Lutar é minha vida, a fome que tenho é de briga e a sede é de ver sangue. A única coisa que sei sobre mim é que moro no 80º quarteirão de Rukongai, na região de Zaraki, e que não é um lugar para fracos. Ah sim! Também sei que tenho 60 anos de acordo com meu aniversario.

Acho que comecei a minha paixão por lutas muito novo, já que eu não sei quem são meus pais, a que família pertencia e muito menos se eu realmente pertenço à zona de Zaraki. Sempre fui sozinho, sobrevivo de todas as maneiras, roubei para ter o que precisava, matei aqueles que tentaram me impedir e descontei toda a minha tristeza em brigas.

Com 51 anos, encontrei uma espada enquanto me dirigia de volta há minha pequena cabana,encontrei-la em uma floresta pelas redondezaseu não sabia usá-la e assim que toquei sua lamina afiada e senti o sangue correndo em minhas mãos, entendi que era o brinquedo que eu sempre pedi, nada mas me impediria de me vingar deste mundo por não ter uma identidade, sem saber quem sou eu.

Agora já é de noite, essa hora não é recomendado para que ninguém saia de suas casas pois muitos ladrões, assassinos, corruptos saem pelas ruas tocando o terror. Resumindo a hora perfeita para mim.

Ajeito meus trapos que visto, um quimono que achei e uma calça velha, como transpiro muito não suportei ficar com mangas e logo as arranquei.

-Que comece o massacre. – Logo peguei minha Zanpakutou e fui ao encontro da diversão.

Sai de minha cabana, e logo comecei a correr, minha rapidez vem ao fato de minhas pernas serem grandes, afinal 2,02 não é pra qualquer um.

Enquanto corria, entrei em uma estreita passagem, que eu pensava ser um atalho, mas logo percebi que se tratava de um beco sem saída. Posso ser rápido, mas nunca fui bom em acerta direções mesmo morando 60 anos em Zaraki.

Qualquer idiota espero eu, sabe que becos sem saída é um chamariz enorme para viados covardes que adoram se juntar em bandos e atacar covardemente. Logicamenteé o que vai acontecer agora.

- Olha, olha, olha... Mas que cara bizarro, vindo em um beco a essa hora neste lugar? Esta pedindo para morrer? – Me dizia um cara com cara de bêbado e segurando um facão. Nisso é claro foram se aproximando mais e mais vândalos diria que pelo menos uns 7 estavam lá.

Dei meu sorriso torto, e é claro respondi do mesmo jeito que aprendi a me educar.

- PFFTTTT!!- Cumprimentei-lo com um cuspe na cara e finalizando minhas gargalhadas que ecoaram naquele lugar sórdido. O cara não gostou muito pela cara que ele fez de nojo misturado com raiva era uma satisfação para mim.Seus comparsas estavam tão chocados com a cena que ficaram estáticos por algum tempo sem saber qual reação teriam, devem pensar que ou eu tenho problemas mentais ou eu realmente quero briga.

- Ora seu! – O da cara cuspida logo correu até mim, com o facão em uma posição contraria a minha, conheço aquele movimento, quando era mais novo ganhei minha primeira cicatriz com um desses facões posicionado da mesma forma, o propósito é avançar um pouco mais a frente de seu oponente e consegui-lo cortar na parte abdominal.

- E vocês, andem logo e ataquem junto comigo! — Ele gritava enquanto chegava perto de lançar seu golpe, era irônico o resto do bando ainda estava meio chocado com o que tinha acontecido provavelmente aquele deveria ser o capitão.

- Sim! Vamos! Pegue ele! Vai morrer! – Eram os gritos que eu escutava, apenas bocejei eram somente garotos tolos que se achavam donos da rua e roubavam pobres e indefesos.

Quando todos chegaram ao mesmo tempo na estratégia de um corta o resto tenta distrair simplesmente use um pouco de energia espiritual e avancei com tudo poder em cada um deles e ainda tinha tempo de sobra para retalhá-los a cada adversário.

Foi uma perda de tempo, oponentes fracos e sem nada de muito precioso, peguei a miséria que eles tinham de ouro, dei uma olhada nos corpos daqueles covardes para ver se realmente tinham morrido e já ia saindo, quando começo a ouvir soluços de alguém chorando, será que algum tinha conseguido fugir e se esconder? Não me interessa, irá morrer do mesmo jeito.

Eu ainda estava no meio do beco, os soluços estavam no final daquele breu, onde só o luar iluminava pontos determinados e um desses era o final do local onde estava, fui me aproximando e só pude observar alguns latões de lixo posicionados no mesmo seguimento e os soluços aumentavam cada vez mais. Olhei nos cantos atrás das latas mas nada, o local fedia, era um ambiente fechado com vários tijolos e completamente sujo pelo tempo e pessoas que povoam, dá onde estaria saindo aquela voz?

- Não é possível. – Disse a mim mesmo, a ultima opção que tinha era dentro da lixeira... Mas que tipo de pessoa teria coragem de se esconder em um local tão podre, esse era um homemtão medíocre que provavelmente seria digno de pena se é claro fosse qualquer outra pessoa que estivesse aqui para matá-lo mas ele deu o azar de ser eu.

Olhei a primeira lixeira e nada alem de lixo, a segunda e nada, a terceira e nada, só me restava a quarta, preparei minha Zanpakutou por ainda ter algo dentro de mim que eu não sei o nome que me faz querer dar uma morte rápida ao infeliz.

Rapidamente abri a quarta e logo puxei a Zanpakutou para o encontro do miserável, mas o que tinha lá não era nada do que eu pensava.

- Mas que merda é essa? – Olhei incrédulo para a visão que tinha.

Logo parei minha Zanpakutou, a ponto dela ficar milímetros do que havia lá.

Como explicar a situação... Havia uma garota dentro da lata, sim uma pequena garota, aos prantos com seus orbes pretos me olhando assustada com suas mãos e pés amarrados a panos brancos e sujos.

Eu realmente estava muito chocado, nunca vi uma situação daquela, poderia tentar matá-la naquele exato momento, mas aqueles olhos me deixaram de um jeito que eu iria explodir se não a tirasse dali, provavelmente deve ser somente pena.

Resolvi puxá-la para fora da lixeira, a mesma não falava, mas assim que aproximei minhas mãos dela que acabou fechando os olhos e dando um pequeno grito de medo. Mas não hesitei e continuei até tocá-la e a puxar para fora daquela imundice.

Havia um milhão de perguntas para fazer, mas nenhuma razão para perguntá-la. Segurei-a em meu colo e arranquei-lhe os panos que a importunavam fazendo com que a mesma abrisse os olhos com espanto.

- Q- Quem é v-vo-cê? – Ela me perguntou quase sussurrando com uma voz delicada e bem fraca.

Quem sou eu? Como posso explicar que eu não sei?

- Não interessa. Eu que pergunto quem é você- Provavelmente a assustei os olhos se arregalaram novamente e começaram a ficar marejados.

- M-meu n-nome é... É Ya-chi-ru. — Foram as ultimas palavras fracas que eu pude ouvir, ela desmaiou em meus braços.

- Hei! Hei! Merda o que eu faço com está pirralha?- Realmente o que faço com ela?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.