Notas iniciais
Espero que gostem.

Narrado por Belatriz

***

Estou em um jardim, um belo jardim. Há tantas rosas, tulipas, violetas, arbustos e árvores, tudo perfeito. Apenas caminho, sempre em frente, sem prestar muita atenção pra onde vou, até que caio vou caindo, caindo... Até atingir uma rede, sinto uma sensação de segurança até olhar para o lado, meu pai, minha mãe e minhas irmãs, todos desesperados, até que Andrômeda se solta e Sirius, meu primo, a acompanha, então de mãos dadas saem pela única saída que há no buraco, que se fecha atrás deles, então...

-Belatriz! Acorde!- com os olhos ainda fechados resmungo:

-Sai Andrômeda! Me deixa dormir!

-As aulas começam hoje e precisamos pegar o trem! Já são 7 horas!- ela sai do quarto, tem horas que minha irmã é tão inconveniente! Na realidade, ela é assim o tempo todo... Levanto e começo a me vestir, coloco o uniforme, arrumo o cabelo... Até ficar pronta, não há necessidade de me produzir e ficar maravilhosa, ninguém se importa, pelo menos não quem eu desejo que se importe... Olho para o relógio, 07h40min, ainda há tempo, começo a arrumar meu material e alimento minha coruja, o único ser que me ama, e não meu dinheiro. Meu sonho volta a minha mente por um momento, não é a primeira vez que tenho esse pesadelo, e ainda não o entendo... Não faz sentido Sirius e Andrômeda fugirem, ela com 14 anos já é uma desonra: foi para Grifinófia, está cheia de amigos mestiços e sangue-ruins e ainda por cima não fica esfregando sua pureza na cara deles! Uma vergonha! E Sirius mesmo ainda sendo muito novo já é amante da Grifinófia, sua corajem e toda essa besteira! Eu os odeio! Eles são tão... Alegres e cheios de vida, me enojam!

-Belatriz! Está pronta?

-Sim papai!- desci as escadas e lá estavam eles, meus inimigos, amigos, ídolos, meus pais... minha mãe em um vestido azul marinho com detalhes em ouro, e meu pai de preto, eles nem perceberam minha chegada, estavam ocupados demais com eles mesmos, até que Narcisa desceu a expressão de meu pai se iluminou para a caçula e favorita, subiu um pouco as escadas e elogiou seu cabelo, loiro que, como sempre, estava preso por uma tiara verde escura que combinava com seus olhos, gravata, e casa, Sonserina, sua roupa, que era igual a minha, éramos as duas de Hogwarts e da mesma casa, mas para meu pai ela seria perfeita mesmo na Lufa-lufa... Então Andrômeda desceu, senti uma pontada de inveja, ele não tinha a clássica palidez dos Black, o que a deixava mais bonita do que a maior parte da família, e seus olhos verdes, um pouco mais escuros que os de Narcisa, mas tão belos quanto, estavam contornados de preto. E seu cabelo castanho claro e longo estava trançado, ela é a mais bela entre nós três, e a mais insignificante.

Chegamos à estação e nossos pais se despedem de Narcisa, entro no trem e vou em direção ao meu vagão:

-Ai! Você é louca?- digo assim que esbarro em uma garota da Corvinal e caio- Sabe em quem você acabou de esbarrar?

-Pra falar a verdade, não faço a menor ideia de quem você é... Mas você não me é estranha, pálida, cabelos encaracolados, olhos pretos, expressão de arrogante... Você com certeza é da Sonserina.

-Claro que sou sua anta! Olha meu uniforme!

-Todos os alunos deverão entrar em suas cabines imediatamente- escutei a voz do alto falante, droga! Não vai dar tempo de chegar à cabine de meus colegas!

-Ô menina que eu não sei o nome!- chamou a garota da Corvinal- você precisa ir para alguma cabine!

-Jura? Eu tinha pensado em ficar aqui no chão sabe...

-Vem logo!- disse ela me chamando para a cabine dela, eu, relutante, deixei o orgulho de lado e entrei na cabine dela, o que poderia dar errado?

***

-Meu nome é Ivana e eu aceito seu pedido de desculpas menina sem nome. — disse Ivana com um tom brincalhão

-Eu não pedi desculpas! E por que pediria? É Belatriz

-Ai que nervosa!

— Olha como fala! Sou superior a você!

-Oush! Por quê?

— Como você pode ser tão burra e estar na Corvinal! Sou uma Black! Tenho dinheiro, estou na Sonserina e pelo visto sou mais rica que você! Então Ivana coloque-se no seu lugar!

-Você mal me conhece para falar de mim! Sua mal amada! Você que tem que se colocar ou no mínimo achar seu lugar! Por que você não vai chorar pro papai?!

— Vai se fuder sangue-ruim- eu disse, mas meus olhos se encheram de lágrimas ao pensar que não poderia perguntar à meu pai, ele me ignoraria...

-Não chora Belatriz, eu não queria te magoar, mas... como você sabe que sou nascida trouxa?

-Não sei... Só não sabia qual xingamento usar... — ela riu e eu com ela:

-Acho melhor recomeçarmos: Oi! Meu nome é Ivana, e o seu?

-Belatriz, prazer- disse estendendo a mão:

Prazer- ela apertou minha mão, era disso que eu precisava, um recomeço...

-Como está seu dia Belatriz?- perguntou:

-Não muito bom, sabe, uma idiota acabou de esbarrar em mim, e nem sabia quem eu era, um insulto...- ela gargalhou.

Notas finais
Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.