Notas iniciais
Olá pessoas lindas, como andam de carnaval!? Vim postar mais um capítulo novinho para vocês, pois a Zara não pode, mas pediu desculpas pela demora e disse que promete não demorar tanto para o próximo.... Vejo vocês nas notas finais. Boa leitura...

Capítulo 26

Bella

Algumas vezes na vida acontecem coisas com as quais não estamos preparadas para lidar. Eu estava vivendo um momento como esse. Encontrava-me na cama, depois de um dia exaustivo de aulas, olhando mais uma vez o desenho que havia ganhado. Haviam mil pensamentos passando por minha cabeça e mais milhões de sentimentos fervilhando dentro de mim, prestes a explodir como uma bomba nuclear. Edward havia me quebrado. Dia após dia ele destruiu as barreiras que havia construído para deixar o que sentia por ele trancafiado. Três meses se passaram e todo meu esforço havia sido em vão, pois, por mais que eu tentasse fingir o contrário, o sentimento continua lá do mesmo tamanho. Eu estava perdidamente, incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonada por Edward Cullen.

Nesse momento eu fui tomada por uma súbita raiva. Eu queria rasgar aquele desenho. Ele não podia fazer isso comigo. Porque ele estava fazendo tudo aquilo? Era injusto, não havia como lutar contra isto. Ele não deixava opções para mim além de quere-lo, quere-lo e quere-lo. A cada surpresa, cada presente, cada mensagem eu me via mais envolvida. Gritei de frustação. Eu me sentia sufocada com tudo que estava sentindo. Eu queria chorar queria pôr tudo aquilo pra fora mas não o faria.

— Deus Isabella, até que enfim, procurei você em todos os lugares – Alice parou de falar – Você está bem, amiga?

— Minha mãe pediu para me dispensarem pela parte da tarde para que ficássemos juntas – foi só o que consegui dizer.

— Eu soube – ele sentou na minha cama e segurou minhas mãos – Quer conversar?

— Sinto que vou desabar se falar muita coisa hoje, Alice – Eu não iria conseguir ir muito longe em uma conversa com minha melhor amiga sem me debulhar em lágrimas. Alice me abraçou forte.

— Isabella EU SEMPRE vou estar aqui pra você – ela dizia com aquelas orbes verdes, encarando-me como se pudesse ver minha alma. A semelhança estava ali estampada na minha cara.

— Seus olhos são idênticos aos do seu pai – falei sem pensar — Isso causa arrepios – completei para que a mesma não estranhasse meu comentário.

— Eu sei disso – ela me mostrou um lindo sorriso – É uma das coisas que mais gosto em mim. É a única coisa que eu tenho dele.

— São lindos – deu meu melhor sorriso para ela.

— ISABELLA SWAN, ESTÁ TENTANDO DESVIAR A ATENÇÃO DE VOCÊ – Alice dizia brava.

— Talvez... – sim, ela havia me pego no flagra.

— Não vai funcionar. — ele franzia a testa – Por favor, Bella, não faça isso. Não guarde, coloca pra fora, me diz o que está aí dentro te afligindo – ela colocou seus dedinhos em meu coração.

— Eu prometo que irei te contar Alie, só preciso de um tempo pra digerir tudo isso. Tem muita coisa acontecendo na minha vida. Sinto-me uma desequilibrada emocional – nós duas rimos – Quando estiver melhor prometo que te conto tudo, ok?

— Me dá sua palavra? – insistiu.

— Você a tem – deitamos uma do lado da outra na cama.

— O que faremos amanhã? – perguntou-me.

— Você quer mesmo me fazer feliz, hem? Está me deixando escolher o que faremos no meu aniversário – ela gargalhou.

— Não complica, Bella. Já tem ideia do que quer fazer. É amanhã que você sai da sua prisão e eu também.

— E Jasper – adicionei.

— Claro, e o loiro – ela deu um profundo suspiro – Deveríamos sair de noite, Tia Reneé disse que fará algo na sua casa para comemorar seu aniversário.

— Acho que minha linda mãe não deixaria – disse.

— Você pode se surpreender com o que os pais permitem quando estão com peso na consciência – lá estava o toque de magoa na voz de Alice ao se lembrar do pai.

— Minha mãe não é como seu pai, Alice – tentei explicar.

— Eu sei disso Bella, mas é seu aniversário de 17 anos, você teve 3 meses de bom comportamento, e por um acaso eu já a perguntei se poderíamos sair e ela permitiu, desde que tivéssemos acompanhado de um adulto.

— Você está brincando, certo? – perguntei desacreditada. Ela gargalhou.

— Não, eu não estou. Amanhã é seu aniversário, Isabella. Você tem seus privilégios – ela me sacudia agora – Anime-se mulher. – fiquei encarando minha amiga.

— Está deixando o cabelo crescer? – peguei no seu cabelo.

— Não acredito que você reparou nisso. OMG, que orgulho. Você que faz aniversário amanhã e eu que ganho o presente.

— Deixa de ser dramática, menina – quase empurrei-a da cama.

—Eu achei lindo esse presente – Alice disse assim que pegou o desenho que havia ganhado e aquele meu pequeno momento de felicidade foi embora.

— É...– foi tudo o que disse.

— Você não o ama, não é mesmo? – ela disse e deixou o desenho ao lado da cama. Abaixei a cabeça – Eu não vou te crucificar, Isabella. As vezes acontece de não correspondermos o amor que ganhamos. Isso não faz de você uma pessoa ruim. Você não é obrigada a ficar com Seth só porque ele te deu todas essas coisas – ela havia sentado novamente na cama e me encarava.

— Mas Alice... – ela levantou a mão para que eu parasse de falar.

— Você não precisa, Bella. Você não é forçada a nada. Entende isso? Foi opção dele fazer tudo isso. Ele quis, ele sabia que existia um risco de você não aceita-lo. Prometa para mim que não ficara com ele só porque acha que deve – ela continuava a me olhar.

— Certo Alie, prometo – baguncei seu cabelo para descontrair o momento – Sabe o que eu acho, que devemos ir ao shopping fazer compras, depois vamos para minha casa, ficamos com a mamãe e depois podemos sair.

— Está falando sério!? – eu já podia ver minha melhor amiga prestes a explodir de felicidade.

— Totalmente – fiz sinal de positivo pra ela.

— Só precisamos convencer meu pai – ela falava exatamente igual a uma criança.

— Ligue para ele, ué – disse.

— Bella – ela dizia meu nome expressando o absurdo que estava propondo.

— Diga a ele que é meu aniversário, que levaremos um adulto e tudo mais. Não iremos a um local com muitas pessoas. Por favor, Alice.... Por favor, eu preciso disso. Preciso de um dia cheio com a minha melhor amiga no meu aniversário. – Alice deu gritinhos de felicidade.

— EU AMO VOCÊ ISABELLA SWAN, VOCÊ É A MELHOR! – ela me deu um beijo estalado na bochecha e foi pegar o celular.

— Pai, oi, sou eu Alice, sua filha – não contive o riso e Alie me jogou um travesseiro e logo em seguida foi conversar no banheiro. Assim que ela fechou a porta cai na gargalhada.

Fiquei um tempo deitada imaginado Alice tentando convencer o pai, e eu não tenho como explicar a crise de risos que me deu. Edward não iria gostar nem um pouco disso. Estava rindo quando senti meu celular vibrar.

“Assim que terminar com Alice iremos conversar”

Um sorriso travesso apareceu em meu rosto. Um tempo depois Alice apareceu.

— DROGA – Alice saiu do banheiro irritado – Ele foi Irredutível. Quando eu mencionei que eu e você iriamos sair, ele FICOU UM GROSSO, ESTUPIDO E NÃO ME DEIXOU SAIR – Alice respirou fundo e se jogou na cama.

— Porque ele não te deixou ir? Nem estamos mais de castigo e ainda iriamos com alguém da sua família para nos vigiar – Qual era o problema de Edward!?... Meu celular vibrou novamente.

“O que passa por essa sua cabecinha, Dona Isabella?

“Do que está falando?”

Me fiz de inocente. Alice continuava a reclamar de seu pai.

“Não se faça de desentendida…”

Não conseguia parar de rir.

— Não há nada de engraçado nisso, Isabella – Alice falou séria.

— Desculpe, você tem razão – disse nem fazer a mínima ideia do que se tratava.

“ Ok, calminha, você parece um pouco alterado, Edward”

“Talvez seja porque minha filha me ligou agora pouco tentando encontrar formas de me convencer a deixa-la sair amanhã à noite com a melhor amiga dela.”

“Qual a possibilidade disso acontecer?”

“Nulas. Preciso lembrar o que aconteceu da última vez?”

“Não estamos saindo escondidas, Edward. Não é nada parecido como da última vez. Minha mãe sabe e deixou, com a condição de sairmos se tivéssemos um adulto por perto. Nada do que houve naquela noite irá se repetir.”

“Eu não vou deixar, Isabella.”

“Edward, por favor ;( amanhã é meu aniversário, eu gostaria de poder sair para comemorar com meus amigos.... Por favor ;’(

“Não Isabella, não vou permitir. Eu não vou estar aí para vigiar vocês.”

“Edward eu nunca te pedi nada, estou pedindo isto como presente de aniversário. Por favor, Edward, nos deixe ir. Prometo que não faremos nada de mais”

“Você está usando golpe baixo, mocinha”

“Por favor, prometo que posso recompensa-lo depois”

“Está negociando comigo, Isabella?”

“Não, estou afirmando que, se conceder meu presente de aniversário me deixando feliz, você não irá se arrepender”

“Isabella, Alice é uma criança.... Minha filhinha e você... Eu lembro de você dançando... Eu lembro bem”

“Edward não faremos nada de mais, vamos estar na companhia de alguém da sua família.... Prometo me comportar”

“Se não irá fazer nada de mais, porque não pode ficar em casa assistindo um filme? Bem melhor e seguro”

“Por favor, Edward, você já não vai estar aqui no meu aniversário não me negue isso”

Edward demorou um tempo para responder à mensagem

“Vocês só irão sob 3 condições”

“OMG, SIM, SIM E SIM. ACEITO TODAS”

“Espero que continue com essa empolgação quando eu dizer quais são...”

“Pode dizer quais são”

“Condição um: Vocês vão a o lugar que eu escolher sem reclamar sem contestar. Condição dois: Carl irá com vocês e ficará com vocês até resolverem ir embora. E condição três: Seth Clearwater em HIPOTSE ALGUMA poderá estar no mesmo ambiente que vocês.”

“Edward, isso é ridículo, Seth é meu melhor amigo, como vou sair com meus amigos e não leva-lo!?”

“Não estou aceitando contestações ou você aceita ou então Alice ficará em casa.... E você também.

“Não vou aceitar isso”

“Essa é sua reposta final?”

“SIM”

Porque ele tinha que ser assim tão.... Mandão. Eu não iria aceitar uma coisa dessa. Não poder sair com meu melhor amigo no dia do meu aniversário? Amigo esse que está me cobrindo e me ajudando tanto. Eu não ia fazer o que Edward estava mandando.

— Alice, sabe se Carl é tão carrasco quanto seu pai? – perguntei já formando um plano na minha cabeça – você conhece ele melhor que eu.

— Tio Carl é quase a versão feminina da Jane – ela gargalhou — Ele nunca conta nada pro papai, nas vezes que saímos ele nunca me deletou pro papai – ela se jogou na cama – Acho que iremos ter uma festa do pijama na sua casa mesmo.

— Então seu tio não se importaria se ficássemos com alguém, bebermos ou coisa assim?

— Porque a pergunta? — Alice se ajeitou na cama e me olhou.

— Acha que se nós formos com alguém que ele confia ele nós deixa sair? — lá estava eu semeando meu plano.

— Porque não pensei nisso antes – ela deu um tapa na testa – Que idiota eu fui. Agora, irritado do jeito que ele está é possível que ele não deixe até se pedir para ir com o Papa de acompanhante.

Eu tentava convencer Alice a ligar para Edward e propor a “ideia”. Alice tentava bolar um plano para Edward não desconfiar o motivo de querer ir com Carl. Já eu? Eu não podia dizer que o pai dela já tinha até proposto que fossemos com Carl. Resolvi mandar uma mensagem para Edward.

“Você venceu Edward Cullen, aceito seus termos”

Logo em seguida o celular de Alice tocou.

— Oi pai – disse desanimada – SÉRIO? – ela ficou de pé em um pulo – Eu não acredito. Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo. SIM, SIM, HUMRUM, CLARO, SIM, SIM, PAI, OK. OBRIGADAAAAAA – ela me olhava de boca aberta – ELE DEIXOU, ESTAMOS LIBERADAS.

— Como assim ele deixou do nada? – me fiz de burra.

— Ele acabou de ligar dizendo que já falou com minha mãe e que poderíamos sair, contanto que fossemos ao lugar que ele escolher e levássemos tio Carl junto – Alice quase saltou da cama dela para a minha – Eu não acredito. Isso é o destino conspirando ao nosso favor – ela não se continha de felicidade. Meu celular vibrou.

“Viu como foi fácil? Não precisava ser teimosa”

“Você está se divertindo com isso não é?”

“Na verdade estou... Imagino quão linda deve ter ficado brava. Você tem um encanto a mais quando está irritada. Estou extremamente feliz em saber que aquele urubu não tocará em você enquanto eu estiver longe”

Sorri, isso era o ele ia acreditar. Seth iria estar comigo aquela noite, Edward gostando ou não, e para isso eu poderia contar com a ajuda de Jasper e principalmente Carl.

“Tanto faz Edward, Seth irá passar a tarde toda comigo e Alice mesmo”

“Como assim?”

“Minha mãe irá chamar algumas pessoas para passar à tarde lá em casa comigo. Provavelmente sua família e alguns amigos meus. Acho que Seth não irá ficar chateado em não sair conosco de noite. Assim espero, mas caso ele fique Edward.... Eu garanto a você que estará com um grande problema nas suas mãos.”

— Vou ligar para a minha mãe– disse Alie.

— Ok – sorri para ela.

— Deveria avisar sua mãe também – propôs.

— Eu vou – respondi.

— Oi, mãe – Alice tagarelava no telefone.

“Não me agrada nada em saber que Seth passará a tarde contigo. Conversaremos mais tarde sobre isso. Agora preciso ir, até, minha pequena”

“Não há nada para conversar sobre isso Edward ;) Ok, sem problemas. Até”

— Alice vou indo para o refeitório jantar. Eu e Seth vamos te esperar lá – disse me levantando da cama. Ela gesticulou positivo e eu fui embora.

Mandei uma mensagem para Seth para que ele me encontrasse no refeitório. Assim que entrei ele já estava sentado em nossa habitual mesa.

— Olá anjo – ele sorriu.

— Oi – dei um beijo em sua bochecha – Tenho novidades – disse sentando ao seu lado.

— Quais? – ele já estava curioso

— Você está secretamente convidado para sair comigo sexta feira à noite – deu meu melhor sorriso.

— Eu estou o que? – ele ria.

— É o seguinte – respirei fundo – Edward não queria deixar Alice sair comigo caso você fosse.

— Bella, devagar e do início. Desde quando vamos sair? — ele parecia confuso.

— Ah, claro – eu ainda não o havia convidado – Amanhã à tarde minha mãe vai fazer uma pequena comemoração em minha casa por conta do meu aniversário. Então você está oficialmente convidado – Seth segurou minha mão.

— E a parte do secretamente? – ele sussurrou no meu ouvido.

— Isso – disse quando ele me olhou novamente – tem a ver com nossa saída da noite. Alice conseguiu de alguma forma convencer minha mãe a nos deixar sair. Então quero algo divertido. Eu, você, ela, Jane e o resto da galera.

— E porque eu fui secretamente convidado para isso? – Seth sabia como me seduzir ao falar.

— Porque – mordi os lábios enquanto ele cheirava meu pescoço – Edward não quer que você vá.

— O que? – Ele se afastou um pouco de mim.

— Não, calma – ele me olhava irritado – me deixa explicar, ok? – ele assentiu – Não tive saída, era isso ou então ele não deixava Alice ir. Ele deixou claro que você não podia ir. Eu quero que você vá quero mesmo assim– segurei seu rosto em minhas mãos – Por isso temos que dar um jeito para que você apareça lá sem que ele saiba – Seth abriu um sorriso travesso

— Quer dizer que está desobedecendo o todo poderoso Edward Cullen? – eu acabei rindo.

— Definitivamente sim – disse

— Eu gosto de meninas más – eu gargalhei – Que fogem das regras, isso me excita muito.

— Eu não sou a Jane, Seth – o sorriso dele desmanchou na hora.

— Você é uma estraga prazeres, isso sim – ele fez biquinho.

— Oh Seth, não fique assim – pedi abraçando-o.

— Se eu continuar com essa carinha eu ganho um bônus mais à noite no almoxarifado? – no mesmo instante eu fiquei vermelhona.

— Não fala essas coisas alto, alguém pode ouvir – estava morrendo de vergonha.

— Estou sentindo saudade do seu corpo, Isabella – ele apertava minha coxa por debaixo da mesa

— Oi gente – Alice chegou nos assustando.

— DROGA — Seth xingou.

— O que deu nele? – ela questionou.

— Nada não – dei de ombros.

— Você não vai acreditar no que tenho pra te dizer – eu tinha até medo quando ela dizia isso – Lembra aquele Pub que fomos daquela vez? Eu, você e Jasper.

— Sim, eu nunca vou esquecer aquele lugar – flash rápidos passaram por minha mente. Lembranças de quando eu e Edward nós vimos pela primeira vez.

— Desculpe – Alice estava triste, provavelmente achando que me referia ao fato de ter ido para lá depois que James me traiu.

— Isso é passado, continue – Seth tornou se segurar minha mão.

— Então, meu pai disse que nós iremos para lá. No início eu odiei a ideia até descobrir que.... É UMA FESTA À FANTASIA – ela praticamente gritou a última parte. Eu e Seth nos olhamos. Sabia que nesse momento eu e ele estávamos em sintonia – Eu já tenho mil ideias de fantasias para nós três.

— Uma pena que Seth não vai poder ir, Alie – fiz minha melhor cara de triste.

— COMO ASSIM? Já estava até combinando a fantasia de vocês – ela estava desacreditada.

— Estou com uns problemas sérios com meu velho – Seth passou a mão na cabeça parecendo preocupado – Já me meti no maior problema, pois amanhã irei passar a tarde na casa da Bella. Não tem como sair com vocês à noite.

— BELLA – Alice me olhava – Faça algo.

— Já tentei Alie, mais não dá. Também estou triste por ele não poder ir – Alice continuava me encarando

— E agora? Com que fantasia você vai? Eu já tinha a fantasia ideal para vocês – disse frustrada.

— Porque você não a usa com Jasper? – sugeriu Seth. Alice pareceu pensar no que ele disse.

— Às vezes me surpreendo por sair algo que preste da sua boca – ela riu e Seth mostrou o dedo do meio para ela.

— Eu vou de pirata – me pronunciei.

— Pirata? – os dois falaram.

— Sim, eu irei de pirata. Sempre quis ser uma pirata – disse lembrando das minhas brincadeiras de pirata quando criança.

— Deus, você deve ficar muito gostosa de pirata – Seth disse me olhando e eu ri.

— Com toda certeza ela vai, e você não estará lá para evitar que outros homens que pensam o mesmo que você. – Alice sendo Alice. Ela era uma figura. – Nós iremos ao shopping assim que saímos da escola. Iremos procurar uma fantasia maravilhosa para você – ela piscou para mim.

O resto da noite fora extremamente agradável. Eu e Alice conversávamos sobre os detalhes da nossa fantasia e Seth dava a opinião dele de vez em quando. O assunto na mesa era sempre leve e nos fazia rir. Por um momento parei para agradecer os amigos que eu tinha. Podiam ser poucos, mas valiam por milhões. Ficamos no refeitório conversando até sermos praticamente expulsos de lá.

— Tem certeza que você está bem mesmo com o fato do Seth não sair de noite com a gente? – Alice perguntava mais uma vez enquanto passava seu creme no corpo.

— Tenho Ali, ele tem os motivos dele para não ir. Ele está fazendo o que pode. Não posso força-lo a se meter em uma confusão só para aparecer por lá – estava terminando de arrumar minha mala.

— Você já disse pra sua mãe que vai dormir lá em casa depois da festa? – perguntou-me.

— Como falaria isso pra ela se se soube agora, hem dona Alice? – nós duas rimos

— Por favooooor, faz muito tempo que você não dorme lá em casa. Sábado à tarde você volta pra sua casa. – ela estava com aqueles olhinhos pidões para mim.

— Certo, Certo. Mas depois do almoço volto pra minha casa. Eu preciso de um tempo com a minha mãe – nós tínhamos muitas coisas para conversar ainda.

— Você é a melhor, Isabella – o sinal soou avisando-nos que era hora de dormir.

— Já terminou de arrumar suas coisas? – perguntei colocando minha mala a lado da cama – Estou empolgada com o fato de não passar esse fim de semana aqui.

— Eu não sei com você não ficou maluca trancafiada esses 3 meses aqui – ela fez uma pausa – Retificando, você ficou maluca sim.

— Você é muito engraçadinha – mostrei língua pra ela como uma criança de 5 anos.

Alice dormiu pouco depois que apaguei as luzes. Esperei por um tempo alguma mensagem de Edward, mas ela não veio e o sono me tomou.

5:45 da manhã meu despertador tocou. Acordei feliz, era oficialmente o dia do meu aniversário. Sorri e fui tomar um bom banho. Fiz minha higiene matinal e vesti o uniforme. Antes que pudesse terminar de me arrumar escutei batidas na nossa porta. Estranhei. Era muito cedo, 6:10 talvez fosse engano. Mas tornaram a bater à porta.

— Vai ver quem é, Isabella – Alice estava sonolenta, levantando-se da cama e indo ao banheiro.

— Certo – terminei de calçar meu sapato e fui abrir a porta. Uma funcionária estava na minha porta com um sorriso muito engraçado – Oi, bom dia – disse simpática – Deseja alguma coisa?

— Isabella, certo? Isabella Swan? – perguntou.

— Sim sou eu, porque? – porque ela queria saber meu nome?

— Isso é pra você – ela me entregou um buque de lírios— Pediram para entregar a você – peguei o buquê de sua mão sem jeito, com as mãos tremendo.

— Obri... Obrigada – foi o máximo que pude dizer.

— Não tem de que – ela sorriu e foi embora. Fechei a porta e tive que me apoiar para não cair. Era dele, só podia ser dele. Ninguém além dele conseguiria entregar um buquê nesse horário.

— AI MEU DEUS! – Alice gritou tão alto que doeu minha cabeça

— Eu, eu ganhei – disse que nem uma retarda.

— Eu percebi – ela correu até mim e me ajudou a sentar em sua cama que era mais perto.

— É lindo – eu olhava o buquê de lírios que segurava e inspirava o cheiro delicioso que emanava dele.

— Tem um bilhete – Alice apontou para um envelope lilás no meio das flores.

— Segura pra mim? – pedi a Alie e ela o fez. Minhas mãos não paravam de tremer.

Bom dia minha Linda....

Existem centenas de espécies de Lírio no mundo, todavia apesar da imensa variedade não deixa de ser uma flor requisitadíssima, pelo seu encanto, mistério, magia e sedução. Esta flor me atraiu pois essas são as características que percebo quando a olho, Isabella. Dona de um sorriso encantador, envolvida por uma misteriosa sedução e apesar de existirem várias mulheres no mundo, nenhuma delas são como você. O Lírio é uma flor antiga e sua história mistura-se às crenças, lendas, misticismo, simpatias e religião. Uma flor exótica que representa a pureza, a castidade e a inocência tal como você quando a conheci pela primeira vez.

Feliz Aniversário, pequena Diaba

— Isabella, você está chorando – Alice falava com surpresa.

— É.... É lindo, Alice, lindo... Eu, eu nem sei o que pensar – peguei o buquê de suas mãos e inspirei novamente o cheiro dos lírios apertando-os ao meu corpo.

— Lê para mim o que diz aí. POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOOOOOR– implorou. Fiquei com receio por alguns instantes.

— Tá bom, eu leio para você – disse. Li o cartão em voz alta, mas resolvi ocultar pequenas partes para não causar suspeitas na Alice. Talvez ela pudesse se lembrar que não perdi minha virgindade com Seth ou então que ele não tem o habito de me chamar de “Diaba”.

— Deus, Isabella, sim e sim, é lindo, é incrível. Totalmente romântico – ela sentou ao meu lado – Foi uma ótima forma de acordar no dia do seu aniversário, hem? – nós duas rimos

— Sim, ele não poderia ter sido mais perfeito – disse.

— Vai deixar aqui? – perguntou-me

— Sim – levantei de sua cama e deixei o buque na minha cama. Limpei as lágrimas – Tenho que terminar de me arrumar – coloquei meu anel e meu colar ajeitei o cabelo e fiquei admirando meu buquê enquanto Alice terminava de se arrumar.

— Vamos? – ela me estendeu a mão.

— Sim – segurei sua mão – Vamos lá.

— Ah, sim – ela parou – FELIZ ANIVERSÁRIO, ISABELLA!!!! – Alice me deu um abraço apertado — Seu presente só entrego depois – ela piscou para mim e já havia entendido. Era algo pervo. Saímos do quarto rindo igual duas doidas. Por causa das loucuras de “Seth” muitas pessoas ficaram sabendo que meu aniversário era hoje e durante o caminho ao refeitório várias delas me cumprimentaram e desejaram parabéns. Mal pisei no refeitório e Seth correu feio um doido para mim. Me segurou em seus braços e girou comigo gritando aos quatro ventos “FELIZ ANIVERSARIO, ANJO”. Bati em ombro para ele me pôr no chão e o mesmo me deu um abraço de urso.

— Parabéns, Bells – Seth me deu um selinho.

— Seth, menos – pedi vermelha de vergonha – Está todo mundo olhando.

— Como se fosse a primeira vez que isso acontece, né? – Seth ruiu do comentário de Alice.

— Ela tem razão – disse

— Certo, só vamos sentar, ok? – minha voz tinha um tom apelativo. Quando sentamos à mesa os amigos de Seth começaram a entonar um “PARABÉNS PRA VOCÊ” muito alto e o logo em seguida o refeitório inteiro entrou na onda.

— BELLA, BELLA, BELLA – eu não sabia se ria ou me escondia de vergonha.

— Eu odeio vocês – disse gritando para os amigos de Seth.

— A gente também te ama, Isabella — Mathias tinha uma expressão tão engraçada que não consegui segurar a gargalhada. Depois que a confusão tinha passado eu resolvi chamar os meninos para saírem conosco.

— Ei, o que acham de irem à uma festa fantasia hoje? – perguntei e na mesma hora 5 cabeças viraram para mim.

— Festa? Tô dentro – Mathias falava.

— É, estamos pensando em sair hoje pra comemorar meu aniversário – comecei a explicar para os meninos na mesa onde iriamos e como chegar lá – Espero vocês.

— Não esqueçam de irem com fantasia, eu juro que não deixo nenhum de vocês entrarem se não estiverem fantasiados – Alie falava muito sério.

— A gente tá indo meninos – Eu e Alie levantamos – Fazemos essa aula juntas e como a turma lota rapidamente, se não chegarmos logo só vamos achar lugar lá atrás. Até mais – acenei para todos.

Era aula de Literatura com ênfase em Períodos Literários, uma matéria opcional que eu e Alice tínhamos resolvido fazer juntas esse ano para melhorar nossos conhecimentos. Quando chegamos na turma Alie se despediu de mim e foi sentar com algumas amigas dela. E eu fui sentar no meu lugar na primeira fileira. Sentei, arrumei meu material, e esperei o professor chegar. Nosso professor era extremamente engraçado, o que tornava a aula muito atrativa. Sexta-feira sem dúvida era o dia mais legal da semana, as melhores matérias e professores todas estavam no dia de hoje. O professor chegou na sala com um violão na mão, fiquei mais animada ainda, deu início à sua aula e no meio dela começou a tocar uma música para que a turma cantasse. Assim que terminamos, o chato do inspetor Jackson chamou o professor à porta, a sala ficou em silencio total. Toda vez que ele aparecia não significava boa coisa. O professor foi até ele e os dois saíram por um momento. Eu virei para procurar Alice pela sala e quando encontrei seu olhar ela estava com a boca aberta formando um “O” me olhou e apontou para a frente.

— Parece que temos um exemplo claro de romantismo aqui, classe – virei-me para olhar o professor e ele tinha em suas mãos um buque e um cartão envelope vermelho em mãos. – Senhorita Isabella Swan, venha até aqui – eu estava exatamente como Alice, com boca escancara. As meninas começavam a fazer barulhinhos de “fofura” com a boca – Ande venha pegar suas flores – o professor sorria para mim.

— Ok – disse quase inaudível. Levantei-me e andei devagar até o professor. Ele me entregou o buquê de Gérberas Coloridas e logo depois o cartão.

— Pode ir sentar, Senhorita Swan, e, por favor, espera aula acabar para abrir seu cartão – o professor continuava sorrindo para mim.

— Ok – era tudo que conseguia pronunciar. Desabei em minha cadeira deixei o buquê e o envelope ao lado. Só iria abrir no final. O professor deu prosseguimento a aula e eu realmente fiz um esforço anormal para conseguir me concentrar na aula. Aula essa que na maioria das vezes passava voando, agora parecia se arrastar. Com muito custo o sinal tocou e eu agarrei o envelope vermelho.

Linda...

Estas flores podem ter quase tantos significados como cores que apresentam. Pelo formato, essa flor muitas vezes foi utilizada por damas apaixonadas que se valiam da brincadeira do “mal-me-quer ou bem-me-quer” para saber se eram correspondidas no amor por seus pares românticos. O que não é o seu caso, minha pequena Isabella, garanto que não será necessário despetalar nenhuma delas. A gérbera simboliza a pureza e inocência das crianças, e mesmo você em sua formosura de mulher carrega no olhar a inocência de uma criança, não apenas isso mais também a beleza da vida e energia positiva da natureza. Gérberas também podem significar sensibilidade, sensualidade (que a Senhorita tem de sobra), amor, nobreza, alegria e simplicidade.

— A-I. M-E-U. D-E-U-S – Alice pulava ao meu lado.

— Eu sei – disse na mesma empolgação.

— Eu não acredito nisso – disse.

— NEM EU ISABELLA, AI MEU DEUS – Alice falava aquilo sem parar.

— Porque você tem que ser tão envolvente.... – pensei alto.

— O que você disse, Bella? – Alice estava olhando o buquê.

— Que estou atrasada pra minha aula – coloquei o cartão dentro das minhas coisas peguei meu buquê – Não posso atrasar, Alie, beijos até o 4º tempo – saí como um foguete da sala.

Passado o susto de receber o buquê na frente de todo mundo eu não conseguia parar de pensar em como Edward estava sendo fofo e atencioso. As palavras que ele me escrevera me tocaram profundamente. Se objetivo dele era estar em minha mente e minha alma, ele estava no caminho certo. Andava desatenta pelos corredores e acabei trombando em algumas pessoas.

Assim que eu cheguei na sala, lá estava mais um presente de Edward, no lugar que costumava sentar, um buquê de flores que eu reconheceria de longe, Gardênias, uma das minhas flores favoritas. Andei o mais rápido que pude até elas. Será que ele sabia que era uma das flores que mais gostava? Estava estupefata com toda aquela situação. Apoiei as Gérberas na mesa e peguei as Gardênias. Tão belas, tão puras em seu tom branco. Abri o cartão que estavam com elas, esse continha uma mensagem pequena mais seu significado para mim fora enorme.

Pequena...

Gardênia é uma planta ornamental originária da China. Quanto à sua simbologia, a gardênia é muito usada para demonstrar sentimentos. Elas significam pureza, sinceridade, doçura e também pode ser o símbolo de um amor secreto.

— Droga, Edward – disse sozinha sorrindo com os olhos cheios de lágrimas – Parece que gosta de me fazer chorar.

— Belo presente – uma menina passou por mim.

— Ah, Obrigada – enxuguei mais uma vez as lágrimas teimosas.

— Senhorita Swan – a professora Kate parou do meu lado – Que lindos os buquês. Adorei as Gérberas, são as minhas flores favoritas – sorri tímida – Hoje vamos estudar um tema que irá te ajudar muito, portanto preste muita atenção, certo? – a professora Kate e mantínhamos um bom relacionamento, principalmente agora que ela passou a me dar aulas de reforço – Quero todos abrindo o livro na página 378, hoje nós vamos estudar o uso da crase, algo que vocês jovens fazem questão de fingir que ele não existe – Ela sorria jovial para a turma, transmitindo uma alegria que contagiava – Portanto, abram suas mentes e prepare-se vocês serem inundados com o conhecimento que eu vós mostrareis.

O segundo tempo de aula correu muito bem. Havia feito o que Kate pediu dando o melhor de mim na aula. O terceiro tempo foi melhor ainda, História era uma das matérias que mais gostava. E quando percebi a aula já havia terminado.

Estava guardando minhas coisas para encontrar Alice na próxima aula.

— Isabella Venha até aqui – Sebastian, o professor de História me chamou.

— Pois não, professor – fui até ele com dificuldade segurando minhas flores.

— Vejo que não é a primeira que recebe então – disse.

— Como assim? – perguntei.

— Aqui, chegou mais um – escutei-o abrir uma gaveta – Chegou para você. Como ainda não estava em sala resolvi guardar e entregar no final da aula.

— Por um acaso ele comprou uma floricultura? – pensei alto e o professor acabou rindo. – AI MEU DEUS – deixei escapar – Girassóis. Eu, eu amo girassóis – apoiei minhas flores na mesa do professor – É lindo, é muito lindo – lá estava eu emocionada mais uma vez. – Professor por um acaso veio com algum cartão? – perguntei quando não encontrei nenhum.

— Ah sim, claro – ele voltou a sua gaveta – Aqui.

— Obrigada – peguei-o – Se importa se apoiar mais esse em sua mesa?

— Não Isabella, fique à vontade, só não esqueça que sua próxima aula começa em 10 minutos – assenti.

Minha Menina....

O Girassol é uma flor belíssima e alegre que traz harmonia, paz e felicidade a qualquer ambiente. Tem como significado principal a lealdade e a longevidade. Podendo significar também conforto ou até mesmo dignidade, glória, paixão. Olhe para esse buquê de Girassóis. Duvido muito que você não sinta uma enorme vontade de sorrir, ou então, seja totalmente inundado por uma onda de alegria. Se a resposta for sim, Isabella, então você sabe exatamente o que sinto quando olho para você.

Há um conto na mitologia grega que diz que uma moça chamada Clície, apaixonou-se pelo deus do Sol — Apolo. Sem poder alcançá-lo, observava-o cruzar o céu. Enquanto o Sol estava no céu, Clície não desviava dele o seu olhar nem por um segundo, mas durante a noite, o seu rosto se virava para o chão. Com o passar do tempo, os seus pés ganharam raízes e a sua face se transformou em uma flor, e continuo seguindo o sol.

Confesso à você que me identifico com o conto. Sou um homem obstinado a desejar algo que não pode, que talvez nunca chegue a alcançar, porém mesmo assim quando seu objeto de desejo se faz presente não consegue desviar os olhos.

Eu não tinha palavras para isso. Não sabia nem o que fazer depois dessa declaração. Um desejo avassalador e proibido tomou-me com fervor. Eu queria Edward, eu queria ele nesse momento. Queria beija-lo com toda a intensidade que existia dentro do meu ser, queria que ele me tomasse para si e me levasse ao céu. Eu desejava poder ter aquele homem agora para poder demostrar com ações tudo que estava sentindo. Quão insana isso me tornava??

— Bella – Alice parecia sem folego – Achei você. Oi professor Bash – Alice comprimento o professor por seu apelido

— Não poderia ter chegado em hora melhor – apontei pra as flores na mesa do professor – Eu preciso de ajuda – Alice começou a rir e então veio me ajudar. Fomos num pulo até nosso dormitório deixar minhas flores por lá.

— São lindos, Bella – Alice sorriu – Seth tem bom gosto, mas temos que ir se não vamos nos atrasar.

— Sim, claro – fui saindo não sem antes olhar para minha cama com todos os buquês que havia ganho. Definitivamente Edward sabia como ganhar uma mulher.

Eu havia pensado que as flores parariam. Mas ao final de cada aula Edward fazia algum buquê chegar até mim. Eu não sabia dizer o que era melhor receber as flores ou os cartões que vinham com elas. A cada catão que chegava me via mais rendida a ele.

Ao final do quarto tempo de aula Edward havia me dado Tulipas Laranjas, um buquê simples porém, lindo. Mas havia algo de diferente na entrega dessa flor ou melhor no que havia no cartão.

Bells...

Embora diferentes cores e significados, todas as tulipas estão associadas com amor perfeito, imaginação, vida eterna e fama ou showiness. A cor Laranja especificamente remete felicidade, energia, desejo, calor e entusiasmo. O Centro escuro de veludo representa o coração de um amante, escurecido pela paixão. Sua ampla gama de cores brilhantes é dita como fonte de “inspirar a imaginação”. Porque elas são uma das primeiras Flores florescendo na Primavera, são vistas como “arautos da Primavera” e, portanto, representam o renascimento. E isso é o que desejo para nós dois, minha pequena e doce Isabella.

Renascimento, Edward havia deixado explicito que desejava algo para nós dois. Ele havia deixado claro que existia um “nós” caso eu o quisesse. Caso eu o quisesse. Eu estava sendo tão ridícula pensando dessa forma. Era claro que eu o queria, era obvio que eu queria um “nós”. Enfim me dei conta de algo em mim havia mudado. Eu o queria, mesmo que isso significasse mentir para todos aqueles que eu amava, eu estava disposta a levar isso que tínhamos adiante. E foi assim que me vi passando o dia esperando as flores de Edward. Imaginando a cada segundo das aulas quando iria poder ler mais de suas palavras inebriantes.

Eu sabia que era errado, eu tinha consciência disso. Mas eu não conseguia me concentrar em nada além dele. Sua voz, seu cheiro, suas mãos fortes, seu beijo absolutamente tudo povoava minha cabeça e me deixavam alheia a tudo que não fosse ele. Fui desperta do meu mundo particular com um dos meus colegas de classe me entregando um buquê de Iris roxas.

Princesa

A flor íris é nomeada assim devido a deusa ‘Iris’, por sua beleza e por causa das cores variadas nas flores deste gênero. Em lendas e mitologia grega, a deusa ‘Iris’ foi considerada como a mensageira dos deuses para a humanidade. As três folhas de íris simbolizam de fé, coragem e sabedoria. São três qualidades que preciso ter, que busco obter. Duas delas é algo rotineiro no meu dia a dia, mais há uma, a primeira, que até pouco tempo era inexistente para mim. Está só se manifestou no momento em que percebi que queria você em minha vida.

Não sei por quanto tempo fique segurando aquelas flores e aquele cartão em minhas mãos. Acho que só saí do lugar, pois minha professora de geografia veio até onde eu estava sentada avisar que o sinal da próxima aula já havia soado e eu iria ficar do lado de fora caso não corresse.

O último tempo de aula finalmente havia chegado. Eu me sentia impaciente, emotiva, alegre, conturbada, em êxtase.... Para falar a verdade eu não tinha adjetivos suficientes para descrever como me sentia. Eu era uma confusão... Acebei rindo da minha situação. Mais uma vez eu estava sem o mínimo de controle sobre meu estado emocional. Edward, Edward, o homem tinha o dom de me deixar uma bagunça.

Quando cheguei no quarto Alice estava terminando de arrumar suas coisas.

— Ei Bella, liguei pra sua mãe e disse que nós vamos dar uma passada no shopping para escolhermos nossas roupas de hoje à noite – Alice fechava sua mala – Ela disse que tudo bem mais que termos que estar as 15h na casa dela, então – ela se virou para mim – Termina logo de ajeitar suas coisas que temos pouco tempo para arrumarmos nossas fantasias.

— Eu já disse como eu adoro quando você toma decisões sem me consultar – falei ironizando.

— Ah Isabella, supera, ok? Sua mãe até gostou, pois vai arrumar as coisas na sua casa enquanto não chegamos — ela olhou para os boques em cima da minha cama – O que você vai fazer com isso???

— Eu não sei, pensei deixar uns aqui e levar outros pra minha casa – respondi

— Se você deixar aqui na segunda todas estarão murchas. Melhor levar todos para sua casa, sua mãe pode usar pra decorar – ela sugeriu

— Tem razão – Cinco ao total, Edward havia me presenteado com cinco buquês de flores. – Vou só terminar de colocar umas coisas na minha mochila. Sabe se minha mãe vai deixar eu dormir na sua casa? – perguntei abrindo o meu armário e buscando algumas coisas que faltavam na mochila.

— Eu acho que sim Isabella, você ainda não falou com ela? – Alice estava interatida mexendo em meus presentes.

— Eu acabei esquecendo com os acontecimentos de antes. Prometo que falo com ela quando chegarmos em casa – coloquei o que faltava dentro da minha mochila – Eu acho que ela vai deixar, porém só de sexta para sábado. Até porque a gente vai entrar numa nova rotina de só se ver nos fins de semanas.

— É verdade, tinha esquecido disso – bateram e Alice logo foi abrir a porta – Oi tio Carl, entra.

— Hei Carl – acenei pra ele. Carl olhou para minha cama e depois para mim e um sorriso sacana brotou em seus lábios. Revirei os olhos pra ele e procurei terminar minha arrumação.

— Bella – ele veio até onde eu estava e me deu um abraço – Feliz aniversário.

— Obrigada, Carl — respondi

— Eu não sabia que vocês estavam abrindo uma floricultura – ele disse sentando em minha cama ao lado das flores que Edward havia me dado. Bati a porta do meu guarda roupa e ele sorriu.

— Isabella roubou o pequeno e apaixonado coração de um rapaz – Alice fez voz de apaixonada

— Ah, é? – Carl perguntou se divertindo

— Precisa ver as coisas que ele mandou pra ela a semana toda – Alice continuou – É totalmente romântico.

— Romântico? — Carl pigarrou evitando uma risada mais seus olhos o denunciavam. Pelo menos para mim.

— ISABELLA SWAN, Favor comparecer a Secretaria, ISABELLA SWAN, compareça a secretaria – Alice me olhou na mesma hora.

— Porque está sendo chamada? – questionou

— Acho que é por causa do meu novo passe escolar. Como minha mãe não vai mais trabalhar aqui ela mudou para verde. Para eu ter livre acesso caso eu precise sair.

— VERDE? – Alice falou surpresa — Ela te deu o “acesso Liberdade”? – ela parecia surpresa.

Nossa escola trabalha com um sistema de cores para liberação dos alunos. Vermelho significava que você só podia sair do colégio com presença dos seus pais ou responsáveis (geralmente os pais que auto denominavam esses responsáveis). Amarelo, que permitia que o aluno saísse do colégio sozinho desde que os pais avisassem a escola e o verde que era o chamado passe liberdade.

O cartão verde dava direito aos alunos de saírem da escola no período que não tivessem aula. Por causa disso geralmente era destinado aos alunos que não dormiam na escola, apenas frequentavam as aulas. Uma boa parte dos Alunos eram residentes no Eton, mas existia uma parte que ficavam o período integral das aulas e depois iam para suas casas. Como minha mãe não trabalha mais na escola era resolveu me dar o cartão verde. Afinal caso estivesse com saudade poderia ir dormir em casa com ela.

— Sim, ela achou que seria melhor para nós duas, assim posso ir visita-la no meio da semana sem toda aquela burocracia – expliquei.

— Droga, você é tão sortuda, Isabella – Alice fazia biquinho.

— Não é por nada não mais eu acho que a Bella deveria ir logo – Carl resolveu falar novamente

— Certo – deixei a mochila pronta ao lado da cama – Vou lá rapidinho e retorno.

— Eu vou com você Bella – Carl anunciou.

— Pra que? – eu e Alice falamos juntas.

— Vai que acontece alguma coisa lá que precise de um responsável? Posso ajudar ou então apenas vir avisar você – Alice deu de ombros e eu continuei olhando para Carl.

— Certo, vão logo, não quero ficar mais tempo aqui do que já fico – ela expulsou do quarto.

— Romântico, hem? – Carl gargalhou.

— Cala a boca, Carl – disse e saí pisando forte a sua frente.

— Bella, Bella – ele me segurou – Calma, ok – ele fez sinal de rendição.

— Isso já é bem embaraçoso, Carl – acabei rindo e Carl me acompanhou.

— Ok, ok, vamos logo a secretaria – será que sempre fui cega e nunca vi o quanto Carl era lindo? Sacudi a cabeça para ver se esses pensamentos iam embora. Se Edward exalava perigo, Carl tinha escrito em sua testa RISCO DE MORTE. Sorri comigo mesma

— Certo, vamos lá – disse e apertei o passo até a secretaria

— ISABELLA – a senhora Malcon disse extremamente anima – Isso chegou para você há pouco tempo – ela apontou para um buquê de rosas azuis ao lado do balcão.

— Eu acho que essa é a hora em que você pega o buquê, Isabella – o divertimento continho na voz de Carl podia ser visto por qualquer um

— Ah, hum, certo – a senhora Malcon me passou o buquê.

— A adolescência é uma fase linda – Senhora Malcon continuava a me olhar – Oh, sim, antes que eu me esqueça, espere um instante – ela saiu para procurar algo

— Então Isabella – virei-me para olhar Carl — depois você me conta quem foi o cafona que te encheu de flores para eu dar umas aulas de “como conquistar uma mulher” para ele.

— Eu aposto que se a pessoa te pega ouvindo isso, você vai estar encrencado. E não é cafona.. – parei de falar por uns segundos e fiquei olhando meu buque – É lindo, é....

— Romântico? – Carl deu uma longa gargalhada

— Eu ia dizer encantador – ele levantou uma das sobrancelhas para mim.

— Você não faz ideia de como essa situação é engraçada – ele puxou o cartão que estava no buquê — Posso ler?

— Não – disse tentando pegar o cartão, porém ele era mais alto do que eu.

— Vamos Isabella, deixa, não é como se eu fosse descobrir um segredo – Eu o encarava com irritação.

— Isso é invasão de privacidade, sabia? – Carl riu

— Eu fico te devendo uma se me deixar ver o que tem aqui dentro.... – ele propôs e na mesma hora um estalo em minha cabeça me fez lembrar de Seth.... Sim eu precisaria que ele me devesse alguma.

— Certo, mas eu vou cobrar – avisei

— Você tem minha palavra – Carl parecia uma criança ganhando um algodão doce. Ele pigarrou abriu e o cartão e começou a ler.

Minha Isabella

Rosas são conhecidas por seu aroma, pois onde passam deixam um cheiro muito marcante. Por esse motivo, as rosas, normalmente vermelhas e cor-de-rosa tornaram-se símbolos do amor e da paixão. Mas presenteei-as com Azuis pois a rosa azul encanta pela sua beleza e exuberância. Esta flor tem um significado especial para mim, isto porque uma rosa azul significa o alcance do impossível e possui-la significa a realização de um desejo. Com este último buquê Isabella tudo o que lhe peço é que você seja a minha rosa azul, seja a realização do meu impossível.

— UAU, o cara tem desenvoltura – Carl ria – Será que temos um adolescente apaixonado aqui? – tomei o cartão de sua mão.

— Você era mais legal quando ficava calado – disse emburrada.

— Qual é Bella, sorria, é seu aniversário, seja menos mal humorada – ele bagunçou meu cabelo.

— Prontinho Isabella, aqui está seu novo passe da escola – a senhorita Malcon impediu que cometesse um ato verbal muito grosseiro contra Carl. – Só assine aqui – ela me mostrou — Prontinho, já está liberada.

— Obrigada Senhora Malcon – me despedi dela.

— Eu abro a porta para você – Carl fez uma reverencia estupida na hora que passei – Acho que fiquei contagiado com o romantismo – ele riu e eu bufei para ele.

Carl passou todo caminho até o dormitório fazendo piadinhas comigo. Confesso que alguma delas era realmente engraçadas e acabei rindo mesmo não querendo.

— MAIS UM? – Alice gritou assim que entramos – É oficial, Seth é o melhor pseudo namorado que existe

— Seth? – Carl perguntou

— SIM, SETH, ele tem me dado TODAS essas coisas durante a semana toda. – fui logo falando para Carl não falar merda alguma.

— Seth! Oh Deus, isso oficialmente acaba de ficar melhor – ele gargalhava

— O que? Porque? – Alice perguntava.

— Carl está me zoando o tempo todo por causa flores – disse

— Parece que nosso menino tem alma de velho, hem? O moço é das antigas.... Não é meio fora de moda mandar flores, Isabella? – EU QUERIA ESGANAR CARL NAQUELE MOMENTO.

— Eu vou ignorar seu comentário, ok?! – deu as costas para ele e fui buscar minha mochila – Estou pronta Alice.

— OK, ENTÃO VAMOS EMBORA – ela pegou suas malas – Ah tio Carl, você vai nos levar em uma galeria. Vamos alugar algumas fantasias para a festa de hoje.

— EU? Eu vou levar você lá? – ele parecia não gostar da notícia.

— Papai disse que você passaria o dia conosco – Alice sorriu como uma típica menina mimada.

— Edward, filho da puta – Carl deixou escapar – Ele me paga – tive que rir. Carl estava muito engraçado

— Vocês não vão me fazer esperar horas, não é? Eu realmente odeio ficar esperando – ele fez uma cara tristonha.

— Vamos logo Carl, quanto mais rápido formos, mais rápido escolhermos nossas fantasias – Alie o puxava pela mão.

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Passavam das duas da tarde, já tínhamos rodado quase a galeria inteira e eu ainda não havia encontrado a fantasia que eu queria. Tinha experimentado muitas fantasias, mas nenhuma era suficiente. Dei uma olhada no espelho do vestiário antes de sair para que Carl e Alice pudessem ver.

— Que tal? – perguntei assim que sai

— PUTA QUE PARIU – Carl deixou escapar assim que me viu. Seus olhos percorreram meu corpo de baixo para cima. Olhou meu rosto e mais uma vez peguei seus olhos me averiguando – PUTA QUE PARIU – ele repetiu.

— Alice, pode ir para o caixa, estou levando essa – pisquei para ela e fechei a boca do Carl antes de voltar ao vestiário.

Notas finais
E aí, gostaram!? Essa festa da Bella promete, em!? Nos contem suas opiniões de o que estão achando da história e o que esperam dela... Não esqueçam de entrar no nosso grupo no face, lá poderemos soltar algum spoiler e interagir melhor com vocês. https://www.facebook.com/groups/414013238768036/ Esperamos por vocês. Beijão ❤️ Kah