Tudo Pode Acontecer
7 A caça as bruxas se inicia!
Notas iniciais
–Como se sente ao saber que não é uma Parke?
Só conseguir pensar “Ai meu Deus, FUDEU AGORA!!!”
O problema principal, o que vou dizer agora? Só essa que me faltava.
–O que você disse? –falei com ar de desentendida pra ganha tempo, Jake ainda continuava imóvel ao meu lado, quando o reporte que falou a frase que conseguir entender, disse outra vez:
–Eu disse senhorita “Parke”, -fazendo aspas com os dedos, o que causou os outros rirem e continuou, -Como se sente ao saber que não é uma Parke? –eu e meu primo nós entreolhamos, ah então ele é arrogante, bom ele vai ver o que é arrogância, mas na verdade vou me odiar cara, detesto ser assim.
–Você enlouqueceu? Bom na verdade, de onde tirou essa baboseira? –e dei um sorriso de canto e continuei. –Responda!
Quando outro reporte fez menção de responder, levantei a mão em forma que ele ficasse calado, e continuava olhando fixo para o que tinha dito, até que enfim ele disse:
–Bom, senhorita Meredith, é que vazou uma nota na internet...
Nem o deixei terminei o cortei, mas antes dei uma gostosa gargalhada, e disse ainda rindo:
–Então quer dizer que se sair na net que sou um et vocês acreditaram? Se disserem que eu tenho três pés vocês vão acreditar?
–Não senhorita, é que eu pensei...
–Não me interessa o que você pensou, acho que você não é pago pra pensar, e sim pra apurar a informação antes de sair por ai dizendo idiotices. Você sabe ler?
–O que a senhorita acha? Faço parte de uma das maiores redes de informação do mundo, e a senhorita não pode dizer como faço meu trabalho não passa de uma menininha mimada!
Eu nem me importei com o que ele falava, peguei minha bolsa que era uma espécie de tiracolo, e abrir, tirando minha identificação.
–Pois não parece, leia! –disse jogando pra ele, que foi hábil ao pegar, e continuei: -Está escrito ai que me chamo Meredith Gabrielle Alvares Parke, traduzindo a filha do empresário Otávio Parke e da melhor dançarina que o mundo já pode ver, Julieta Alvares. Vai dizer o que? Que a menininha mimada aqui inventou tudo? Ah e é verdade, de qual emissora é você mesmo?
Ele agora me olhava com receio:
–Sou da Times, uma empresa americana senhorita Parke! –agora não havia piada.
– Times...Times...Ah claro, a emissora que meu Pai é o principal patrocinador! –dei um sorriso de canto –Mas não se preocupe eu não vou fazer você perder seu emprego, ah e mais uma coisa, antes de sair dizendo que alguém é adotado pro ai, olhe fotos, porque no meu caso, sou idêntica a minha mãe só tirando os olhos que são como dos meu pai! E por favor não me sigam, afinal estou passeando! E tenha uma boa noite senhores!
E sai sendo seguida por Jake, e quando já estávamos longe dos reportes. Jake disse:
–Você não deveria ter falado daquele jeito com eles!
–Tá de piada né? Você queria que eu disse o que? Que dissesse que eu era adotada mesmo?! Você sabe que não posso falar, meu pai não quer que saibam!
–Taí, chegamos no ponto principal, porque o tio Otávio não quer que saibam? O que vocês escondem? –ele parou do meu lado me fazendo parar junto. Não entendia onde ele queria chegar.
–Que tal você começar a me conta onde arranjou aquela moto! –disse de forma suave.
–Isso não vem ao caso Meredith.
–Não me cobre algo que você não pode também me dá! –e sai andando, na verdade estava correndo. Nem sabia o porque disso, uma parte de mim dizia que eu deveria ficar longe ao máximo dele, mas porque? As perguntas se faziam parte da minha cabeça agora, e até que cheguei no estacionamento e sentir meu celular vibrar mais uma vez, ai quem deveria ser que estava me perturbando agora?
–Alô....
–Você tá onde? –a voz do outro lado da linha se fez ouvir.
–tou no estacionamento, vem me buscar! Tou me sentindo tão só! Por favor Drew! Você viu o que tá saindo? Descobrirão que não sou uma Parke! –as lágrimas já estavam começando a cair sem minha permissão.
–Mega não tou conseguindo te ouvir irmãzinha...onde você tá?
A ligação estava falhando, deveria ser o péssimo sinal do lugar.
–Ai que merda! É Mega, você deveria ter ficado em casa hoje! –falei comigo mesma.
–Concordo plenamente, você nem deveria ter saído de sua cama menina! –uma voz se fez ouvir por trás de mim.
POV JAKE
–O que foi que eu disse? Eu não deveria ter dito nada! Mas ve-lâ falando com os outros daquele jeito! Mas onde essa garota se meteu?
Dizia coisas sem pensa, e a procurava feito louco, como alguém pode sumi desse jeito, já liguei um milhão de vezes, mas nada! Ai Meredith onde você se meteu?
Ela acreditava que eu a conhecia desde que foi adotada pelos Parke, mas a verdade é que a conhecia desde sempre, fomos do mesmo orfanato, eu também fui adotado, e por ironia do destino, pela irmã da Julieta. Pela Elena, mas minha surpresa foi encontrar Mega no estado em que ela se encontrava, toda suja, seus cabelos dourados estavam grudados por lama seca, parecia que não se alimentava por dias, era horrível aquilo me dava um nó na garganta, mas minha surpresa foi maior ao ve-la aqui, em Londres, como ela tinha chegado aqui, sendo que erámos do pior orfanato do EUA, o Orfanato de Seattle, parecia mais um reformatório do que um orfanato mesmo. E quando Julieta viu a menina se encantou, quis cuidar, proteger, era assim que me sentia em relação a menina também, quis ter-la como filha. E mas graças ao trabalho do Otávio, que na época estava fazendo parte do cartório londrino, registrou-a como sendo filha do casal, na época ninguém soube, pois eles eram de classe média, então não foi problema. E hoje ninguém seria louco suficiente para enfrentar-lo. O Parke, havia se transformado em “dono” praticamente de Londres.
–Cara como sou burro! Ela só pode está no estacionamento!
Segui correndo, engraçado estava com mal pressentimento, o que a Mega ia se meter agora. Quando chego lá escuto a voz dela choramingando:
–Me solta vai! Isso é ruim, e eu já disse não sei do que se trata.
–Você acha que não estamos te procurando a anos! Menina a caça as bruxas se iniciou hoje!
–Jura, mas você vai solta-lá agora! –disse sacando minha arma, e apontando bem para o coração dele.
–Jake, não faça isso. –disse Mega, com os braços grudados em seu corpo, só podia ser telesinece.
–Jake?! Jake Blake?! A cara desculpa, cheguei primeiro! –disse o cara que mantinha minha priminha presa ainda.
–Solta ela cara! Não quero te machucar! –disse agora engatilhando a arma.
–Por que não funciona em você? –disse o filho da mãe.
–Dou lhe uma... dou lhe duas –dizia mirando e andando cada vez mais para não poder errar.
–Eu não sou o único que está atrás dela..
–Dou lhe três! –não deixei o terminar atirei nele sem dó ou piedade, a libertando finalmente.
–Jake você enlouqueceu? –Mega disse vindo na minha direção, só consegui pegar o braço dela, e falei perto do ouvi dela:
–Ele tem razão, a caça as bruxas começou hoje, temos que ir!
E saímos de lá deixando aquele corpo imóvel para trás.
Estávamos correndo pela cidade, até que sinto gotas caírem sobre nós, acho melhor pararmos, afinal ainda estávamos longe da casa da garota, entrei em um estacionamento, e pertencia um luxuoso hotel da cidade, tiramos o capacete, e ela desceu:
–De onde você tirou uma arma? O que você fez? Por que atirou naquele cara? E por que paramos aqui? Eu só quero ir pra casa!
–Tá chovendo se você chega em casa molhada seu pai me mata! E vamos com calma, não posso te contar nada, só confia em mim!
–Não, não quero ficar com um assassino, quem é você de verdade Jake Blake? E o que quer dizer com “A caça as Bruxas se inicia”? –ela parecia tão pálida, mas estava com medo isso era visível.
Eu fui me aproximando dela, já havia saído da moto, ela era baixa perto de mim, ela em resposta ia dando passos para trás, sem se dá conta que havia uma parede à suas costas, até que se chocou contra ela, e conseguiu proferir:
–Por favor Jake, não faça nada comigo!
–Eu nunca te machucaria! –a prendi com um braço, enquanto o outro colocava uma mecha dourada atrás da sua orelha. –Se eu quisesse já teria feito o que quisesse! Afinal você não ia suspeitar de seu primo ou iria?
–Não, você tem razão! Mas por favor não faça nada comigo, só me leva pra casa.
–OK, e como te disse não vou te machucar, só vou fazer o que você quiser! –disse com tom de malicia.
–A noite tava perfeita, mas como tudo na minha vida, precisar acontecer algo, eu esperava que essa noite terminasse bem diferente.
–O que você queria que acontecesse no fim? –disse me aproximando dela, mas sem tirar meu braço do lugar se quer.
–Nada demais, mas você disse que só faria o que eu disse, certo? –ela disse tom baixo, como se tivesse segredado pra mim, e só pra mim. –Então o que seria?
–Tem coisas que é melhor mostrar do que se dizer! –disse quase encostando nela, como queria ter-la nos meus braços.
–Então me mostre!
Nem perdi tempo a tomei pra mim, modelando o seu corpo esbelto e cheio de curvas no meu corpo, sua boca era o encaixe perfeito pra minha, como minha priminha tinha ficado gostosa desse jeito. Nosso beijo ficava mais urgente, já estava começando a ficar desconfortável minha posição, e passei minhas mãos pelas coxas dela até que segurei firme e argui sem demora a apertando mais contra a parede e meu corpo, suas pernas se entrelaçaram em minha cintura. Até que ficamos sem ar e ela disse com dificuldade:
–Temos que ir!
–Tá chovendo você não tá escutando a chuva lá fora? –e a coloquei no chão.
–Eu não vou dormir com você!
–Eu sei, mas não vou levar você assim!
–E o que vamos fazer agora? – ela disse ainda sem graça.
–Vamos dormir aqui ué! –eu disse pegando em sua mão e a levando pra dentro do estabelecimento. Ao entrar de fato no hotel, pudi ver o requinte do lugar, era pintando todo de branco, com decorações tudo de primeira, e fomos atendidos por uma moça bonita, e ela nós deu duas chaves, cada qual foi para seu quarto. Bem que minha vontade era dormir com ela, meu quarto era branco, a cama de casal bem feita, com lençóis bem felpudos, me jogando na cama, quando meu celular toca, só podia ser uma pessoa.
–Fala irmão! –fiz um minuto de silêncio para escuta-lo. –Não, agora não! Não posso dizer a ela quem sou, não antes de ter certeza de quem ela é!
–Como se sente ao saber que não é uma Parke?
Só conseguir pensar “Ai meu Deus, FUDEU AGORA!!!”
O problema principal, o que vou dizer agora? Só essa que me faltava.
–O que você disse? –falei com ar de desentendida pra ganha tempo, Jake ainda continuava imóvel ao meu lado, quando o reporte que falou a frase que conseguir entender, disse outra vez:
–Eu disse senhorita “Parke”, -fazendo aspas com os dedos, o que causou os outros rirem e continuou, -Como se sente ao saber que não é uma Parke? –eu e meu primo nós entreolhamos, ah então ele é arrogante, bom ele vai ver o que é arrogância, mas na verdade vou me odiar cara, detesto ser assim.
–Você enlouqueceu? Bom na verdade, de onde tirou essa baboseira? –e dei um sorriso de canto e continuei. –Responda!
Quando outro reporte fez menção de responder, levantei a mão em forma que ele ficasse calado, e continuava olhando fixo para o que tinha dito, até que enfim ele disse:
–Bom, senhorita Meredith, é que vazou uma nota na internet...
Nem o deixei terminei o cortei, mas antes dei uma gostosa gargalhada, e disse ainda rindo:
–Então quer dizer que se sair na net que sou um et vocês acreditaram? Se disserem que eu tenho três pés vocês vão acreditar?
–Não senhorita, é que eu pensei...
–Não me interessa o que você pensou, acho que você não é pago pra pensar, e sim pra apurar a informação antes de sair por ai dizendo idiotices. Você sabe ler?
–O que a senhorita acha? Faço parte de uma das maiores redes de informação do mundo, e a senhorita não pode dizer como faço meu trabalho não passa de uma menininha mimada!
Eu nem me importei com o que ele falava, peguei minha bolsa que era uma espécie de tiracolo, e abrir, tirando minha identificação.
–Pois não parece, leia! –disse jogando pra ele, que foi hábil ao pegar, e continuei: -Está escrito ai que me chamo Meredith Gabrielle Alvares Parke, traduzindo a filha do empresário Otávio Parke e da melhor dançarina que o mundo já pode ver, Julieta Alvares. Vai dizer o que? Que a menininha mimada aqui inventou tudo? Ah e é verdade, de qual emissora é você mesmo?
Ele agora me olhava com receio:
–Sou da Times, uma empresa americana senhorita Parke! –agora não havia piada.
– Times...Times...Ah claro, a emissora que meu Pai é o principal patrocinador! –dei um sorriso de canto –Mas não se preocupe eu não vou fazer você perder seu emprego, ah e mais uma coisa, antes de sair dizendo que alguém é adotado pro ai, olhe fotos, porque no meu caso, sou idêntica a minha mãe só tirando os olhos que são como dos meu pai! E por favor não me sigam, afinal estou passeando! E tenha uma boa noite senhores!
E sai sendo seguida por Jake, e quando já estávamos longe dos reportes. Jake disse:
–Você não deveria ter falado daquele jeito com eles!
–Tá de piada né? Você queria que eu disse o que? Que dissesse que eu era adotada mesmo?! Você sabe que não posso falar, meu pai não quer que saibam!
–Taí, chegamos no ponto principal, porque o tio Otávio não quer que saibam? O que vocês escondem? –ele parou do meu lado me fazendo parar junto. Não entendia onde ele queria chegar.
–Que tal você começar a me conta onde arranjou aquela moto! –disse de forma suave.
–Isso não vem ao caso Meredith.
–Não me cobre algo que você não pode também me dá! –e sai andando, na verdade estava correndo. Nem sabia o porque disso, uma parte de mim dizia que eu deveria ficar longe ao máximo dele, mas porque? As perguntas se faziam parte da minha cabeça agora, e até que cheguei no estacionamento e sentir meu celular vibrar mais uma vez, ai quem deveria ser que estava me perturbando agora?
–Alô....
–Você tá onde? –a voz do outro lado da linha se fez ouvir.
–tou no estacionamento, vem me buscar! Tou me sentindo tão só! Por favor Drew! Você viu o que tá saindo? Descobrirão que não sou uma Parke! –as lágrimas já estavam começando a cair sem minha permissão.
–Mega não tou conseguindo te ouvir irmãzinha...onde você tá?
A ligação estava falhando, deveria ser o péssimo sinal do lugar.
–Ai que merda! É Mega, você deveria ter ficado em casa hoje! –falei comigo mesma.
–Concordo plenamente, você nem deveria ter saído de sua cama menina! –uma voz se fez ouvir por trás de mim.
POV JAKE
–O que foi que eu disse? Eu não deveria ter dito nada! Mas ve-lâ falando com os outros daquele jeito! Mas onde essa garota se meteu?
Dizia coisas sem pensa, e a procurava feito louco, como alguém pode sumi desse jeito, já liguei um milhão de vezes, mas nada! Ai Meredith onde você se meteu?
Ela acreditava que eu a conhecia desde que foi adotada pelos Parke, mas a verdade é que a conhecia desde sempre, fomos do mesmo orfanato, eu também fui adotado, e por ironia do destino, pela irmã da Julieta. Pela Elena, mas minha surpresa foi encontrar Mega no estado em que ela se encontrava, toda suja, seus cabelos dourados estavam grudados por lama seca, parecia que não se alimentava por dias, era horrível aquilo me dava um nó na garganta, mas minha surpresa foi maior ao ve-la aqui, em Londres, como ela tinha chegado aqui, sendo que erámos do pior orfanato do EUA, o Orfanato de Seattle, parecia mais um reformatório do que um orfanato mesmo. E quando Julieta viu a menina se encantou, quis cuidar, proteger, era assim que me sentia em relação a menina também, quis ter-la como filha. E mas graças ao trabalho do Otávio, que na época estava fazendo parte do cartório londrino, registrou-a como sendo filha do casal, na época ninguém soube, pois eles eram de classe média, então não foi problema. E hoje ninguém seria louco suficiente para enfrentar-lo. O Parke, havia se transformado em “dono” praticamente de Londres.
–Cara como sou burro! Ela só pode está no estacionamento!
Segui correndo, engraçado estava com mal pressentimento, o que a Mega ia se meter agora. Quando chego lá escuto a voz dela choramingando:
–Me solta vai! Isso é ruim, e eu já disse não sei do que se trata.
–Você acha que não estamos te procurando a anos! Menina a caça as bruxas se iniciou hoje!
–Jura, mas você vai solta-lá agora! –disse sacando minha arma, e apontando bem para o coração dele.
–Jake, não faça isso. –disse Mega, com os braços grudados em seu corpo, só podia ser telesinece.
–Jake?! Jake Blake?! A cara desculpa, cheguei primeiro! –disse o cara que mantinha minha priminha presa ainda.
–Solta ela cara! Não quero te machucar! –disse agora engatilhando a arma.
–Por que não funciona em você? –disse o filho da mãe.
–Dou lhe uma... dou lhe duas –dizia mirando e andando cada vez mais para não poder errar.
–Eu não sou o único que está atrás dela..
–Dou lhe três! –não deixei o terminar atirei nele sem dó ou piedade, a libertando finalmente.
–Jake você enlouqueceu? –Mega disse vindo na minha direção, só consegui pegar o braço dela, e falei perto do ouvi dela:
–Ele tem razão, a caça as bruxas começou hoje, temos que ir!
E saímos de lá deixando aquele corpo imóvel para trás.
Estávamos correndo pela cidade, até que sinto gotas caírem sobre nós, acho melhor pararmos, afinal ainda estávamos longe da casa da garota, entrei em um estacionamento, e pertencia um luxuoso hotel da cidade, tiramos o capacete, e ela desceu:
–De onde você tirou uma arma? O que você fez? Por que atirou naquele cara? E por que paramos aqui? Eu só quero ir pra casa!
–Tá chovendo se você chega em casa molhada seu pai me mata! E vamos com calma, não posso te contar nada, só confia em mim!
–Não, não quero ficar com um assassino, quem é você de verdade Jake Blake? E o que quer dizer com “A caça as Bruxas se inicia”? –ela parecia tão pálida, mas estava com medo isso era visível.
Eu fui me aproximando dela, já havia saído da moto, ela era baixa perto de mim, ela em resposta ia dando passos para trás, sem se dá conta que havia uma parede à suas costas, até que se chocou contra ela, e conseguiu proferir:
–Por favor Jake, não faça nada comigo!
–Eu nunca te machucaria! –a prendi com um braço, enquanto o outro colocava uma mecha dourada atrás da sua orelha. –Se eu quisesse já teria feito o que quisesse! Afinal você não ia suspeitar de seu primo ou iria?
–Não, você tem razão! Mas por favor não faça nada comigo, só me leva pra casa.
–OK, e como te disse não vou te machucar, só vou fazer o que você quiser! –disse com tom de malicia.
–A noite tava perfeita, mas como tudo na minha vida, precisar acontecer algo, eu esperava que essa noite terminasse bem diferente.
–O que você queria que acontecesse no fim? –disse me aproximando dela, mas sem tirar meu braço do lugar se quer.
–Nada demais, mas você disse que só faria o que eu disse, certo? –ela disse tom baixo, como se tivesse segredado pra mim, e só pra mim. –Então o que seria?
–Tem coisas que é melhor mostrar do que se dizer! –disse quase encostando nela, como queria ter-la nos meus braços.
–Então me mostre!
Nem perdi tempo a tomei pra mim, modelando o seu corpo esbelto e cheio de curvas no meu corpo, sua boca era o encaixe perfeito pra minha, como minha priminha tinha ficado gostosa desse jeito. Nosso beijo ficava mais urgente, já estava começando a ficar desconfortável minha posição, e passei minhas mãos pelas coxas dela até que segurei firme e argui sem demora a apertando mais contra a parede e meu corpo, suas pernas se entrelaçaram em minha cintura. Até que ficamos sem ar e ela disse com dificuldade:
–Temos que ir!
–Tá chovendo você não tá escutando a chuva lá fora? –e a coloquei no chão.
–Eu não vou dormir com você!
–Eu sei, mas não vou levar você assim!
–E o que vamos fazer agora? – ela disse ainda sem graça.
–Vamos dormir aqui ué! –eu disse pegando em sua mão e a levando pra dentro do estabelecimento. Ao entrar de fato no hotel, pudi ver o requinte do lugar, era pintando todo de branco, com decorações tudo de primeira, e fomos atendidos por uma moça bonita, e ela nós deu duas chaves, cada qual foi para seu quarto. Bem que minha vontade era dormir com ela, meu quarto era branco, a cama de casal bem feita, com lençóis bem felpudos, me jogando na cama, quando meu celular toca, só podia ser uma pessoa.
–Fala irmão! –fiz um minuto de silêncio para escuta-lo. –Não, agora não! Não posso dizer a ela quem sou, não antes de ter certeza de quem ela é!
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