Notas iniciais
Aqui está a segunda carta, originada do sucedido aos primeiros acontecimentos...

Esperança

Um lampejo de esperança aparece. Trazido por um sorriso longínquo.

Esperança que sei ser dolorosa, pois o silêncio enche de novo o lugar. E um abatimento dá-se de novo sobre mim. Já o era de esperar

A distância corre o tempo e o tempo percorre a distância. Como é possível que algo tão junto possa, de um instante para o outro, ficar tão separado e longe?

Não entendo como o mundo age, nem o porquê da sua maneira de agir. Mas sei que, para mim, já me é normal, sentir frio; depois um fio de esperança, logo apagado pelo silêncio avassalador; e, por fim, nesse espaço vazio inocupado, alojasse a tristeza, massacrada de pessimistas pensamentos.

Só que desta vez, o vazio é mais forte e vence na tuta contra os sentimentos e emoções. O branco negrume enubla o meu ser; a visão tornasse baça, a mente oca. A única voz que se prenuncia é fraca, apenas um pequeno fio inaudível.

A vontade de tudo fazer se esvai trocada por aquela que me enrolar numa manta, em posição fetal, de frente para a lareira, apreciando o fogo crepitante que estala e dança.

E a única coisa boa que resulta deste transe é a minha via criativa que flui incansavelmente voraz constante.

Notas finais
Obrigada pela atenção, A autora, Sammantha Akins