Notas iniciais
Para os fãs de Inuyasha e Naruto assim como eu, e que não gostaram do final dos animes (primeiro - finalizado) espero que vocês gostem dessa versão bastante incomum

Os olhos a feriam toda vez que ela olhava a desgraça daquela foto de quando eram crianças. Sabia que era errado desejar alguém que pertencia à outra e ainda mais errado desejar alguém que já se foi.

Com isso ela abriu a janela da sua casa colocando uma perna para fora da mesma, antes de sair ela amassou uma das quatro copias da foto e deixou cair no chão molhado da chuva que estava caindo àquela madrugada nebulosa. Exatamente quando a foto tocou o chão ela desapareceu em uma sombra, um vulto inexistente, que não dava para ser acompanhado por olhos despreparados.

Estava ciente que estava abandonando não apenas o seu lar, mas também seus amigos, sua família, o que ela foi. Antes de tomar a sua decisão por definitivo ela deu um ultimo vislumbre de onde um dia foi o seu “lar”. Não importava mais o que tinha acontecido, agora ela era livre para tomar suas próprias decisões uma vez que ninguém mais necessitava dela.

Dentro da floresta que envolvia o seu lar ela se depara com outra sombra saltando de árvore em árvore ao seu lado. Não queria lutar, mas também não queria que alguém interferisse na sua fuga, não iria levar sermão por uma decisão que era inteiramente dela. Aos poucos a sombra ao seu lado começou a tomar forma, em resposta ela também desacelerou a velocidade vendo que tudo o que a pessoa ao seu lado queria era conversar, e nada mais.
-Não vou voltar para lá! Não adianta me impedir! — Disse determinada.
-Não quero impedi-la. — Retrucou o estranho, mas dava para notar que a voz era a de uma mulher.
-Então o que você quer me seguindo?
-Pense bem.
-Eu estou ciente do que vou fazer e eu quero isso. Não posso tê-lo, sabe disso, nenhum dos dois.
-Des…
-Desculpe, mas é a verdade, não posso ter um morto e não posso roubar alguém que pertence à outra, ele está feliz, é o que importa e se tem alguém que deve sofrer esse alguém é unicamente eu.
-Não precisa ser assim.
-Sim precisa, e você já sabe o que eu vou fazer.
-Se mudar de ideia, e espero que mude quero poder lhe ajudar, e peço para que não recuse a ajuda que te estou oferecendo.

Partiu dali deixando dessa vez para traz a pessoa que a seguia, não quis olhar para traz para ver se não era mais seguida, sabia que não contaria para ninguém o que faria e estava agradecida por isso, não gostaria de ser lembrada por uma fraca que não aguentou a sua vida e preferiu fazer o que estava para fazer.

Chegou mais rápido que esperava no seu destino, deu uma boa olhada no local, respirou fundo e desceu da árvore que estava pousando no chão, deu três passos a frente, respirou novamente pronta para dar o passo que terminaria pra sempre com a sua dor.

Orapaz que ela amava a muito se foi e o que desejava, desistiu dela. Também sabia que era idiotice pular de cima daquele abismo, mas não se importava mais, sua serventia havia terminado com a vitória da guerra e com ela o seu amor.

Lançou-se em direção ao abismo sem hesitar, não havia motivos para estar ali, a final, tudo o que ela prezava já tinha partido. Durante a sua queda um anjo mergulhou junto com ela, a garota de cabelos ruivos rosados já havia visto aquela mulher antes. Durante o ataque a sua vila, tinha certeza, ela estava acompanhando o Pain, lembrou-se, mas até onde sabia a garota que caia junto a si tinha morrido durante a guerra.

As asas estavam diferentes, não eram brancas e feitas de papel e sim similar a uma luz negra que se propagava de suas costas. Foi então que compreendeu que ela não era mais humana.
- Acha que sofre criança?- perguntou abrindo um sorriso gentil
-Por favor, me deixe ir.
-Deixaria se fosse o certo a ser feito.
-Eu quero ficar com ele. Isso é pedir demais?
-É.

Aruiva piscou incrédula com a resposta que recebeu da mulher cujo nome nem sabia, ficou em silencio esperando pelo seu fim, e em fim reencontrar aquele que amava. Pensou que já estava morta, pois estava coberta pela escuridão, e aquela mulher não estava mais consigo. Junto à escuridão uma neblina azul começou a rodá-la.

Por fim Sakura pode ver uma luz ao fundo e ainda em queda aproximava-se dela, quando deu por si estava rodeada por rochas cinzentas, olhou para cima e viu uma garota morena de saia verde saindo daquele local. Ainda era noite, dava para ver pelo teto daquele local.

Assim que saiu daquele poço viu umas luzes flutuando em pleno ar, viu aquela menina dirigir-se a caminho das luzes flutuantes. Sakura a seguiu com o intuito de saber onde estava e o que significava aquelas luzes, mas quando viu aquela menina parar e olhar um rapaz de cabelos prateados em um manto vermelho com uma sacerdotisa ela também parou para escutar o que estava havendo naquele local.
-Eu quero ir embora! Pare!- a mulher parou de lutar e por fim o abraçou.
Olhava para a menina escondida a sua frente que mantinha a cabeça baixa, enquanto ele sussurrava algo inaudível para a outra.

Amenina por fim partiu deixando de ver a sacerdotisa retirar de seu kimono uma pequena kunai e pressionar contra o pescoço do rapaz, a ruiva deu um passo a frente, mas recuou sentindo que não deveria intervir.
-Kikyou?
-Os homens são mesmos idiotas, eles acham que um abraço é o bastante para que conquistem uma mulher.
-Kikyou?
-Não se mexa! Eu aprendi isso com você.
Ficou silencio por um tempo até ela voltar a falar com ele.
-Haverá uma chance enquanto o coração de Onigumo permanecer vivo no Naraku, e eu, poderemos purificá-lo e eliminá-lo desse mundo de uma vez por todas!

Após isso criaturas estranhas a envolveram e a ergueram. O rapaz aturdido continuou a clamar pelo seu nome. Nesse momento Sakura saiu da mata para acusá-la de algo, mas novamente foi tomada por um impulso de não interferir.

Sakura voltou a se esconder quando viu a menina escorregar na árvore atrás do rapaz, não viu quando exatamente ela retornou, mas ali estava ela, com o ruído provocado o fez ter entendimento da presença dela no local. Esta por sua vez surgiu de traz da árvore, uma vez inútil agora que foi descoberta se esconder, encarou-o assim que pode.
- Kagome?

Em reação a garota fugiu dali o mais rápido que pode sem dizer ao menos uma única palavra. O rapaz deu as costas e aturdido caminhou na direção oposta da dela, Sakura finalmente saiu de seu esconderijo e quando o fez o anjo reapareceu para ela materializando bem a sua frente.
-Porque me trouxe aqui?
-Sakura?
-O que você quer de mim! Deixe-me ir!
-Escute-me
-Não quero ouvir! Vai embora!
-Me deixa…
-Saí daqui! Vadia.

Oanjo a frente da ruivinha condensou a sua mão dando um tapa com força nela, a fazendo cambalear e atingir uma árvore qualquer.
-Agora cala a boca e me escuta! Viu o que a Kagome teve de suportar?- sem deixá-la responder prosseguiu – Sabe quanto mal está fazendo ao Sasuke?
-Eu? Ele está morto! Ele se foi!
-Morto sim, agora quanto a ter ido, nem tanto, ele está preso a você, e a culpa é sua por pedir para que ele ficasse ao seu lado, implorando para que não partisse. Isso o fere.
-Ele não está, não tá!

Um vento soprou de traz da ruivinha fazendo seus cabelos rosados ir contra o seu rosto em direção ao anjo e ao mesmo tempo ela sentiu uma presença atrás de si, ficou arrepiada ao sentir lábios em sua nuca, talvez os lábios com que ela sempre sonhou tocar o seu corpo.

Isso a fez recordar de quando era jovem e tentou impedi-lo de partir, e de certo modo onde tudo começou a dar errado. Sentiu a presença de um rosto descer e pousar em seu ombro, ali um sobro frio sussurrou em seu ouvido.
-Eu vou para onde você for- a voz do Sasuke ecoava em sua mente.
-Não é isso que eu queria.
-É o que eu quero.

Opeso sobre ela aos poucos foi sumindo até restar apenas ela e o nada, o anjo também havia sumido, aturdida ela resolveu seguir o caminho que amenina de cabelos morenos percorreu alguns minutos antes. Embora a presença de Sasuke a desaparecesse sentisse que olhos estavam zelando por ela, a seguindo, não sabia o que era e nem se importava.

Enquanto caminhava rumo sabe-se lá onde daria aquele caminho o sol começava a nascer, por fim chegou a um vilarejo sendo que por ela passou a menina chamada Kagome um homem que pelas vestes pensou ser um monge e uma mulher que carregava um artefato estranho em suas costas, não parou para falar com eles, então prosseguiu seu caminho.

Ao chegar ao vilarejo os homens do mesmo a encaminharam para uma mulher chamada Kaede que também era uma sacerdotisa, lá a sacerdotisa Kaede pediu para que ela descansasse e assim fez dormindo o dia e a noite inteira.

Sakura acordou na manhã seguinte sendo recebida pela sacerdotisa, o monge, a mulher de ontem e um garotinho com um rabo, o ultimo chamou bastante a sua atenção.
-Um texugo? — Sakura perguntou confusa.
-Sou raposa! — Disse o shippou.
-Onde estou?
-Está na época das guerras civis, diga-me, é da mesma era que a Kagome? – perguntou a sacerdotisa- Conhece a Kagome?
-Guerras civis? Mas aconteceu há trezentos anos!
-Como chegou aqui criança?
-Não sei, e-e-eu saí de um poço, é só isso que eu sei.
-Interessante- olhou o monge para a jovem.

Ainda deitada o monge foi até ela para ajudá-la a se levantar a se levantar, percebeu que tanto o texugo quanto a mulher o fitava com reprovação, Sakura não entendeu o que porque daquilo até o monge apertar a sua bunda enquanto a erguia. Sem ser acostumada com esse tipo de intimidade, ainda mais por alguém que acabará de conhecer, ela foi tomada por sua raiva acertando um murro no rosto do monge que o fez voar longe quebrando a parede de madeira da casa.
-Eu vou te matar seu pervertido!
-Agora sim o senhor monge aprende a lição. — Fala Sango.
-Miroku, nem assim ele aprende. — Shippou cochicha para a amiga a fim de que os outros não o ouçam e impliquem com ele de costume.
-Tem razão.
-Estou vendo que já está melhor- olhou para a jovem que bufava de raiva- Que força você tem.
-A-acho que sim.

Omonge retornou ao aposento com bastante cautela, preocupado com a jovem. Sentou-se perto da mulher e ali ficou a sacerdotisa saiu do local e em seguida entrou o rapaz que ela virá ontem conversando com a sacerdotisa de cabelos negros.

Ficou surpreso com a cratera feita na casa, mas nada perguntou apenas se dirigiu a um canto se sentar, o pequenino de rabo foi em sua direção.
-Inuyasha! Seu idiota!- exclamou o rapazinho- Você ficou furioso porque a Kagome foi gentil com o Kouga e agora está dizendo que a Kikyou é a única garota que existe para você!
-É ele não sabe mesmo o que quer.
-Inuyasha eu quero que vá conversar com a Kagome.
-Vocês falam demais! E eu já decidi que não vou vê-la nunca mais.

Sakura viu no rosto daquele menino a dor que sentia ao pronunciar tais palavras, mas não sabia o porquê já que ele escolhera a outra, mas de certa forma o que ele fazia agora mexia em sua ferida a muito feita em seu peito. O monge deu um chute no rosto daquele rapaz deixando Sakura surpresa.
-É melhor fazer o que estou dizendo idiota. Estou mandando você buscar os fragmentos da jóia de quatro almas que a Kagome levou pra outra era. Você é o único que consegue atravessar o poço.
-A Kagome não te interessa mais?
-Quanto a isso nós não podemos fazer nada, o Inuyasha já tomou a sua decisão e escolheu a Kikyou. A Kagome iria sofrer de mais se voltasse.

Essas palavras ficaram na mente da Sakura que recordava o que aquele anjo havia falado sobre o Sasuke. Nesse momento sentiu o peso dele sobre ela, agora entendia que o fazia sofrer ao pedir que ficasse, e esse era o desejo dele também o que dificultava as coisas.

Ajovem virou-se para mulher com uma gatinha nas mãos, curiosa para saber sobre a tal jóia. Conversou com esta por um bom tempo até possuir um entendimento geral sobre o que ali ocorria.

Passaram a manhã toda juntas conversando e rindo do que uma contava a outra, mas quando o assuntou começou a caminhar rumo ao Inuyasha e a Kagome, Sakura sentiu-se bastante desconfortável, ela via seu relacionamento em uma espécie de espelho.
-Sango, gostaria de falar com a Kagome.
-Acho que ela não vai mais voltar.
-Eu sei, sofreria de mais se fizesse.

Miroku as encontrou no caminho e pediu que fossem junto com ele. Assim elas fizeram e juntos foram ao poço que conectava os mundos.

Quando chegaram ao local os três depara-se com o Inuyasha sentado a beira de uma árvore enorme. O pequenino foi até o encontro do rapaz.
-Agora quem está sofrendo mais não é você, é a Kagome.
-É isso mesmo. O Miroku está certo, você está bem porque já fez a sua escolha, mas a Kagome deve estar sofrendo muito neste momento, muito mesmo.
-Se você for um homem honrado procure a Kagome, coloque tudo as claras e termine de uma forma digna.
-Você é indeciso demais sabia?
-Porque é que vocês querem tanto que eu termine com a Kagome!
-Então você não quer terminar?- disse os três em couro perfeito.
-Quem foi que disse isso? Eu decidi que vou proteger a Kikyou, mas como posso pedir a Kagome se eu… DEIXARAM-ME FALANDO SOZINHO?
-Essa historia eu conheço ele quer ficar com as duas.
-Vamos chamá-lo de “safadinho” daqui para frente.
- Com certeza!

Sakura, porém não saiu como os outros fizeram, ficou ali parada olhando para o rapaz de forma incrédula. Não sabia o porquê mais algo dentro de seu corpo fervia de pura raiva, aquele anjo surgiu a sua frente sorrindo para ela e abriu passagem.
-Qual o seu problema!
-Como é? Escuta aqui!
-Escuta aqui você! É evidente que essa Kagome te ama e muito por sinal. Você prefere ficar com a replica de uma defunta que te trata pior que lixo a ficar com uma garota gentil que te ama?
-Não fale assim da Kikyou!
-Cala a boca seu merdinha idiota! Você não faz idéia do que é sofrer por alguém que não pode ter que não te deseja! Você tem as duas e está escolhendo a errada!

Os olhos da jovem começaram a escorrer suas lagrimas, ela sabia que provavelmente a menina iria voltar e sabia também a dor que isso causaria a ela. Estar tão próxima ao seu amor sem ser notada.

Sentiu o peso de mãos em seus ombros, a sua direita estava a de Konan e a esquerda a de Sasuke que estava acompanhando-a, mesmo que em espírito.
Abriu um sorriso e colocou sua mão sobre o ombro do rapaz.
-Pense bem.

Os dois caminharam rumo à vila, passando pelo poço onde viram uma menina sentada, olhando para o chão.
-Kagome?

Amenina se ergueu ao ouvir o nome, virou-se para ele e ajeitou o seu cabelo.
-Não parei de pensar sobre mim, você e a Kikyou- mudou seu olhar fitando o chão- Enquanto eu estava do outro lado.
-Kagome eu queria.
-Eu sei. Acho que eu não posso ficar mais aqui. Agora eu sei como você se sente Inuyasha.
-Kagome, eu nunca pude confiar em alguém antes de conhecer você. Você chora por mim, está sempre ao meu lado para me ajudar. É divertido estar com você. Você me faz sentir a vontade, entretanto eu não posso me divertir ou então relaxar.

Ambas perceberam quando o olhar do rapaz se tornou triste e amargurado.
-A Kikyou morreu por minha causa. Eu devo minha vida a ela.
-Eu não posso competir com a Kikyou, já que eu estou viva.

Ela então volta a se sentar no poço evitando olhar nos olhos do rapaz, a jovem vê o seu anjo ir em direção e ficar ao lado da menina.
- Eu pensei muito sobre a Kikyou também. Nós duas somos completamente diferentes, apesar de dizerem que eu sou a reencarnação dela, mas eu não sou a Kikyou. Eu tenho… O meu próprio coração. Sabe, eu entendo uma coisa que a Kikyou sente por que… Eu sinto o mesmo que ela. Eu quero muito ficar com você Inuyasha. De certa forma quando pensei que a Kikyou podia sentir o mesmo eu me acalmei um pouco. Esse nosso desejo de ficar com você deve ser igual, então juntei toda a minha coragem e vim aqui te ver.

O rapaz pareceu atingido pelas palavras da menina, aproximando dela apenas um passo e junto com ele a jovem fez o mesmo.
-Eu quero muito ficar com você Inuyasha. Eu não consigo te esquecer.
-Idiota! Eu te avisei! Olha o que fez com ela.
-Tudo bem. Inuyasha pode me responder uma coisa?

Ela se levantou e foi na direção dele uma vez que ele não respondeu.
-Eu posso ficar com você?
-Você ficaria comigo?
-Uhum.
-Kagome. Minha Kagome.
-Inuyasha! Vamos embora.
-Espera e eu?
-Certo, venha conosco, e… Quem é você?
-Kagome está é a Sakura, ela veio pelo poço como você.
-Mas só pode passar eu e você Inuyasha e mesmo assim só posso atravessar se tiver com os fragmentos da jóia.
-A jóia de quatro almas? A Sango me explicou.
-Isso… Espera, Inuyasha essa garota tem um fragmento da jóia dentro dela.
-Mas eu nunca toquei nem vi essa jóia.
-É verdade Kagome, não acha melhor irmos ver a velha Kaede?

Notas finais
Esperam que tenha gostado. Irei postar o restante caso vocês tenham gostado dela.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.