.
— Vem logooooo – me puxou vou ajeitar seu cabelo e fazer a maquiagem logo.
— Certo – peguei meu celular e meu fone de ouvido. Coloquei uma boa música para ouvir e sentei na cadeira que Alie pediu. Enquanto escutava minha música e tentava a todo custo não lembrar DELE Alice estava concentrada em me arrumar. Ela queria que eu estivesse perfeita essa noite. Uma parte de mim no fundo da minha mente dizia-me que deveria fazer isso. Deveria sair e me divertir. Viver um pouco mais daquela felicidade que vivi em Vegas. Lembrar disso me deu um pouco de ânimo. Sim aqueles foram bons tempos e eu podia viver um pouco mais disso essa noite.
— Prontinho Bella, a roupa que separei pra você está em cima da cama. Vista-se enquanto eu tomo banho – ela parou antes de entrar no banheiro – É pra usar ABSOLUTAMENTE TUDO que deixei em cima da cama. Não estrague minha obra de arte – ela fechou a porta dramaticamente.
— Pronta? – Jane estava na porta do quarto.
— Acho que vamos demorar mais – sorri. Alice nunca ficaria pronta tão rápido como Jane usava um vestido preto muito bonito. Acho que Alice aprovaria o bracelete e o sapato que ela usava, estava muito bem vestida – Você está linda, serio Jane. Eu amei esse seu sapato.
— Comprei especialmente pra essa noite – disse – E aí, vai de preto ou branco?
— Eu ainda não sei, foi Alice quem escolheu minha roupa vou olhar agora – respondi apontando pra cama.
— Quero ver – ela correu até a cama – É lindo Bells. – andei até ela.
— Alicee – disse baixinho. Ela havia acertado em cheio. Tinha separado um vestido branco para mim de manga com um detalhe muito bonito em renda preta. Eu havia amado, era perfeito. Do jeito que eu gostava. Sorri ao olhar o sapato. Sim eu amava aquele sapato dela.
— Olha essa bolsa – Jane estendeu para mim.
— Alice é uma doida – ela havia pago uma fortuna naquela bolsa e estava me emprestando.
— Eu gostei do anel – Jane estendeu ele para mim e eu fiz careta – Se veste logo Bella.
— Calma moça – disse indo em direção a minha mochila pegar uma calcinha e coloquei o vestido. — Certo como estou?
— Está linda – Alice disse saindo do banheiro
— CERTO – sorri. Assim que Alice saiu entrei para escovar os dentes. Analisei a roupa por alguns instantes e me incomodei pois marcava a calcinha... Resolvi tira-la. Fiquei mais alguns minutos me olhando para saber se daria para perceber.
— Morreu aí amiga? – Alice prendia a rizada. Abri a porta com raiva para dar de cara com uma Alice maravilhosa.
— VOCÊ ESTÁ LINDA – disse e ela abriu um sorriso enorme.
— Obrigada Bella, mas vamos terminar de arrumar você – ela me estendeu o brinco e o anel. Olhei para ela por mais alguns segundos e peguei-os – Jane pega o sapato da Bella, por favor? – pediu.
— Ok – Jane saiu para busca-los – Aqui, toma – disse me entregando. Sentei num puff que tinha no banheiro e calcei os sapatos.
— Como estou? – perguntei nervosa. Alie e Jane estavam maravilhosas.
— Muito bonita – Alie batia palminhas. Andei até o espelho no quarto e fiquei me olhando por alguns segundos.
— Obrigada Ali, eu precisava disso – Sim, se Edward não queria mais nada comigo. Se não achava que eu era boa o suficiente para ele ou se tivesse enjoado o problema era dele. Hoje eu iria aproveitar minhas amigas e me divertir muito e quem sabe aproveitar algum cara.
— Eu conheço essa sua cara – Jane gritou – Você está querendo dar para alguém.
— MEU DEUS, JANE, CLARO QUE NÃO! – Eu a encarei.
— Tá com cara de safada – ela ria
— Não disse nada sobre dar uns beijos em algum cara bonitão – dei língua para ela.
— Isso aí Bella, assim que se fala – Ali parecia muito feliz. Acho que havia esquecido o pai completamente. Queria poder fazer o mesmo...
— Vem aqui Bella deixa eu terminar de ajeitar você – Alice passou mais algum tempo arrumando minha maquiagem e depois começou a fazer a dela. Uma hora depois estávamos completamente prontas.
— Vamos? – Ali perguntou – Jasper já está ai em baixo
— Sim vamos – eu havia ficado empolgada ao final de tudo. Respirei fundo e segui as meninas para encontrar Jasper.
— Eu só posso estar no paraíso. Quanta mulher bonita no meu carro! – Jasper disse assim que entramos.
— Boa noite, loiro – Jane sorriu para ele.
— Boia noite, Jazz – eu e Jane estávamos no banco de traz do carro
— Todas prontas? – perguntou.
— Estamos mais do que prontas – Jane respondera.
O caminho até a festa fora muito divertido. A conversa rolava solta entre todos nós. Jane e Alice contavam sobre meus feitos em Vegas e eu como estava de bom humor até contribui com detalhes. Jasper havia me feito prometer que iriamos fazer uma viagem como a minha. Eu, ele e Alice e até convidou Jane e o resto do pessoal. O destino estava até decido era Dubai. Alice tagarelava sem parar de tudo que poderíamos fazer por lá e eu me peguei fantasiando com todos nós nos divertindo em Dubai... Sim eu queria muito que isso acontecesse.
— Chegamos Lydes – Jasper parou o carro e logo o manobrista veio a nosso encontro. Saltamos do carro e andamos em direção a entrada. O local estava lotado de pessoas e cheio de fotógrafos. – Eu irei entrar primeiro pela porta principal depois vocês irão me esperar naquela porta – ele apontou para uma porta perto da onde os manobristas estavam.
— Certo, esperamos você lá – Alice deu um selinho nele.
Assim que Jasper se aproximou flash’s explodiram sobre ele. Ele estava cercado por fotógrafos. Aproveitamos para irmos ao local combinado sem sermos notadas.
— Eu realmente gosto dessa coisa de fazer tudo proibido – Jane dizia empolgada. Jane era de maior poderia entrar numa boa. Na verdade ela tinha até convite para a festa, porém se fosse fotografada... Adeus para mim e Alice.
Alguns funcionários perguntaram o que fazíamos lá e Alice usou a desculpa original. Que não poderíamos ser fotografadas entrando no local. Alguns deles foram até legais conosco. Não demorou muito e Jasper apareceu com um homem muito bem vestido ao seu lado.
— Como eu disse elas não podem ser vistas entrando – ele sorriu para nós.
— Vocês têm ingresso? – perguntou
— Aqui está – Ali entregou os nossos e Jane o dela
— É tudo uma questão de evitar polêmica – Jane jogava charme para o segurança – Meu marido não pode saber que estou aqui com as minhas amigas. Portanto se poder manter descrição seria maravilho – Vi de canto de olho Jane deixando uma boa quantidade de dinheiro no bolso do homem.
— Certo – ele pigarrou – Sejam bem vindas a festa anual Party Black and White Londres
— Obrigada – dissemos juntos e adentramos.
Eu estava impressionada com a quantidade de pessoas que estavam ali dentro.
— Eu acho que Londres inteira está aqui – gritei pois a música tocava altíssima
— VAMOS BEBER – Jane saiu me arrastando em busca do bar e eu a cada segundo olhava para traz para ver se Alice ela acompanhava- Vamos ficar perto do bar assim dar menos trabalho – ela berrava no meu ouvido
— Beleza – gritei de volta. Andamos por mais um tempinho e achamos o bar.
— Tequila? – ela me olhava travessa.
— Sempre — retribui seu olhar. Essa noite iria ser apenas sobre me divertir. Jane pediu ao garçom 4 dozes de tequila. Deixou duas comigo e duas com ela.
— Vamos lá? Pelos velhos tempos? – levantou o copinho
— Manda a ver – brindamos e viramos de uma única vez e em seguida viramos a outra.
— Vá com calma em moça – Jasper aparecia ao lado de Alice.
— Pode deixar, eu sei o meu limite – pisquei para ele.
— Pede pra mim alguma destilada Jane? – perguntei.
— Pode deixar – ela virou pro barman e conversou com ele.
— E vocês? Isso é namoro? – quis saber
— A gente só fica Bella, nós não podemos namorar esqueceu? – Alice parecia triste – Papai nós mataria – a menção de Edward fez meu coração palpitar. Bufei irritada, Edward não tinha moral nenhuma para reclamar de Alice e Jasper porque eram primos.... Ele havia transado comigo – Eu acho que vocês deveriam namorar escondidos isso sim .
— Não acho que seja uma boa – Jasper comentou – Estamos bem assim certo Alie? – Alice concordou com a cabeça.
— Vocês que sabem – Jane voltou com minha bebida – Que isso?
— Absinto – ela piscou – te lembra algo?
— Cassino – gargalhei e peguei a bebida. Ficamos perto do bar dançando por muito tempo. Eu já havia começava sentir a bebida me deixar mais alegre.
— Eu e Jasper vamos dar uma volta e falar com uns amigos dele ok? – Ali disse em meu ouvido.
— Beleza ficaremos por aqui, mais se sairmos mando mensagem pro seu celular – a tranquilizei.
Eu e Jane dançávamos animadamente uma com a outra. Algumas músicas nós acabávamos de dançar em outras só ficávamos gritando, canto a música e pulando que nem malucas. Eu estava me divertindo muito.
— Jane vou buscar mais bebida pra mim, fica aqui – avisei
— Beleza, vou ver se pego alguém nesse meio tempo – sorri e sai para buscar minha bebida.
Pedi um copo de Vodka com energético e resolvi ficar lá pelo bar, daria um tempo para Jane curtir um pouco. Eu sabia que ela não ficaria com ninguém comigo lá para eu não ficar sozinha. Enquanto esperava o tempo passar um homem bonito sentou ao meu lado. Devia ter uns 20 e pouco anos. Ele ficou me olhando por um tempo e eu sorri para ele.
— Você tem um sorriso bonito – ele disse para mim.
— Muito obrigada — agradeci e me afastei um pouco mantendo uma distância segura dele.
— Meu nome é Jesse – ele levou a bebida a boca e deu um gole – E eu poderia saber seu nome?
— Isabella, mas me chame de Bella – estendi a mão para ele e o mesmo a beijou. Acabei sorrindo com o gesto – Muito educado você. Pergunto-me se isso é real ou apenas para conquistar uma garota – já mencionei que quando bebo eu não tenho um controle bom do que falo? Pois é, acabo falando o que penso. Ele abriu um lindo sorriso.
— Bella... Talvez eu queira impressionar um pouco você, mais garanto que sou um cavalheiro – disse-me. Jesse tinhas os cabelos curtos e escuros, os olhos azuis intensos, a pele bem branquinha, alto e bastante musculoso. Era encrenca na certa. Sorri comigo mesma, dei um último gol na minha bebida.
— Bom eu preciso ir ao banheiro – Anunciei – Sabe onde fica? – ele me disse educadamente o caminho – Bom Jesse, eu vou lá, foi um prazer.
— Vou estar esperando você aqui – nós olhamos por alguns instantes – ficarei aqui esperando você voltar para uma dança, que tal? – sorri e balancei a cabeça – Esperarei aqui – Ele gritou alto o suficiente para eu poder escuta-lo. Iria ficar me esperando então. Gargalhei ao pensar isso.
Demorou um pouco para eu acha o banheiro e estava uma fila um tanto grande. Esperei pacientemente animada ao ritmo da música. Eu tinha certeza que parecia uma doida para as demais pessoas. Peguei meu celular na bolsa e mandei uma mensagem para Alice aviando que estava na fila do banheiro mais logo voltaria para o lugar onde estávamos, guardei e esperei minha vez. Enfim consegui ir ao banheiro, quando sai arrumei um pouco o visual, retoquei o batom e sai. Estava caminhando distraída quando eu o vi... Eu quase tive um ataque cardíaco. Edward estava lá lindo, perfeito em seu terno... Estava encurralando uma ruiva, que mais parecia uma deusa, na parede. Eu piscava olhando a cena... Sentindo o ar se esvaindo de meus pulmões... Ele cheirou o pescoço dela e disse algo seu ouvido. A ruiva parecia em transe, ele beija-a, segurando todo corpo dela e logo vi suas mãos apertarem a bunda dela. Eu continuava estatica assistindo a tudo. Edward estava prestes a come-la ali mesmo... Só percebi que estava chorando quando minha visão ficou embaçada pelas lagrimas. Recolhi o que restava da minha dignidade e fugi dali o mais rápido que eu pude. Ele não tinha nada comigo... NADA. Ele era livre para ficar com quem quisesse... LIVRE! Nunca me prometeu fidelidade ou coisa assim. Foi só sexo Bella, só isso... Algumas transas, mas acabou. Segurei o choro. Não iria chorar. Não havia motivos racionais para isso. Ele havia trancado a porta.... Ele havia partido para outra, enjoado da garotinha aqui.... Eu não iria chorar, ou me sentir mal.... Não essa noite...
— 5 DOSES DE TEQUILA POR FAVOR – berrei para o barman. Segundos depois ele colou as na minha frente.
— Uma pela cena que acabei de ver – virei a primeira – Outra para digerir a cena que vi – virei a segunda – Outra para poder esquecer – virei a terceira – E mais duas para salvar minha sanidade – virei os dois copos de uma vez na boca.
— Wow, você gosta de tequila, em!? – lá estava Jesse, o loiro do olho azul musculoso.
— Acho que você pode ter sua dança agora – coloque-me de pé e em instantes ele me guiava para a pista de dança.
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