Tudo Para Não Te Perder.
9 Desespero
Notas iniciais
Preparem os guardas-chuva de ferro porque hoje vai chover canivete. GSKAHDKSGDFWSKHSLDH Eu poderia ficar um dia explicando o porque dessa demora pra postar, mas não, vamos direto ao capìtulo tão esperado.
As cenas na minha frente se passavam em câmera lenta na minha frente: O olhar de desespero de Jack, a expressão extremamente raivosa do treinador, que gritava sem parar com Jack, Carol ali, sentada, como se nada tivesse acontecido e, Tony. Jogado no chão.
Meu coração estava tão desesperado quando eu. Então entendi: Carol havia desligado o celular para conversar com Jack, que deveria estar no campo e não estava. Nisso, Tony levou uma pancada forte e estava jogado ali no chão. E o que eu podia fazer? Nada. Uma longa e extensa grade cercava o campo da arquibancada, Tony de mim. Fui puxada para um abraço apertado, que sempre me protegeu de todos os medos possíveis, não agora.– Ai meu Deus, Louis. Não quero ver isso. — escondi meu rosto em seu peito deixei as lágrimas caírem.– Ele vai ficar bem, Anne. Isso não foi nada. — ele acariciava meus cabelos. Arrisquei a olhar para o campo de novo. O treinador ainda gritava com Jack, que parecia nem ouvir. Ele olhava para tudo com tanto desespero quanto eu. Tony estava sendo colocado em uma maca, ainda desacordado. E de desespero, a sensação que percorria meu corpo passou para: pânico.– Vamos lá, Louis. Eu vou com ele. — eu disse, me soltando do abraço, mas sendo puxada de volta.– Nem pense. Você não pode ir lá. Vai ter que esperar. Eu esperaria. Esperaria Tony com toda a calma do mundo, por todo o tempo que fosse preciso. Ah, esperaria sim. Se eu não tivesse visto uma ambulância saindo de tras do vestiário, pelo fundo do ginásio, eu esperaria. Depois de vê-la eu olhei pra o Louis, já não sabendo explicar a sensação de pânico/horror/desespero. Ele viu isso em meus olhos, suspirou, pegou minha mão e começou a andar calmamente.– Nós vamos. Com calma. — ele disse. Minha vontade era virar um murro no meio da cara dele. CALMA?!?! Tony acaba de sofrer uma pancada que o jogou longe, saiu daqui em uma ambulância e Louis está me pedindo CALMA?! Tinha que ser esse irmão cara de bunda pra falar isso.– Louis. — tentei abafar toda minha raiva. — Eu quero estar com Tony, pra onde quer que ele esteja indo.– Anne. Se ele estiver indo pra um hospital, você só vai poder acompanhá-lo até a porta da sala de exames. Vai ter que esperar um tempão e isso vai piorar o seu estado. Fiquei calada e continuei a andar arquibancada a baixo. Louis tinha razão.–----------------------------- O hospital estava cheio quando cheguei. Aquelas menininhas da escola, que vontade de sair no tapa com elas. E com o Louis também. Ele fez questão de dirigir bem devagar. Parecia que era pra me atormentar. Mas eu sabia que não era. A unica coisa que fez aquelas meninas calarem a boca foi o médico, abrindo a porta da sala de espera. Ele ficou surpreso ao ver tanta gente.– Anne Garutty. — Ele disse, olhando uma menina a uma. Elas olharam pra mim. — É você?– Sim. — respondi.– Pode me acompanhar? — o médico disse, segurando a porta pra mim. Olhei em pânico para Louis. Eu não queria ir. Eu não queria passar por aquela porta e ouvir um "ele não resistiu". Mas eu fui. Minhas mãos estavam geladas, tremulas, assim como minha voz.– O-oque houve? — eu disse, com um nó na garganta, esperando o pior. O médico me olhou nos olhos, viu minha expressão.– Calma, menina. — ele curvou os lábios. — Ele quer falar com você. Naquele momento eu senti um alívio melhor do que aquele que a gente sente quando está com calor e pula na piscina. Naqueles que você está com fome e se entope de chocolate. Um alívio... Inesplicável. Abri a porta já com um sorriso, que foi retrubuído por Tony quando ele me viu. Ele estava sentado na cama, sem camisa. Havia um médico passando uma faixa em volta de seu peito.– O que houve? — perguntei.– A pancada que ele levou foi forte. Trincou uma costela, mesmo com todas aquelas proteções. — o médico respondeu. Olhei para Tony.– Você tá bem?– Agora, sim. — ele respondeu. O médico olhou pra gente.– Ela é sua namorada? — ele perguntou.– Na verdade, minha EX-namorada era aquela loirinha que estava aqui. — Tony disse, me deixando confusa.– Ah, sim. Bom, vou cabar de preencher uns papeis, esperem um pouco. — ele disse, saindo do quarto. Olhei pra Tony com uma sobrancelha arqueada.– Ex? — perguntei.– Ela veio aqui. Viu onde Jack estava no jogo? Ao lado dela. Jack é o amante dela. — ele disse como se não estivesse nem aí. — Não estou nem aí. — ele respondeu a pergunta que eu ia fazer– Ele é seu melhor amigo.– Era. Ah, não estou nem aí mesmo. Estou livre pra fazer outras coisas.– Outras coisas? O médico entrou, entregou uns papeis para Tony e o ajudou a sair do quarto. Saí ao lado de Tony e recebi varios olhares de desgosto quando saí na porta da sala de espera. "Que bom que está bem" , "eu estava preocupada" as menininhas falsas putas falavam. Tony apenas dava um pequeno sorriso.– Vai pra onde agora? — perguntei-o assim que chegamos na porta do hospital.
– Eu realmente não sei. — Ele olhava o céu, que começava a escurecer.– Sei que a porção da madrugada não cura isso, mas... Talvez cure a coisa... da Carol. Ele me olhou com uma expressão indecifrável.– Eu não estou aí pra ela. Nem pro Jack. Louis chegou atrás da gente, quebrando o clima tenso.– Eae Tony. — Louis sorriu. — Quebrou a lataria?– Quase. Só trinquei, mas vou ter que ficar tão parado quanto se tivesse quebrado. Meninos. Puft.– Quer carona? — Louis perguntou.– Não sei nem pra onde vou.– Que tal Kai's? — interrompi.– É uma boa. Saimos dali e fomos para o estacionamento. Tony sentou na frente no banco passageiro e começou a conversar sobre futebol com Louis. Eu não estava ouvindo. Minha cabeça ainda estava no "outras coisas". O que diabos seriam essas "outras coisas"? Faculdade? Maldito Tony.
Notas finais
Eita. Calma que tem mais treta. GSLSHFLSHDKSHDKSHDKSHS
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