Tudo Junto e Misturado
9 Capítulo 9
Notas iniciais
A loira ficou alguns minutos sentada no sofá após Jane ter saído de sua casa. O beijo na sua bochecha de despedida da detetive tinha mexido com ela. Depois de alguns minutos, ela resolveu se levantar e ir tomar um banho, pois precisava se refrescar e tentar tirar a outra de seus pensamentos.
Maura tomou banho, vestiu uma camisola simples e foi direto para a cama dormir. Felizmente, ela conseguiu dormir rápido, o que ultimamente estava sendo difícil, pois ficava deitada, se revirando na cama, pensando em Jane.
Isles dormiu por algumas horas, porém ainda de madrugada acordou após sonhar novamente com Rizzoli. Não aguentando mais Jane perturbando seu sono, ela resolveu tomar uma atitude. Os sonhos eram bons, mas ela não aguentava mais essa tortura de sonhar com a amiga e estar junto dela pessoalmente e não poder toca-lá.
Então, Maura se virou na cama, se deitando de barriga para cima e resolveu se tocar. Ela se esqueceu por um momento de que achava isso errado , dando prazer a si própria. A loira começou a se tocar, tocou seus seios, apertando-os delicadamente no começo, depois com mais pressão. Ela fechou os olhos, imaginando que Jane estava ali naquele quarto, a observando. Isles desceu suas mãos para baixo em seu corpo, abrindo as pernas, deixando o clitóris bem acessível, tocando o órgão, passando os dedos em volta dele e também por toda a vagina descobrindo a melhor forma de se excitar. Agora Maura usou as duas mãos, uma continuava tocando o clitóris , enquanto a outra penetrava em seu sexo. Continuou os movimentos estimulando-os, sentindo mais tesão a cada segundo, ela insistiu nos movimentos, gemeu chamando o nome da morena baixinho. A repetição dos movimentos, mais os pensamentos em Jane fez com que ela chegasse às nuvens rapidamente.
Maura se sentiu mais relaxada após esse ato, tornou a fechar os olhos, esperando que o sono chegasse novamente e torcendo para que conseguisse dormir realmente até de manhã.
No dia seguinte, Maura levantou cedo, pois tinha que ir ao trabalho, se sentia feliz por ter conseguido dormir bem depois que se aliviou. Isso, ela se sentia bem mais aliviada depois de ter se tocado e aproveitado o que achou que era errado, porém bom demais.
Ela tomou um banho rápido e se arrumou para ir ao trabalho. Depois de ficar pronto, pegou sua bolsa e desceu para tomar café da manhã, encontrando Callie sentada na mesa, comendo a refeição da manhã.
— Bom diaaa. — Maura falou sorrindo e se sentando na frente de Callie na mesa. Seus olhares se encontraram e a amiga percebeu que Maura tinha levantado feliz, diferente dos últimos dias, onde tinha acordado mal humorada por ter sonhos que achava bons, mas desagradáveis com Jane.
— Huum, bom dia. Você está muito feliz, oque aconteceu ontem entre você e Rizzoli que eu não vi? Não me diga que se beijaram! Ela te agarrou assim como em seus sonhos? — disse Callie gargalhando, se divertindo ao provocar a amiga.
— HAHA Muito engraçado Calliope! — foi irônica em suas palavras. — Não aconteceu nada. Bom, aconteceu uma coisa, mas nada com Jane. Ela foi embora, logo após você sair da sala. — acrescentou. — Mas de madrugada... ahhh quer saber? Esqueça! Me deixe tomar café em paz, tenho que ir trabalhar e não quero me atrasar. — finalizou envergonhada, não tendo coragem para contar o que aconteceu a amiga.
— PARA COM ISSO! Por que você ficou envergonhada? O que aconteceu de madrugada? VOCÊ ESTÁ DE SACANAGEM COMIGO! Agora você vai me contar o que aconteceu! — disse rapidamente todas as palavras.
— Não é nada, termine de tomar o seu café.
— O CARAMBA QUE NÃO É NADA! Me conta Maura, vai, deixa de bobagens.
Callie tentou fazer uma carinha fofa, esperando convencer a amiga a contar o que tinha acontecido. Maura gargalhou alto ao ver a amiga fazendo aquilo, achou realmente fofo. Percebendo que ela não iria desistir de saber o que aconteceu, tomou coragem para contar a Callie.
— Eu posso até te contar, mas tem que me prometer que não irá comentar nada e me deixará sair para o trabalho sem falar nada.
— Maura, deixa de bobeira! — disse Callie sem deixar de gargalhar.
— Me prometa Callie ou então não te contarei nada!
— Ok, está bom, eu prometo. Mas agora me conta! — prometeu não escondendo sua curiosidade.
— Lembra da conversa que tivemos ontem enquanto eu tomava banho e você estava no banheiro?
— NÃO ME DIGA! — exclamou Callie entendendo imediatamente o que a amiga fez e o que estava dizendo. — EU TE FALEI. — finalizou , continuando gargalhando com a conversa da amiga.
Callie se divertia tanto com Maura, ela conseguia sempre tirar um sorriso de seu rosto. Quando ficava assim, toda envergonhada então, era encantador e muito divertido.
— MEU DEUS, VOCÊ JÁ ENTENDEU! Estou indo trabalhar Callie, tchau. — se levantou ainda envergonhada, pegou sua bolsa que tinha deixado no sofá na sala e saiu em direção a porta.
— Isso não é errado Maura, aproveite a partir de agora. — gritou , ainda sorrindo.
No trabalho, Maura fazia uma autópsia em um senhor de idade quando Jane chegou no necrotério, seus olhos brilhavam ao descobrir a origem de sua morte.
— Tenho a leve impressão de que você se diverte com os mortos. — disse Jane de cara fechada.
— É magnífico, o corpo humano é tão impressionante, suas funções, cada músculo. — disse, prometendo para si mesma em pensamentos que não iria pensar na madrugada que teve .
— Não é não, mas já achou a causa da morte?
— Já, ele teve contrações prematuras do ventrículo, as mais comuns de todas as arritmias. Na ausência de doença cardíaca, não são de significância clínica, porém em pacientes com doenças coronariana, representam um perigo constante de taquicardia ou fibrilação ventricular e morte súbita mas….
— Chega! Para com isso e me fale em termos não médicos.
— Ele se drogou, então passou mal e morreu.
— Não era mais fácil ter falado isso?
— Não, assim estou falando errado.
Jane fez uma careta para ela, Maura conseguia ser muito irritante quando começava a falar em termos médicos com Jane.
Rizzoli ficava irritada, mas no fundo de si, amava quando Maura começava a falar desse jeito. Ela era tão esperta e incrivelmente fofa, que Jane se encantava por ela cada dia mais.
Elas deixaram o assunto do trabalho um pouco de lado e conversavam sobre coisas que ambas gostavam, tentando se conhecerem melhor. Em um momento da conversa, Isles quis saber mais da relação de Jane e Arizona, no começo a morena se recusava a falar sobre esse assunto.
— Por que falar sobre ela?
— Porque vocês moram no mesmo apartamento, dividem contas e são amigas.
— Eramos, passado.
— Você nunca errou? — Maura a olhou de uma maneira tão fofa.
— Não.
— Jane! — falou tentando soar brava , porém só conseguiu ficar ainda mais fofa. O jeito que ela disse "Jane" foi tão Maura.
A detetive estava tentando com todas suas forças não agarrar essa mulher que estava na sua frente, mas ela temia não conseguir, pois tudo o que Maura fazia ou falava, a tornava irresistível.
— Está bom, já errei sim, mas o que ela fez.
— Então quero que saiba, o que você me fez ontem, não tem perdão. Eu poderia estar feliz, muito feliz agora. Fazer sexo libera imunoglobulina A, evita resfriados, te deixa alegre, mas não, estou aqui, sem sexo e muito furiosa.
— MAURA! — retrucou.— Ok, já entendi, eu também errei, vou falar com ela, pedir desculpas, pois também fiquei com frescura, está feliz agora?
— Muito.
Ambas ficaram em silêncio por uns segundos, Maura então resolveu chamar Jane para seu escritório, para conversarem mais um pouco, pois o trabalho estava bem adiantado.
— Você tem razão Maura, eu e Arizona precisamos conversar e nos acertar. — concordou a detetive mais uma vez, sentada agora de frente para Maura, que se encontrava em sua mesa no escritório.
— Precisam mesmo e quando se acertarem, podemos sair todas juntas, será tão divertido.
— Espero que não seja como a noite de noite.
— AHHH NÃO JANE! — percebeu o que a morena queria dizer. — Você nem conhece o Fernando e já agiu daquela maneira com ele. Eu estou tentando esquecer o que aconteceu, mas você não está colaborando.
— Mas Maura...
— Mas nada Jane, passou, acabou. Vamos esquecer a noite de ontem.
— Você está certa! — disse Jane, mas sua voz ainda revelava ciúmes, porém Maura, não percebeu.
Continuaram conversando por mais alguns minutos, Maura fazia planos para elas saíram juntas mais vezes, com Callie e Arizona também. Depois de uma conversa animadora, Jane subiu para seu local de trabalho, a pausa tinha sido muito boa e conversar com a amiga era sempre maravilhoso.
Quando aquele dia de trabalho terminou, Jane se encontrou novamente com Maura na saída, conversaram rapidamente e ambas seguiram para suas próprias casas.
Quando Jane chegou em casa, Arizona estava sentada no sofá, com os olhos fechados, mas escutou a detetive chegando e a sentiu se sentando ao seu lado.
— Podemos conversar? — perguntou Jane. Sua voz estava calma, baixa e um pouco rouca.
— Podemos.
— Quero te pedir desculpas, pela forma que me comportei, fui muito imatura e você não merecia isso.
— Eu merecia sim, te trai, você que não merecia isso. Não precisa me pedir desculpas, amigas novamente?
— Sim, sim, amigas de novo . — Jane a puxou para perto de si, a abraçando. Ficaram um bom tempo abraçadas, até Arizona perceber que ela já estava dormindo em seu ombro, então a arrumou no sofá, cobrindo-a com uma manta leve.
Arizona resolveu preparar algo para ela e Jane comerem. Agora que elas tinham conversado e estava tudo bem, pretendia recuperar a grande amizade que ambas tinham antes e fazer as coisas que costumavam fazer juntas novamente. Tirando a parte do sexo, é claro, agora que estava tudo bem, ela sabia que só seriam amigas e isso era bom, porque o que sentia por Jane no momento era somente amizade, uma grande amizade.
Ela preparou sanduíches e suco, colocou-os em uma bandeja e levou para a sala onde Jane se encontrava ainda dormindo. Tinha preparado esse lanche rápido, pois percebeu que a amiga chegou cansada e precisava dormir.
Arizona colocou a bandeja na mesinha ao lado do sofá,
sentou na beirada do móvel, próxima a detetive,tocando o braço de Jane levemente,a chamando para comer.
— Jane, acorda.
— Não, me deixa dormir. — disse com os olhos fechados.
Jane ficava tão linda quando resmungava para não acordar. Isso sempre acontecia, podia ter acabado de dormir, que se a chamassem, ela resmungaria de mal humor, não querendo acordar.
— Eu fiz sanduíches para a gente, você precisa comer e ir tomar um banho. E após fazer isso, você poderá dormir até amanhã, sem ninguém te interromper. — falou carinhosamente para a amiga, tocando-a novamente para levantar.
Jane percebendo que Arizona estava certa, se sentou no sofá, comeu com ela , conversando e ambas sorrindo. Após comerem Arizona se despediu de Jane, com um beijo na testa, indo dormir e a amiga foi tomar um banho, deitando na cama e se entregando ao sono logo em seguida.
No dia seguinte, no hospital,Callie estava no elevador quando avistou Arizona vindo em sua direção e segurou a porta.
— Bom dia Calliope.
— Bom dia, tudo bem?
— Sim, muito bem. A Jane me perdoou, ontem conversamos e agora estamos bem. Sabe, eu gosto bastante dela, ela é uma amiga maravilhosa. — Arizona disse, dando um abraço em Callie.
— Que bom. — Callie se afastou com vergonha.
— Me desculpe, é que estou muito contente.
— Tudo bem, somos amigas.
— Somos? — seus olhos se arregalaram.
— Eu reparti uma pizza com você, mas se não quiser ser minha amiga eu entendo.
— NÃO, é que eu pensava que você não ia muito com a minha cara.
— Não cheira e nem fede.
— Como?
— Nada não. — falou sorrindo.
— Que tal almoçarmos? — perguntou Arizona.
— Agora?
— Não, na hora do almoço, não tenho nenhuma cirurgia, então posso ir em algum restaurante e comer algo que não tenha gosto de hospital, vamos juntas.
— Está bem, se até lá não me aparecer nada.
A relação de Jane e Arizona estava como antes delas discutirem, agora ainda mais forte. A amizade entre elas era realmente linda, uma contava para a outra sobre seus segredos, pensamentos. Elas falavam de vários assuntos, desde o que Jane estava sentindo por Maura até os sentimentos de Arizona por Callie. Uma sabia que podia contar com a outra para qualquer coisa.
Jane se arrependia de ter ficado chateada com Arizona, só de pensar que podiam não terem se acertado, agradeceu a Maura em pensamentos por ter a praticamente forçado a conversar com amiga. Viver sem ter Arizona em sua vida, cuidando de si, seria doloroso demais e ela nem queria pensar nisso acontecendo. Robbins também não podia, não queria imaginar uma vida sem ter a amiga mal humorada longe de si, ambas se amavam muito.
Maura e Callie eram só amores também, a amizade entre elas continuava maravilhosa. As quatro eram muito sortudas por terem as amigas em suas vidas.
Na semana seguinte, a segunda-feira amanheceu chuvosa e fria, havia um homicídio dos grandes, envolvendo crianças sequestradas a anos, Maura olhava um corpo de uma moça por volta dos dezenove anos, fora jogada de uns seis metros de altura, não poderia dizer se foi morta ao ser jogada ou pelos golpes. Seu corpo estava bem machucado, com marcas de que fora presa por muito tempo pelos braços e pernas.
Estava tão concentrada no caso que não percebeu seu telefone tocando, logo foi desligado e em seguida mandaram uma mensagem, Jane entrou no lugar e foi direto ao seu celular.
— Está piscando.
— Não posso olhar agora, venha ver como ela está machucada. — tocou novamente, outra mensagem, ela ergueu o braço, com vários machucados roxos.
— A machucaram tanto, não posso dizer ainda se ela morreu ao ser jogada ou por ser tão espancada.
— Coitada, não sei como essas pessoas não sentem nada ao machucar um ser humano.
— Talvez eles até sentem algo, mas deve estar reprimido, não que esteja do lado deles, mas nunca saberemos a verdade por trás disso.
Depois de vê-la e fazer suas anotações, foi até o telefone e um enorme sorriso brotou em seu rosto.
— Quem é? — Jane perguntou curiosa.
— Ninguém, não é importante.
— Como não, você sorriu, um sorriso estranho.
— Não seja curiosa, era só uma mensagem. — chegou mais uma e sem poder evitar sorriu novamente.
— Maura você está me assustando.
— Um amigo de faculdade, só isso.
— Está transando com ele? — falou Jane , demostrando mais uma vez com suas palavras, seus ciúmes por Maura.
— NÃO, mas se eu for ir transar com ele, você não ficará sabendo, para não ocorrer o mesmo da noite passada.
— Nossa, pensei que eramos amigas. — cruzou os braços e fez um bico.
— Mas somos amigas, pode deixar, depois de transar com ele eu te aviso e conto os detalhes.
— Que grossa. — Jane saiu da sala.
Maura esperou um pouco, esperando que a detetive estivesse bem longe dali e retornou a ligação.
— Como conseguiu meu número?
— Quando nós homens nos interessamos por uma mulher da sua beleza, fazemos de tudo para conseguir o número, quer ir almoçar?
— Almoçar? — sua voz representava que não estava interessada em comida e sim em outra coisa.
— Melhor, quer vir aqui no meu apartamento, cozinhamos alguma coisa, o que você acha?
— Ótima ideia.
Ele lhe passou o endereço e ela saiu de seu escritório. Jane a barrou na porta do prédio, mas ela conseguiu se esquivar dela rapidamente, saindo dali sem trocar mais palavras com a amiga e seguindo para o endereço que o homem tinha lhe passado.
Callie e Arizona saíram para almoçar e no carro o telefone de Callie toca.
— Não acredito. — disse, pensando ser do hospital, mas ao ver que era Jane fica aliviada. — É a Jane. — comenta com Arizona que estava dirigindo, colocando o celular no viva voz. — Oi, aconteceu alguma coisa?
— Não, mas queria saber se Maura lhe disse alguma coisa sobre um amigo de faculdade, porque ela foi se encontrar com ele hoje.
— E?
— Callie, eu me importo com ela, não quero a ver sofrendo.
—Não, ela não me disse nada, mas se eu descobrir alguma coisa eu te aviso.
Arizona solta uma risada e Jane a escuta.
— Está com Arizona?
— Sim, vamos ir almoçar, quer vir junto?
— Não, não teria coragem de estragar o almoço de Arizona. — Callie se sentiu envergonhada.
— Tomara que Maura esteja se divertindo muito com esse amigo dela, ela precisa de um boy magia.
— Bom almoço para vocês. — gritou, estressada por ter ouvido aquilo da amiga de Maura.
Callie bloqueou o celular e o guardou.
— Creio que Jane está com ciúmes. — falou Arizona se divertindo.
— Também acho, parece que ela saiu com um amigo de faculdade. — Callie também se divertia com o que estava acontecendo.
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