Três Reis Contra O Tempo
23 A Torta, o Lunático, a Gatuna, e um Trono Maculado
A discussão que se seguiu foi caótica. Mais após alguns gritos, socos e muito mau humor a ordem dos que revelariam um segredo ficou assim:
Mason; Lanny; Kayla; Boz; Mikayla; Boomer e Brady.
Mason foi empurrado em direção ao umbral do portal, a contragosto.
— Essa eleição foi uma fraude! — diz Mason. — Os reis ameaçaram me demitir!
— A pare de reclamar Mason — diz Brady. — E lembre-se, você e a Mikayla serão demitidos se não cumprir sua parte.
Mason temeroso, coloca a mão no umbral.
— Uow! — diz Mason quando uma força começa a fazer sua palma brilhar. — Hahaha! Isso faz cócegas.
De repente a entrada do portal fica embaçada e logo em seguida começa a mostrar uma das memórias de Mason.
— Olha é em hd — diz Boomer para seus irmãos.
"Mason está na sala do trono, Mahuma adentra pela grande porta carregando uma caixa na mão.
— O que é isso Mahuma? — diz Mason.
Mahuma sussurra algo no ouvido de Mason.
— Hmm — diz Mason sorrindo. —Uma encomenda para os reis, dos confeiteiros da cidade? Deixe que eu entrego a eles Mahuma.
Mahuma deixa a caixa nas mãos de Mason e vai embora.
— Uh, olha só que belezinha. — diz Mason abrindo a caixa e revelando uma pequena torta, cuja aparência exótica, faria qualquer um ficar com água na boca. — Mais é tão pequena. — Mason olha para os lados e percebe que está sozinho.
— Acho que os reis não se importariam se eu provasse só um pouquinho.
Mason começa a devorar a torta inteira, e por fim lambe até os dedos".
A imagem volta a ficar embaçada, e no umbral uma marca surge marcando 1.
Os três reis encaram Mason com uma expressão feroz.
— Você faz ideia do quanto esperamos por aquela torta? — diz Boomer.
— A torta pós-café e pré-almoço era um de nossos maiores sonhos — diz Brady inconformado. — E graças a você, ele nunca vai se tornar realidade.
— Sem contar que aquela torta custou um olho da cara. — diz Boz. — Sério, literalmente. Eu e o Brady fomos reclamar com o confeiteiro no dia seguinte, e o Brady acabou acertando o olho dele com o cetro...
— Eu tinha escorregado. — diz Brady dando um tapa no ombro de Boz. — Em uma casca de banana, que certo rei deixou no caminho.
— Meus reis. — diz Mason chamando a atenção dos reis. — Me desculpem por isso... Eu não quis, mais aquela torta estava ali, e eu simplesmente não resisti. Espero que não tenham perdido a confiança em mim.
— Bah! Não se preocupe Mason. — diz Boomer. — Vamos deduzir isso do seu salário, e com o dinheiro vamos comprar um olho de vidro para o confeiteiro.
***
Lanny se dirigiu para o umbral, e lançou um olhar maligno para o portal, quando colocou sua mão, uma nova cena foi mostrada na entrada do portal:
"Era a sala do trono novamente. Lanny a adentra correndo.
— Ainda bem que os reis estão naquela praia estúpida — diz Lanny sozinho. — Assim posso me divertir um pouco.
Ele pega a coroa de um dos reis e coloca na cabeça, coloca a capa real ao redor dos ombros e toma sobre suas mãos o cetro.
Lanny se senta no trono, sua expressão se torna cruel.
— Antes de cortar a cabeça desses reis, carrasco, quero vê-los sofrer! — diz Lanny para uma multidão invisível. — E não pense que vocês Makoolas irão se safar do meu juízo, guardas levem-os para a masmorra.
Lanny solta uma risada cruel e maluca.
— Esta é a minha Kinkow! Bem, agora preparemos um plano para conquistar o resto do mundo."
Lanny olha para os reis, pálido.
— Isso é um segredo, mais que coisa estúpida foi essa? — diz Boomer. — Todo mundo sabe que o Lanny adora brincar de ditador do mal quando estamos fora.
Brady e Boz concordam.
— Mas é claro que é isso meus reis. — diz Lanny o alívio estampado em seu rosto. — Eu jamais estaria planejando tomar o trono pelas costas de vocês.
No umbral surgiu o numero 2.
***
Tremendo Kayla se aproximou do umbral, suor escorrendo por seu rosto.
"Era uma tarde qualquer, e Kayla escalava o castelo de kinkow, chegando no ponto mais alto ela admira a paisagem. O que mais chamava a atenção porém era a coroa de ouro fino que havia sobre sua cabeça.
Kayla começa a se mover pelos telhados do castelo, visitando os pontos mais perigosos, correndo a uma velocidade vertiginosa. De repente ela para, olhando para algo distante.
— Droga, minha mãe vai chegar em casa mais sedo!
Com um salto ela volta a correr na direção oposta, com habilidade ela desce do telhado para a varanda do quarto real.
O quarto que ela adentra era bem semelhante ao dos reis de Kinkow, a diferença era que no centro havia uma mesa onde um guarda estava curvado escrevendo.
— Já terminou a lição Hilo? — diz Kayla, enquanto o guarda de aparência muito familiar, sai da cadeira.
— Quase ainda falta a última questão, Princesa — diz o guarda Hilo, enquanto Kayla se senta na cadeira. — Algo sobre a verdadeira história da derrota da múmia.
— Sem problemas. — diz Kayla dando uma piscadela. — Eu digo para minha mãe que eu fiquei em dúvida...
O guarda Hilo então começa se dirigir para a saída do quarto onde pretendia montar guarda.
— Ah, só mais uma coisa — diz Kayla, o guarda se vira para ela. — Fico te devendo uma, Hilo.
— Me devendo uma? — diz Hilo dando risada. — Pelos meus cálculos, essa é centésima primeira vez que eu te ajudo.
Ele se vira e desaparece atrás da porta.
— Me devendo uma, tinha que ser filha do rei mesmo. — diz Hilo ainda dando risada."
Kayla olhou para todos ansiosa, esperando ser desmascarada.
— Espera ai, você é uma princesa de Kinkow? — diz Boomer. — Tipo um Lanny, só que mais máscula? Que legal.
— Menina que imprudência andar sobre os telhados daquele jeito — diz Brady. — Se eu fosse o seu pai te colocaria de castigo por um mês.
— Foi o que v... Meu pai fez, quando me viu no telhado no dia seguinte. — diz Kayla olhando para os próprios pés, envergonhada.
— E deveria ter sido muito mais severo, aonde já se viu pedir ao guarda para fazer sua lição — diz Mason. — Se você fosse uma Makoola receberia um pisão no pé.
Kayla ficou ainda mais cabisbaixa.
— Qual é pessoal — diz Boomer. — A menina além de habilidosa, não fez coisas muito diferentes do que nós faríamos. Ou já se esqueceram do tanto de confusão que causamos como reis?
— Eu tento todos os dias, mais não consigo. — diz Lanny.
— É verdade — diz Boz. — E sorte dela ter um guarda legal daquele jeito, quando eu pedi pro Mahuma me ajudar a matar uma barata no banheiro ele saiu correndo.
Kayla suspirou aliviada acreditando que ninguém tinha descoberto seu segredo.
Mikayla é a única a ficar em silêncio, pois foi a única que montou o quebra cabeça até ali. Pois o quarto onde Kayla havia entrado na memória, era o mesmo que o da Mikayla.
Mikayla guardou a verdade para si.
No umbral surgiu o numero 3.
***
Boz se aproximou do umbral confiante.
— Todos sabem que eu não temo o meu passado. Porque eu, Boz, não guardo segredos.
Ele colocou a mão no umbral e o portal iniciou mais uma memória.
— Exceto esse. — diz Boz ao perceber qual fato seria revelado a todos.
"Boz está na sala do trono, o dia está quente e mormacento.
Sentado no trono ele vira as páginas de uma história em quadrinho.
— Nossa está um calor infernal. — diz ele se abanando com o gibi.
Boz olha para os lados e vendo que não há ninguém a vista, se levanta retira as calças e a cueca e volta a se sentar no trono.
— Aaaaaaaa! — diz Boz, esfregando o traseiro no assento real. — Bem melhor assim."
Quando a visão terminou todos estavam em estado de choque. Boz, estava vermelho como um pimentão. Lady da Caverna estava com a boca, cheia de pipocas, escancarada. Mikayla tampava os olhos de Kayla, horrorizada. Mason sentiu ânsia e se escondeu atrás de uma rocha. Lanny esfregava os olhos gritando e rolando no chão.
— Eu nunca mais vou sentar naquele trono. — diz Boomer, os olhos vidrados.
— Sentar? — diz Brady. — Se um dia voltarmos para casa, à primeira coisa que eu farei será destruir aquele Trono Maculado!
E no umbral surgiu o numero 4.
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