Notas iniciais
Aqui vai um pouco mais de Edward... Se preparem... Muitas surpresas estão por vir! E nosso tão amado e esperado capitulo do reencontro está mais perto do que nunca. Espero que gostem deste capitulo. BOA LEITURA

Capítulo 7

Edward

— Pai, pai... PAIIIIIIIIIIII, acorda – era em momentos como esse que eu queria matar Alice.

— O que você quer, Alice? – perguntei me sentando na cama.

— PAIIIIIIIIIIIIIIIIIIII – ela disse sentando ao meu lado.

— Que é, Alice? – já estava me irritando.

— Paizinho lindo do meu coração – lá vinha bomba – você sabe que eu te amo, certo?

— Desembucha, minha filha – cruzei os braços esperando a bomba.

— Paizinhooooooooooo – disse deitando do lado da cama – Estava planejando fazer uma festa aqui no final das férias. Mamãe disse que o dono da casa é o senhor, por isso só você pode permitir...

— Você está falando sério, Alice? — indaguei.

— PAIIIIIIIIII, por favorrrr – ela pulou em cima e mim. – Daqui a 12 dias será meu aniversário de 16 anos e quero eu comemorar com você aqui – seus olhos eram duas orbes verdes enormes – quero entrar com você e dançar como todas as demais meninas fazem. POR FAVOOOOR PAI, depois você irá embora – seus olhos estavam cheios de lágrimas – queria poder comemorar com você. Quero dançar com o meu pai, não com o tio Carlisle.

Meu coração apertou ao ver seus olhinhos cheios de água. Sei que deveria ser um pai melhor para minha menina. Deveria ser mais presente. Só Deus sabia como eu sofria longe dela, ou como me doía vê-la suplicar por fazer seu aniversário e me ter por perto. Ela era minha garotinha, estava crescendo e eu estava perdendo tudo. Eu era muito novo quando Esme engravidou, ela tinha 16 e eu 17. O casamento foi inevitável para deixar ambas as famílias felizes. Esme sabia que eu não a amava, porém sempre soube que seria minha melhor amiga. Pois é, apenas uma noite que tivemos juntos foi o suficiente para mudar nossas vidas para sempre.

Meus pais exigiram que eu começasse a trabalhar, mesmo sendo ambos de família rica. Meu pai achou que traria responsabilidade para mim. Com o tempo eu fui aprendendo a cuidar dos negócios da família tão bem que o Senhor Cullen passou a excluir Carlisle das decisões da empresa. Carlisle era seu primogênito, 6 anos mais velho que eu, sempre o filho exemplar e pacífico, o oposto de mim. A súbita preferência de Anthony por mim deixou Carlisle irritado e com toda razão. Ele passou a exclui-lo de tudo e sempre me colocar na frente das decisões da empresa. Aos 20 anos eu assumia o cargo de Diretor chef enquanto Carlisle ainda estava lá lutando para sair do cargo de assistente, como se fato de eu ter tido uma filha com a mulher que ele amava não fosse o suficiente.

Deus, como eu queria que Carlisle não tivesse sofrido com isso, eu sabia que havia quebrado seu coração em mil pedaços. Não havia sido intencional. Esme estava comemorando sua festa de 16 anos tínhamos bebido demais e quando acordamos nos demos conta do que tinha acontecido. Nossa intensão era seguir em frente e deixar o ocorrido para trás. Esme sabia que o fato de ter dormido com ela não faria que nos ficássemos juntos. O que não esperávamos era por sua gravidez. Carlisle me deu uma surra quando soube da notícia. Eu aleguei que ele e Esme não namoravam, que ela não queria nada com ele, ele já estava noivo e sua mulher estava para ter um filho, que eles não teriam nada mesmo que isso não tivesse ocorrido, mas eu sabia que havia traído meu irmão. Desde que me conhecia e lembrava Carlisle era apaixonado por Esme e que por mais que ele estivesse noivo seu coração pertencia à Esme. Eles só não estavam juntos pois ela não o aceitou.

Carlisle ficou muito tempo sem falar comigo, eu nem fui convidado ao seu casamento. Não pude comparecer ao enterro de sua esposa Irina, nem ao batizado do meu sobrinho pude ir. Quando nosso pai faleceu, Carlisle com muito custo aceitou minha presença na mesma sala que ele pois o testamento exigia. A merda toda piorou quando o testamento foi lido e nosso pai deixou explicitamente claro que a empresa pertencia somente a mim, nem Emmett, nem Carlisle tinham direito algum. O resto dos bens de Anthony ficaram divididos igualmente entre meus irmãos, entretanto a empresa pertencia apenas à mim. Eu havia ficado feliz. Conhecia perfeitamente as empresas Cullen, sabia muito bem como investir e administra-las. Eu faria um bom trabalho por meu pai. Emmett entendeu numa boa a situação... Já Carlisle, bom, enfrentamos uma guerra.

Carlisle voltou a falar comigo no aniversário de 5 anos de Alice quando a mesma pediu para ele me perdoar não importasse o que havia acontecido e que trouxesse e Jasper para que pudesse conhecer. Como se não pudesse negar ao seu pedido, Carlisle e eu conversamos, não foi nada muito bonito mas ao final havíamos nos resolvidos e finalmente me deixou conhecer Jasper. Com o tempo fomos voltando a interagir e conseguimos voltar à um nível satisfatório de normalidade, na medida do possível.

Depois que os problemas com Carlisle passaram foi a vez de Esme. Com passar dos anos ela pensou que eu iria ama-la, mas isso nunca aconteceu. Não da forma que ela queria. Tivemos um casamento muito feliz inicialmente, porém com o tempo fomos nos desgastando com as brigas, e quando menos esperávamos estávamos com amantes, tanto eu quanto ela. Chegamos ao ponto de não conseguirmos olhar para a cara um do outro, resolvemos nos separar quando percebemos que não estava restando nada de nós dois, nem nossa amizade. Nosso divorcio foi totalmente amigável, nossa única dificuldade foi fazer Alice entender que não estávamos mais juntos. Esme se encarregou dessa parte, já que eu não sabia lidar muito bem com isso.

Durante 10 anos, minha vida se resumia a trabalhar e cuidar de Alice e Esme. Quando nos divorciamos parte do mim não sabia mais que fazer. Até o trabalho que eu tanto gostava passou a ser insuportável. Esme disse que precisava encontrar algo que eu realmente gostasse de fazer, algo que fizesse por mim mesmo. Disse ainda que há muito tempo eu não pensava em mim, que tinha perdido uma grande parte da minha vida e precisava me encontrar. Eu segui seu conselho. Na semana seguinte fiz uma reunião com todos que compunham o Império Cullen e contei as novidades. Carlisle seria o novo presidente da empresa e o vice seria Emmett. Eu havia dividido igualmente entre nos três as ações da empresa que me pertenciam tornando-os dono e tirando meu time de campo.

Passei a viajar muito e curtir mais ainda. Esme esteve certa quando disse que perdi muito de minha vida e eu estava tirando o atraso. Em uma dessas viagens que conheci Carl e a mesma viajem que nos metemos em uma bela confusão e acabamos salvando a rainha da Geórgia. Fui condecorado e recebi medalhas de honra ao mérito. Logo em seguida fomos convocados pelo serviço secreto da Inglaterra. No início eu recusei. Continuei com minha humilde e leviana vida. Foi apenas quando Carl foi sequestrado que eu entrei em sena. Ele era o mais perto de irmão que eu tinha. Resolvi ajudar a encontra-lo. Eu era bom nisso, eu era bom em achar falhas, em ver coisas que mais ninguém conseguia, eu era bom em encontrar as pessoas. Em 13 dias consegui encontra-lo. Carl estava quase morto, desnutrido, completamente machucado mal parecia meu melhor amigo. Junto com ele havia meninas, meninas que deveriam ser um pouco mais velhas que minha filha, acorrentadas, nuas e em um estado deplorável. Haviam pessoas mortas, pessoas que haviam sido torturadas e outras ficado loucas. Naquele dia prometi a mim mesmo que faria o que estivesse ao meu alcance para que isso não voltasse acontecer.

Voltei para casa e conversei com Esme. Disse que iria ficar uns anos fora em treinamento e que precisaria que ela cuidasse de Alice. Disse que viria pouco para casa mais que ela nunca deixasse Alice achar que a estava abandonando. Ela sorriu e disse para ir atrás do que eu queria.

Em pouco anos eu e Carl nos tornamos famosos no mundo do serviço secreto e segurança. Muitas pessoas vinham nos procurar e pedir pelos nossos serviços particulares, mas como trabalhávamos apenas para o governo quando precisavam, sempre dizíamos não pois nós recusávamos a fazer certos tipos de trabalhos. Com o tempo percebemos que o governo era tão sujo quanto qualquer outro que solicitava nossos serviços. Decidimos então sair. Foi uma luta difícil, custou a vida de muitos e chantagens de todos os lados mais conseguimos sair. Hoje, eu e Carl não tínhamos arrependimento algum. Fora a melhor coisa que fizemos. Hoje somos a melhor agencia de Inteligência Secreta da Europa. Respeitados no mundo todo. Estávamos podre de ricos, trabalhando no que amávamos fazer. Nós escolhíamos para quem queríamos trabalhar e fila de clientes importantes e ricos que estavam brigando para ter nossos serviços era longa. Nosso único problema era o governo britânico, era um assunto delicado até hoje. Sempre estávamos nos estranhando em nossas missões e as vezes as coisas esquentavam, resultando em mortes. Ultimamente as coisas estavam quietas por isso a ideia do Primeiro ministro querer conversar comigo deixava meus nervos à flor da pele.

— PAIIIII, PAIIIIIIIIIIIIII – Alice me sacudia.

— Oi, Alice – disse.

— Deus pai, você parecia que tinha entrado em choque – suspirou aliviada.

— Me desculpe – sorri para ela bagunçando seus cabelos – estava lembrando como minha menina cresceu rápido. Parece que foi ontem que a segurei nos braços – puxei-a para um abraço esmagador.

— Parte de você ser um pai legal é que você não costuma fazer esse tipo de coisas pai – disse e podia jurar que revirava os olhos – Você não costuma lembrar dos momentos vergonhosos da sua filha.

Eu ri muito da forma como ela dissera aquilo. Depois de um bom tempo que ficamos na cama conversando Alice começava a tagarelar de como queria sua festa. Aquilo foi torturante, ela passou horas do dia pendurada no meu ouvido falando coisas da qual eu não entendia. Sabia que o tema da festa seria da Tiffany & Co, pois era sua loja favorita e sempre comprava coisas lá para ela. Me pedia permissão para cada detalhe... E eu já estava surtando.

— ALICE — disse sério – Pelo amor de Deus, faça o que você quiser, gaste o quanto você quiser. COLOQUE TUDO QUE VOCÊ QUISER NESSA FESTA, só por favor vá falar com sua mãe sobre isso. Eu não entendo essas coisas – disse massageando as têmporas. Ela saiu saltitante de felicidade. Algumas horas depois Esme apareceu em meu escritório.

— Não deveria ter dado carta branca para ela – Esme sorriu e caminhou até onde eu estava e começou a massagear minhas costas.

— Sei disso Esme, mas ela estava me matando lentamente. — Esme gargalhava.

— Ela sempre tem de você o que quer Edward- Disse fazendo carinho no meu cabelo.

— Acha que não sei disso? – peguei suas mãos e beijei cada uma delas – E a senhorita consegue por um acaso consegue dizer não a ela? – Esme sorriu.

— Você tem um ponto – ela tornou a massagear minhas costas – Acho que só Bella sabe dizer não à Alice.

— Bella? – perguntei.

Notas finais
E entãooooooooooooooooooo? o que acharam?? bom? ruim? mais ou menos? Espero que agrade vocês.... falta pouco em meninas... muito muito pouco para nosso amado reencontro. Alguém chuta como isso acontecerá???? Preparem-se pois surpresas virão ai.