Tudo Por Você
23 Conduta
Notas iniciais
Capítulo 23
Edward
— Não foi isso que quis dizer Isabella. Deus, porque você tem essa mania de sempre achar que estou falando o pior de você – Tudo que menos queria agora era discutir com ela. Já bastava Alice....
— Talvez porque você sempre veja o pior das pessoas – respirei fundo por um momento. Eu estava perdendo a paciência com as duas.
— Que gritaria toda é essa? – O circo estava completo, Esme havia chegado.
— Papai está sendo um estupido com a Bella, mãe – Alice sempre tinha que me fazer parecer um carrasco.
— O QUE!? – gritei. – Esme, eu estou indo embora. Já me bastava uma adolescente descontrolada, duas eu não irei suportar – fui em direção a porta e bati com força ao sair.
Eu não podia acreditar nisso.... Só podia ser castigo. Alice já me causava uma grande dor de cabeça, e agora ainda tinha que acrescentar Isabella no pacote... Eu precisava dar o fora dessa casa antes que cometesse uma loucura. Eu sabia o que tinha que fazer.
— Carl – escutei a voz do meu amigo – Eu vou com você.
— ISSO AE HOMEM – ele estava empolgado – Vamos nos divertir essa noite. Não esqueça de ir de branco.
— Pode deixar. Hoje quero uma ruiva – Carl havia tentado me convencer que deveria transar com outras mulheres, já que, nesses últimos dias, a única mulher que havia estado comigo era Isabella. Carl está convencido que se voltasse a minha costumeira rotina de sexo casual isso iria passar.... Talvez ele tivesse razão. Só precisava deixar Isabella o mais longe possível e esse desejo por ela passaria.
Mas... Por mais que esse fosse o caminho correto, eu ainda estava relutante. Por algum motivo, me afastar de Bella não parecia uma boa opção. Por outro lado, tudo parecia muito mais complicado com ela. Assim que cheguei em casa, por volta de umas seis, a primeira cena que vi foi com Isabella e aquele chiclete do Seth. Será que ele não conseguia ficar perto dela sem agarra-la!? Sem toca-la!? Então optei por ficar em meu quarto e esperar até que aquele povo fosse embora. Foi torturante esperar, achei que eles não iriam embora nunca. Mas, enfim, pude sair. Queria conversar com Bella, nós havíamos brigado pela manhã e eu não queria ficar assim com ela. Foi então que a encontrei no jardim, perto da fogueira com o vilão na mão cantando. Ainda lembrava de uma pequena parte daquela música.
Losing him was blue, like I'd never known
(Perdê-lo foi azul como eu nunca conheci)
Missing him was dark gray, all alone
(Sentir a falta dele foi cinza escuro, totalmente solitário)
Até agora me perguntava se naquele momento, em que vi lágrimas caírem de seu rosto, elas eram destinadas a nós.... Pois ouvi-la cantar me fez pensar em nós, em como gostava de estar com ela. Isabella me fazia bem de um jeito estranho, pois eu a queria perto de mim. Isso era uma novidade. Estava acostumado a ter mulheres a minha volta, não a quere-las por perto. Isso acontecia até mesmo com Esme, eu me acostumei com ela em minha vida. Gostava de tê-la por perto, mas nunca quis que ela estivesse comigo da forma como queria que Isabella estivesse.
Eu tentei falar com bella, fui até ela me desculpar e a mesma me deixou lá sozinho e saiu. Não posso descrever o tamanho da minha frustação. Fiquei um bom tempo lá embaixo pensando no que iria fazer com a bagunça que estava minha vida. Até que escutei Alice gritar. Corri feito um louco até o quarto dela, com o coração na mão, e o medo se espalhando por cada célula do meu corpo... E se algo tivesse acontecido com ela? Eu estava no meio de um trabalho muito delicado e perigoso, e isso deixava todos a minha volta em grande risco. Carl se desdobrava para manter todos eles seguros, por que o perigo sempre estava presente.
Quase esganei minha filha ao entrar no quarto e ver que ela estava gritando de felicidade por algo que Bella havia dito. Deveria proibi-la de gritar dessa forma. Entretanto, acho que a pior coisa que fiz foi entrar naquele quarto. Comecei uma discussão com Alice que se estenderia por muito tempo e de brinde piorei tudo com Isabella. Eu estava sem paciência de lidar com as duas. Porque adolescentes tem que complicar tanto as coisas? Começava a achar que Carl tinha razão e tudo que eu precisava mudar de cenário. Um ambiente onde lidaria com pessoas como eu. Fui para meu quarto me arrumar. Hoje era dia da “Party Black and White”, uma das festas que para Londres. Normalmente não vou em lugares tão lotados e comentados. Mas já havia aberto exceções para tantas coisas, essa seria só mais uma na lista.
Carl queria que fosse de branco. Não iria rolar. Escolhi um belo terno preto para usar. Arrumei-me rapidamente e fui para a garagem. Eu iria sair com meu lindo bebê. Peguei as chaves da minha Lamborghini Veneno Roadste e entrei no carro. Não sem antes admira-la por um tempo. Fora o dinheiro mais bem gasto da minha vida. Não demorou muito para chegar à casa de Carl, mas provavelmente chegariam várias multas em meu apartamento mês que vem. Parei em frente ao seu prédio e tive que esperar alguns minutos.
— Sabe que odeio esperar – disse
— Jesus Cristo, quando é que você irá aparecer de bom humor aqui na minha casa? – falou brincalhão – Qual problema da vez? Não pera deixa que eu adivinho – ele fez uma pausa – Isabella.
— Não, não só ela – completei – Alice também.
— Alguém está com problemas no playground – Carl adorava se divertir às minhas custas.
— Fez o que pedi? – mudei de assunto.
— E quando é que eu não faço? – ele era muito convencido – Ruiva, bonita. Gostosa... do jeito que você gosta. Relaxe homem, escolhi três, lá na hora você decide qual quer.
— Ótimo — foi tudo que respondi.
— Resolveu me escutar foi? Isso é um milagre – disse debochado
— É, algumas vezes você fala algo que possa ser aproveitado. Como hoje por exemplo – eu estava chegando a 240 por hora.
— Ainda bem que não vou passar a noite com você. Tu tá um cu viu! – revirei os olhos – Mas vai te fazer bem, Edward. Você só precisa sair e se divertir para adoçar esse seu humor.
— Que seja Carl, que seja – eu não estava com paciência para manter um diálogo.
Aquela festa estava um inferno. Abarrotado de pessoas, quase impossível de andar sem esbarrar em alguém. A música estava alta de mais, porém no estado que estava era até agradável, não consegui escutar nada que Carl falava. Fui algumas vezes ao bar buscar bebidas, mas como estava dirigindo procurei maneirar. Carl apareceu com três ruivas um tempo depois e eu fiquei analisando. Escolhi a mais diferente dela. A ruiva de cabelo curto, seios fartos, coxas grossas e alta. Hoje eu queria o oposto de Isabella. Peguei a mulher que escolhi pela mão e levei-a para a pista de dança. Ficamos por um tempo suficiente dançando e nos beijando até que eu cansei. Prendi-a em uma parede. Eu queria ela entregue a mim, rendida aos meus toques como Isabella os fazia. Cheirei seu pescoço e mordisquei-o mas não recebi o que queria. Lambi seu lóbulo e disse em seu ouvido.
— Se essa noite você me fizer esquecer de quem eu quero, eu triplico o preço que paguei por você – a mulher olhou-me por alguns instantes acho que se certificando que eu não falava a verdade. Não esperei muito tempo agarrei-a com vontade. Seu corpo era incrivelmente gostoso. Eu a tocava explorando e apertando os lugares que desejava. O beijo era agressivo e superficial. Tentei ao máximo manter aquilo mas não foi suficiente. Parei de beija-la e voltei a olhar seu corpo. Sim, eu sentia minha ereção. Talvez a noite não estivesse tão perdida. Beijos nunca foram meu forte.
— Vamos beber alguma coisa – peguei a mão da mulher. Eu precisava saber seu nome – Qual seu nome? – gritei para ela.
— Samantha– disse-me sorrindo. Certo, Samantha, faria um esforço para lembrar. Puxei-a para o bar, paguei algumas bebidas para ela, a beijei mais algumas vezes, mas o que queria mesmo era sair dali e transar – Certo só preciso achar Carl, me espere aqui. – nesse momento me irritei comigo mesmo por termos vindo só em um único carro. Demorou bastante para eu acha-lo, mas enfim consegui.
— Estou indo, você vai querer que te deixe em casa? – quis saber.
— Relaxe homem, curta sua noite. Eu vou ficar aqui por algum tempo ainda, volto pra casa de taxi Edward. Ah, já acertei o valor dessa noite depois você me repassa.
— Ok, nós vemos amanhã então – disse e parti.
Quanto mais o tempo passava mais aquele lugar ficava atolado de pessoas. Acho que se entrassem mais pessoas ficaria impossível de se locomover. Fui em direção ao bar com dificuldade encontrar com Samantha, mas estaquei no meio do caminho. Não acreditei no que vi... Alice estava no bar a metros de mim. Rumei furioso até ela. Ela estava ali escondida. Esme poderia ser até uma mãe liberal, mas nunca permitiria que nossa filha frequentasse esse tipo de ambiente tão nova, principalmente bebendo. Caminhei rapidamente em direção a ela.
— Espero que isso que você tem nas mãos seja suco, caso contrário você está mais encrencada do que já está – disse assim que ela virou, ficando de frente para mim.
— PAI, o que você está fazendo aqui!? – acho que nunca havia visto Alice ficar tão branca. Os olhos delas a me focalizarem quase saíram do rosto – Eu.... Eu, PAI EU POSSO EXPLICAR.
— Você não só pode, como vai explicar, Alice – arranquei as bebidas da sua mão — Desde quando está bebendo? Eu aposto que sua mãe não sabe desse seu comportamento, assim como tenho certeza que ela não sabe que você está aqui. Eu não posso acreditar que você mentiu para sua mãe Alice Brandon Cullen.
— Pai – ela tentou falar algo.
— Como você entrou aqui, Alice!? – ela permanecia calada – Anda responda ou as coisas vão ficar pior do que já estão para o seu lado.
— Eu vim sozinha – disse-me.
— Acha que sou idiota? – perguntei irritado. Odiava que mentissem para mim.
— Anthony? – PUTA QUE PARIU, tinha esquecido Samantha. – Está tudo bem?
— Não, espere só um instante – respondi sem olhar para ela.
— Ahhh, então essa é a puta que o senhor irá pegar essa noite? – Alice se pronunciou, falando com nojo.
— Alice, acho bom você começar a usar a educação que sua mãe lhe deu – segurei seu braço e a olhei sério. – Peça desculpas – sim eu sabia o que Samantha era mais isso não dava o direito da minha filha falar dessa forma.
— NUNCA, não vou me desculpar com uma das suas vadias. É por isso que está tão irritado? Porque não queria que eu o visse com ela!? – disse debochada.
— Eu não me importo com o que acha, não lhe devo explicações. Estou irritado porque minha filha de 16 anos está numa boa boate cheirando a bebida. Anda, vou leva-la para casa. – Alice tentou se soltar mais não conseguiu. – Não adianta Alice, nós iremos para casa e você irá contar tudo o que fez a sua mãe.
— PAI – ela choramingou.
— Desculpe Samantha mais terei que deixar minha filha em casa antes, procure Carl, assim que acabar com ela eu volto para te buscar – sorri para ela e a mesma assentiu com a cabeça e logo saiu.
— Então é assim, Você deixa o fardo em casa e vem buscar a puta – Alice tagarelava.
— Alice se você não calar essa sua boca você irá apanhar no meio de toda essa gente, aqui mesmo. Eu sou seu pai e eu exijo respeito. Fale outra vez desse jeito comigo e vou lhe dar o corretivo que devia ter lhe dado quando você ainda era uma criança – eu a olhava diretamente nos olhos com ferocidade. Estava no meu limite, mais um piu de Alice e eu iria estourar.
— Você não vai dizer com quem veio? – perguntei uma última vez.
— Não – respondeu.
— Certo você arca com tudo sozinha – eu iria descobrir quem colocou minha filha pra dentro dessa merda amanhã mesmo. Estávamos saindo quando Jasper e uma loira chegaram perto de nós.
— Edward.... Eu – Claro, porque não havia pensado nisso.
— Não diga que sente muito Jasper. Tem noção do que você fez? – puxei-o pela camisa – Alice só tem 16 anos e olhe o estado dela... Bêbada.
— Eu não estou bêbada – minha filha gritou revoltada. Olhei-a e no mesmo instante ela se calou.
— Você nem tem idade para beber Alice. Não acredito que você fez uma coisa dessa Jasper – eu soltei-o
— Eu estava cuidando dela Edward, não deixaria nada de mal acontecer com Alice – ela dizia-me.
— Pois já aconteceu, peguei minha filha com várias bebidas na mão e sozinha. Sabe quão perigoso é isso, Jasper? Alice bebendo e sozinha? E se alguém tivesse posto algo na bebida dela? E se alguém a sequestrasse? No meio desse bando de gente seria fácil, muito fácil. Não posso acreditar que você permitiu que ela viesse. Estou levando vocês para casa agora.
— Eu também? – a menina loira e altamente bêbada falara
— Quem é? – perguntei.
— Amiga nossa – disse Jasper.
— Vamos andando – voltei a segurar Alice pelo braço. Não a perderia de vista.
— Me solta pai, eu não posso ir – dizia.
— Cale a boca e anda, Alice – eu começava a contar até 10.
— Eu não vou – ela se soltou de mim.
— ALICE – berrei
— EU NÃO VOU SAIR DAQUI SEM A BELLA PAI, TENHO QUE ACHA-LA PRIMEIRO! – ela berrava chorando.
— Isabella está aqui? aqui? aqui nesta festa? – minha mente parecia ter ficado vazia com essa informação – Isso é uma piada? – perguntei, Alice me olhava chorando e balançava a cabeça em sinal de negação — É claro que ela está aqui, você não sairia sozinha... — O MERDA! MIL VEZES MERDA! QUE CARALHO ISABELLA FAZIA ALI?? Não sei dizer quanto tempo fiquei respirando, mentalizando para manter a calma – Escute bem Alice, você irá para casa agora – ela abriu a boca mas não a deixei falar – Jasper irá leva-la até em casa e eu irei procurar Isabella. Agora saiam todos daqui antes que eu perca o que resta da minha paciência. – espere-os sair para começar minha busca por Isabella.
Eu começava a pensar em hipóteses para ter pego Alice sozinha no bar... Uma delas e a mais provável era que Bella estava aqui com Seth, provavelmente aquele bastardo deveria estar colocando saliva na boca dela... Eu juro que arrancaria ele de cima dela. Com que direito? Nenhum, mas foda-se, eu o faria. Ao mesmo tempo perguntava-me se Bella poderia ter me visto com Samantha.... Isabella não era do tipo que faria escândalos.... Poderia ter me visto e ficado calada. Entretanto, se isso tivesse acontecido ela com certeza teria ido avisar Alice e eu não a teria pego... O que me fazia voltar a alternativa de que ou ela estava com Seth ou com outras pessoas e não havia me visto. Eu não sei quanto tempo fiquei procurando aquela menina... Começava a me preocupar se algo havia acontecido com ela, se algo grave poderia ter ocorrido... E não consegui manter o desespero sobre controle... A ideia de alguém fazer mal a Isabella estava me deixando altamente descontrolado. Depois de passar um bom tempo procurando por Isabella eu tive um vislumbre do seu rosto com a luz que piscava me aproximei para ter certeza e o que vi foi o suficiente para acabar de vez com o que restava da minha paciência. Isabella estava dançando com um homem de uma forma que deveria ser proibida para ela. O homem puxou o quadril ela de encontro ao dele encaixando-os... Eu rosnei. Bella virou de frente para o mesmo e o beijou... O beijo era intenso, ele segurava o cabelo dela com força e sua outra mão caminhava em direção a sua bunda. Aquilo já havia sido o suficiente. Eu avancei para eles e joguei o cara para longe dela.
— EI, EI, EI, QUE ISSO!? – ela falou olhando para mim.
— Nós estamos indo Isabella – avisei-a e segurei sua mão.
— QUAL É A SUA CARA? ESTÁ MALUCO? – o homem agora me encarava querendo arranjar briga. Por mais que tivesse vontade de quebra-lo deixar todas as articulações de seu corpo deslocadas para fazê-lo sofrer, eu não iria arranjar uma briga com Isabella ali do lado.
— Qual é tio? O beijo estava bom... – ela falou e caminhou em direção ao rapaz. Puxei-a de volta para mim.
— Isabella você está bêbada? – perguntei e a mesma riu e então senti seu hálito de bebida. – Você deu algo para ela seu imbecil – avancei em cima do cara – Vamos diga – ele tentou me empurrar mais eu era mais alto e mais forte.
— Edward, solte-o agora – ela tentava me afastar do cara.
— Qual o seu problema cara? Não tá vendo que a menina não quer ir contigo? – ele argumentava.
— Eu podia mandar prendê-lo agora mesmo por servir bebida a um menor – eu apontava meu dedo para ele, tomado pela raiva — Essa menina é minha responsabilidade. Ela é amiga da minha filha. Ambas só têm 16 anos e você estava abusando de uma menina de 16 anos. Poderia acusa-lo de pedofilia, e para piorar sua situação ela está bêbada... Você nunca sairia da cadeia – eu queria arrebentar aquele homem na porrada.
— Ei, ei, ei, calma, eu não dei uma única gota de bebida para ela, eu nem sabia que ela era de menor – ele desculpava-se
— CALE A MERDA DESSA SUA BOCA E DE O FORA DAQUI ANTES QUE EU O ARREBENTE E TE MANDE PARA A CADEIA — eu havia gritado tão alto que uma multidão de pessoas havia parado para escutar – e nós estamos indo Isabella.
— Ahh nãoooo, o beijo estava tão gostoso – ela fazia biqueinho para mim – Definitivamente você não tem o direito de aparecer por aqui e fazer uma cena dessa.
— PUTA QUE PARIU – gritei de frustação. Segurei sua mão e a arrastei para fora daquele lugar. Isabella ria descontroladamente quando saímos da boate – Qual a graça menina? – indaguei.
— Pedofilia? Eu aposto que ele é muito mais novo que você Edward – ela gargalhava histericamente – E você fez muito mais do que ele fez comigo. O máximo que ele fez foi pressionar a ereção em mim – ela riu e mordeu os lábios. Eu enxergava vermelho naquele momento. Isabella parecia estar tripudiando em cima do meu autocontrole.
— Isabella por favor fique calada – pedi o mais calmo que pude. Continuei guiando-a até a entrada. E esperei trazerem meu carro.
— Você é um estraga prazeres Edward. Ele havia me convidado para ir à casa dele – Ela agarrou meu braço – Você pode me deixar lá? – pediu manhosa. Eu estava pagando meus pecados era a única coisa que justificava eu passar por isso.
— Nós não iremos a casa daquele imbecil, Isabella – respondi.
— Eu não vou entrar nesse carro com você, Edward – falou logo que o carro chegou.
— Entra no carro, Isabella – eu ia acabar explodindo de raiva.
— Eu não vou entrar nesse carro com você. Quem você pensa que é? Você não é nada meu, NADA. COLOCA ISSO NA SUA CABEÇA – ela foi andando em direção a festa.
— Você não vai voltar lá para dentro de novo – segurei-a
— VAI SE FODER EDWAR, ME DEIXA EM PAZ CARALHO! QUE MERDA! – Bella fazia um escanda-lo.
— Você está hospedada na minha casa é minha responsabilidade e de Esme, se algo acontece a você é a nós que sua mãe irá culpar. Você é de menor e estava em uma casa de show, está bêbada e ainda quer discutir. Ou você entra no carro comigo ou eu ligo agora mesmo para sua mãe para ela vir te buscar – estava no meu limite. Nunca tive paciência para cuidar de gente bêbada.
— VOCÊ NÃO FARIA ISSO – ela usou um tom acusatório.
— Entre no carro Isabella – falei pausadamente.
— QUE INFERNO, EU NÃO SUPORTO VOCÊ EDWARD – gritou comigo e entrou no carro e suspirou — Mas ele beijava bem... – disse rindo enquanto eu arrancava com carro. – E como beijava... Sabe Edward, eu acho que ele tinha tanta pegada como você, até fiquei excitada – ela não parava de rir nem por um segundo e suas palavras estavam me deixando ensandecido, doente de raiva.
— Você está bêbada, Isabella. Bebeu demais pelo visto – dizia mais para mim mesmo do que para ela. Bella colocou os pês no porta luvas do meu carro, não consegui evitar e acabei olhando suas pernas... O desejo começava a se espalhar por mim – Tenha modos menina, sente-se direito.
— Oh não – ela falava com tristeza – eu sabia que alguém iria reparar que não estava usando calcinha – naquele mesmo momento eu frei bruscamente o carro e sai de dentro dele. Ela não podia ter feito uma coisa dessa... Não mesmo... Bêbada, dançando daquele jeito com um cara e sem calcinha. Chutei várias vezes a roda do carro até sentir meus pés doerem.... Aquele filho da puta poderia ter pego na bunda dela... ela poderia ter sentido que ela estava sem calcinha e ficou esfregando-se nela.... Minha vontade era de voltar para aquela boate e fazer o que não tinha feito.... Matar aquele imbecil.
— Edward? – Bella me chamou, não respondi, não podia falar com ela agora para o bem de nós dois – Edward está me ouvindo – ela abriu a porta do carro e tentou sair mas caiu e logo escutei as risadas descontroladas vindo à tona – Não consigo levantar – ela gritava em meio aos risos. Dei a volta no carro e a ajudei – Eu não estou me sentindo bem – ela levou a mão a boca. Afastei-a do meu carro e logo em seguida Bella vomitou. Segurei seus cabelos e ajude-a até que todo o refluxo passa-se.
— Sente-se melhor? – perguntei tirando o lenço de meu blazer e entregando a ela.
— Não – disse.
— Consegue entrar no carro ou acha que ainda irá passar mal? – eu não iria entrar com ela desse jeito no meu carro, não mesmo.
— Não me sinto enjoada – ajudei-a a caminhar até o carro, coloquei o sinto na mesma e fui sentar no banco de motorista.
Isabella ficava rindo sozinha e quando eu a olhava ela ria mais ainda, eu já havia passado do meu limite, eu deveria ligar para Esme e pedir ajuda dela, mas nesse momento minha prioridade era chamar um médico para examina-la. Aquele cara ou qualquer outra pessoa poderia ter posto algo na bebida dela e precisava saber se ela estava bem.
— Onde estamos indo? – perguntou risonha. Não respondi – Já sei, leve-me a casa de Seth – eu a olhei e torci a boca – Eu preciso dele, eu preciso mesmo dele, Edward – ela deitou todo o banco para traz – Eu estou com tesão, eu preciso dele para me ajudar com isso. Ele faz as coisas beeeeeeem direitinho – Isabella gemia e apertava os seios, eu não sabia mais o que fazer. Parte de mim estava tremendamente irritado por ela pensar em Seth e outra já estava de pau duro ao escutar seus gemidos e vê-la se tocar. Isabella foi percorrendo com a mão até sua intimidade.
— Você não irá fazer isso aqui – segurei sua mão.
— Mais eu estou excitada, Edward – ela choramingou e soltei sua mão — quem mandou você interromper meu beijo, leve-me até Seth – cruzou os braços irritada.
— Não vou te levar até ele – apertei o volante tentando extravasar toda a minha frustação.
— Aonde vamos então? – perguntou-me.
— Vamos para o meu apartamento, Isabella – era o único lugar que podia leva-la sem causar grandes problemas. Bella nesse estado poderia falar de mais se eu a levasse até Esme.
— Você também até que faz tudo bem direitinho – ela gargalhou e acabei sorrindo – Mas você trancou a porta hoje – seu tom de voz havia mudado – Você a trancou e eu entendi o recado – sua voz continha amargura. Reduzi a velocidade e fui para o acostamento parando novamente o carro.
— Eu só tranquei a porta por precaução – puxei seu rosto para que ela pudesse me olhar – Não posso correr o risco de deixar alguém saber que utilizamos aquela porta, seria muito arriscado. Então antes de sair para almoçar eu a tranquei. Você entende? – ela assentiu com a cabeça.
— Como nós havíamos brigado de manhã... e de noite... e quando fui tentar falar com você.... Bom, eu pensei...
— Eu sei o que pensou – fiz carinho em sua mão – Poderia ter evitado isso se tivesse me escutado quando fui falar com você – Isabela entrelaçou nossas mãos e fiquei olhando para elas – Mais você tem essa mania de fugir de mim – ela ria lindamente para mim. – Vamos, levante esse banco – ela fez o que pedi – e fique quietinha que tenho que fazer uma ligação. – voltei a andar com o carro
— Vai ligar para aquela mulher bonita, Edward? — Isabella olhava para a janela impossibilitando-me de vê-la. Maldição.... Eu havia esquecido completamente dela. Peguei meu celular e disquei para Carl.
— Oi Ed – Carl gritava para que pudesse ouvi-lo.
— Tive um imprevisto Carl, não irei voltar para encontrar Samantha. Pode dispensa-la para mim? – pedi.
— Ah, sim claro. Alice, não é? Samantha me contou que você estava discutindo com alguém quando ela me deu as características ficou fácil saber quem era. Está tudo bem com ela? Alguém a fez mal? Você precisa de mim? — Carl deveria ter ficado tão aflito quanto eu quando soube que Alice estava lá.
— Não eu estou bem, ela está em perfeito estado mais encrencada, muito encrencada – ele ria do outro lado da linha – Certo agora preciso ir – desliguei.
— Edward – Bella chamou-me.
— Só mais um minuto – disquei o número do meu médico particular, dois toques e ele atendeu – Boa noite Carter, preciso que esteja na minha casa em 20 minutos.
— Boa noite, Anthony – respondeu – Alguma emergência? – quando ele disse isto olhei para Bella, ela brincava com seu cabelo e ria consigo mesma...
— Sim, esteja em 20 minutos no meu apartamento – ordenei
— Certo – ele desligou.
— Pronto – falei para Bella – Acabei. Isabella virou o rosto para olhar-me e encarei-a por um tempo — Adoro quando te olho e você sorri pra mim – confessei ao vê-la sorrir lindamente pra mim. Eu adorava vê-la sorrir. Adora mais ainda quando seu sorriso era acompanhado por um tom rubro no rosto.
— Quem é Carter? Pra onde está me levando Edward? – eu sentia preocupação em sua voz.
— Eu já disse onde vamos, para minha casa. E Carter você já conhece. Foi até em uma consulta com ele.
— Ah claro, o médico imbecil – não aguentei e acabei rindo com a forma que Isabella falara – Porque um médico? Eu estou super bem – ela ria.
— Eu duvido disso, por isso o médico, você passou mal ainda pouco – ela fazia biquinho para mim – Só quero que ele veja se está 100%, pode até te receitar algo para passar o mal estar- expliquei.
— Estou perfeitamente bem, nunca estive mais feliz! Quer dizer... Talvez em LA. – ela voltara a gargalhar – Edward você deveria ter me visto. Eu arrasei no stripe tease com Jane. Eles gritavam nossos nomes – ela gargalhava alto e eu voltara a ficar mal humorado – Foi nesse dia eu descobri que sexo com Seth era uma boa distração – ela mordeu os lábios de uma forma sexy.... Eu estava irritado de mais em saber que aquilo não era por minha causa – Edward – chamou-me – Edward?
— Oi Isabella, o que? – como queria que ela calasse a boca nesse momento.
— Eu e você vamos transar essa noite? – eu juro que ter Isabella bêbada no carro ainda me faria causaria um acidente.
— Não Isabella, não iremos fazer isso – voltei a apertar o volante. Eu não iria tocar nela nesse estado – Você não está bem
— Eu estou bêbada Edward, não incapacitada. Eu ainda consigo rebolar em cima do seu pau muito bem – eu gemi alto com o que ela falou e Bella riu e colocou sua mão na minha ereção.
— Isabella, pelo amor de Deus, tire sua mão daí se não quiser que eu bata esse carro – estava implorando pra ela.
— Ok Edward – ela ria maliciosamente – Não sei porque fica falando essas coisas quando é obvio que você também quer – Eu precisava sair daquele carro. Cheguei na garagem do meu apartamento entrei e estacionei o carro em uma velocidade fora do comum. Estacionei o carro de qualquer jeito e sai dela. Do lado de fora sem o cheiro de Bella eu conseguia retorna a minha consciência.
— Edward – a Diaba falou dengosa.
— Oi Isabella – oh Deus porque eu tinha que passar por aquilo?
— Vem me ajudar aqui – escutava as gargalhadas – Ops, calma – ela falava tentando se levantar. Fui até ela e estendi minha mão para ajudá-la. – Muito Obrigada, prometo que assim que estivermos em uma cama compenso você de uma forma bem gostosa – ela ficou na ponta dos pés para alcançar meu ouvido- com a boca.
— MEU DEUS ISABELLA, EU SOU UM HOMEM... VOCÊ NÃO PODE FAZER ESSAS COISAS NÃO – eu explodi frustrado de tesão.
— Eu ainda nem fiz nada, só estou falando – ela ria de mim – espere até eu tirar essa roupa aqui... Não tem nadinha de baixo dela – ela piscou para mim – Ah, você já sabe disso.
— Vamos Diaba, vamos indo – eu ia guiando Isabella até o elevador. Assim que entramos a diaba ficou me provocando, foram 27 andares de tortura. Meu pau latejava e minhas bolas começavam a doer. Assim que elevador parou eu sai empurrando Isabella e a mesma ria escandalosamente. – Isabella você pode ficar um pouco quietinha no sofá só um pouco... sem me dar trabalho?
— Depende – ela tinha no rosto uma expressão travessa.
— Depende? – repeti.
— Sim, vem aqui – ela me chamou com o dedo e eu fui – Agora me beije – ela fechou os olhos.
— Isabella – respirei fundo.
— É pegar ou largar – mordeu os lábios. Era uma Diabinha mesmo. Eu não querendo me aproveitar do seu estado e ela não ajudando em nada. Mais fiz o que ela me pediu dei um beijo em sua testa.
— NÃO, ASSIM NÃO – gritou frustrada. Bella puxou-me, jogando-me no sofá e montou em cima de mim. A Diaba pegou minhas mãos subiu seu vestido e depois depositou-as em sua bunda.
— Viu como estou sem calcinha – sussurrou no meu ouvido. Apertei-a com força e deu um forte tapa. Isabella deu um grito e depois riu – Eu gosto quando dói, eu gosto quando deixa meu corpo marcado... – virei-nos no sofá ficando em cima dela tocando e apertando cada parte do seu corpo. Cedo demais a campainha tocou – Inferno agora que estava ficando bom – ela resmungou. Ri com seu comportamento, levantei-me ajeitei a roupa de Bella e a minha e fui atender a porta.
— Boa noite Carter – fui seco.
— Boa noite Edward, a que devo o prazer de seu chamado essa hora da noite? – perguntou-me.
— Ali – apontei para minha pequena diaba no sofá e a mesma mostrou o dedo médio para Carter, não pude não rir – Acho que você já a conhece. Preciso que veja se ela está bem. Encontrei-a extremamente alterada e estou preocupado se alguém pode ter posto algo na bebida. Ela passou mal no caminho para cá então se puder passar algo para melhorar seria útil.
— Certo Anthony – ela foi em direção a Bella.
— Mas olha se não é o Doutor do Nariz Arrebitado – ele a ignorou e eu sorri para ela. Não sai de perto deles em momento algum, analisei cada movimento que ele fazia ao tocar em Isabella...
— Bom a menina só está bêbada, não há sinais visíveis de drogas Edward pode ficar tranquilo – pude relaxar com a notícia.
— ISABELLA, vamos lá repete comigo, I.S.A.B.E.L.L.A, esse é meu nome. Você ainda não aprendeu? Burro você, em? – ela se jogou no sofá.
— Desculpe por isso, Carter – no fundo eu estava querendo gargalhar mais me contive.
— Certo, vou prescrever uma receita. Um remédio para ela tomar e algumas recomendações para quando acordar pela manhã, assim o enjoou e a ressaca irá ser bem menor – ele terminou de escrever e me entregou – Ela precisa de um banho, muita água e um bom descanso. Era só isso?
— Sim, já pode ir – acompanhei-o até a porta – Mande a conta para mim depois
— Ok, boa noite Edward – fechei a porta e dei de cara com uma Isabella emburrada olhando para mim.
— Eu não gosto dele Edward – ela fazia marra.
— Quase ninguém gosta – andei até ela – No entanto ele é de confiança.
— Onde estamos Edward? Essa não é a casa da tia Esme. Posso estar alterada mas não tanto assim – sentei no sofá e Isabella deitou no meu colo.
— Não, essa é minha casa, meu apartamento. É nele que estamos – expliquei novamente.
— Porque um apartamento se já tem uma casa enorme? – os olhinhos de Bella piscavam de curiosidade.
— Porque eu gosto da minha privacidade Dona Isabella – apertei seu nariz.
— O que você fazia naquela festa Edward? – isso era algo que não queria responder.
— Que tal você tomar um banho? – propus
— Porque não quer responder? – ela continuava me encarando com aqueles olhos castanhos... Eu odiava ceder a Isabella....
— Eu estava estressado. Foi um dia muito complicado e estressante. Carl havia me convidado para ir com ele e eu resolvi ir e espairecer... Não deu muito certo. Afinal peguei minha filha sozinha bebendo e o primo inconsequente dela sabendo de tudo e acobertando.
— ALICE – Bella deu um grito levando do meu colo.
— Sim, a própria – confirmei
— Onde ela está? Fomos juntas... Ela deve estar preocupada comigo – Bella procurava provavelmente o celular.
— Alice essa hora já está e casa e você não vai ligar para ela. Não pensei em nenhuma desculpa ainda para você poder falar para ela. Alice vai fazer mil e uma perguntas. Preciso pensar no que iremos falar com ela – Isabella concordou comigo – E você vai tomar banho? – quis saber
— Ah claro, não seria uma ideia ruim – ela colocou-se de pé e estendeu a mão para mim. Arqueei a sobrancelha para ela – O que? Eu não sei onde fica o banheiro – ela fazia cara de inocente.
— Certo Senhorita Isabella, vamos levar você para tomar um banho – fiquei de pé também.
— No seu quarto – balancei a cabeça descrente, eu ia levar Isabella ao meu santuário...
— Certo, no meu quarto – ela deu-me um beijo estalado na bochecha. Peguei em sua mão e subimos a escada para o segundo andar e levei-a até meu quarto – Vai tomar seu banho – deixa-a dento do banheiro.
— Edward – ela iria falar algo mais a campainha tocou.
— Preciso ir atender – disse e fui atender a porta.
— Boa noite, Senhor Cullen – disse Lucas o responsável por entregar as correspondências no prédio.
— Oi Lucas, aconteceu algo? – eu não havia pedido nada
— Bom o doutor que saiu ainda pouco ligou para uma farmácia e pediu para entregar isto a você assim que chegasse – Lucas tinha em mãos um saco de remédios.
— Certo, Obrigada – peguei-o.
— Até mais senhor Cullen – acenou e saiu. Fechei a porta.
Fui olhar ler receita que Carter deixou.
— Antes de dormir tomar 1 capsula de Taurina;
— Pela manhã uma aspirina e uma xicara de café preto sem açúcar.
— UM CAFÉ DA MANHA REFORÇADO E BEBER MUITO LIQUIDO (Dê preferência a comidas com algo teor de gordura logo pela manhã, fatias de queijo amarelo ou ovos mexidos com bacon).
— Caso os enjoos persistam tomar outra capsula de taurina após o café da manhã
— Descansar bastante. A eliminação total do álcool pelo organismo pode levar até 12 horas.
Peguei no saco de remédio que Carter mandou a capsula de taurina. Carter era um médico atencioso apesar de sempre mal humorado. Vasculhei algumas coisas na cozinha em busca de fazer um soro caseiro. Sim, eu havia tomado muitas e muitas vezes na minha adolescência. Meu pai não podia de jeito nenhum me pegar de ressaco e tomava litros e livros junto com uma boa xicara de café preto. Fiz o soro coloquei em um copo bem grande e subi para levar a Isabella. Ela ainda estava no banho. Esperei um bom tempo até que ela saiu vestindo uma blusa minha. Sorri, ela ficava muito bonita daquela forma.
— Tome – entreguei o copo a ela quando se aproximou de mim.
— O que é isso? – ficou olhando-me.
— Algo para ajudar passar seu mal-estar, junto com isto – depositei o remédio em sua mão – Tome o remédio e depois beba tudo que restar no copo Isabella. Preciso fazer uma ligação. Volto logo. – Bella sentou-se na cama e começou a tomar o soro. Fui atrás do meu celular precisava saber o que tinha ocorrido com Alice. Esme não ter me ligado era algo extremamente estranho. Disquei o número de Alice, chamou, chamou e ela não atendeu. Mandei uma mensagem
“Se não me atender será pior para você”
Em seguida meu celular tocou.
— Que bom que ainda tem bom senso – comentei.
— Pai, como está a Bella? Jane disse que ela havia bebido muito – minha família parecia muito preocupada.
— Aonde você está? Pensei tê-la mandado para casa. Mas esme anda não me ligou – não iria falar sobre Isabella agora.
— Estou na casa da Jane – sussurrou.
— Você me desobedeceu Alice? Perdeu a noção do perigo? – Alice estava muito encrencada.
— NÃO PAI, eu só não podia aparecer em casa sem a Bella, já pensou a confusão que iria causar? Iriam chamar a mãe dela, tia Rose, Emmett e Carlisle iriam aparecer também... Estava esperando resolvermos isso – argumentou.
— O que faz você pensar que não informarei a Reneé do comportamento de Isabella? – minha filha ficou muda – Encontrei Isabella em um estava bem preocupante. Ela bebeu além da conta, passou mal no meio do caminho e tive que leva-la a um médico para ser examinada. Agora ela está em observação. Amanhã de manhã iremos para casa. Fique ai onde está antes de irmos para casa buscarei você – mesmo furioso por Alice ter me desobedecido, fora bem melhor ela não ir para casa. O problema seria bem maior.
— Mas pai, eu quero ver Bella – contestou.
— Você já me desobedeceu de mais para uma única noite Alice. Estou tentando deixar o problema que tenho sobre controle. Ter você aqui não vai ajudar em nada. Por essa noite você pode dormir tranquila. Mas amanhã eu você e sua mãe iremos discutir o que fazer com você.
— Sim senhor – Alice estava chorando.
— Quando Isabella estiver melhor, direi a ela que ligou – eu estava com dor de cabeça.
— Obrigada pai, boa noite – desliguei logo em seguida.
Fui até a cozinha pegar uma aspirina para mim. Liguei para Gloria e deixei um recado no seu celular pedindo para que ela viesse ao meu apartamento e preparasse um bom café da manhã. Sabia que assim que acordasse ela ia verificar se tinha alguma mensagem minha. Nos domingos Gloria se encarregava de organizar meu apartamento. Fui em direção ao quarto ver se Isabella estava bem. Quando cheguei vi a pequena, deitada esparramada em toda minha cama. Sorri e resolvi não acorda-la, iria dormir no quarto de hospede que ficava ao lado.
— É Edward, isso que dá trazer mulher para cá, já foi expulso do próprio quarto – disse me jogando na cama. Estava exausto. Isabella e Alice juntas me deram muito problema por uma noite só. Pela manhã eu teria uma conversa séria com Jasper. Eu realmente estava decepcionado com meu sobrinho. Será que não conseguiu ver o risco que Alice correu naquela noite?! Eu teria que conversar com Esme e Carlisle também é claro com a Mãe de Isabella... O domingo seria longo, muito longo. E eu precisa dormir. Não demorei muito para pegar no sono, afinal estava exausto.
Acordei sentindo calor e com algo incomodando meu nariz. Tratei tirar o que incomodava e só piorou. Abri os olhos e vi meu rosto coberto por um cabelo castanho. Olhei para baixo e vi Isabella grudada a mim. Tentei afasta-la mais a menina só aconchegou-se mais em mim. Acabei rindo da situação. Não lembrava de ter dormido com Isabella, provavelmente ela acordou e veio até mim.
— Vamos Isabella, acorda – ela precisa tomar remédio e se alimentar direito.
— Shiii, só mais 5 minutos – resmungou.
— Deixe de ser preguiçosa – tirei-a de cima de mim. Eu havia dormido de terno com toda a confusão de ontem era mais do que certo que sentiria calor. Olhei no relógio e ainda eram 9:15. Não estava tão tarde assim. Procurei no celular mensagens de Esme ou Alice mais não encontrei – Vou tomar um banho Isabella, quando eu voltar é bom você está fora dessa cama
— Ahhhhhh edward, que chato – reclamou cobrindo-se com o lençol.
Fui ao meu quarto procurei uma roupa e fui tomar um banho. Demorei um pouco no chuveiro, quando sai fiz a barba e me troquei. Quando saio encontro Isabella esparrada na minha cama.
— Acorda Isabella – disse sacudindo-a.
— Fala baixo Edward, minha cabeça está doendo – ela tapava a cabeça com um travesseiro. Puxe-o.
— Pois é bem feito pelo seu comportamento de ontem – disse
— Ah é? Vamos falar de comportamento? – ela sentou na cama – O que foi aquela merda que você foi ontem em?
— Como? – disse descrente.
— Quem disse que você tinha o direito de aparecer ali e interromper meu beijo. Por um acaso você viu eu fazendo um escanda-lo quando te vi no maior amasso com a ruiva gostosa? NÃO! Pelo contraio, eu sai o mais rápido que pude dali para não incomodar. Você não tinha o direito de fazer o que fez – Isabella estava irritada.
— Você estava BEBADA – expliquei – você achou mesmo que deixaria você ali com um homem naquele estado que você estava? Você é absurda Isabella – eu não podia acreditar que iriamos brigar essa hora da manhã.
— Eu não pedi pra você cuidar de mim Edward, em momento nenhum. Eu fui ali por minha livre e espontânea vontade, você não tinha o direito de fazer o que fez – insistia em dizer aquilo.
— Não tinha o direito de cuidar de você? É isso que está me dizendo? Que não tinha o direito de cuidar da amiga da minha filha que estava dormindo na minha casa? Quem você acha que sua mãe iria culpar se algo acontecesse a você? Vocês foram duas inconsequentes. Eu ainda iriei conversar com Esme e sua mãe e com Jasper também. – eu não merecia passar por aquilo logo cedo depois de uma noite tão estressante.
— Você não pode estar falando sério – ela me olhava com a boca aberta – Você quer envolver minha mãe nisso... EDWARD, NÃO – Isabella levantou da cama.
— Claro que vou conversar com sua mãe, acha que seu comportamento vai passar impune? Você ainda é uma menina Isabella – ela deu um grito.
— Você é insuportável Edward, eu quero ir embora – estava emburrada.
— Você irá mas antes, você vai tomar um remédio para curar essa sua ressaca – informei-a. Bella massageava as têmporas, provavelmente sentindo uma baita dor de cabeça – E um belo café da manhã reforçado – caminhei até a porta e fiquei esperando por ela.
— SACOOOOOOOOO – Isabella desceu as escadas batendo os pés.
— Bom dia pra você também Isabella – disse e recebi um olhar nada agradável. Fomos andando em direção a cozinha mais antes de chegar o cheiro de ovos com bacon invadiram meu nariz. Gloria havia recebido meu recado – Oi Gloria – fui até ela e dei um beijo em seu rosto.
— Bom dia menino Edward, bom dia Isabella – Bella piscava olhando para Gloria.
— Bom dia Gloria – sussurrou
— Obrigada por ter feito o que pedi Glorinha – falei sentando-me – Vamos Isabella sente-se você precisa comer, mas antes o remédio – estendi a cartela de aspirina pra ela. Bella pegou da minha mão com um mal humor do cão e o tomou – Tá vendo essa xícara de café é pra você tomar – disse quando ela sentou na mesa.
— Isso tá sem açúcar – Isabella fazia carenta.
— Sim, recomendações medicas – eu estava me divertindo – Tome tudo.
— Você é irritante de mais pela manhã – bufou irritada e continuou tomando o café fazendo muitas caretas.
— Ta vendo isso Gloria? É isso que ganho por ajudar uma adolescente bêbada de madrugada – comentei rindo.
— Qual é o seu problema Edward? Eu já disse que não pedi para você fazer isso. Eu estava bem sem você, na verdade eu estava melhor antes de você aparecer na minha vida. Então você deveria nós fazer um favor e continuar fora dela. – Gloria estava nos encarando um pouco assustada.
— Você não foi a única pessoa que teve a noite arruinada menina – estava cansando de ser Educado – Eu tive que parar minha maravilhosa noite para cuidar de duas adolescentes inconsequentes. Então não venha reclamar comigo que arruinei sua noite ou a sua vida porque foi você quem apareceu primeiro para mim e foi você quem exagerou na dose ontem e acabou passando mal e desmaiada na minha cama. Tem sorte porque foi comigo, poderia ter sido com qualquer um e você nem iria notar – Isabella saiu da mesa irritada e fui atrás dela. Bella subiu as escadas até meu quarto e ficou procurando algo.
— Onde está minha bolsa, preciso falar com Alice – revirava meu quarto inteiro.
— Tente no banheiro foi lá que deixou suas coisas – deitei na minha cama, respirei buscando a paciência que eu não tinha – Mas você não irá ligar para ela antes de conversarmos – Isabella parou por alguns instantes e ficou me olhando – Preciso informar a você que Alice não sabe que está no meu apartamento e nem irá saber. Esse lugar aqui é desconhecido de todos os Cullen e quero que permaneça assim. Alice acha que você passou a noite em um hospital em observação, confirme a história e diga a ela que depois de tomarmos café eu irei busca-la.
— Certo – ela foi ao banheiro e ficou um bom tempo por lá falando com minha filha. Saiu mais irritada do que entrou. – Você é um..... – ela parou de falar – Eu não tenho adjetivos pra dizer o que você é — Bella sentou na ponta da cama.
— Você poderia por alguns segundos parar de me tratar com 5 pedras na mão? – perguntei – Eu agradeceria muito – quando terminei de falar percebi que Isabella estava chorando, pulei da cama o mais rápido que consegui e fui até ela – Você está bem Isabella? – Isabella continuava chorando.
— Eu odeio isso Edward, eu odeio essa situação que estamos. Eu odeio a mim mesma. Não é com você que estou irritada é comigo mesmo. Pelo meu comportamento idiota de ontem à noite. Eu não estou culpando você Edward, não estou, mas toda vez que você está perto eu acabo fazendo alguma merda. EU NÃO SEI POQUE ESSAS COISAS ACONTECEM, É COMO SE EU NÃO FOSSE EU MESMA – ela soluçava — Ontem as coisas já não estavam bem e quando vi você com aquela mulher, eu realmente fiquei irritada Edward. Sei que não temos nada e que você tem todo direito do mundo de sair com outras pessoas, mas fiquei irritada ao ver você ali com ela porque talvez pudesse ser eu no lugar dela se eu não tivesse ficado na maior indecisão, ou agido como uma criança com você e te afastando. Se eu não tivesse tanto medo de fazer as coisas que quero, se não fosse uma fraca e me importasse com tudo que as pessoas pensam sobre mim as coisas seriam diferentes. E ainda tem essa estupida capacidade que tenho de não raciocinar direito quando você está por perto. EU ODEIO O FATO DE ME SENTIR INCAPAZ AO SEU LADO – o choro de Bella estava me assustando – E agora eu fiz tudo de novo... Eu agi como louca inconsequente, eu irei decepcionar minha mãe novamente quando ela souber disso, irei mentir para Alice novamente, e não conseguirei me perdoar pelo meu comportamento não consigo sair desse ciclo vicioso.
— Olhe para mim Isabella – pedi e ela o fez – Mantenha a calma. Respire fundo, nada irá se resolver se você não manter a calma então respire bem fundo várias e várias vezes, concentre-se apenas nisso – Eu sentei ao seu lado e a abracei, levou um bom tempo até Bella conseguir controlar seu estado emocional. – Sente-se melhor?
— Sim – ela não havia me soltado.
— Que tal você me contar com calma o que aconteceu ontem e o que vocês faziam naquela festa? – sugeri – Prometo que nada do que você falar usarei contra Alice. Darei a mesma oportunidade a ela e Jasper, de me contar o que aconteceu – Isabella pareceu analisar por algum tempo o que havia dito.
— Alice estava muito afim de ir aquela festa. É uma das festas mais esperada do Ano e ela queria muito ir. No início eu não quis ir, porém a ideia acabou sendo muito atraente e disse que ela podia contar comigo, ela até gritou lembra? – concordei com a cabeça – Então como tia Esme não nós deixaria ir, nós mentimos, falamos que dormíramos na casa de Jane porque ela estava sozinha e cuidando de uma prima doente e tia esme nos deixou ir. Ela até ela levou a casa de Jane. Assim que chegamos lá começamos a nós arrumar e Jasper foi nós buscar. Conseguimos entrar e resolvemos nos divertir. Só isso Edward, não houve nada de mais, acho que Alice não chegou nem a beber um copo inteiro. Apenas eu e Jane abusamos da situação. Eu queria me divertir apenas isso e esquecer todo o resto, até mesmo meus pensamentos e acabei passando da conta. Eu juro que Alice até tentou me fazer parar mais eu não a escutei – eu acabei ficando Aliviado em saber que Alice não havia bebido muito – Em algum momento Alice foi conversar com uns amigos e ficamos eu e Jane e ai depois nos desencontramos. Bom, depois você me encontrou e foi só isso.
— Só isso? Tão pouco – essas crianças de hoje em dia – Isabella eu fiquei muito preocupado quando encontrei você. Você estava tão alterada que achei que aquele cara tinha te dado algo – lembrar dele encostando em Isabella não era agradável.
— Jesse não fez nada comigo Edward, nem bebida ela me deu, não sou estupida de aceitar bebida de estranhos – ela limpou as lágrimas e parecia mais composta.
— A questão toda não é vocês terem apenas saído Isabella. Alice não pode sair desse jeito. É extremamente perigoso pra ela. Eu a encontrei sozinha perto do bar. Seria fácil de mais alguém pega-la no meio daquela multidão. Não quero nem imaginar o que faziam com ela – engoli em seco – Meu trabalho coloca a família inteira em uma situação delicada. Ela sabe que não pode sair dessa forma Bella, Alice se colocou em perigo ontem à noite, e você Isabella.... Não tenho como descrever o que senti quando vi você naquele estado com aquele cara – Bella encarava-me com os olhos grandes. – Você não foi feita para estar nas mãos de qualquer um Isabella, tenha isso sempre em mente. Você é uma garota muito especial para agir dessa forma. Você não precisa de bebida Isabella... Eu sei que não tenho esse direito, mas me prometa que você não irá mais beber? Por favor Isabella, eu estou dando um concelho a você. Você pode acabar fazendo algo que irá se arrepender amargamente depois, digo por experiência própria.
— Eu... – ela mordeu os lábios – Prometo que nunca mais irei beber como fiz ontem. Prometo que não irei mais passar dos limites. – Bella me olhava, abria a boca mais nada dizia. Repetiu umas 3 vezes a mesma coisa.
— Diga logo de uma vez – isso estava me deixando nervoso.
— Ontem – ela desviou os olhos – Ontem quando você me viu com Jesse, sua única preocupação foi o fato deu estar bêbada? Você estava cuidando de mim como o pai da minha melhor amiga? – eu não entendi onde ela queria chegar – Você trancou a porta ontem, você ficou com outra mulher... O que existia entre nós acabou? Seja lá o que nós signifiquemos. Edward eu não consigo mais continuar desse jeito. Sem nem saber classificar o que acontece entre eu e você. Preciso por minha vida no lugar e tudo começa com você porque desde que você entrou nela está uma bagunça. Nós ficamos, nós brigamos, nós ficamos de novo e brigamos e brigamos e eu não sei como me comportar no meio disso – acabei rindo com a última parte.
— Eu já expliquei a situação da porta para você Isabella, e eu já disse que tentei conversa contigo... Mas você simplesmente fugiu – lembrei-a
— Eu estava bêbada precisava confirmar o que ouvi – disse-me.
— Porque você não me diz o que quer Isabella? Pare de fugir de mim e me diga o que quer. Então eu poderei dar uma resposta a você – eu não iria continuar deixando ela fugir.
— Eu quero você Edward – ela falou alto e claramente – Eu quero ficar com você, eu quero aproveitar isso que nós temos. Isso é o que eu quero.
— E Alice? – queria saber o que ela faria
— É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando – falou confiante – Estou realmente cansada de pensar nos outros, de deixar de fazer coisas que eu quero porque isso não deixa agradará certas pessoas. Pelo menos dessa vez eu farei algo que eu quero. E não quero pensar no que isso vai dar. Isso ainda nem começou então simplesmente estou deixando as consequências pra lá Edward.
— Tem certeza de que é isso que você quer? — falei segurando o rosto de Isabella nas mãos deixando-nos bem próximos.
— Tenho – ela confirmou – Mas tem um porém, Edward – avisou.
— E o que seria? – perguntei feliz sorrindo.
— Eu quero ser a única. Eu estou disposta a arriscar muita coisa para estar com você, mas enquanto o tivermos durar eu quero ser a única com quem você irá transar – Isabella mantinha sua expressão confiante e tranquila no rosto. – É isso que eu quero.
— COMO É QUE É? – perguntei afastando-me dela.
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