Tsuki And Hoshi

4 A morte sorri para mim


Notas iniciais
Seria este o fim de Ryu-chan?

\"ai


Chegamos a Morioka Solt foi direto conhecer o tão misterioso coleginha diz ela. Quando se deparou com Shin ela começou a rir e chorar ao mesmo tempo.



-One-san, como você consegue dormir sabendo que esta morando com um delinqüente juvenil?


-Você é muito pequena para saber tudo.


-Ou será que tem algo mais?


-O... O que esta querendo dizer com esse seu algo mais?


-Nada não.



Solt foi correndo para fora do apartamento em direção a terraço. Fui atrás dela e quando cheguei estava andando sorrateiramente nos cantos do pátio do terraço que era o 19º andar. Se ela caísse dali não sobraria nada para contar história. Então pedi amigavelmente para que ela se afastasse de lá. E como uma criança mimada ela olhava para baixo incansavelmente, quando algo do seu a agarrou e trouxe para perto de mim assustada ela se escondeu atrás de mim e quando percebi o que avia trazido ela já avia desaparecido no ar.



-O que foi aqui One-san?



Como toda boa irmã deu-lhe um tapa na cabeça dela dizendo-lhe para nunca mais fazer aquilo. Que se ela me matasse de susto novamente eu viria puxar o pé dela de noite.


O resto do dia foi mais calmo, pois a casa já avia sido comprada e deveríamos arrumar nossas coisas para ir morar na nova casa que ficava em um bairro nobre de Morioka, mas não era longe da faculdade e nem mesmo da escola nova de minha irmã. Ela iria estudar na 4º série de uma escola de meninos de meninas, pois as escolas que ela já estudou eram de apenas meninas.


Quando chegamos à casa ao vivo era absurdamente grande. Acho que maior até que nossa antiga casa, mas era uma casa pouco antiga diria eu. E atrás da casa existia uma floresta imensa que também fazia parte da propriedade. A casa foi dada em leilão mais não conseguiram muito dinheiro por ela então venderam mais barato que nossa antiga casa seria agora.


Solt e eu resolvemos andar pela floresta e explorar um pouco o lugar, pois não poderia a deixar ir sozinha. Como precaução eu levei uma espingarda de caçada, pois lá deveriam ter muitos animais selvagens.


Andamos pela floresta de vagar, pois qualquer descuido poderia cair facilmente. A floresta tinha um ar amigável, parecia cada vez mais chamar-nos para dentro dela. Andamos tanto que conseguimos achar uma pequena estrada de barro q dava saída em um penhasco. Então fomos para direita da estradinha de barro e encontramos um grande rio onde provavelmente era a fonte de água dos animas que ali se encontravam. Então tive uma idéia, poderíamos cortar algumas arvores e fazer uma nova estradinha só que de pedra em direção ao rio.


Solt ficou fascinada com aquilo tudo e não parava de andar para um lado e para o outro.



-One-sama, quando eu tiver amigos posso brincar com eles no rio?


-Claro, mas antes vamos ter que fazer uma pequena não, mas sim um imensa reforma aqui.


-Hai ^-^



Quem imaginaria que mudaria de casa tantas vezes assim. Mas tomara que essa casa seja a ultima, pois já me cansei de tanta mudança em tão pouco tempo. Eu achei a casa muito bela. E só um pouco assustadora pelo jeito de casa antiga. Mas é uma casa como qualquer outra.


Então começaram as reformas. Com o dinheiro que sobrou da venda da casa podemos contratar varias pessoas para trabalharem na reforma e ainda teríamos que ver o caso da empresa. Logicamente colocaríamos um fantoche confiável para cuidar de tudo por uns tempos.


Então os primeiros preparativos seriam de como ficaria o quarto de minha jovem e pequena irmãzinha. Então resolvi decora-lo de um jeito iluminado e colorido. Assim Solt não teria medo de dormir nele. Iria pinta-lo uma parte de tons de rosa e outra de branco com um rosa bebê.


Os móveis rapidamente chegaram a casa em ótimo estado. E como essa casa era maior ficaria um bom espaço e salas desocupadas.


O meu quarto em tons de vermelho até o branco e o de Shin como ele avia pedido seria em tons de azul.


Na manhã do dia seguinte tratei de matricular minha irmã em uma escola próxima. A que avia citado pouco antes.


Levei-a para conhecer a escola com seus próprios olhos. Entramos em uma sala de aula que estavam ocorrendo apresentações teatrais rápidas. Como se estivessem mostrando o trabalho do decorrer do tempo.


Logo passamos a ver varias salas, quadras esportivas, diretoria é claro. Os novos colegas de Solt que pareceu não estar gostando de nada. A menina mais complicada que eu já vi.


Então conversamos com uma das professoras que realmente parecia uma megera mais sorte que não era eu que teria aulas com ela.


Aquela escola era uma típica escola das redondezas, não tinha mais a modinha da palmatória e castigos corporais. Mais sim eles mandavam logo o aluno para casa por quaisquer interrupções ou algo que deitassem os professores bravos ou algo do tipo.


Melhorou muito.


Então fui para lanchonete com Solt, pois não avia comido nada antes de sair de casa. Ela ficou me encarando com uma cara de que iria colocar fogo na escola mais eu fingi nem estar prestando atenção nas caretas que estava fazendo. Pois eu sabia que aquilo era o melhor a se fazer.


Voltei para casa com Solt que foi correndo para o quarto e se trancou lá me dizendo que não iria para escola nem arrastada.



-O que foi? Não tem nem um bicho papão na escola sabia?


-Eu não vou para lá e ponto final.


-Mais é claro que vai. Se você não for para escola posso perder sua guarda!


-Você não é a minha mãe!



Aquelas palavras me fizeram lembrar de minha mãe no meu primeiro dia de aula. E lá estava eu, trancada dentro do quarto como Solt dizendo que não iria para escola, pois tinha medo dos professores. Mamãe ficava batendo na porta e tentando me subornar. Algo como...



-Ryuka, se você sair do quarto para ir para escola depois da aula eu te levo para tomar o quanto sorvete você conseguir comer. Que tal? Ou até mesmo podemos ir ao circo de palhaços daqui de perto.


-Odeio palhaços e eu não vou sair daqui.


-Vai ter pipoca, algodão doce. Talvez eles até te chamem para fazer um truque de mágica.


-Palhaços não fazem mágicas! Eles só são uns bobalhões!


-Oras, quando tinha a sua idade adorava ver palhaços, não sei de quem você puxou isso. Mas já que não quer, então vou ir ao cinema assistir o novo filme de suspense que lançou agora.



Abri a porta como em um piscar de olhos. Era eu interesseira? Ou minha mãe que só faltava me dar um carro para eu sair do quarto?


Mas sei que isso não funcionaria com Solt, ela é totalmente o oposto de mim. Pêra ai. Oposto né? Então era só eu leva-la para fazer algo que eu nunca gostaria de fazer!


Como ir ao circo ver palhaços. ¬¬ E lá estava eu. Como fiz o combinado com Solt estava no circo vendo os palhaços. Senti-me tão amarga quanto antes. Para não enlouquecer no meio daquela pirralhada toda tomei logo uns dois calmantes de uma vez. Para quem não estava acostumado a tomar remédios já era muito. Mas acho que ao invés de ficar calma fiquei mais eufórica do que antes e acabei desmaiando. Dá para acreditar que burrice a minha?


Acordei deitada na cama de casa. Estava tão pálida que parecia uma pessoa movida a leite. Minhas veias eram tão visíveis que quase dava para ver meu sangue circulando pelo meu corpo sem nem um problema. Foi quando ouvi gritos no quintal. Parecia a voz de Solt, mas não tinha certeza do que tinha ouvido. Fui correndo ver o que estava acontecendo e entrei floresta adentro fora da trilha. Foi quando encontrei filhote de gavião caído no chão morto. Meu pai sempre dizia que os filhotes que nascem primeiro matam e comem os menores. É parece que esse pequeno gavião não teve muita sorte. Mas fazer o que. É a natureza. Mas mesmo chegando lá os gritos ficaram maiores e pareciam cada vez mais altos. Até que meus ouvidos doíam. Tentei tampar os ouvidos mais os gritos continuavam como se tentasse me dizer algo. Voltei correndo para dentro e me tranquei no quarto. Ao ouvir os gritos começava a gritar também.Shin apareceu me perguntando o que estava havendo mais não parava de gritar. Até certo ponto que fiquei rouca e não conseguia mais gritar. Então as vozes gritantes como se por milagre desapareceram por completo deixando apenas um silencio vazio. Então era como se o silencio ecoasse pelos meus ouvidos sendo amedrontador. Mais logo comecei a ouvir o canto dos pássaros e o som das arvores. Aquilo tudo avia passado então me acalmei um pouco mais. Foi quando desmaiei novamente. Quando alguém conversava comigo em meu subconsciente.



-Senhorita, seus olhos estão derramando lágrimas cristalizadas. Seu olhar não é mais o mesmo dado pelos anjos da noite. Choram como uma criança que acabara de nascer ou de alguém que estas prestes a morrer?


-Do que está falando? Não entendo o que diz.


-Como não senhorita? Tu não vez o que deixastes para traz? A dor que perdeis a vida humana é amarga.


-Ainda não entendo uma única palavra.


-Oras, pois, sou o demônio que lê tem a vida, levarei tua alma comigo ao anoitecer e nem vais lembrar que um dia esteve viva!


-Co..como assim? Não lembrar de minha vida?


-Pois humanos são feitos de curiosidades não é mesmo. E se não tiveres perguntas e muito menos respostas? Como saberás que um dia existiu?



A cada palavra que aquela voz soltava eu ficava mais confusa e sem saber o que estava acontecendo. Realmente minha vida é cheia de Perguntas e nem uma resposta. Porque deveria vir tudo isso de uma vez? Faça-me que morra mais me deixe morrer em paz.


Quando acordei novamente estava no hospital tomando injeções de soro. Disseram que estava delirando por falta de soro no sangue. Não entendo bem os médicos mais tudo bem. Sei que no hospital eu não iria morrer. Ou talvez ainda não.


Foi quando olhei para fora pela janela do quarto do hospital e vi Solt e Shin brincando pelas arvores que ali estavam. E cada vez mais achava que não precisavam de mim.


Levantei-me e andei pelo hospital passando por cada quarto. Quando vi uma mulher que acabara de morrer sendo socorrida então fiquei pensando:



-Por que estamos vivos e nascemos para depois morrer?



E cada vez mais este pensamento rondava minha cabeça. Mas logo vinhas os planos da casa e a imagem de Solt crescendo e se tornando uma mulher maravilhosa até muito melhor do que um dia eu fui. Então achei a minha vida não tinha tanto sentido e logo resolvi que não viveria mais ela. Sai pelas portas do fundo do hospital e fui à direção de minha casa. Andava novamente pela floresta e observava tudo em que nela estava. Foi quando cheguei perto do penhasco e como se meu corpo paralisasse e não tivesse mais controle acabei caindo de lá e foi então que eu morri. Mas mesmo indo para o céu ou para o inferno nunca vou me esquecer das pessoas que realmente me amaram e foi ai que em minha morte ouvia o choro de Solt. Foi quando percebi que vivemos só por viver mais se fazemos parte da memória de alguém nunca desapareceremos mesmo após a morte.

Notas finais
Kiss of Blood 9*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!