Tudo Por Você
33 Traçado
Notas iniciais
Capítulo 33
Bella
— Você está pronta? — Alice me perguntava pela milionésima vez.
— Tenha calma, se você ficar nesse estado seu pai vai desconfiar de alguma coisa – disse fechando minha mala.
— Eu sei, eu sei…Vou tentar me acalmar – ela estava nervosa.
— Mantenha a calma, não é a primeira vez que mentimos para os seus pais– disse para tranquiliza-la.
— Está certa, eu só preciso ter calma e tudo vai sair como planejado. Já avisou sua mãe que irá ver meu pai no sábado? – Caminhamos em direção à porta.
— Já comentei – mentira deslavada. Havia dito que iria passar a tarde com Seth... Ele teria que salvar minha pele- mais uma vez- e ir me buscar em casa e me levar até Edward.
— Então, tudo conforme o planejado? — Seth apareceu puxando Alice por trás e depositando um beijo em sua bochecha. Analisei a cena e ergui uma das minhas sobrancelhas encarando Seth, que apenas deu de ombros e me beijou. – Que horas eu te busco amanhã?
— Me pega umas 11 horas... A gente pode sair para almoçar e depois você me deixa lá no escritório do pai da Alice, pode ser? – Disse piscando para ele.
— Ok, às 11h eu estarei lá – confirmou
— Você não disse que ia encontrar comigo às 13h, Seth? – Perguntou Alice, e eu voltei minha atenção para ela.
— Foi? – Questionei
— Sim – ela me olhava séria.
— Oh, droga... É verdade, tinha esquecido, Little – ele sorriu sem graça para ela. Little? ... Mas que diabos estava acontecendo? — Esqueci totalmente Bells, já tinha combinado com Alice que iria ajuda-la – eu fiquei piscando por alguns segundos absorvendo a informação. Seth estava me dando um “toco” para ajudar Alice.
— Como se ela fosse se incomodar, né, Seth... Vai passar a tarde possuindo toda a atenção do meu pai... Ela não se importa, não é mesmo, Isabella? – Perguntou-me com um sorriso debochado em seu rosto.
— Alice – Seth repreendeu – Bells está ajudando você, seja legal – ela revirou os olhos pra ele.
Sorri e engoli a vontade de mandar ela se foder. Alice podia estar falando comigo, mas, com certeza, eu ainda não estava perdoada. Nós tínhamos um longo caminho para percorrer. Se quisesse que a nossa amizade fosse como antes, teria que começar a relevar seus venenos despejados sobre mim.
— Por mim tudo bem, sem problemas, posso almoçar com a minha mãe em casa e depois pego um taxi.
— Perfeito – Alice sorriu — Seth, você me ajuda com as malas? – Perguntou toda doce.
— É pra já – nem um segundo e ele já estava carregando as coisas de Alice para fora.
— Eu já vou indo. Tchau, Bella. Qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, me manda mensagem, vou estar, sempre, com o celular por perto – ela sorriu para mim e eu retribuí.
— Está bem... Aproveita o final de semana, Alice.
Assim que eles saíram, meu celular tocou e eu o atendi.
— Isabella, onde você está? – a voz de Edward soou ao telefone e foi o suficiente para me deixar nas nuvens.
— Eu? Eu... hum, estou quase saindo da escola porquê? Aconteceu algo? – fiquei preocupada de Edward ter descoberto sobre alguma coisa.
— Eu estou a quase 20 minutos plantado aqui na frente esperando você sair. Droga Isabella, venha rápido. Eu preciso ver você.
— Você está aqui? – Perguntei igual uma retardada. Edward não havia mencionado nada sobre ir buscar Alice
— Vamos princesa, saia logo – ele tinha uma suplicia na voz.
— Eu estou indo o mais rápido que consigo – estava praticamente correndo.
— PAI? PAIIIIII!!! – escutei o grito de Alice e o telefone foi desligado.
Obrigada, Edward, por desligar na minha cara. Muito legal de sua parte. Bufei. Quando cheguei na entrada da escola eu o vi. Ele estava abraçado a Alice e girando-a. Parei no mesmo lugar e fiquei admirando-os. Ele a colocou no chão, bagunçou seu cabelo, apertou seu nariz, e ela parecia estar brava. Ele sorriu de algo que ela tinha dito, o sorriso estampado em seu rosto era fascinante. Mas eu não era a única garota encarando-os, notei que algumas outras alunas também assistiam a cena e cochichavam aos montes. Revirei os olhos.
Seth apareceu pouco tempo depois comprimento Edward casualmente e foi falar com Alice. Os olhos de Edward passaram a buscar algo, eu continuava nervosa. Não demorou muito até que seus olhos me encontrassem. Ele respirou fundo e, sem pensar, comecei a andar em direção a ele. Estávamos conectados, seus olhos fixos aos meus, nesse momento eu o tinha preso a mim, o impressionante verde dos seus olhos estava tingido de luxuria.
Entretanto, isso aconteceu por apenas alguns segundos, pois no instante seguinte ele desviou seus olhos de mim dando sua atenção para Alice. Senti-me perdida. Estava na metade do caminho de chagar até ele. Tinha que aprender a controlar meus impulsos. Respirei fundo e, quando dei por mim, vi estava plantada no meio do estacionamento. Sorri para mim mesma. Quando estava caminhando em direção a escola meu celular tocou
— Oi, Joe – respondi ao taxista que iria me buscar.
— Oi, Bella...Estou te vendo de onde estou estacionado – disse-me
— Onde? — Não estava encontrando-o.
— Vou buzinar pra você – ele o fez e eu encontrei, estava próximo do local onde estavam Edward e Alice.
Continuei meu caminho até o táxi. Quando passei próximo a Edward, ele me olhou e sorriu. Retribuir o sorriso mais continuei em frente. Droga, era uma merda não poder toca-lo era quase impossível me conter.
— Direto para casa? – Perguntou Joe me ajudado com a mala.
Pulei para dentro do táxi e, triste, meus olhos voltaram-se novamente para Edward. Longe.... Eu sempre teria que observa-lo de longe? ... Joe entrou no carro e demos partida. Encostei minha cabeça na janela e continuei olhando-o. Ele era tão lindo, tão perfeito... Droga meu maldito coração tinha sido arrebatado. Espantei a tristeza, não havia motivos para ela estar presente, eu iria ver Edward amanhã, teríamos um dia só para nós... Só o pensamento me deixou eufórica. Nós nunca tínhamos combinados de passar um dia juntos. Eu estava empolgada.
O caminho para casa foi demasiadamente lento, graças ao trânsito de Londres, quando chegamos em casa eram quase 14h. Minha mãe veio sorridente até o táxi.
— Que bom que minha menina resolveu voltar para casa nesse final de semana. Pensei que fosse ficar estudando – ela me abraçou quando saí do táxi
— Fui convencida a voltar para casa, aparentemente não é saudável estudar com a prova tão próxima – minha mãe riu.
— E você concordou com isso? — Perguntou enquanto pagava Joe.
— Bom, não, mas acho que preciso de um final de semana de descanso. Essa semana de provas foi muito puxada – expliquei.
— Melhor para mim que terei meu bebe em casa – disse ao entrarmos em casa – Vá ajeitar suas coisas e desça para almoçar.
— Ok – disse.
— Ah, filha, antes que me esqueça sua encomenda chegou, está no seu quarto – ela piscou pra mim maliciosa e saiu.
Encomenda? Oh, Deus, no meio de toda essa confusão eu tinha esquecido completamente dela. Subi as escadas rapidamente em direção ao meu quarto e, quando adentrei, pude avistar a caixa da Victoria Secret em cima da cama. Sorri travessa. Em uma de nossas conversas Edward havia deixado escapar que ainda tinha em sua cabeça a imagem de nosso primeiro encontro, ou melhor, a imagem de mim naquela lingerie preta que tanto o fascinou. No dia seguinte fui atrás de novas peças, queria ver como ele reagiria quando visse esta. Gargalhei, talvez Edward tivesse razão e eu fosse uma diabinha.
Antes de descer para almoçar fui checar meu celular. Havia uma ligação de Edward e uma mensagem.
“Posso saber porque a senhorita saiu da sua escola sem falar comigo?”
Mordi os lábios prendendo um sorriso
“Eu não queria causar mais problemas com Alice”
“Ela não iria se incomodar com isso”
“Às vezes eu acho que você não conhece a filha que tem”
“Não é como se Alice não soubesse que eu falo com você, Isabella”
“Você está chateado? ”
“Talvez. Talvez, eu tenho ido naquela merda de colégio para vê-la, para falar com você, eu esperava ser bem recebido”
“Eu não tratei você mal, eu só não sabia como me comportar com Alice no meio. Me desculpe. Minha vontade foi de me jogar em seus braços assim te vi você”
“Agora terei que esperar até amanhã para toca-la, isso é um inferno”
“Eu estou com o dia livre”
“Eu combinei com Alice de sairmos hoje, só eu e ela. Estou devendo um programa pai e filha para minha princesa”
“Ah, tudo bem então, espero que seja divertido. Alice sente muito sua falta”
“Eu sei disso, eu também sinto a dela”
“Você deveria deixar ela saber disso tbm rsrs”
“Estou trabalhando nisso, minha terapeuta particular”
Edward não gostava muito de falar sobre sua falta de habilidade em demostrar afeto
“Então, onde vocês irão?”
“Onde ela quiser, hoje ela que manda”
“Prepare sua carteira rsrs”
“Oh, eu estou preparado. Mas e você, o que fará hoje?”
“Hum, nada de interessante... Possivelmente irei terminar o livro que você me deu de presente. Quero acaba-lo antes dos exames começarem”
“É uma excelente ideia, porém não me parece divertida”
“Não tem problema, estou contando que minha falta de diversão será recompensada amanhã”
“Minha doce e pequena Isabella, você não tem ideia das coisas que tenho planejado fazer com você”
“Você não faz ideia de como suas palavras me excitam”
“Droga Isabella controle-se, pare de me deixar louco”
— Isabella, se você não vier comer eu vou guardar a comida na geladeira – gritou minha mãe
— TO DESCENDO, MÃE – gritei de volta
“Estou indo almoçar, depois nos falamos”
“Ok, vou sair dentro de alguns minutos com Alice. Quando eu puder falar te mando mensagem”
“Ok, beijo, bom passeio”
— Pensei que a senhorita ia ficar sem almoçar hoje – reclamou
— Eu estava apenas arrumando minhas coisas. O que nós faremos hoje? – Normalmente eu e minha mãe passamos o final de semana “maratonando” séries quando não tínhamos o dia livre. Coloquei minha comida no prato e sentei na mesa.
— Hum, deixe-me ver... Que tal Orgulho e Preconceito? – Mamãe disse rindo, e eu dei gritinhos.
— Mil vezes sim, vamos morrer de amores pelo Sr. Darcy – respondi.
— Eu não entendo sua avassaladora paixão por esse Senhor – mamãe ria de mim.
— Mãe, já conversamos várias vezes sobre isso, o senhor Darcy – eu suspirei – Oh Deus, o senhor Darcy é incrível.
— Ele é muito orgulhoso e frio, ele demostra da forma errada os sentimentos por Lizzy – retrucou mamãe.
— Mamãe não existe forma certa de amar – respondi – nem sempre as pessoas demostram da mesma forma o amor, ou do jeito mais fácil de ser percebido....
— Nós ainda estamos falando do Sr. Darcy? – ela ria de mim – Seth não sente ciúmes?
— Muito engraçadinha — Sem querer comecei a fazer comparações entre Sr. Darcy e Edward, o sorriso que se formou no meu rosto não passou despercebido para minha mãe.
— Você já está fazendo isso, Bella? Já está comparando Seth com o senhor Darcy!? – ela chegou perto de mim e começou a me fazer cosquinha.
— Mamãe... para... para – dizia entre risos.
— Ok, ok – ela me soltou – Vá arrumar as coisas na sala para que eu possa ver você chorar novamente assistindo o Sr. Darcy pedir Lizzy em casamento – mostrei a língua para ela – enquanto eu faço a pipoca.
— Vai querer assistir a série ou o filme? – Perguntei, ela pensou um pouco.
— Acho que temos tempo para os dois – piscou pra mim.
— É por isso que eu te amo – dei um beijo em sua bochecha e fui ajeitar as coisas para nossa sessão de cinema.
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Depois de assistirmos a todos os episódios da série e ao filme (e chorar litros novamente) ajudei mamãe na cozinha para prepararmos o jantar. Claro que nesse meio tempo ela tentou utilizar umas das suas “técnicas de psicóloga” comigo, ri pensando nisso, mas a verdade é que algo estava incomodando minha mãe. Normalmente ela é uma mãe atenciosa e que gosta de participar da minha vida. Entretanto as perguntas que ela me fez enquanto ajudava-a com o jantar foram um pouco diferentes das habituais. Mamãe disse coisas como: “você sabe que sempre pode confiar em mim para qualquer coisa”, “eu sempre vou tentar entender seu lado antes de te julgar”, “Bella, temos um bom relacionamento, certo? Você sabe que não precisa me esconder as coisas ou mentir”. Eu definitivamente não sabia onde ela queria chegar com essas perguntas.... Será que ela estava desconfiada sobre Edward? Provavelmente não, ela nem o mencionou, deve ser outra coisa...
— BELLLLLAAAAAAA – desliguei o chuveiro com o berro na da minha mãe, estava perdida pensando sobre a vida. – TEM VISITA PRA VOCÊ!!!
Visita? Que diabos de visita? Eu não marquei com ninguém.
— Desço em 5 minutos – gritei saindo do banheiro, vesti uma roupa o mais rápido que pude e fui até o andar de baixo.
— Seth?????? – o que ele fazia aqui? Será que algo estava errado? – Está tudo bem?
— Ei Bella, modelito legal – zombou de mim apontando para a toalha na minha cabeça – Vim raptar você. – Eu fiquei olhando-o.
— Como? Não Seth, eu tenho muita coisa para fazer, passei a tarde com a minha mãe e vou aproveitar a noite para estudar mais – eu tinha que aproveitar as horas o máximo que podia já que amanhã eu não conseguiria estudar.
— Só veste uma roupa e vamos logo – ele insistiu.
— Não posso – disse séria.
— Ei, sogrinha – Seth chamou e minha mãe apareceu – Que horas tenho que traze-la?
— Antes das duas da manhã – mamãe enxugava as mãos no pano de prato.
— MÃE – olhei para ela confusa.
— Vamos Isabella, suba e vá se arrumar, é sexta-feira, na sua idade às – ela fez uma pausa e olhou para o relógio – às 8 da noite eu estava curtindo por aí com meus amigos.
— Mãe eu... – comecei a falar mais ela me cortou.
— Me escute – ela veio até mim e segurou minha mão – Você tem uma prova importante para realizar essa semana, e você está nervosa – eu revirei os olhos — Isabella você ficou a tarde inteira comentando como Londres evoluiu desde 1797, que orgulho e preconceito foi escrito até os dias atuais, além de me explicar toda a hierarquia do sistema monarca inglês – eu pisquei atônita – eu não consegui nem prestar atenção na fala dos personagens de tanto que você falou – ela sorriu – e na cozinha... Você não parava de falar sobre a culinária inglesa e como ela influenciou outras nações. Por deus menina você precisa relaxar... Agora vá lá para cima trocar de roupa e saia com seu namorado.
— Ma...
— Nada de mais Isabella, é uma ordem – ela fez sinal para que eu subisse.
— Está frio lá fora melhor escolher uma roupa quentinha — Seth sorriu e piscou para mim.
Entrei bufando no meu quarto. Eu não havia passado a tarde toda falando sobre Londres.... Eu não lembrava disso. Fiz apenas comentários sobre a série. Que mal há nisso? Eu não estava exagerando! Ou será que estava?
— Toc Toc, toc, entrando – Seth apareceu – Não fique com essa cara rancorosa. Quando sua mãe me ligou pensei que algo sério tivesse acontecido.
— Ela está exagerando – disse e continuei procurando uma roupa.
— Eu acho que não, você anda um pouco neurótica – ele deitou na minha cama. – O que é isso? Victoria Secret? – me olhou malicioso – Posso olhar? – foi mexendo e tomei a caixa da sua mão.
— Deixa de ser curioso, não tem nada aqui pra você – guardei a caixa no meu guarda roupa – Pra onde vamos?
— Hum, pensei em dar um pulo na casa do Alec.. – estava confortável com os pés na minha cama
— Tira o pé da cama – ele o fez – Alec? Ele está por aqui? Porque eu não soube? – Perguntei um pouco chateada. Eu o adorava.
— Talvez porque você andou sumida – eu olhei séria para ele – Que foi? Eu tentei chamar você pra festa da semana passada quando eles chegaram, mas você não falava comigo ou estava ocupada... Não me culpe.
— Ok, Ok não vamos entrar nesse assunto, eu entendi – respirei fundo e peguei a roupa que iria vestir e rumei para o banheiro. Não demorei para sair do banheiro, fiz uma leve maquiagem e vesti uma roupa simples, porém quentinha, afinal estava chegando o inverno em Londres.
—Bells – Seth sentou na cama – Nós estamos, ok?
— Sim, Seth, nós estamos OK – sorri pra ele, peguei minha bota na sapateira e calcei. Encontrei um brinco, o cordão que meu pai me deu de presente, um echarpe e estava pronta. — Voilá.
— Você está muito bonita – ele chegou perto de mim.
— Obrigada, estou pronta, podemos ir quando você quiser – ele segurou minha mão e brincou com o anel que me deu.
— Ela vai estar lá hoje – ele fez uma pausa – Eu ainda não a encontrei desde aquela vez.
— Nós vamos conseguir, Seth – segurei forte sua mão – Vamos mostrar para essa vadia como estamos felizes.
— Vadia, ham? – ele disse debochado
— Ninguém machuca o meu amigo e sai impune, vamos lá esfregar nossa felicidade na cara dela – peguei sua mão para irmos embora.
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Eu havia me perdido de Seth fazia quase 40 minutos, quando saí de perto dele para buscar uma bebida e me perdi no meio da confusão que estava a casa dos pais de Alec... Casa... isso não era uma casa... Era uma mansão e havia mais pessoas dentro dela do que acho ser possível. O som estava estrondosamente alto.
— BELLA? — Demetri gritava e acenava para mim do outro lado da sala, com um pouco de esforço cheguei até ele.
— Ei D – nos abraçamos – como você está? Viu Seth por aí? Me perdi dele – disse
— Eu nem sabia que Seth iria aparecer, você sabe, ele e Jane... – deixou o assunto no ar.
— Claro que sei, afinal não é todo dia que uma “amiga” tenta transar com seu namorado – pisquei e ele meio que engasgou com a bebida, ri e notei que a vadia loura estava nós observando de longe.
— Está tudo bem, eu e Seth superamos isso, olha aqui – estendi minha mão para ele — Vê? – ele tocou o anel que Seth me deu – Lindo, não é? Seth queria provar que éramos sério, teve até pedido oficial na minha casa e tudo... – ao terminar de falar olhei em direção a Jane e ele me encarava, na verdade ela olhava o anel na minha mão, acenei para e a mesma saio feito uma furação da sala.
— Onde está sua amiga baixinha, que estava aqui semana passada? Alice eu acho – perguntou Demetri.
— OI? – como assim onde está Alice?
— Eu disse – ele falou mais alto – Onde está aquela sua amiga baixinha de cabelo preto.
— Eu ouvi o que você falou. Ela estava aqui? Semana passada? – Questionei.
— Seth a trouxe, ela é hilária – ele riu.
— Porque ele trouxe ela aqui? – perguntei mais para mim mesma.
— Sei lá, até achei que vocês tinham terminado por causa Jane e ele estava com outra — Demetri deu um berro altíssimo chamando Alec enquanto estava perdida em pensamentos.
— A que devo a honra da sua ilustre presença? – Alec estava bêbado.
— Ei Alec, bom ver você também – ele me deu um abraço estrangulador.
— Eu senti sua falta – falou no meu ouvido – Senti falta do seu sorriso... Faz ideia de como seu sorriso é bonito? – ele passou a mão pelo meu rosto.
— Ei cara, ela é namorada do Seth, qual é? – Demetri afastou Alec de mim.
— Seth não se importa, ele está muito concentrado na briga que está tendo com a minha irmã – Alec riu – E nós dois deveríamos aproveitar.
— Onde eles estavam? – Perguntei nervosa.
— No jardim, perto da fonte – disse e sai em direção a ele.
Não foi tão difícil encontra-los, havia tumulto perto da fonte e eu podia escutar os gritos de Jane e Seth.
— VOCÊ QUER ME CONVENCER QUE A AMA? A MIM? EU CONHEÇO VOCÊ, SETH, E VOCÊ NÃO A AMA – essa era Jane histérica.
— NÃO A AMO? COMO VOCÊ PODE DIZER ISSO COM TANTA CERTEZA, HEM? VOCÊ NÃO FOI CAPAZ NEM DE ENTENDER OS SENTIMENTOS QUE TINHA POR VOCÊ!!!! EU TE AMEI JANE, EU TE AMEI DESESPERADAMENTE, EU FIZ TUDO POR VOCÊ, EU FUI TUDO AQUILO QUE VOCÊ PRECISAVA, FIZ TUDO QUE VOCÊ PEDIU, EU SEMPRE ESTIVE AO SEU DISPOR E MESMO ASSIM VOCÊ NUNCA ME QUIS — com muito esforço eu passei entre as pessoas para chegar até os dois – EU ESTAVA TÃO CANSADO DE SOFRER POR VOCÊ, DE LAMENTAR POR VOCÊ, DE SENTIR UM BURACO NA PORRA DO MEU CORAÇÃO POR SER MENOSPREZADO. TUDO QUE QUERIA ERA ARRANCAR VOCÊ DA PORRA DA MINHA VIDA, PRECISAVA ME LIVRAR DE TUDO! ISSO INCLUÍA AQUELE ESTUPIDO ANEL QUE COMPREI PARA VOCÊ ANOS ATRÁS! E, QUER SABER!? FOI A MELHOR COISA QUE FIZ NA VIDA, DAR ELE PARA ALGUÉM QUE MERECE – Seth não conseguiu terminar de falar pois Jane havia acertado um tapa na sua cara.
— SEU FILHO DA PUTA – antes dela acerta-lo de novo eu agarrei sua mão – ME LARGA, ISABELLA.
— Eu não vou deixar você bater nele – disse firme segurando seu pulso com força.
— Veio defender o namoradinho? – Ela gargalhou – Você não percebe que pra ele você é um estepe? Ele está te usando, e vai continuar, ele não te ama.... Você deveria ter um pouco de amor próprio.
— CALA A SUA BOCA, VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE SE METER NA PORRA DA MINHA VIDA.
— CLARO QUE EU TENHO. DUAS SEMANAS ATRÁS VOCÊ ESTAVA DIZENDO QUE ME AMAVA, AGORA VOCÊ APRECE COM UMA NAMORADA E COM A PORRA DO ANEL QUE ERA MEU.... COMO VOCÊ ACHA ME SINTO??? VOCÊ ACHA QUE ALGUÉM ACREDITA QUE VOCÊ A AMA? NEM VOCÊ MESMO ACREDITA NISSO – Ela respirou fundo – Você queria minha atenção, você a tem, eu estou aqui não estou? Eu vim de longe só para ver você então faça algo de útil por nós dois Seth, termine com essa palhaçada AGORA. Eu não vou ficar vendo ela desfilar por ai com algo que me pertence. Você quer ter outras pessoas, ótimo, eu estou ok com isso, realmente não me afeta... MAIS NÃO ME EXCLUA DA PORRA DA SUA VIDA, EU FUI SUA PRIMEIRA E SEMPRE SEREI SETH, SEMPRE!
— VOCÊ É MALUCA – Seth estava nervoso e eu estava preocupada – VOCÊ É MALUCA!
— VOCÊ SEMPRE SOUBE DISSO, ISSO É UMA DAS COISAS QUE VOCÊ AMA EM MIM, nós sempre fomos assim, eu e você, não havia rótulos. Éramos livres, mas pertencíamos um ao outro…. MAS VOCÊ ME TRAIU PORRA, VOCÊ ME TRAIU – ela disse as últimas palavras pausadamente. Eu estava entre os dois tentando impedir uma agressão física – Droga Isabella, você não pode ser tão baixa assim, ele não te ama, você sabe disso, não é? Não seja idiota, ele vai cansar de você. Pior, uma hora ele vai ver a merda que está fazendo, ele vai voltar pra mim Bella, ele sempre volta e você vai fazer o que? Ele não ama você!
— Bells – Seth tentou falar mas eu o interrompi.
— Eu sei disso – Jane parecia surpresa – Sei que ele não me ama da mesma forma que amou você. Na verdade, eu não quero isso Jane. O amor que ele sentia ou sente por você não é saudável. Só o fez mal, só o fez sofrer. Eu não quero causar isso nele, se dependesse de mim Seth nunca mais iria ficar triste – sorri para ele – A verdade, Jane, é que eu também não amo Seth. Veja bem, eu gosto muito dele e sei que ele também gosta de mim, ele é um cara incrível e nós dois estamos descobrindo o que temos juntos. É bom, é divertido, é fácil e nos faz bem... Somos felizes, mesmo sabendo que o que temos ainda não se tornou amor.... Nós vamos chegar nessa fase, estamos construindo um caminho juntos até lá. A única coisa que importa para mim é saber que Seth é um dos homens mais incríveis que encontrei na vida, e nunca vou deixa-lo escapar – Seth não segurou o riso – Talvez pra você “amor” seja a coisa mais importante em um relacionamento, mas, para nós, o mais importante é o respeito e a confiança, coisa que você nunca teve para com ele. Você vê esse anel? — Toquei-o – Eu não o recebi como prova de amor, eu o aceitei como um laço de confiança entre nós dois. No momento que eu deixei ele por isso em meu dedo, eu sabia de tudo e eu o estava aceitando em minha vida mesmo com todas as suas bagagens. Eu sabia de absolutamente toda a história, sabia o que havia acontecido na casa dele entre vocês dois, mesmo você sabendo que nós estávamos juntos.... Você consegue entender? Eu e Seth nunca vamos ter o “amor” – fiz aspas – que você tanto alega, nós vamos ter mais, vamos ter algo melhor, e nós estamos construindo isso juntos. Eu ficaria eternamente grata se você simplesmente nos deixasse ter isso, entenda bem, não estou pedindo sua permissão para estar com ele, porque infelizmente sua vez já passou Jane, o valor que você não soube dar a ele eu estou dando, e eu não vou abrir mão disso. Então, se você quiser lutar por ele Jane prepare suas armas pois eu nunca entro numa briga para perder – Virei para Seth – Vamos amor, você prometeu uma noite inesquecível não foi mesmo? – Estendi a mão pra ele, Seth quase quebrou meus dedos e eu tive que segurar o grito.
— Eu definitivamente amo você, porra – ele sussurrou – Eu amo você pra caralho
— Eu arrasei não foi? – meu coração batia loucamente eu nunca havia feito uma coisa dessas
— Você destruiu a vadia – ele gargalhou – Ei, isso merece uma comemoração.
— Eu não posso ficar bêbada, Seth – ele me jogou em suas costas e saiu andando comigo em direção ao bar — Vamos ficar bêbados.
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Acordo com barulho do celular soando. Tateio a cama em busca do barulho infernal. Finalmente consigo desliga-lo, ainda com dificuldade abro meus olhos e sinto a claridade.
— Ain – minha cabeça dói um pouco.
Meu Celular toca novamente, na tela o nome de Alice surge.
— Até que enfim, Isabella – sua voz parece apreensiva e aliviada.
— Bom dia pra você também – digo meio rouca.
— Pensei que não ia acordar nunca – reclamou.
— Você é tão chata – resmungo
— Oh, me desculpe pela preocupação, mas já são 12h e ainda não tive nenhum sinal! – disse debochada.
— Eu tive uma noite longa – comentei, por falar em noite.... Não conseguia lembrar direito o que havia acontecido.
— Eu acredito nisso – Alice riu – Depois de tantas dozes de tequila…como está sua cabeça? Ressaca forte?
— O que? – Perguntei.
— Seth está te mandando um beijo – escutei a voz de Seth no fundo.
— Outro pra ele, eu preciso me levantar, me trocar. Eu já estou atrasada — fui dizendo, ao me levantar percebo um copo com agua e remédios ao lado da minha cama junto com um bilhete.
“Só para prevenir, espero que fique bem
— Seth”
— Alice? – Perguntei.
— Oi?
— Posso falar com Seth? – eu precisava de umas explicações.
— Oi, Bells – sorri ao escutar a voz brincalhona dele.
— Eu não me lembro de nada da noite passada... – fui logo dizendo – Não lembro o que fizemos na festa depois que saímos de perto da Jane, não me lembro como viemos embora, não me lembro de como cheguei em casa, de como vim parar na cama tomada banho e com meu pijama – disse conferindo minha roupa e ele riu.
— Digamos que eu seja um bom namorado — revirei os olhos para sua frase – Bom, nós bebemos, Demetri nos trouxe até a sua casa, eu te ajudei no banho, eu vesti você também, e dei alguns remédios pra você não acordar com ressaca. Acho que respondi tudo.
— Diz pra ela tomar banho e se apressar, meu pai detesta atrasos – Alice gritou.
— Ok, conversamos depois, eu realmente preciso me arrumar – naquele momento a ficha de que eu estaria indo ver Edward pareceu cair. O nervosismo me pegou e o desespero de ter acordado muito tarde também – Preciso ir, beijos, Tchau! – Desliguei o telefone e saí desesperada da cama, correndo para o banheiro.
Eu estava tão nervosa, era ridículo eu sei disso, mas a ideia de que eu teria Edward só para mim hoje era estanho. Nós nunca passamos por isso, eu e ele, um tempo só nosso.... Eu estava ansiosa, animada e nervosa...
Eu sabia qual lingerie usaria para deixa-lo louco, Edward havia comentado seu gosto e eu não deixaria passar a oportunidade de agrada-lo. Eu queria que tudo estivesse perfeito.
O difícil era escolher uma roupa, eu iria aparecer em seu escritório. Teria que ser algo discreto, que me deixasse quente, mas sem ser vulgar.... Ok, era uma tarefa muito difícil. No meio do desespero para encontrar minha roupa, liguei para um taxi. Já estava em cima da hora eu não queria chegar atrasada.
Perdi a conta de quantas vezes me olhei no espelho para ter certa de que estava bonita... Desci as escadas apressada e senti o cheiro delicioso vindo da cozinha.
— Bom dia filha – minha mãe parou ao meu lado com uma sobrancelha arqueada – Vai sair?
— Eu, hum – o que falaria? – Sim, eu preciso encontrar Alice e Seth é um caso de vida ou morte.
— Pelo menos almoce – disse mamãe – Você e Alice voltaram a se falar?
— Mãe, não dá tempo eu realmente estou atrasada, almoço por lá. Se tudo der certo hoje acredito que eu e Alice voltaremos aos eixos – fui andando para a porta.
— Bella espera, o que isso quer dizer? – Minha mãe era uma fofoqueira.
— Preciso ir mãe, estou atrasadíssima, juro que te conto tudo quando eu voltar, ok?
— Eu vou cobrar viu – gritou para mim.
— Eu sei, beijos, te amo – gritei de volta.
O caminho até o escritório de Edward foi torturante, mil coisas passavam pela minha cabeça, entretanto a principal era como eu deveria agir na frente das pessoas com Edward. Eu não poderia ficar olhando para ele como uma pateta, ou suspirando quando ele sorrisse.... Eu estava um pouco neurótica.
— Ei, moça, chegamos – o taxista chamou minha atenção.
— Ah, desculpa – disse a ele, paguei e desci do taxi.
Respirei fundo e caminhei em direção ao prédio. Fui direto a recepcionista.
— Bom dia – disse com um sorriso em seu rosto – No que posso ajuda-la?
— Ahh.... Eu tenho um horário marcado com o senhor Cullen, me chamo Isabella Swan – respondi. A recepcionista me deu uma boa olhada e manteve o sorriso, o sorriso que a pouco tempo era bonito tornou-se debochado.
— O senhor Cullen está ocupado no momento, sinto muito, creio que ele não irá receber visitas hoje – disse com sua voz polida.
— Você teria como ligar para ele? Eu tenho certeza que ele poderia esclarecer as coisas – começava a ficar nervosa.
— Recebi uma ordem direta da secretária dele para remarcar todos os compromissos do senhor Cullen. Acredito que hoje seria impossível ele atende-la – enquanto ela falava um desespero me tomou, e se Edward estivesse ocupado? O que eu faria? Eu devia ligar para Alice e avisar? Será que ele havia esquecido do nosso compromisso?
— Eu não quero ser inconveniente mas você poderia, por favor, entrar em contato com ele e avisar que Isabella Swan está aqui? Eu tenho certeza que houve algum engano. É muito importante que eu consiga falar com ele hoje.
— Ok, vou ver o que posso fazer por você – a recepcionista pegou o telefone e começou a falar com alguém.
Nesse instante comecei a mandar mensagens para Edward. Preocupada de ter levado um toco e consequentemente arruinado a despedida de Alice e Jass.
— Eu sinto muito, ela disse que Senhor Cullen está impossibilitado de receber qualquer visita e que não deseja ser perturbado, eu sinto muito. Genevive, a secretária dele, pediu para que você deixasse um telefone para contato, ela disse que talvez possa encaixar você em outro dia na agenda dele.
Nesse momento eu já estava com telefone no ouvido ligando para Edward.
— Só um minuto – disse para ela.
Liguei uma, duas, três vezes e todas foram para caixa postal. Frustração era a palavra que definia meus sentimentos.
— Ok – disse derrotada – Tem algum papel e caneta para que possa te passar meus dados? — Seria estranho sair sem deixar minhas informações – Aqui – entreguei para ela o papel
— Obrigada, sinto muito Isabella, até outro dia – eu tive vontade de pegar o sorriso irritante dessa moça e faze-la engolir ele.
— Não há de que – não conseguir sorrir, estava irritada. Mandei inúmeras mensagens para Edward e não obtive nenhuma resposta. INFERNO, eu precisava urgentemente falar com Alice.
Estava saindo do prédio quando vejo uma moto familiar parando logo a frente. Sorri. Eu reconheceria essa moto em qualquer lugar. Carl saltou rapidamente e jogou as chaves para um manobrista. Ele realmente era um homem muito bonito, seus cabelos estavam arruados, ele estava sem seu habitual terno, estava mais despojado, vestindo um jeans e blusa vermelha. Eu pisquei algumas vezes atônita.
— Isabella? – ela me puxou para um abraço esmagador – Senti sua falta, eu realmente senti sua falta. Você não faz ideia do inferno que foi aguentar aquele mala sem você por perto. Você veio vê-lo, certo?
— Bom, sim — ele se apoiou em mim e tornamos a andar para o prédio – Mas ele está impossibilitado de receber pessoas no momento – repeti o que a recepcionista nojenta me falou.
— O que? – Carl riu da minha imitação.
— Pois é Edward me deu um toco, não ria – disse seria.
— Isso é ridículo, ele não parava de falar sobre ver você hoje. Vem, vamos alí – ele apontou para o local que a pouco tempo havia saído.
— Bom dia, Senhor Carl– revirei os olhos. – Em que posso ajudá-lo?
— Vou precisar de um cartão reserva para a sala do TI – disse do seu jeito mais encantador, a coitada piscou e corou.
— Hum... Ah, claro – ele remexeu nas coisas e pegou um cartão
— Edward está ocupado? – Perguntou.
— Passou ordem de não ser incomodado, disse que tinha uma reunião importante as 14 horas.
— E você quase manda de volta pra casa a reunião importante dele – Carl apontou para mim e eu sorri convencida – Tome, Bella – Carl tirou algo do bolso – Meu passe vai te dar acesso ao andar do Edward – peguei-o.
— Oh... – ela levou as mãos a boca – Eu sinto muito, eu não sabia que era ela.... Eu só fiz o procedimento padrão – a garota parecia que iria ter um ataque.
— Tudo bem – Carl puxou-a pelo queixo deixando-o próximo ao seu – Eu posso esquecer isso se você estiver pronta em 15 minutos.
— O queee? – ela gaguejou.
— 15 minutos, Jessica. Eu e você na minha moto, será divertido – ele piscou e ela quase desfaleceu – Vamos, Bella.
Eu segurei meu riso o máximo que pude.
— Não é errado flertar descaradamente com funcionárias da empresa? – Perguntei risonha quando entramos no elevador.
— Só se isso chegar nos ouvidos do chef.... Adivinha só quem é um dos donos? – Ele passou a linha ao redor do lábio superior de um jeito que deveria ser proibido. Eu mesma, se não estivesse tão caidinha por Edward, com certeza estaria igual a recepcionista – Tentem deixar a sala inteira, ok? E, a propósito, você está linda, Bella – ele saiu do elevador — Último andar, não tem erro, ok? Só apertar o botão e passar o cartão ali, assim como eu fiz ainda pouco.
— Ok, e hum, muito obrigada Carl – ele acenou para mim e as portas fecharam-se.
— Último andar, hem? Tão típico – Apertei no 15º andar e utilizei o cartão como Carl havia feito, o elevador começou a subir.
As portas do elevador se abriram e adentrei ao andar. Era claro, amplo, muito bonito, e a decoração devidamente trabalhada... Aposto que havia sido obra de Esme, estava alheia olhando as coisas, quando percebi estava em frente à uma mesa.
— O que você faz aqui? – a moça, que estava sentada, levantou e veio em minha direção – Você não devia estar aqui. Eu terei que falar com departamento de segurança, uma coisa dessas é inadmissível. Como você conseguiu chegar aqui? – tentei falar – Quer saber, não importa, eu estou atolada de problemas. Tenho um chef com pedra de gelo no lugar do coração que não admite falhas, e você aqui é uma delas, então por favor queira se retirar antes que eu chame a segurança – a moça foi me empurrando em direção ao elevador.
— Tire suas mãos de mim – disse irritada, estava de saco cheia – Qual o problema com vocês? Eu tenho uma hora marcada com Senhor Cullen e acredito que ele deste atrasos então se você puder avisa-lo que eu estou aqui, seria grata – ele riu de mim.
— Sabe quantas pessoas usam esse mesmo papinho que você para conseguir uma hora com Edward? – OI? Edward? Como assim “Edward”? Onde foi parar o respeito pelo chef? Eu realmente não gostei disso.
— Eu realmente não me importo, eu estou cansada, com fome, passei um tremendo transtorno na recepção, eu sugiro que você me trate melhor. Eu sou Isabella Swan, tenho uma reunião com o Senhor Cullen às 14 horas. E você sabe como ele odeia atrasos, certo? Não acredita em mim? Que tal falar com Carl – Peguei o cartão que Carl havia me dado e bati ele em sua mesa – Aproveita e devolva isso a ele. Ele me emprestou para que chegasse até aqui já que a recepcionista e a secretaria estavam impedindo minha subida. Acho que isso responde sua pergunta de como cheguei aqui. Mas caso você não acredite sugiro que chame o Senhor Cullen para que eu possa explicar a ele todo o ocorrido. O que você acha? – a moça parecia doente, estava pálida. Aproveitei o momento e segui em direção a porta do escritório de Edward.
— Espere – ela correu atrás de mim – Deixe-me anuncia-la pelo menos.
— Ah, vai para o inferno… Eu mesma faço isso — disse e virei a maçaneta e entrei, Edward estava de costas olhando Londres pelas amplas janelas de vidro que tomavam sua sala. Fechei a porta atrás de mim e tomei um susto com voz de Edward.
— Quantas vezes precisarei repetir que não quero ser incomodado hoje, Genevive. Você tem problema de cognição? – ele estava muito irritado.
— Desculpa, mas acho que você está equivocado, ela entendeu muito bem sua ordem. Faz ideia de quantas vezes eu te liguei, Edward? Onde diabos você enfiou seu telefone? — estava furiosa. No mesmo segundo em que comecei a falar Edward se virou e me encarou com os olhos arregalados.
— Eu sinto muito senhor Cullen, não tive tempo de anuncia-la. ela foi simplesmente entrando...– eu olhei pasma para a mulher.
— Tudo bem Genevive, eu estava esperando a senhorita Isabella, tínhamos marcado uma reunião as 14 horas, extremamente pontual, Isabella – ele sorriu e eu me controlei para não gritar — pode ir Genevive, eu assumo daqui – Ele levantou de sua cadeira, imponente e confiante, conduziu a secretaria até a porta e a trancou.
1 segundo, 1 segundo foi o necessário.
Edward avançou até mim, me tomou em seus braços de uma forma que não sabia onde eu começava e ele terminava. Seu beijo era violento, exigente, bruto, eu já estava em chamas. Edward levou sua mão em meu cabelo e o puxou com brutalidade. Eu gemi em sua boca, mordendo seu lábio com força.
— Ai – ele tocou em seu lábio sorrindo. Eu estava ofegante, respirar tornou-se uma função biológica difícil. – Selvagem – seus olhos pareciam se divertir com a situação.
— Foda-me, e eu posso te mostrar o que é ser selvagem – disse sem pensar. Meu filtro não funcionava bem ao lado de Edward.
Eu vi os olhos daquele homem escurecerem com desejo. Ele me pegou com uma forca descomunal. Arrastou-me até sua mesa e forçou meu tronco de encontro a ela, pegou meus braços e o segurou para trás, enquanto mantinha sua outra mão em minha nuca me segurando com força. Seus joelhos me forçaram a abrir as penas. Eu estava completamente dominada por esse homem, e o sentimento nunca havia sido tão satisfatório.
Edward colocou-se sobre mim, chegando ao meu ouvido
— Você sabe que não deve brincar comigo – a rouquidão em sua voz me deixava alucinada.
— Não estava brincando – disse, ele me tirou da mesa com facilidade e me virou para ele.
— Meu inferno particular – de polegar contornava minha boca, eu mordi seu dedo e fui colocando-o dentro de minha boca, chupando-o. Ele fechou os olhos aproveitando o que eu estava fazendo. – Eu senti sua falta Isabella – ele me puxou para um abraço e naquele momento eu sentia que meu lugar era ali, ao lado dele, em seus braços.
O cheiro de Edward era inebriante, eu não conseguia parar de cheira-lo. Ele riu
— O que você está fazendo? – Disse me acariciando
— Sentindo seu cheiro – funguei – É bom, muito bom.
— Vem, vamos ficar mais a vontade – ele apontou para um sofá espaçoso que tinha em sua sala
— Ok – aproveitei e tirei meu sobretudo, estava um calor insuportável.
— Então como você está? – Perguntou sentando no sofá e afrouxando a gravata. Fui em direção a ele.
— Bem — disse sentando em seu colo – Muito bem – ajudei-o a tirar a gravata. Mordi de leve seu pescoço e depositei beijos por todo seu rosto – Eu tenho você comigo – um riso rouco escapou de Edward.
— Comporte-se – disse acariciando minha bochecha — Eu preciso que você colabore comigo.
— Mas eu senti sua falta – fiz biquinho
— Eu sei – ele segurou meu rosto com as duas mãos – Eu nunca me senti assim Isabella, cada dia longe de você foi angustiante, ficar longe de casa nunca foi tão difícil. Tinha dias que só queria largar tudo e voltar para você.
— Você não pode dizer essas coisas e pedir para eu me comportar – ele riu — É tão injusto.
— Que tal nós fazermos assim: eu termino algumas coisas que preciso fazer ainda hoje, ajudo você e depois nos vamos embora? – enquanto Edward falava eu mexia em seu cabelo
— Huuumm – parei para pensar, eu estava faminta, talvez eu pudesse sair e procurar algo enquanto Edward terminava seu trabalho – Que tal isto: Enquanto você termina o que tem que fazer eu dou uma saidinha para almoçar?
— Você ainda não comeu? – Perguntou sério.
— Acordei atrasada, não deu tempo – me senti corar.
— Eu posso conseguir algo para nós comermos, aceita? – Sorri e assenti. Edward me tirou do seu colo e levantou-se, caminhou até a porta e a destrancou, depois foi até sua mesa e pegou o telefone – Genevive venha até aqui, por favor.
Pouco tempo depois a secretária aparece na sala.
— Pois não, senhor Cullen – revirei os olhos.
— Providencie algo para que eu e Isabella possamos almoçar – Ele sentou em sua cadeira – Alguma preferência Isabella?
— Hum.... Uma massa, eu acho.
— Uma massa para ela e um peixe gralhado pra mim, 20 minutos Genevive– assim que ele terminou de falar a moça saiu à jato da sala. – O que você fez ontem?
— Huuum... Eu passei a tarde com a minha mãe assistindo series e depois saí com Seth, nada de interessante, e você como foi o passeio com Alice?
— Ótimo, nos divertimos bastante, fomos ao club jogar tênis, depois fomos jantar no restaurante favorito dela – fiquei imaginando Edward vestido de tenista.... Que delícia.
— Parece divertido – sorri... Falando em Alice, precisava do meu celular.
Havia milhares mensagens dela.... Sempre exagerada. Enviei uma mensagem para tranquiliza-la.
“Está tudo certo, eu estou com seu pai”
“Que demora Bella, meu Deus quase morri”
“A culpa não foi minha, eu quase não consigo falar com ele”
“Como assim?”
“A recepcionista e a secretaria me barraram”
“Jessica e Genevive? Odeio essas duas”
“Eu consigo entender o porquê kkkk.. Elas não paravam de dizer: Senhor Cullen está impossibilitado de atender pessoas no momento”
“KKKKKKKKKKKKKKKKKK elas sempre usam essa desculpa. Como você conseguiu falar com ele então? Elas são insuportáveis, e deixam meu pai inalcançável”
“Carl me salvou ♥ apareceu no momento certo e me ajudou”
“Sempre salvando a pátria kkk. Meu pai desconfia de algo? Ele perguntou por mim ”
“Eu acho que não ele não comentou nada sobre você, ele está terminando de fazer alguma coisa importante”
Deitei no sofá de bruços para ficar mais confortável e continuei conversando com Alice, repassando o que deveríamos fazer hoje, e pensando em todas as possibilidades para evitarmos sermos pegas... Algumas vezes eu dei boas gargalhadas com as ideias de Alie.
— Bella? – Edward me chamou
— Oi – virei a cabeça para vê-lo
— Fica difícil me concentrar com você desse jeito, sua bunda está me deixando louco– eu ri alto.
— Desculpe, não era minha intenção distrair você – pisquei para ele.
— Eu aposto que era sua intenção, é a única coisa que você tem feito desde que entrou – continuei rindo.
— Isso é calunia –me ajeitei no sofá – Pronto. Melhor?
— Não muito – disse sorrindo e eu revirei os olhos.
Um tempo depois a secretária entra na sala.
— Senhor Cullen, seus pedidos chegaram, está tudo pronto na sala de reuniões
— Traga as coisas para cá, vamos almoçar por aqui mesmo – Edward olhou para mim – Se importa, Isabella.
— Não, imagina, qualquer lugar está ótimo.
Eu e Edward acabamos almoçando sentados no chão de sua sala, e, por mais estranho que pareça, estava sendo agradável e divertido.
— Eu senti falta de ficar tão relaxado — comentou me olhando.
— Como assim? – Perguntei levando mais uma garfada a boca.
— Meu trabalho Isabella – ele parou de falar por um instante e ficou me encarando. Edward bufou e sorriu – Basta você saber que você me acalma.
— Eu fico feliz em saber que ajudo em algo – continuei comento – Isso está muito bom Edward, sério, delicioso – dei mais uma garfada.
— Que bom que você gostou – ele pegou um lenço e se aproximou de mim – Está sujo no cantinho – limpou a borda da minha boca — Alguém não sabe comer macarrão direito.
— Não seja chato, quando a comida é boa não ligamos muito para a forma que a comemos, a gente só quer comer – Mostrei a língua para ele e sua gargalhada gostosa inundou a sala
— Você está dizendo que quando a comida é gostosa você se suja? – ele arqueou a sobrancelha.
— Nós ainda estamos falando de comida? – Perguntei em dúvida e vi Edward ter um ataque de riso.
— Você é impossível – ele ria.
— O que? – questionei para um sorridente Edward. Ele tirou a comida da minha mão, colocando-a de lado e deitou-me no tapete de sua sala.
— Eu geralmente penso em você como algo de comer Isabella – ele sussurrou no meu ouvido – E posso imaginar inúmeras formas de te deixar suja – nesse momento meu centro pulsava tanto que chegava a doer. Edward ficou roçando sua barba em meu pescoço — Eu queria tanto fazer isto agora – eu mantinha meus olhos fechado, meus lábios estavam sendo maltratados pôr meus dentes — Você tem um cheiro delicioso – ele disse com a boca a milímetros da minha – Abra os olhos Isabella.
Fiz o que ele pediu. Olhar para Edward era algo que nunca me acostumaria, seu rosto era tão bonito, seus olhos tão hipnotizantes.... E seu sorriso me fazia desfalecer.
— Você é tão lindo – toquei seu rosto – Eu nunca conheci alguém tão lindo quanto você Edward- eu podia olha-lo para sempre que nunca iria me cansar... Nós ficamos assim por um bom tempo, nossos narizes se tocando, nossas bocas roçando uma na outra e nossos olhos presos um no outro.
Edward segurou minha mão, enlaçou nossos dedos e fechou os olhos.
— Eu nunca quis ninguém como eu quero você Isabella – disse tão baixo que, por um segundo, pensei que tivesse imaginando algo mas ele continuou – Eu quero você o tempo todo, meu desejo por você excede a carne – eu respirei fundo, meu coração estava tendo dificuldade de trabalhar – Quero você para me fazer rir, eu quero você para me acalmar, eu quero você para conversar, eu quero você para me fazer companhia — Edward apoiou sua testa na minha e abriu os olhos — Quero você para me sentir vivo.... Eu estou apaixonado por você Bella.
Minha boca estava aberta, eu estava em estado de choque. Não sabia o que dizer.
— Eu.... – Minhas emoções eram tantas. Eu estava tremendo.
— Não chore, Isabella – ele secou minha lágrima e beijou o local – Eu gosto de ver você sorrir.
— Eu estou apenas emocionada, Edward – consegui dizer
— Eu quero ficar com você, Bella – eu sorri
— Bella.... Gosto como soa, você não costuma me chamar assim.
— Minha Bella – ele sussurrou em meu ouvido e eu arfei.
— Eu quero ser sua Edward — disse enquanto Edward mordiscava meu pescoço
— Eu sei que nós teremos alguns problemas – ele fazia carinho no meu cabelo — mas seja paciente comigo, eu prometo que darei meu melhor para faze-la feliz
— Você já faz isso, Edward – eu segurei seu rosto em minhas mãos – Você faz eu me sentir viva – ele sorriu torto e logo depois me beijou.
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