Tudo Pode Acontecer em Ny
7 Capítulo VII
Notas iniciais
Boa leitura e espero nao ter perdido meus leitores.
Eu ainda estava brigada com Johnny. Ele era um hipócrita cara de pau. Ele achou que eu não tinha um passado. Bom eu tinha um passado, mas como eu disse era passado. Pior de tudo era que eu não podia fumar na presença do Dylan.
O pequenino era minha companhia noite e dia. Johnny me evitava tão bem que passou a trabalhar mais que o necessário. Como ele estava me evitando, conseqüentemente ele estava evitando o Dylan. Ele já balbuciava suas primeiras palavras e arriscava seus primeiros passos.
– Papa – Eu sabia que ele queria perguntar sobre o Johnny.
– Own! Que bonitinho! Agora fala mamãe. – Eu tinha que distrair o meu pequeno solzinho.
– Papa. – Ele teimava em chamar o ciumento n°1 da faze da Terra. Pior que ate esticava os bracinhos.
– Não tem jeito, ele ainda gosta mais de mim. – Esticava os braços porque certo loiro ciumento estava atrás de mim. Eu não tinha percebido.
– Quanto tempo você estava nos observando? – Eu não estava encarando o Johnny.
– Desde quando vocês estavam brincando de carrinho. A Susan me chamou atenção por fazer isso tudo com você. – Ele já tinha pegado o Solzinho.
– Você contou a sua irmã nossos problemas? – Bom eu já tinha bons motivos para ficar com vergonha na presença dela, agora mais um.
– Não contei nada demais fique tranqüila. – Nisso ele beijou minha testa. – Desculpa? – Com aquela cara de gatinho do Shrek eu não tive como resistir.
– Só se você me desculpar também, eu disse coisas horríveis para você. Quero dizer que eu te amo muito e aquelas palavras foram da boca para fora. – Eu parei para respirar. – Eu não disse o que meu coração estava sentindo. Sinto muito. – Eu o abracei junto com Dylan.
– Vou por o garotão para dormir e depois nos conversamos. – Ele levou o anjinho dourado e sumiu pelo corredor do apartamento.
Enquanto ele ia para por Dylan para dormir, eu fui para o banheiro me preparar para dormir. Coloquei uma camisola da seda azul eu pouco acima do joelho. Estava penteando o cabelo na penteadeira do quarto, quando mirei o reflexo de Johnny atrás de mim pelo espelho.
– Fale. – Usei meu tom doce, afinal ele podia estar um pouco instável. Depois do ultimo episodio da bebedeira eu tinha certeza que eu não sabia do que o Johnny era capaz.
– Por que quis sair correndo da festa aquele dia? – Ele tinha que tocar em assunto delicado.
– Porque ainda não estou pronta para enfrentar o meu passado assim tão rápido. Eu conheci o Harry eu tinha acabado de entrar na faculdade com dezessete anos. Ele era veterano. Juro por Deus que eu não sabia das merdas todas que ele fazia, nem do pai dele. Quando fiquei eu terminei com ele. Agora o resto não interessa. – Eu implorava para que Johnny não quisesse saber mais.
– Eu acho que isto esta bom. A Susan me aconselhou a não perguntar nada, ela disse que melhor assim. – Ele estava olhando para minhas pernas enquanto concluía seus pensamentos silenciosamente. – Você ficou muito bonita com essa camisola, mas acho que você fica melhor do jeito que veio ao mundo. – Eu não respondi. Nós apenas compartilhamos uma doce cena de amor físico durante a noite.
Já era de manha quando o amor da minha vida teve que ir trabalhar. Coisas burocráticas do quarteto segundo ele. Eu fiquei com o coração na mão de deixar o Dylan com a babá, sei que Mary era um amor, mas sei lá deve ser coisa de mãe.
Tive que ir ate a gravadora para tirar fotos de divulgação para o cd, finalizei algumas faixas do cd. Fui informada da gravação do clipe que aconteceria na próxima semana, apenas dois dias de filmagem. Teria que deixar Dylan em casa de novo.
Chegando no edifício Baxter, eu resolvi subir ao andar do trabalho do meu marido (eu sei que era um tanto dramático dizer que ele estava longe de mim, mas ele estava).
– Oi Susan – Eu estava sem graça com ela. – Tudo bem? – Como pude me esquecer que Susan sabia dos conflitos entre nós.
– Oi Dorothy tudo ótimo, acho que quer falar com Johnny vou chamar ele. – Ela fingiu como se nada tivesse acontecido e isto era muito bom, era uma das muitas qualidades que eu admirava nela.
– Oi meu amor. – O Johnny não se conteve e meu deu aquele beijo no meio da ex-casa dele. – Não faz idéia do que você acabou de me salvar, eu iria virar cobaia do Reed. – Não entendi como ele poderia virar cobaia, mas não era para isso que eu vim.
– Você não vai acreditar no que aconteceu. Consegui vou gravar o clipe. Ah Johnny vai ser ótimo dois dias de gravação. Lá em Malibu. – Sorri feito uma criançinha.
– Malibu é? – Ele não tinha gostado muito da noticia. – Quer dizer que vou ficar dois dias sem você? Eu vou morrer! Vai levar o Dylan? – Ele me perguntava olhando um pacote de pipoca jogado no chão da sala. É casa estava um pouco bagunçada depois que nós três saímos. Susan não encontrou pessoas competentes para limpar depois.
– Não. Ele será uma ótima companhia para você, alem disso Mary vai manter a casa em ordem. Ela vai cuidar dos meus dois bebês. – Eu ri levemente provocando uma revolta de brincadeirinha em Johnny.
– Como vai pequena Dorothy? – Ben sorriu para mim enquanto chamava Johnny de fósforo.
– Vou bem. Dylan esta querendo uma visita sua e da Alicia. – Dylan tinha se fascinado com a pele do Ben.
– Nós vamos aparecer lá embaixo então. – Nisso ele sumiu pelo corredor resmungando algo sobre Johnny ter tirado sorte grande na loteria.
Me despedi do amor da minha vida e fui ate o nosso apartamento. Encontrei lá o pequeno desbravador da casa.
– Meu amorzinho por que esta correndo tanto? Assim você pode se machucar. – Ele não balbuciou nada apenas me abraçou e me encheu de beijinhos no rosto.
Era um tarde muito bonita então resolvemos passear pelo parque. Alguns paparazzi’s tiraram fotos nossas, mas nós nem ligamos. Nos divertimos para valer. Dylan brincou nos balanços, tomou sorvete e correu (leia-se tentou) atrás de alguns esquilos muito simpáticos do parque.
Voltamos para casa exaustos e o jantar já estava pronto (Mary era um anjo). Nos fizemos nossa refeição e como Dylan estava cansado resolveu ir dormir mais cedo. Fiquei esperando o Johnny chegar, mas quando ele chegou a cara dele não estava nada boa.
– O que foi meu amor? – Abracei pelas costas.
– Sr Godfrey nos convidou para um jantar. O quarteto e a minha família. – Era por isso que ele estava tenso.
– Oh! – Foi tudo que consegui esboçar. – Uma hora isso ia acontecer mesmo, mas não quero levar o Dylan. Não será um ambiente muito agradável. – Ele apenas me abraçou.
– Tem certeza que quer ir? – Ele me olhava no fundo dos olhos.
– Não vou deixar você ir sozinho. Aonde já se viu ver um pedaço de mau caminho desacompanhado. – Nós rimos.
– Sendo assim acho que vou ter que andar com você vinte quatro horas por dia. – Fui deitar e deixei Johnny se ajeitar. Estava um tanto tarde para mim.
Notas finais
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