Notas iniciais
Meninas este capitulo bônus é um presente meu para vocês, por ficar esperando pacientemente nossas postagens. Espero que gostem de saber um pouco sobre as maluquices de bella e seus amigos ;D Um grande beijo para vocês e obrigada as 244 leitoras que acompanham a minha fic, sem vocês nada disse seria possível!

Capítulo 18

Bella

Flashback

Bêbados, seguíamos rindo andando pelas calçadas de Las Vegas sem rumo, sem saber onde iriamos amanhecer. Minha cabeça girava, tudo girava e eu só conseguia rir da merda que tínhamos feito.

— Merda Jane, você estragou o plano – eu ria para ele tomando sua garrafa de whisky.

— Quem estragou foi o Felix, eu fiz muito bem a minha parte – ela se escorava nas paredes. De todos nós ela parecia a mais alterada. Se é que eu poderia julgar algo.

— Ela era gostosa de mais – Felix parecia chorar. – Eu queria muito ficar com ela – ele se agarrava a sua garrafa.

— Tu é um viadão Felix, estávamos pertinho – Seth me agarrou em um beijo lascivo

— Vai dizer que não foi divertido tentarmos trapacear em um cassino e sermos expulsos? – todos nós rimos estrondosamente contagiados pelo álcool em nossos corpos.

— Eu disse que isso não daria certo – Alec era um pessimista quando bêbado – Estamos bêbados de mais para trapacear um cassino.

— Eu ESTAVA arrasando no poker, se não fosse esse cuzão eu teria ganho uma boa grana. – Jane se agarrou em Seth.

— Pelo menos demos boas risadas – Felix sorria e todos nós rimos.

— Realmente foi incrível ver Bella tentar seduzir o segurança – Demitre se acabava no riso.

—Ei, eu tava fazendo certinho – protestei.

— Não tava não – Jane gargalhava – Parecia uma barata tonta.

— Temos que voltar para o hotel – Alec dizia.

— Fomos expulsos de lá ontem também não lembra? – perguntou Seth.

— Ah é – ele coçava a cabeça – Eu disse que estávamos passando dos limites.

— Você sempre diz tudo – eu tentei andar e caí. Demitri me levantou – Neh não di? Quando entramos clandestinamente no cruzeiro ele foi o primeiro a querer ir, daí quando tivemos que fugir ele ficava falando “eu disse que não ia da certo” – fiz uma imitação podre da sua voz.

— Ou então no cabaré quando você e Jane deram um show – eu iria rir eternamente daquilo – Ele ficava dizendo que isso não ia acabar bem.

— Mas deu tudo certo irmãozinho – Jane apertou as bochechas dele – Eu e Bells já mais seremos esquecidas naquele lugar

— É ISSO AI AMIGA – gritei.

— Cara, até agora não acredito que vocês se pegaram na frente de todo mundo – Alec balançava a cabeça. Eu e ela riamos histericamente.

— Não foi tão ruim – disse.

— Bella beija bem – mandei beijinho no ar para ela.

— As duas beijam bem – Seth pegou cada uma de nós em seus braços – E eu sou um puta sortudo pelo ménage que fizemos

— XIIIIIIIIIII – gritei para ele – Isso era segredo

— Tu é um enxerido, era minha transa com a Bella e tu veio se meter– Jane lhe deu um tapa – Eu ainda não perdoei isso não, viu – eu ria descontrolada

— Segredo de quem? – Felix perguntou – SEUS BANDO DE MERDA NÓS ESTAVAMOS NO SOFA OUVINDO VOCÊS.

— Isso foi realmente nojento – Alec fazia cara engraçada – Eu ouvi minha irmã gemer.

— Eu também, e não resistir em ir participar e eu sei que você gostou Jane – Seth beijou-a na boca e ela retribuiu.

— Arrumem um quarto – Alec dizia fazendo careta. Eu apenas ria da situação.

— Ah tá, agora ninguém fode aqui, é? – levei as mãos a boca prendendo o riso – Até parece que ninguém fez isso antes, e, se bem me lembro, essas férias são exatamente para isso. FAZER COISAS QUE NUNCA FIZEMOS! ESTAMOS EM LAS VEGAS MEUS QUERIDOS – ele berrou –Bella nunca tinha feito isso sexo com uma garota, eu só ajudei – eu não conseguia parar de rir.

— Ou um ménage, também só fui caridoso – eu revirei os olhos.

— Até parece que foi por isso – eu ria e ele me olhava com cara feia. Seth tinha uma queda pela Jane... Mas pelo tinha entendido Jane preferia ficar com mulheres apesar de transar com homens. Eu tinha uma leve suspeita que ela havia me embebedado só para me levar para cama. Ri comigo mesmo, eu nem lembrava do que fizemos só lembrava de acordar nua com Seth e ela na cama.

— Eu amo vocês galera – sorri – Eu queria que isso nunca acabasse. Que nós fossemos eternos. Nunca me diverti tanto na vida – beijava cada um deles no rosto.

— Para tudo tem uma primeira vez, Bells – Demitri reafirmava nosso lema. Essa semana em Las Vegas se resumiu a isso. Fazer coisas que nunca fizemos antes. Traçamos objetivos de fazer as maiores loucuras que seriamos capazes. No início eu não suportei a ideia mas no final eu sempre acabava bêbada tendo as melhores experiências da minha juventude. Eu não podia explicar o quanto eles eram especiais para mim. Meus companheiros de loucura.

— Hei, Bells, você tem uma tatoo? – Felix perguntou.

— Não, minha mãe me mata se fizer uma – eu estava muito alterada. Ele sorriu diabólico para mim.

— NÃO, NÃO, NÃO, não posso fazer uma tatoo. Como vou esconder isso da minha mãe? – já estava desesperada.

— VAMOS FAZER UMA TATOO – Jane corria para loja de tatuagens que Felix olhava

— Vamos não, só Bella, eu já tenho – ele dizia.

— A única de nós que não tem é Bells – Alec chegava para apoiar Felix.

— SETHHHHHHHHHH – gritava.

— Qual é Bells, vai ser divertido – ele ria – Imagina só. Será uma lembrança permanente de tudo que vivemos – Eu parei para avaliar o que ele falava.

— Certo, eu faço se todos nós fizermos. Como forma de eternizar essas lembranças para sempre em nós – disse.

Eles se olharam por um tempo.

— SIMBORA CAMBADA FAZER NOVAS TATTOS – Felix me jogou em seu ombro e fui carregada até a loja.

Entramos e fizemos o maior barulho. Gritando, rindo, nos esbarrando em tudo. Éramos um grupo de loucos soltos em Las Vegas.

— Senhor – Jane não conseguia ficar um segundo sem rir – Nós queremos fazer tatuagens.

— Isso aí! – gritava animada.

— Vocês estão bêbados jovens, voltem outro dia quando estiverem lúcidos. Não quero amanhã receber vocês todos aqui indignados querendo minha cabeça.

— Mais moço, a gente quer muito fazer – fazia voz de criança.

— Pagamos o dobro de todo seu serviço – Disse Seth e o cara pareceu reconsiderar.

— Se vocês aparecerem aqui amanhã para reclamar não vou devolver o dinheiro e coloco vocês a pontapés da minha loja – o homem era mal humorado.

— Eba, eba – batia palminhas. Tinha certeza que deveria parecer uma demente

— Quem vai ser o primeiro? – perguntou.

— Eu – respondeu Jane – Queria algo que vangloriasse a noite. Algo que falasse sobre aproveita-la intensamente como eu faço. Algo mais ou menos assim – o homem puxou um livro e nos entregou.

— Expressões em Latim são as melhores, eles tem sempre uma filosofia de aproveitar a vida intensamente. Basta olhar.

— Eles tem isso? – chamei a atenção do tatuador – Algo que expresse viver intensamente cada dia? – eu estava empolgada. Eu queria algo parecido com isso.

— Olha o livro – foi só o que ele disse – eu e Jane sentamos em um sofá eu esperava ela terminar de olhar o livro. Enquanto isso os meninos zoavam e bebiam mais um pouco.

— OLHA BELLA – Jane disse empolgada – Achei algo que nós duas queremos – ela me estendeu o livro – Carpe Noctem e Carpe Diem, olha só os significados – apontou e eu li. “carpe diem” é “aproveite o dia” e “carpe noctem” é “aproveite a noite”.... Carpe Diem... Eu gostava de como soava. Aproveitar o dia. Era exatamente isso que estava fazendo desde o dia que conheci Anthony, aproveitar cada momento do meu dia... Sim seria está.

— Eu quero essa Jane, Carpe Diem – estava decidida.

— Acho que eu e você compartilhamos mais do que Seth na cama – nós rimos.

— É parece que sim – disse e chamou os meninos – Tomem – estendeu o livro – Eu e Bells já escolhemos. Vez de vocês. Todos nós temos que tatuar algo em Latim no corpo.

— Em latim? – Felix fazia careta – Mal sei meu idioma – caímos na gargalhada.

— Os significamos tão do lado, sua anta. Olhem logo, aposto que vocês vão gostar – ela foi atrás do tatuador.

— Isso vai doer? – quis saber

— Depende do Lugar que você tatuar – respondeu Alec.

— Eu acho melhor você beber mais, Bella – Felix me passou sua garrafa de Whisky e eu virei com tudo na boca. Jane voltou sorrindo.

— Eu vou lá dentro fazer minha tatoo, espero que vocês gostem – ela saiu e ficamos eu e os meninos exprimidos no sofá.

— Gostei dessa – Alec disse mostrando para Demitri

— Deixa eu ver – me remexi toda para conseguir olhar – “Ex nihilo nihil fit” – disse – Muito legal o significado.

— É uma expressão latina que significa “nada surge do nada” – ele traduziu.

— Muito bonito Alec – sorri. Era realmente legal.

— Na realidade é uma expressão que indica um princípio metafísico.... – coloquei meu dedo silenciando sua boca.

— Vamos deixar no sentido legal da coisa – Seth gargalhou do meu lado.

— Essa aqui – Seth pegou o livro e me apontou a que havia gostado “Alea jacta est” que significava "A sorte está lançada” ou mais conhecido no mundo dos jogos como "O dado está lançado".

— Combina muito com você – sorri para ele, e o mesmo me beijou. Um beijo caloroso e sedutor.

Demitri e Felix continuavam na batalha de achar alguma coisa que gostassem enquanto isso eu e Seth aproveitávamos um ao outro. Fomos interrompidos quando Felix achou uma de seu agrado.

— “Momento Mori – disse ele.

— Mori não significa morte? – perguntou Alec.

— Humrum, a tradução é algo como “Lembre-se de que você é mortal”, “Lembre-se de que você vai morrer”, ou traduzido ao pé-da-letra, “Lembre-se da morte”

— Que coisa mais macabra – Credo porque ele queria tatuar aquilo?

— Não Bells, se você pensar bem direito não é tão ruim, acho que pode sempre me lembrar que sou humano, que existem coisas muito maiores do que eu nesse mundo.... – ele estava pensativo.

— Cuidado em mano, já usou de mais esse seu cérebro por hoje – Felix deu um soco em Demetri.

— Onde será que Jane vai colocar a tatuagem dela, na verdade nem sei onde vou colocar a minha.

— Qual é a sua? – perguntou Seth para mim.

— Carpe Diem – disse sorrindo – é algo para eu me lembrar sempre. “Aproveite o dia”

— Eu realmente gostei – Seth me colocou em seu colo e ficamos conversando. Algum tempo depois Jane saiu toda sorridente.

— Deixe-me ver – levantei-me rapidamente e fui até ela. Jane virou de costa e pude ver uma coroa muito linda e abaixo dela escrito “carpe noctem”, “aproveite a noite”.

— FICOU MUITO LINDA JANE — eu estava realmente empolgada.

— Quem é o próximo – perguntou o tatuador.

— Eu aqui – Alec se levantou. E os dois sumiram de nossa vista.

— Doeu? – perguntei para Jane.

— Nada, bom, só um pouco tipo uns beliscões, nada que você não suporte. Mas essa também não é minha primeira tatuagem. Tenho outra na virilha, você viu aquele dia, até disse que gostou.

— Ah Jane eu não lembro bem daquele dia – forcei a memória mais só vinha fragmentos de nós duas na cama, nós beijando, nós tocando... nada concreto.

— Então rapazes decidiram? – olhou para os meninos

— Eu escolhi “Dum Spiro, Spero” que significa – Demitri pegou o livro para olhar a tradução – Enquanto respiro terei esperanças.

— WOW, realmente a sua é a mais bonita – disse para ele.

— Obrigado Bells – deu-me um beijo na bochecha.

— Quero saber de todos – Jane sentou no colo de Felix.

Enquanto esperávamos Alec, a discussão era... Onde iriamos colocar nossas tatuagens. Nossa como isso rendeu discussões os meninos pareciam queriam colocar todas no mesmo local, no bíceps. No final para não da briga Jane decidiu por eles que ninguém iria tatuar naquele local. Eles ficaram brigando uns com os outros para não repetirem o mesmo lugar. E única coisa que conseguia fazer era rir. Pois tinha 3 homens bêbados discutindo como crianças quem iria ficar com que parte do corpo. Eles estavam decidindo no pedra, papel e tesoura... Como poderia fazer outra coisa que não fosse rir? Enquanto eles discutiam eu parava pensar onde colocaria minha tatoo... Teria que ser em um lugar bonito mais que pudesse ser escondido. Teria que atrasar ao máximo meu castigo. Minha mãe ia querer meu coração em uma bandeja quando visse. Ri escandalosamente sozinha, pensando na reação da dona Renée. Demorou para Alec sair de lá, mas assim que eu o vi entendi o porquê da demora. Sua tatuagem era grande e ocupava boa parte da lateral do seu corpo. Mais estava realmente bonita. Deixando-o mais sexy. Mordi os lábios. Deus eu ainda lembrava os beijos que tínhamos trocado na noite de mágica. Estávamos bêbados, nos divertindo apenas nós dois. Seth estava em algum lugar com alguma garota e o resto da turma havia sumido. Eu não lembro quem começou só lembro de que seu hálito era gostoso, tinha sabor de hortelã e cigarro. Pisquei os olhos firmes. Merda eu não conseguia lembrar direito de nada... Mas acho que por um lado isso era bom... Ou não... Quem poderia saber, não estava no meu melhor momento para julgar a mim mesma. Continuei olhando a tatoo de Alec. Tinha tido uma ideia poderia colocar na minha costela, bem abaixo do meu seio. Acho que ficaria bonita. Procurei um livro de tatuagens pela sala e olhei fotos. Achei uma como tinha imaginado mais a menina tatuava uma fada no lugar que queria. Talvez ficasse bonito. Era um lugar a considerar.

— Baby, não se divirta de mais sem mim – Seth me deu um selinho e saiu com o tatuador.

— Coloca essa camisa Alec – Jane resmungava – Ninguém quer ver sua nudez não – eu sorria para ela.

— Jane minha querida pirralha – ele bagunçou o cabelo dela – você me viu nu desde a barriga da nossa mãe não fique tímida agora – Alec e Jane eram Gêmeos e ele era alguns segundos mais velho que ela. Jane lhe deu um beliscão.

— Isso não doeu não? – perguntava. Eu era uma medrosa, ri nervosamente. Eu aposto que ia gritar. Meu Deus e se eu pedisse pro cara parar no meio? E se eu começasse a chorar? Puxei a garrafa de Felix e virei com tudo na boca. Senti o liquido esquentar minhas pregas vocais. Repeti o ato umas 4 vezes e depois o nervosismo parecia estar se dissipando.

— Quando vocês conheceram Seth se são mais velhos que nós? – perguntei.

— O Caçula era bem exibido pra idade dele – Felix ria tomando de mim sua garrafa – desse jeito você acaba com tudo – sorri pedindo desculpa.

— Sei lá, eu acho que tínhamos uns catorze, né Ale?- perguntou Jane ao irmão.

— Por ai, conhecemos ele por causa do Felix, eles estudaram na mesma escola – Felix era primo dos gêmeos por parte de pai assim como Demitri.

— Eu e o pirralho nós conhecemos quando eu tinha 10 anos e ele 7 anos num intervalo jogando vôlei – ele dava uma golada na garrafa – Ele era muito bom. Nem tinha idade para jogar conosco, mas o treinador viu potencial nele e então passamos a treinar juntos.

— Desde então a história de amor deles nunca acabou e nós fomos obrigados aturar o pirralho– completou Demitri e eu me acabei de rir.

— Quem é o mais velho de vocês mesmo? – eu não lembrava de nada direito.

— Eu Bellinha, 20 anos lembra – Felix debochava.

— Depois sou eu com meus 19 aninhos lindos de pura sedução – eu não sabia se era a bebida ou se era Dimitri mesmo que era engraçado falando aquilo.

— Depois somos nós – os gêmeos disseram juntos e se olharam feio. Eu explodi em risos. Jane e Alec tinham acabado de fazer 18 anos. Eram um ano mais velho que Seth que já tinha 17 e um ano e alguns meses mais velhos que eu. Só faria 17 em Setembro. Faltavam 2 meses.

Ficamos jogando conversa fora, lembrando das nossas merdas realizadas. Lembrando de quase como fomos presos. Tudo parecia extremamente engraçado agora mais na hora eu tinha me cagado toda de medo. Era divertido lembrar dessas coisas. Parecia tão surreal, tão difícil de acreditar que eu, a Bella certa tinha feito tantas coisas com essas pessoas... Coisas que nunca achei que fosse possível de fazer... Como saltar de paraquedas. Eu tinha um medo absurdo de altura. Lembro que na primeira vez que saltamos eu me agarrei a Felix como um carrapato e gritei tanto que ele tinha ficado surdo por alguns segundos depois que pousamos. Na segunda vez gritei bem menos e até consegui aproveitar a sensação maravilhosa de estar caindo, de sentir o vento percorrer meu corpo, de sentir que por alguns instantes eu sabia qual era a sensação de um pássaro ao voar. Havia em divertido tanto essa semana, foram Sete dias intensos. Cada dia uma aventura, algo completamente maluco e diferente para fazer. Jane agora lembrava de quando saltei de body jump... Era um assunto que não preferia comentar. Eu havia gostado até... até vomitar meu fígado pra fora. Nunca passei tão mal em toda minha vida. Aquele negócio deu um nó no meu estomago de um jeito... Que parei no hospital e tive que tomar soro.

— Cabei meu povo – Seth voltava com a camisa no ombro deixando exposta sua nova tatoo... no fim da cintura.

— FICOU LINDA, Seth – andei até ele. Além da frase “Alea Iac Est” tinha dois dados. Olhei para ele.

— Quis colocar os dois significados juntos. Acho que ficou bom – ele deu de ombros.

— FICOU MUITO BOM – com toda certeza tinha ficado mais do que bom.

— Então, qual era o papo quando antes deu chegar? – perguntou sentando em uma cadeira.

— Sobre Bella naquele dia em que passou mal – taquei o livro em Alec. Enquanto via Felix de dirigir ao corredor para fazer sua tatuagem.

— Eu nunca vi uma pessoa verde de tanto passar mal, foi a primeira vez– Seth era um filho da puta. A pessoa mais sacana que eu conhecia.

— VA SE FUDER SETH – mostrei o dedo médio para ele – Enfie no cu – os meninos explodiram em gargalhada.

— Não fique vermelhinha, minha linda – ele tentou pôr a mão no meu joelho e eu a empurrei.

— Pelo menos eu não desmaio a ver sangue – segurei o riso.

— ISHIIIIIIIIII – Alec e Demitri adoravam por lenha na fogueira.

— É super normal ter vertigem a sangue- Seth se defendia.

— Para mim isso é baitolagem – eu ri das palavras.

— Ai MEU DEUS NEM LEMBRA – Jane se contorcia em riso – Parecia uma jaca caindo cada vez que via o sangue da Bella, e olha que foi por sua culpa que ela se machucou.

— Minha nada, Felix que não sabe correr – Seth ainda ticava puto quando tocávamos nesse assunto – Estava de moto e ele jogou o carro para cima de mim, eu perdi o equilíbrio por total culpa dele.

— Quem não sabe brincar não desce pro play meu caro – Demitri defendia Felix.

— Gente já passou, não é!? Não vamos brigar por isso de novo, a questão aqui era Seth desmaiando 5 vezes em menos de 2 horas – nós voltamos a rir.

— Desde pequeno ele era assim Bells – Jane chorava de ri – Lembra quando tínhamos 16 anos... – e assim começou as histórias de Seth e seus desmaios com sangue. Eu nunca tinha rido tanto estava a ponto de fazer xixi nas calças. No meio daquele conto de infância, saia perolas de cada um deles. Um entregava o outro só para não ficar por baixo. Eu ficava imaginado como deveria ter sido crescer com eles... Com toda certeza seria divertido... Nesse momento senti saudades de Alice, fazia 7 dias que eu não fala com ela... E ver eles lembrando da infância só me vinha minha amiga magricela de 13 aninhos... Eu queria que ela estivesse comigo agora. Sentia muito sua falta. O tempo passou voando e quando dei por mim Felix já tinha voltado.

— Ei vira ai, deixa eu ver sua tatuagem – disse cutucando ele. Ele virou e eu pude ver, bem em seu peito escrito Memento Mori... Tinha ficado Show.

— Caramba – suspirei.

— Ficou muito legal né!? – parecia uma criança sorrindo para mim. Afirmei com a cabeça.

— Próximo – o tatuador que até agora eu não sabia o nome olhava para nós. Comecei a sentir o nervosismo voltar. Eu ia realmente fazer aquilo... Vi Demitri se levantar e respirei fundo, seria a ultima. Continuamos conversamos sobre banalidades rimos e bebemos as horas passaram e Demitri voltou sorrindo.

— Olhem — ficou de costa e pude ver sua tatoo.

— Falta alguém? — perguntou o tatuador.

— Vai lá Bells, vai dar tudo certo – Felix me incentivava.

— Da a garrafa – estendi a mão e alguém me entregou. Eu virei tudo na boca até não sobrar nada no recipiente. Sacudi forte a cabeça e a tontura me pegou, tentei andar e quase cai. Ri de mim mesma. Felix me ajudou. Me levou até a cadeira onde o tatuador trabalhava.

— Onde vai querer? – perguntou.

— Moço aqui oh – tirei o vestido e pontei pro lugar. Quero que você escreva carpe diem – ele escreveu de várias formas em um papel e eu escolhi uma. Deitei e fechei os olhos esperando a dor chegar. Fui acordada algum tempo depois por Seth.

— Ai que susto mulher estou aqui ha algum tempo sacudindo você – ele me abraçou e senti doer minha costela

— Ai – disse

— Desculpa esqueci da sua Tatuagem – ele se afastou rapidamente.

— Minha o que? – olhei para o lugar e vi ela lá. Sorri, eu havia dormido e nem senti nada. Busquei um espelho rapidamente e me olhei. Havia ficado lindo, exatamente como eu queria. Delicado e elegante. Sorri novamente. Eu estava muito feliz. Olhar aquela tatuagem fazia tudo parecer mais real, deixava de parecer um sonho... Eu havia eternizado ele em mim junto com todos os outros momentos especiais em minha vida.

FIM.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;D comentem para nós deixar felizes. Vejo vocês no próximo e prometo que tentarei não demorar tanto!