Tudo Por Amor -Cobrade

3 Se arrependimento matasse...


—Oi Jade! O tio Ed disse que você tava aqui então eu fui entrando. Jade?

—Oi, tô aqui!

—Nossa aconteceu alguma coisa. Você tá com uma cara.

—Não, não aconteceu nada, só um marginal chamado Snake, descobriu a verdadeira identidade da Dama e tá me chantageando. –Disse sentando-se na cama.

—O que?- Fez Jô com uma cara de espanto. – Jade e seus pais o que... O que você vai fazer.

—Eu não sei! Eu... Sinceramente não sei. Eu tô perdida Joaquina.

—Mas, como isso foi acontecer. Você é sempre tão cuidadosa e...

—Eu o beijei.

—Como?

—Foi! Eu tava saindo do camarim ontem e não sei como, mas os meus pais estavam lá e a única saída que encontrei foi beijar um cara, esse tal de Snake; Ele tava na minha frente e eu o beijei na tentativa de esconder meu rosto.

—E ele beija bem?

—Ah Joaquina! Eu aqui, Contando que estou sendo chantageada por um “marginalzinho” de quinta e você pergunta se ele beija bem? Por favor!

—Nossa! Eu já entendi! Mas como ele te encontrou?

—É... Depois do beijo sem querer eu deixei a mascara da Dama cair e não sei como, mas ele veio fazer uma entrega aqui em casa pra minha mãe e ele me reconheceu.

—Mas e agora?

—Agora eu não sei Jô! Ele quer me devolver a mascara lá na boate, mas eu confesso que eu tô com medo.

—Relaxa Jade! Eu vou com você. E o Lírio também! Mas e o seu plano como anda?

—Lento! A mamãe nunca mais saiu. E eu tenho certeza que se eu seguir a dona Lucrécia eu vou encontrar alguma pista sobre o meu pai verdadeiro.

—Você já conversou com os seus empregados?

—Cloro né Joaquina! Mas eu tenho certeza que a dona Lucrécia proibiu o Eduardo e a Eliza de falar alguma coisa pra mim.

—Você tem certeza, que quer conhecer seu pai?

—É tudo o que eu mais quero Jô! Sabe, às vezes eu fico pensando como ele é. Se vai gostar de mim. Ele deve ser muito legal e diferente da minha mãe.

— Eu gosto da tia Lucrécia! –Jade ri!

—Isso por que ela não é a sua mãe.

***

—Dama, Dama! –Dizia Cobra ao rodar a mascara em suas mãos lembrando-se da conversa que teve mais cedo com a mesma.

—E... Tá no mundo da Lua Cobreloa ?-Perguntou Luís ao entrar no Q.G.

—Que Mané mundo da lua o que! O que você que aqui?

—Nada, só vim te chama pra uma “ilegal” lá no galpão.

—“Ilegal?” Hoje não vai dar.

—Eiii... Recusando dinheiro Cobreloa?

—Não, até por que dinheiro é uma coisa que não recuso. Mas eu tenho negócios pra tratar se é que você me entende...

(risos)

***

—Vai sair Tia? -Perguntou Joaquina

—Sim querida. Irei a uma festa beneficente que academia organizou para as crianças carentes do subúrbio.

—Criança é?-Perguntou Ed! –Eu adoro crianças eu vou com você!

—Não Ed querido, não precisa. –Disse um pouco rápido.

—Mas Lucrécia eu...

—Ed meu bem lá vão ter crianças pra todo lado gritaria e eu sei que você presa o silêncio assim como eu. Eu só vou para marcar presença, pois sou membro, mas se não fosse... Não gosto de suburbanos! -Desdenhou!

—Se você diz assim! Tudo bem! –Disse Ed enquanto sua esposa lhe dava um beijo na “testa”.

—Tchau pra vocês meninas! –Disse Lucrécia saindo.

...

—É... Pai a Jô me chamou pra fazer algumas compras no shopping e a gente tá indo tá?! Beijo tchau! –Disse Jade selando a bochecha do pai. Pois aquele seria o momento ideal para colocar o seu plano em ação.

—Vem Joaquina anda. Se não a gente vai perder ela de vista.

—Calma eu tô indo.

Pov.on Jade

Tivemos que Pegamos um taxi para seguirmos a mamãe, pois se fosse com um dos nossos carros ela iria desconfiar. Seguimos em direção ao centro da cidade e mamãe inicialmente não havia mentido. Ela entrou em das galerias da academia e como ela havia falado estava rolando uma festa beneficente por lá.

Já se passavam das 19h00min da noite e a Jô já tinha ido embora, mas eu tinha decidido ficar, queria ver e marcar cada passo da minha mãe. Quando a vejo sair e pegar um táxi. Mas pra que a Dona Lucrécia pegaria um táxi se ela teria vindo no carro dela?

Continuei a seguindo e a mesma desceu num dos hotéis de luxo da cidade.

Pov. Stop Jade

***

—Pensei que não viesse mais!

—O que você que? Eu já disse que não quero mais nada com você.

—É, disse que não quer mais nada comigo, mas não perdeu a chance de vir aqui.

—E já me arrependi. Estou indo embora!

—“Pera ai, pera ai”. Lulu, você sabe que é única em minha vida. –disse Lobão segurando Lucrécia pelo braço enquanto bebia um gole de seu whisky. Vem aqui, vem! -Disse beijando seu pescoço. Já tem tempo que você não brinca com o lobão aqui...

***

Pov. Flow Jade

—Senhora, senhora! –Dizia o motorista chamando a minha atenção.

—Oi, oi! Aí eu não acredito eu dormir no carro! Não droga!!! –Bufei! –Me leva pra casa.

Cheguei em casa e já se passavam das 22h00min e a minha mãe já estava em casa pra minha surpresa! O meu pai continuava nas palavras cruzada e a Dona Eliza estava acabando de colocar a mesa pro jantar.

—Eliza, quando você acabar aí leva o meu jantar no meu quarto ok?! –pedi e ela assentiu com a cabeça.

—Não, Eliza! A Jade vai jantar aqui conosco. –Disse Lucrécia

—Vocês ainda não jantaram?-perguntei! Pensei que minha mãe havia “Jantado” no hotel.

-Não, eu ainda não jantei. E o seu pai estava esperando por mim então... Iremos jantar todos aqui.

—Tá bom! Eu vou tomar um banho e já desço.

—Não demore, por favor.

Entrei no chuveiro e tomei um banho bem demorado, a minha mãe não ia morre de fome. Deixei a água escorrer pelo meu corpo e tirar as prévias dores que aquele carro me causou enquanto dormia. Quando me dou conta que tinha algo a mais pra fazer essa noite.

—Droga!!!

Saio do banheiro e me troco rapidamente. Esse Cobra não tá de brincadeira e se eu bobear a minha mãe acaba descobrindo tudo.

Desço as escadas e já posso ver a mesa posta e os meus pais sentados a ela.

—Onde você pensa vai? –Pergunta minha mãe.

—É... mãe a Jô me ligou e....

—Senta-se à mesa!!!

—Mas mãe ela tá com um probleminha e eu não posso...

—Senta agora Jade!- Ordenou ríspida. –Hoje você não sai!

—Bufei e sentei-me a mesa. O “resgate da Dama” teria de ficar pra outro dia...

Pov. off Jade

***

Nossa quanto “luxo” num camarim só. –Falou enquanto observava as coisas que a Jade guardara em seu camarim. –Jade, Jade! Se depender de mim hoje você não escapa. Vou te fazer pedir por mais gatinha.

***

—Jade minha filha, você não tocou em quase nada. — Falou Ed observando o prato da filha, que estava a com a cabeça um pouco longe dali.

—Não estou com fome!

—Mas você agora a pouco disse que estava. Pediu ate que levassem seu jantar!

—Mudei de ideia! Posso me retirar?

—Não!-disse Lucrécia. O Jantar ainda não acabou! Eliza, por favor. A sobremesa!

—Como foi o lá na tal festa beneficente? — Perguntou Ed!

—Foi como tantas outras. –respondeu sem dá espaço a futuras perguntas.

—É... onde foi essa festa mesmo mãe? –Perguntou sua filha como quem não quer nada.

—Foi em uma das galerias da academia, Jade!

—Porque a Jô me disse que mais cedo viu você entra no Turner Plaza.

—Ela deve ter me confundido, querida!

-Não, ela disse...

—Senhorita jade, isso acabou de chegar pra junto com esse cartão. -disse uma das empregadas.

Pov. on Jade

—Pra mim?! –Pergunto. Se tratava de uma caixa azul e um cartão.

—Abre logo minha filha. –Disse Ed Curioso.

...

—Mas o que é isso! –Minha mãe falou com cara de espanto ao ver o que continha na caixa.

“Isso é pra você lembra que eu não estou de brincadeira minha Dama. Você também trabalha com isso?

Bj Cobra!”

—Bebida, pornografia, algemas e chicote! Jade?

Notas finais
Iiii, como a Jade vai se sair dessa em ? comentem, o seu comentário é muito importante !!! bj ;)