Tsuki City
25 戦い - Fight
Eu estava extasiada, nas nuvens, como uma criança quando ganha um presente, e mesmo não querer sair daquele momento, nós tinhamos que voltar pra casa. Voltar a vida normal, se é que ela já foi normal alguma vez.
- Precisamos ir, já está cedo. — Falei me levantando lentamente, esperando que ele me puxasse pra que ficassemos mais lá.
- É verdade. — Ele olhou pra baixo frustrado, e eu também.
Fomos nos levantando, e indo em direção as tenebrosas escadas, que agora que estava claro não eram tão assustadoras assim. Descemos, e enfim chegamos a rua. Andando, de novo encobertos pelo cobertor e ele me aconchegando em seu peito quente, conseguia até sentir seus batimentos cardíacos.
Estava tão confortadque não estava notando nada. Mas em menos de segundos, e não sei nem de onde e como surgiu, um homem estranho, parecia estar bêbado, me puxou para o seu lado e colocou uma faca em meu pescoço. L não teve tempo de me puxar de volta, e se tentasse agora, o louco poderia me matar.
- HEHE, você quer sua garota, então vem pegar! — O estranho falou, e seu hálito de pinga estava me dando náuseas.
L ficou quieto, e eu também tinha que ficar, não poderia entrar em pânico, se não, iria piorar as coisas. Não estava com medo, porque sabia que de alguma forma ele me salvaria. Parecia que estava pensando e esperando o momento certo para ir para cima do homem.
- O QUE NÃO VAI FAZER NADA, FRANGOTE ? — apertou a faca no meu pescoço. Senti-a ardendo como se já tivesse me cortado.
L estava muito impaciente. Eu prescenti que ele queria atacar o cara logo. E não demorou muito, o bêbado, se destraiu e essa foi minha chance. Sai correndo me esquivando das mãos do ser. Enquanto Lawliet em uma giratória perfeita, acertou bem o queixo do homem, que caiu no chão, e por lá ficou, parecia que estava inconsciente, mas eu não me importava.
Corri até os braços de L, que, como sempre me aconchegou em um abraço tirando toda minha tensão. Continuamos andando, deixando o cara doido estirado no chão. Eu me apertei contra seu corpo pra me sentir melhor, e ele beijou minha cabeça. A cada momento que passa eu sinto, com todas as forças, que ele é o meu príncipe encantado, mesmo eu não acreditando nessas coisas.
- Tá tudo bem. — Ele sorriu.
- Eu sei, mas fiquei assustada só isso. Vai passar.
- Tenho que certeza que sim. E como eu disse antes, nada vai acontecer com você enquanto eu estiver ao seu lado. — Me apertou forte, e eu conseguia sentir todos seus músculos definidos por baixo da camisa entreaberta.
De volta a minha casa, entramos e fomos procurar Close e Near, gritando pela casa tentando achá-los. Não queria atrapalhar, mas afinal, ainda era começinho de domingo. A gente tinha que arranjar algo para fazer, sei lá, ir ao parque ou comer alguma coisa fora.
- Tô aqui Ellie, e o Near também. — Ouvi uma vozinha vinda do quarto.
- Ok, dá pra descer ?
- Estamos indo.
Aquela ia ser uma tarde ótima, assim como foi a noite, só que dessa vez todos juntos. HAHA, pelo menos eu acho.
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