Tudo Por Você
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Notas iniciais
Capítulo 6
Edward
Três dias… Três dias e nenhuma pista de onde aquela mulher poderia estar. Foram três dias de inferno. Como alguém consegue sumir assim, sem deixar rastros? Como era possível? Havia colocado minha equipe inteira atrás dela, mas não obtive nenhuma resposta. Minha primeira atitude, depois que acordei naquele quarto de hotel e falei com Carl, foi ir a boate e olhar as câmeras de vigilância, porém não achei nada... Absolutamente nada. Exigi a lista de todos os que estiveram ali naquela noite, no entanto não existia nenhuma “Marie”. Eu sabia que ela não havia mentido. Seu nome era esse. Eu sabia muito bem quando alguém mentia, isso fazia parte do meu trabalho. Mas, se ela não havia mentido e não tinha nome nos registros só restava uma opção. Ela havia entrado pela entrada particular da boate. Pedi as imagens das câmeras de segurança e fiquei pasmo quando descobri que não havia nada. Ela foi esperta o suficiente pra entrar minutos depois de mim. Era a única explicação. As câmeras de segurança tiveram uma falha de sete minutos, intencionais, para não registrar minha entrada. Estava claro para mim que ela havia se beneficiado disso. O que me levou a pensar ela estava planejando isso a muito tempo.
Fui falar com o segurança que a deixou passar e ele jurou que ela tinha o bilhete. Para sorte dele, ele havia guardado o bilhete e batia exatamente com o que seria usado aquela noite. Carl havia confirmado que tinha sido entregue à Hanna esse mesmo bilhete, porém ela o havia perdido no meio da festa. Tudo parecia sincronizado naquela história. Perfeitamente encaixado para essa mulher aparecer e sumir sem deixar pista que para mim não havia dúvidas de que ela estava sendo ajudada por alguém muito bom. Alguém tão bom quanto eu. E isto me deixava irritado. Quando voltei a perguntar aos seguranças quem havia passado por eles depois de mim quase enfartei quando escutei dizer que minha família esteve lá. E se eu tivesse dado de cara com eles? Acho que se Alice me visse ali, depois de nossa briga em casa, teria sido capaz de assassinar o próprio pai.
Voltei para o hotel irritadíssimo. Com vontade de estrangular qualquer indivíduo para atenuar minha raiva. Fui direto a Samuel o responsável pela segurança. Conversamos por muito tempo, olhamos as câmeras e nada de anormal acontecia. Vi o exato momento que chegamos, quando adentramos e nos dirigimos ao elevador. Não pude deixar de admirar aquela mulher... Era linda... Extremamente linda. Odeie-me logo em seguida por estar distraído. Checamos por hora as imagens até que a vi sair pelo corredor do quarto que estávamos com os sapatos em uma das mãos e minha blusa azul em outra. A diaba ainda tinha levado minha camisa. Acabei sorrindo com isso. Olhamos a imagem do elevador e realmente não entendia porque ela estava chorando. Dois andares a baixos, Seth Clearwater havia entrado e falado com a mulher. Eu reconheci Seth, pois, além de amigo de Alice, seu pai era um dos meus clientes. Infelizmente o elevador não era equipado para registrar sons. Vi eles conversarem um pouco logo Seth passou seu celular para ela e os dois caminharam pelo saguão. Um alívio me tomou, agora poderia escutar os dois... Entretanto, o bastardo do Seth a levou para a sala restrita do hotel. A única sala onde não conseguiria ouvir nada. Aquilo estava errado de mais. Seth Clearwater havia crescido naquele hotel. Seu pai era o dono e ele sabia como ninguém que aquela sala bloqueava qualquer tipo de vigilância que o hotel tinha. Frustrado esperei ansiosamente até os dois saírem da sala. Quando os dois saíram, percebi que a mulher usava o sobretudo de Seth. Então, eles se conheciam...
Voei para a sala da presidência. Avistei o velho Clearwater sentado com alguns de seus investidores na sala de reuniões.
— Senhor Cullen – disse Ana, a secretaria de Clearwater — O senhor Clearwater está ocupado no momento.
Agora não, Ana. Agora era o momento de você calar a boca e me deixar passar.
— Ana – suspirei – Eu irei entrar e não há nada que você possa fazer para impedir, entendeu? — encarei seus olhos e podia ver medo neles – A menos que queira sair daqui sem emprego ou sem vida — Rumei para a sala.
— Fora – berrei assim que entrei – Todos para fora, exceto você Clearwater.
— Edward... – tentou falar.
— Eu realmente disse agora, Clearwater – puxei a arma que carregava nas costas e descansei-a sobre a mesa. Segundos depois a sala estava vazia.
— MAS QUE MERDA, EDWARD – gritou – Que raios de comportamento é esse? Você acha que pode chegar aqui assim é? EU ESTAVA NO MEIO DE UMA IMPORTANTE REUNIÃO, PORRA...
— Eu acho que posso chegar como bem quiser quando um de meus clientes quer me passar a perna – Sentei em uma das cadeiras da sala. Vi Clearwater ficar branco e soar e começar a tremer.
— Edward, não sei do que está falando – disse se equilibrando e sentando em sua cadeira – Eu já mais faria isso.
— Me diga – sorri diabolicamente para ele – onde está seu filho agora?
— Edward, deixe Seth em paz — o homem praticamente chorava – Ele não lhe fez nada, deixe meu filho em paz, Edward. Dou-lhe o que quiser só não o meta em seus negócios.
— Sinto que isso não será possível — disse – Afinal ele saiu daqui com uma garota que necessito muito encontrar.
— Como assim? – Clearwater estava surpreso com o que eu havia falado. Como se esperasse por outra coisa. O filho da puta estava me enganando, mas era por outro motivo. Ele não sabia de nada. Era um frouxo que não sabia o que estava acontecendo.
— Seu filho saiu daqui com algo que me pertence – afirmei – E acho bom você me dizer para onde ele foi.
— Ele foi para Forks visitar a mãe – disse temeroso.
— Para forks? – mas que raios de lugar era esse.
— Sim, Edward – Clearwater passou a mão no cabelo.
— Venha, Clearwater – peguei a arma e coloquei de volta no lugar. – Preciso lhe mostrar algo.
Clearwater jurou de pé junto que não fazia ideia de quem era a mulher com Seth. Disse que nunca havia visto o filho com ela antes. Afirmou ainda que, se eram amigos, deveria ser a pouquíssimo tempo. Jurou que seu filho jamais estaria metido em alguma merda. Que era um rapaz decente e honesto diferente dele. Algo estava errado nessa história. Algo não batia. O que uma prostituta faria conversando com um moleque como Seth? O que ela poderia ter com ele? Como Seth poderia saber que traria uma prostituta ali? Nem Clearwater sabia quando eu entrava e saia daquele hotel. Tinha total e irrestrito acesso a ele. Algo não cheirava bem nessa história e eu iria descobrir.
— Clearwater, é melhor você não estar envolvido nessa merda – disse puxando-o pela camisa – É melhor você não estar me enganando e usando seu filho para isso. Porque se eu descobrir, Clearwater... – o joguei com força no chão – Não irá sobrar nada de você.
Caminhei em direção ao meu carro. Teria que ir para casa logo. Esme não me perdoaria se não chegasse para o jantar. E ainda tinha meu problema com Alice... Ela não havia encarado bem o fato de não podermos passar suas férias juntos. Gritou, berrou, esperneou... Fez o circo todo. Eu sabia que era um pai ausente. Infelizmente sabia disso. Mas meu emprego me exigia de mais. Exigia minha vida e Alice não entendia isso. Alegava que eu não a amava. Isso realmente me deixava furioso. Alice era minha princesinha, era minha menininha, minha felicidade no meio desse tormento todo que é minha vida. Nossos poucos momentos juntos eram muito especiais para mim. Alice estava em uma fase difícil agora, com seus 15 anos, quase 16 como ela sempre me lembrava. Perdi a conta de quantas vezes esse ano tive que ligar para ela e discutirmos sobre seus gastos excessivos. Meu celular tocou.
— Fala, Edward – disse Carl.
— Alguma novidade? – quis saber.
— Bem, tudo que Clearwater disse é verdade. A ida a Forks estava planejada a 6 meses como havia me dito. Não acho que seja uma forma dele afastar o filho de você. Tudo o que ela me falou confere Ed. Ele está limpo. Completamente. Vasculhei sua vida meticulosamente e não tem nada. A não ser, é claro, uma porrada de transações ilegais e um contrato em Dubai, mas nada “de mais” – Carl gargalhou.
— Parece que teremos que proteger esse filho da puta por mais algum tempo – disse estacionando o carro a garagem de casa.
— Parece que sim – respondeu – E sobre a sua garota, bom Edward, Eu não sei cara. Essa mulher parece um fantasma. Assim que conseguir as câmeras do hotel irei mandar fazer um escaneamento para acha-la. Mas isso tomará um tempo, Ed, e nem é certeza que vamos acha-la.
— Tudo bem, Carl – disse saindo do carro – Eu irei acha-la. Ela saiu daquele hotel com Seth. Ele sabe de algo, se você não encontra-la eu irei. Seth volta em quanto tempo mesmo? – perguntei.
— Em duas semanas – me falou – Ah, Ed, já ia esquecendo, amanhã você tem uma reunião importante.
— E o que seria? – quis saber.
— Bom na realidade não sei muito bem – ele riu – Carina comentou por alto que era algo com o primeiro ministro.
— O que será que ele quer dessa vez? – indaguei.
— Coisa boa que não é – Carl tinha razão. Da última vez que alguém do parlamento precisou de mim havia sido uma tremenda merda – Amanhã Carina deve te deixar à par. Vou indo nessa Edward tenho uns assuntos para terminar. Mande um beijo para minha afilhada.
— Pode deixar – sorri.
— Isso lá são horas de chegar em casa? – uma voz estridente e muito linda soou das escadas. Eu sorri para ela. – Seu sorriso não vai livrar você dessa vez, pai – disse firme cruzando os braços.
— Mas eu cheguei a tempo do jantar – sorri. – Carl manou-lhe um beijo.
Alice sorriu como um anjo.
— Faz tempo que eu não o vejo, deveria chama-lo para vir aqui. Afinal até o Carl se importa mais comigo do que você. – cuspiu.
— Isso de novo Alice? Eu não quero mais discutir com você — subi as escadas passando por ela.
— Você nunca quer nada que seja em relação a mim pai – seguiu-me – Onde você foi ontem? Não o via há 4 meses, e em seu primeiro dia aqui você some.
— Eu não teria saído ontem se você não tivesse passado dos limites – respondi indo em direção a cozinha pegar uma água.
— Eu não teria passado dos limites se você não cancelasse nossas férias – rebateu ela. Eu estava cansado disso.
— Alice já chega, já falamos sobre isso. Eu tenho trabalho a fazer não posso ficar todo o mês aqui – abri a geladeira e peguei a garrafa de água.
— Seu trabalho sempre é mais importante do que eu, do que sua família – e lá estávamos nós de novo na mesma discussão.
— Chega, Alice – gritei – Será que você não consegue ficar um minuto se quer sem me irritar? Sem tocarmos nesse assunto? Está se tonando impossível passar mais do que 5 minutos com você sem que tenhamos uma discussão – despejei água em no copo e bebi.
Alice me olhava apreensiva. Nessa hora Esme entrou.
— Edward – sorriu para mim – Que bom vê-lo em casa – andou até onde eu estava e deu-me um beijo no rosto – Já jantou? – quis saber.
— Negativo. Acha que faria isso correndo o risco de ser estrangulado pela minha ex-mulher? – perguntei sorrindo.
Alice e Esme riram.
— Fez bem, Edward – disse Esme.
— Com toda certeza mamãe mataria você se tivesse jantado – Alice chegou ao meu lado.
— Eu disse a ela que viria para o jantar, certo Esme? – pisquei para ela.
— E me alegra ver que você veio – sorriu
— Ei, Anã – disse Jasper entrando na cozinha – Ei, tio Edward – zombou quando disse tio e Alice parecia irritada.
— Jasper – peguei uma fruta que estava perto de mim e taquei nele.
— Ai, tio – passou a mão na cabeça onde eu havia acertado – mancada sua hem? – ria da minha cara.
— Mas que raios deu em você pra me chamar de tio depois de velho – puxei Alice para um abraço de urso. Fazia tempo que não abraçava minha princesa.
— Ele faz só para lhe irritar pai – Alice riu ainda agarrada a mim.
— Edward, seu desgraçado – Rosalie entrava bufando na cozinha – COMO PODE COMPRAR AQUELE CARRO E NEM ME AVISAR!? – eu tive que rir.
— É bom ver você também, Rose – disse e escutei risos.
— Vai me deixar dirigir? – seus olhos eram enormes me encarando.
— Por favor, Edward – implorou.
— Ei, tio, deveríamos gravar esse momento hem? — Jasper sorria muito – Mas qual é o carro dessa vez?
— É Lamborghini veneno – peguei as chaves – Tome muito cuidado – joguei-as para Rose.
— CARALHO! – disse Jasper. Nesse momento Carlisle entrou na cozinha e deu um tapa na cabeça de Jasper – Ai pai.
— Isso lá são modos, Jasper – olhou-o feio – As pessoas aqui vão achar que eu não te eduquei direito.
— Educar você até educou, o problema foi que ele cresceu comigo e Edward – disse Emmett e todos nós rimos – Fala mano quanto tempo – sorriu e suas covinhas apareceram – Ei, pirralha, desgruda ai, deixe-me abraçar meu irmão – Alice deu língua pra ele e saiu.
— Eu também quero um abraço – disse Carlisle.
— Só tem veado nessa família – Jasper ria e então se juntou ao abraço coletivo.
— JÁ CHEGA, NEH — era Alice.
— Sempre ciumenta baixinha – Emmett a jogou nos braços e olhou para Jasper — 200 e eu a jogo na piscina
— 300 que você não tem coragem – começaram a rir e Alice gritava desesperada.
— Tô com o Jasper – disse Carlisle – Pago 400 se você realmente a jogar.
— PAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII – Alice gritou – MÃAAAAAAAAAAAAAAE, TIAAAAAAAAAAAA!!
— Vou pra garagem Alice — Rose saiu saltitante.
— Edward – Esme me olhou suplicante.
— Eu pego mil pra quem jogar ela e continuar vivo – sorri.
— PAIIIIIIIIII – Alice gritou. Emmet, Jasper e Carlisle saíram em direção aos fundos da casa para a piscina com Alice aos berros.
— Sabe que ela vai se vingar deles depois certo de uma forma catastrófica, não é? – disse esme.
— Não seria minha filha se não o fizesse – Esme gargalhou.
— Eles sentem sua falta, Edward – acariciou meu rosto – Todos eles.
Sorri para Esme. Eu também sentia falta deles. De todos eles
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