Tudo O Que Acontece Em New York
2 Capítulo 2 - Chegando Em New York
Notas iniciais
Capitulo 2: Chegando em New York.
POV Rafaela
As estrelas a noite são tão lindas, vistas de um avião são mais lindas ainda. Suspirei, eu estava há duas horas naquele maldito avião, mas parecia que New York se afastava mais a cada segundo. Encostei a cabeça rente ao assento, nem um pouco confortável do avião. Fechei os olhos, adormecendo.
[...]
Assim que abri os olhos, percebi que havia um homem moreno de profundos olhos azuis me fitando. Ajeitei-me no assento e o encarei. Foi ai que percebi que o grande pássaro aéreo tinha pousado. Ele arrumou a gravata e com uma voz rouca se pronunciou.
— Meu nome é Mark Miller, sou um policial. _dizia ele, olhando no fundo dos meus olhos. – Esse avião se tornou uma cena de crime.
- U-uma cena de crime? _perguntei tremula. – Quem morreu?
- Não posso revelar detalhes do caso. _disse-me. – Qual o seu nome? E a sua idade? _questionou-me. Suspirei.
- Rafaela Taylor, eu tenho 16 anos. _ respondi indiferente.
- Seus pais sabem que você está em New York? _indagou desconfiado. Abaixei a cabeça, enquanto uma lágrima solitária rolava pelo meu rosto.
- Meus pais... Eles morreram num acidente a 6 meses. _respondi, secando a lágrima que descia pela minha face.
- Ah! Sinto Muito. _disse o tal de Mark cabisbaixo. – Mas, o que a senhorita está fazendo sozinha em New York?
- Eu vim à procura do meu irmão. _suspirei novamente, era doloroso lembrar-me de Steve, nunca o conheci direito.
- Mark venha ver isso aqui. _escutei uma voz masculina chamar o homem que estava a minha frente.
Mark caminhou até o outro homem, esse de cabelos castanhos encaracolados. Muito bonito por sinal. Levantei-me e andei até os dois homens, quando me deparei com uma das aeromoças morta.
Era a mulher que havia me atendido pouco antes de eu adormecer. Ela possuía um corte profundo na cavidade jugular, provavelmente feito por um canivete. A face da mulher estava pálida e os olhos entreabertos, com as pupilas dilatadas.
- O que foi David? _perguntou o moreno ao outro homem.
- A vítima possui uma laceração na entrada do canal vaginal. _começou o tal de David. Ah meu Deus, a mulher havia sido estuprada. – E ainda não sei quem ela é.
- O nome dela é Rosa Smith, tem 36 anos. _falei ambos me encararam surpresos.
- Você conhecia a vítima? _David me perguntou.
- Sim, era a única aeromoça no avião. _respondi. – Ela me atendeu pouco antes de eu cair no sono.
- Mark, havia apenas duas mulheres no avião. _um garoto de cabelos ruivos adentrou a cena de crime, trazendo consigo uma prancheta, a qual ele olhava fixamente. – a aeromoça se chamava...
- Rosa Smith. Já sabemos Jack. _David o interrompeu, analisando cada milímetro do pássaro aéreo.
Jack me encarou, seus olhos castanhos penetraram nos meus olhos esmeraldinos. O homem ajeitou a gravata e saiu do local. Suspirei, aquele garoto era um tanto assustador.
- Srta. Rafaela! _ouvia a grassa voz de Mark me chamando. Virei-me para ele, o fitando. – Você terá que se retirar da cena do crime. _assenti. – O policial Jack vai interroga-la.
- A-aquele homem vai... Interrogar-me? _questionei, tenho que admitir eu estava morrendo de medo daquele cara. – Por que não pode ser o senhor?
- Ok! Se a Srta. prefere assim. _suspirou, Mark olhou o teto do avião. – David, olhe isso.
Dito isso, o Sr. Miller apontou para o teto. Segui seu dedo e me deparei com uma câmera, estava escondida por entre algumas das malas.
- Ele está nos espionando? _questionei, segurando-me em um dos bancos. Por algum motivo eu estava tonta.
- Sim. _Mark disse. – Maldito...
- Mark! Acho que o nosso assassino dopou a vítima... _David pronunciou cada palavra num sussurro.
- Pode ser, mas o que fez você chegar a essa conclusão David? _indagou murmurando.
- Tem um estranho pó branco na garrafa de água, no qual a vitima estava bebendo. _respondeu o moreno olhando para a pista que encontrara perto do corpo. — Havia apenas duas mulheres no local, por que ele a matou?
- Alguma coisa deve ter saído errado. _falei. – O corte na jugular da vítima é proposital, e provavelmente feito por um canivete. A pupila dilatada sugere que ela foi sufocada, acho que na hora que estava sendo estuprada.
- Como sabe tanto sobre isso? _percebi o tom de desconfiança na voz do Sr. Miller, não é a toa que ele duvide de mim. Afinal, que garota de 16 anos saberia tanto sobre uma cena de crime, no qual eu estou, possivelmente, sendo uma suspeita.
- Estudei criminalística. _respondi. Vi os olhos de David brilhar.
- Incrível. Uma adolescente com estudos em criminalística, não é sempre que encontramos uma. _assenti em agradecimento pelas palavras ditas por David.
Maldição, minha tontura piorou. Sentei-me no assento do avião, de olhos fechados quando senti uma mão calorosa em meu ombro direito. Abri os olhos levemente, tudo rodava. Vi Mark me olhar preocupado, assim como David, depois tudo escureceu.
POV Rafaela OFF
[...]
POV Mark
Assim que notei que a loira havia sentado, fitei seu corpo por alguns instantes. Não é por menos que David tenha se encantado por ela, afinal Rafaela era uma garota muito linda e me lembrava de uma amiga da minha irmã. Realmente elas eram muito parecidas. Toquei seu ombro direito, e a Taylor abriu os olhos lentamente, me encarou e depois desmaiou. Sua pele empalideceu, sua boca estava ganhando rachaduras e de algumas partes saia um pouco de sangue. Tanto eu quanto David estávamos achando aquilo muito estranho. Toquei cautelosamente sua testa, estava quente. Cerca de uns 39º C.
- Mark! Preciso que apresse a investigação. _Jack disse enquanto adentrava o avião. – O chefe quer um relatório completo sobre a cena do crime na mesa dele até hoje à noite. _o ruivo fez uma pausa, encarei o relógio de pulso. Eram 09h25min. – O avião tem que ser liberado até amanhã de manhã.
- Está bem. _Jack preparou-se para sair novamente. – Jack espere. _ele me encarou indiferente. – Esta é a Srta. Rafaela Taylor, a outra garota do avião. Ela desmaiou há alguns instantes, e temo que ela tenha sido dopada ou até mesmo envenenada.
- Ah sim, eu estava mesmo à procura dela. _disse-me. – Ela era a única que estava no avião que não tinha aparecido ainda. _ele encarou a pequena, que respirava fracamente. – Vou leva-la para a ambulância.
Assenti. Jack pegou o corpo inconsciente de Rafaela e saiu do pássaro aéreo. Voltei à cena de crime, afinal eu teria muita coisa pra fazer.
POV Mark OFF
09h57min – New York aeroporto.
Um jovem policial ruivo estava à espera dos resultados feitos no corpo de uma adolescente – Rafaela Taylor. Encostado a um palanque, Jack esperava impacientemente pelo resultado. Alguns minutos depois, uma mulher de pele escura apareceu trazendo consigo um papel.
- Detetive Harris, aqui está o resultado da toxicologia. _começou, a voz fina ecoava por alguns cantos do cômodo fechado. – Foram encontrados traços de Boa noite cinderela na Srta. Taylor, porém esses resíduos estavam mais dissolvidos. Afirmando que ela tomou ontem à noite, ou até mesmo antes. _ajeitou os óculos e olhou novamente a folha. Continuou. – Ela possuía também veneno de rato, que foi injetado na coxa direita.
- O assassino iria mata-la também? _questionou o ruivo.
- Creio que sim. _David respondeu, aparecendo logo atrás da mulher. – Encontrei uma seringa contendo esse mesmo veneno na lixeira do banheiro. Acho que Rafaela se mexeu em seu assento e o assassino com medo da adolescente acordar, injetou o veneno.
- Faz sentido. _Jack se pronunciou. Abaixando a cabeça. – Kyra faça um exame de estupro.
- Ok! _a garota se retirou.
- Estupro? _questionou David arqueando uma das sobrancelhas. – Você acha que o assassino pode tê-la estuprado.
Jack concordou. Saindo em seguida, deixando para trás um David preocupado.
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