Tsuki City
22 覚醒 - Excitement
Eu e Near ainda estávamos deitados lado a lado quando eu acordei de vez. Primeiro, eu estava num estado vegetativo, me revirando na cama, meio inconsciente, mas quando acordei de verdade, consegui olhar para o lado e analisar um albino sem camisa, com rosto anjelical adormecido ao meu lado, e o que mais me agradava no conjunto, era que ele trazia uma bela aliança em volta do dedo anular de sua mão direita, que significava que ele era sim, comprometido. E pra completra minha felicidade: o par que completava a aliança em sua mão, estava em meu dedo. Eu fiquei com um pequeno aperto no coração de interromper seu sono anjelical, porque realmente ele estava lindo dormindo, mas já eram 13:35 da tarde, e uma hora ele precisaria acordar. Apoiei sua cabeça em meu colo e começei a acariciar seus cabelos brancos brilhantes.
- Meu amor, hora de acordar.
Continuei acariciando seus cabelos, e deu beijinhos delicados em sua testa, na ponta de seu nariz perfeitamente desenhado, no seu queixo, nas bochechas rosadinhas e por fim, um beijo suave em seus lábios. Logo depois, voltei a ficar sentada, enquanto observava o meu mais novo namorado abrir os olhos e encontrar meu olhar. Não sei se minha cara estava estranha, ou se eu parecia boba, mas meu olhar era apaixonado. Eu podia sentir que estava olhando para ele com aquelas caras de cena de filme, quando o carinha mais popular da escola passa pelas meninas arrancando suspiros.
- Bom dia, ou melhor, boa tarde, né moçoilo. Vê se isso é hora de se acordar! — Dei um sorriso para mostrar que estava brincando.
- Que ótimo. Posso te garantir que não há nada melhor do que acordar com uma visão de uma deusa na minha frente, e melhor ainda, estar em seu colo e ser acariciado por ela.
- Aaaah, menos Nate River, o senhor me conheceu ontem, se contenha.
- Sim, mas demorei menos que dois segundos para que a minha ficha caísse que eu precisava de você na minha vida, meu amor, então agora que somos namorados — Ele levantou a mão direira e exibiu a aliança como se fosse um troféu — eu tenho o direito de dizer essas coisas pra você — Ele riu, suavemente. Era música para meus ouvidos.
- Sim, pode, querido. Se depender de mim, pra sempre.
Continuei a brincar com as mechas de cabelos, enquanto ainda terminava de despertar para garantir que aquilo não era um sonho.
\"Se for sonho, não me acorde, eu preciso flutuar\".
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