Tsunami
1 O fim de tudo
A Tsuname
Os ventos beijavam seus cabelos ruivos, a água salgada e gelada do mar batia em seus pés. Caminhava pela arei fofa e branca, enquanto pensava em sua vida e em tudo que andava acontecendo ultimamente. Estava feliz, tinha um emprego bom e estável, ganhava um ótimo, para assim poder comprar tudo o que queria e algo a mais, sua família estava bem e tinha um ótimo namorado.
Aos seus 25 anos já era bem sucedida em sua carreira. Administrava a empresa de seu pai, já aposentado e sempre era elogiada pelo mesmo por sempre fazer um excelente trabalho.
Parou de caminhar com um sorriso nos lábios. Virou-se para o mar, as ondas estavam violentas naquele final de tarde. O sol já se escondia por trás daquelas majestosas e agitadas águas azuis. O vento estava um pouco mais forte do que quando chegou, assim como o mar ele também se tornara violento, agora tocava seu rosto com brutalidade, às vezes levando com sigo alguns grãos de arei fazendo arranhar seu rosto.
As coisas estavam muito estranhas. Viu algo bem mais a frente, parecia uma onde, que cada vez que se aproximava mais crescia. Não podia ser, deveria está a enxergar mal. Estreitou seus belos olhos castanhos, tentando assim enxergar melhor, tendo um bom resultado, mas a deixando assustada. Realmente era uma enorme onda que vinha em sua direção, estava bem perto de atingir a cidade.
Deu um grito de desespero e saiu correndo com dificuldade de volta para a calçada, onde deixara seu carro, já tirando a chave de seu bolso. A BMW vermelha estava estacionada perto dali, algumas pessoas caminhava por ali, conversando, andando de bicicleta ou de patins.
- Corram! Está vindo uma Tsuname, irá atingir a cidade a qualquer momento! – gritou enquanto entrava em seu carro. As pessoas a olhavam como se ela fosse louca e outras até riam.
Partiu antes que alguém tirasse alguma piadinha. Não se importava com eles, tinha feito sua parte. Queria apenas ver seus pais e seu namorado, queria tirar todos que amavam dali antes que a desgraça atingisse a cidade. Sabia que não iria dar tempo, mas pelo menos poderia se despedir deles.
As lágrimas já tocavam seus olhos e desciam lentamente por suas bochechas enquanto dirigia velozmente. Estava apavorada, nunca pensara que aquilo poderia chegar ali, poderia acontecer com eles, os atingir.
Dirigia perigosamente, passando de faixa o tempo todo para tentar chegar o mais rápido possível na casa de seus pais, onde seu namorado também já deveria está a esperando chegar do trabalho para assim irem para casa juntos.
- Oh, Mark tínhamos tanto o que ainda viver. – disse para si mesma, limpando rapidamente algumas lágrimas.
Estacionou de mau jeito em frente ao prédio, deixou o carro aberto mesmo, fazendo com que às pessoas que passassem por lá ficassem olhando assustada para ela. Entrou correndo no edifício, o porteiro gritava dizendo que o carro estava aberto, porém Mary já estava dentro do elevador e as portas de ferro já fechavam, escondendo-a por trás de si.
Logo estava no quarto andar e as portas agora abriam a liberando de sua prisão de ferro. Correu para a porta do apartamento de seus pais e tocou a campainha algumas vezes e bateu violentamente na madeira.
- Mãe, pai, Mark, abram a porta! – gritou enquanto insistia em bate na porta.
Lembrou-se que sempre guardava uma chave consigo. Abriu sua bolsa desesperadamente tentando acha o que desejava, mas não conseguia, suas mãos tremiam furiosamente. Pegou a bolsa e a virou fazendo todos os objetos que havia nela entrarem em contato com o chão. Baixou-se dando uma pequena olhada em tudo aquilo espalhado, logo viu a chave a agarrou. Levantou-se e abriu a porta.
Seus pais e Mark assistiam algum filme. Todos olharam assustados para ela quando a viram chorar. Seu namorado levantou-se e foi até ela a abraçando, a garota agora soluçava desesperadamente.
- Eu amo muito você – sussurrou ela e o beijou, um ultimo beijo, um ultimo adeus.
- Ei, porque está falando assim? – perguntou o moreno a afastando delicadamente e a olhando nos olhos.
- Nós vamos morrer! – disse rapidamente, antes que começasse a chorar compulsivamente.
- Como assim, Mary? – perguntou sua mão, agora se levantado e indo até ela, parecia preocupada.
- Uma Tsuname. – foi tudo que precisou dizer para que eles a entendessem.
O pai da ruiva levantou-se sem acreditar no que ouvira, só poderia ser uma brincadeira da filha, mas ao chegar à janela constatou que era verdade. Viu a onda gigante começar a atingir a cidade e viu as pessoas correndo de um lado para o outro tentando inutilmente salvar suas vidas.
- Não vai dar mais tempo de sairmos daqui. – disse o homem por fim.
- Amo você eternamente – disse Mark a namorada e logo a beijou, com a mesma intensidade que ela o beijara anteriormente.
Rapidamente os quatro se abraçaram, em sinal de despedida. Violentamente a água que antes Mary obesrvava os atingiu o prédio o destruindo e levado consigo aquela linda família.
Notas finais
Espero que tenham gostado!
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