Tudo Junto e Misturado
7 Capítulo 7
Notas iniciais
A relação de Jane e Arizona ainda não tinha melhorado, falavam apenas "oi" e "boa noite", alguns desses comprimentos dados por Jane com irritação, ignorância. Arizona tentou falar com ela, mas ela se recusava, dava alguma desculpa, que estava atrasada ou qualquer outra coisa.
Arizona chegou no hospital com grandes olheiras, na noite anterior ficou batendo na porta do quarto de Jane, mas ela nem a atendeu.
Arizona estava entrando no quarto de descanso, já que sua cirurgia seria daqui a duas horas, quando entra no quarto Callie estava lá, deitada, toda indefesa. Arizona entrou, fechou a porta com cuidado, se ajoelhou bem próxima dela, seu olhar percorreu por toda extensão de seu corpo, desde o nariz, já que os olhos estavam tampados com um travesseiro, fez o contorno da boca e se demorou um pouco por ali. Em um instinto normal quando se deseja muito beijar alguém, ela passou a língua bem devagar pelo lábio inferior, isso era novo pra ela, ficar com uma mulher já era algo de anos e anos, desde adolescente já sabia que era lésbica, nunca tentara ficar com rapazes, mas com Callie era diferente, seu coração palpitava quando a sentia por perto, sempre que fazia as pessoas rirem olhava em volta para ver se ela estava lá também, seu olhar a procurava em qualquer lugar, mesmo sabendo que ela não estaria ali, aproximou os lábios dos dela e quando quase se tocaram, Callie se movimenta se despertando, fazendo com que Arizona se levantasse rapidamente indo para perto da porta, fingindo a fechar.
— Me desculpe, não sabia que você estava aqui, a porta estava destrancada e….
— Tudo bem, aqui é um quarto de descanso, tem mais duas camas.
— Tudo bem. — se deitou na cama ao lado, assim dava para a ver perfeitamente.
Callie puxou o travesseiro e quando estava quase pegando no sono, sentiu aquela sensação de estar sendo vigiada.
— Já está dormindo? — perguntou Arizona.
— Ainda não, por quê?
— Jane ainda não quer falar comigo, já pedi desculpas, mas...
— Você a traiu, ela está magoada. Poxa! Ela confiava em você e de repente você a trai.
— Não foi porque eu quis, eu gosto dela, mas como amigas e não quero perder essa amizade e ela agora gosta da Maura.
— Sim, mas foi a maneira que você a traiu, você simplesmente começou a ignorá-la e depois despejou tudo em cima dela, sem nenhuma consideração.
— Pode falar com Maura para ela ver se consegue fazer alguma coisa, eu sei que ela vai escutá-la.
— Tudo bem, mas agora dorme.
Passaram uma hora, o sono foi tranquilo, ninguém batendo na porta, nem o bipe tocou, mas com um só toque ambas despertaram, pulando da cama, com o pulo ficaram bem próximas e Callie arrumava a roupa bem na hora que Mark apareceu.
— HAHA, perdi alguma coisa? — falou Mark.
— Cala boca, você perdeu uma hora de sono. — olhou para Arizona, falar isso a deixou um pouco melhor já que algumas coisas passaram em sua cabeça. — poderia ter tido alguma coisa a mais, porém você não respondeu meu bipe.
— Ei, não sou só um brinquedinho sexual, eu tinha uma plástica em uma menina que foi atacada por um cachorro, mas se ainda tiver tempo.
— Não, ela não tem tempo, nossos bipes acabaram de tocar, você vem Callie?
Mark e Callie trocaram olhares rapidamente, Callie sentiu que ele falaria alguma coisa que não prestasse, então tomou logo o rumo.
— Vamos Arizona. — sem prestar atenção colocou sua mão nas costas dela a guiando para a porta. Arizona sentiu um arrepio com seu contato.
— Vai me deixar assim com vontades?
Callie não respondeu, somente passou, o empurrando com o ombro, derrubando ele na cama.
Maura começou a trabalhar no departamento de policía com Jane. Quando chegou no trabalho se encontrou com Jane, que a apresentou a alguns colegas de trabalho e também levou Maura para conhecer o lugar. Jane levou Maura para conhecer o escritório onde trabalharia a partir desse dia.
Já no primeiro dia de trabalho, Maura trabalhou bastante e conseguiu junto com Jane resolver um caso muito importante.
O dia passou rápido e quando Maura viu, já era hora de ir para casa, e ainda não tinha anoitecido. Ela estava saindo do prédio e encontrou com Jane novamente, que a convidou para ir a um bar de noite com amigos para comemorarem o caso que resolveram. Maura aceitou, combinando com Jane o endereço do lugar onde os encontraria mais tarde.
A noite Callie chegou em exausta em casa, tinha ficado em uma cirurgia por várias horas. Procurou por Maura na cozinha e a escutou no banho, sem nenhuma delongas abriu a porta e abaixou a calça, calcinha e se sentou no vaso sanitário.
— Ei, você tem seu próprio banheiro!
— Tudo o que você tem eu também tenho, só que algumas coisas são maiores. — puxou o boxe e com isso Maura tentou se cobrir, puxando a toalha rapidamente. — Tente falar com a Jane, Arizona está arrependida do que fez e não consegue de maneira alguma retomar a amizade.
— Amizade, você sabe muito bem que o que elas tiveram não era amizade!
— Está com ciúmes?
— NÃO. — gritou fechando o boxe com força. — Jane está ressentida, confiava nela, então você se encontra com ela no serviço?
— Não, estava no quarto de descanso quando ela entrou e como lá é um lugar de dormir, ela me falou tudo isso, converse com ela por favor.
— Tudo bem, mas só se você começar a usar o seu banheiro, me entendeu?
— Okay, vamos pedir uma pizza?
— Não dá, vamos a um bar, Jane me convidou e….
— Está me trocando pela Jane?
— Não é isso, é que resolvemos uma longa investigação, foi o meu primeiro caso , ai vamos a um bar, é claro que terá mais pessoas.
— Parabéns Maura, sabe o que eu fiz hoje? Criei ossos, usei minha magnífica cartilagem em uma jovem que sofreu um acidente de moto, quebrou uns cinquenta ossos. Eu a remontei, dei a vida de novo, sou uma artista. Cara, nunca tinha pensado assim, mas sou muito boa no que faço, uma Deusa da Ortopedia.
— Já entendi, você é a Deusa, me desculpe se trabalho com mortos, mas tenho que festejar, vem com a gente?
— Jamais, você e ela no mesmo lugar é muita melação para uma pessoa só, eu quero mesmo é uma pizza e dormir. Ei, está aprendendo a viver à vida fora de casa, boa garota.
— Callie — sua voz agora um pouco mais séria. — Posso fazer uma pergunta? Mas que seja uma resposta sincera, sem brincadeira e sem risadas, por favor.
— Tudo bem. — se levantou, deu descarga, lavou as mãos e ficou na espera.
— Ontem eu tive um sonho, um pouco fora do comum, eu, eu e a …
— Maura pode desabafar, coloque para fora o que for, não precisa ter vergonha, foi só um sonho. Nossa, já tive cada sonho, acredita que sonhei que estava com o Mark e mais uns três homens, todos me tocando, foi uma loucura, no dia seguinte tive que chamar o Mark por volta das quatro da manhã, foi uma loucura, mas matou minha vontade, agora continue.
— Sonhei com a Jane, estávamos nos beijando, nos tocando sensualmente, se não tivesse caído da cama teria rolado muito mais e isso está me matando, porque não foi a primeira vez que sonho com ela e é muito ruim chegar no serviço e ver ela lá. Parece que ela vai saber que sonhei com ela, vai pedir alguma satisfação por isso e vi uma coisa na internet que quando sonhamos com alguém essa pessoa não consegue dormir, então ela deve estar com muita, muita raiva por não poder dormir.
— Calma, desde quando acredita nessas coisas? E ela não vai saber que você sonhou com ela, a menos que você fale .
— Isso está me deixando louca!
— Usa o chuveiro, os dedos ou algo melhor. — ainda bem que Maura não podia ver a expressão de Callie, pois seu sorriso era malicioso.
— Hã, como assim?
— Como assim? Maura, está falando sério? — Callie puxou o boxe novamente, Maura tentou puxar a toalha, mas Callie não deixou. — Sou médica, vejo gente pelada o todo tempo. — Com o braço Maura tentava cobrir os seios e a mão estava lá em baixo tentando se cobrir. — Não acredito que nunca se satisfez sozinha?
— Não. — estava envergonhada, apenas uma mulher na vida inteira a viu pelada e foi sua mãe. Sentia seu rosto ardendo, Callie mantinha o olhar no seu.
— Nossa, pensei que nunca veria isso, nem seus namorados pediam isso, para o próprio prazer deles? Maura que tipo de namorada você era?
— Das conservadoras, Callie pare de me olhar!
— Não, como você acha que vai ter alguma coisa com ela se tem vergonha!
— E quem disse que vou ter alguma coisa com ela?
— Seu coração, sei lá, mas seu corpo pede, sua mente fala não, porém sua boca solta um ... — soltou um gemido. — Ai Jane, vem quero mais, quero te sentir.
— Nem acredito que comentei isso com você!
— Usa o chuveiro ou os dedos, pare com isso, pense que é ela.
— Você já fez isso?
— Quem não faz!
— E agora?
— Não!
— Por que não?
— Porque agora eu tenho o Mark e ele usa muito bem sua ferramenta e outras coisas. — Callie a empurrou de leve, molhando um pouco o braço, pegou o chuveirinho e a entregou.— Tome use isso e seus belos dedinhos, você sabe do que gosta, já que é seu corpo, eu vou ver as roupas que você separou, se divirta.
Maura encarou o chuveirinho e o largou, seu corpo tremia com a possibilidade , mas respirou fundo e acabou o banho.
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