Três Almas

48 47° Capítulo


Notas iniciais
Bem, está acabando. Está Fic tem uma historia muito legal, mas sei que poderia ter sido melhor elaborada e escrita. Porém amei postar ela, e deixar um mundinho que fiz ser conhecido! Talvez, no futuro, eu a escreva de forma mais completa, e se torne mais bela. Amo meus personagens e adorei escrever, foi uma longfic, tensa, cheia de conflitos, foi tudo muito novo, mas amável do seu jeito! Obrigada a todos os leitores, a todos os que comentaram, vocês são demais!♥

Estavam tudo calmo, as guerra acabou. E todos em suas casas. Os preminger morreram todos, basicamente só faltava achar Gai que tinha algumas aberrações. Eric foi sentenciado a prisão perpetua.

— Tenho algo a dizer. — falei na reunião com os conselheiros e onedaras. Invoquei minha armadura da fênix a que concedia a vida a alguém. Cheguei perto de Meterom e lhe concedi a vida, ele brilhou de forma magia e seus olhos antes envoltos de preto ficaram brancos como de humanos, e sua energia não era mais demoníaca.

Ninguém questionou, sabiam que ele tinha ajudado e muito. Meterom agradeceu de coração. A armadura já não existia, era só para ser usada para dar uma vida.

— Acho que muitos já perceberam. — comentei. — Não tenho selos dos oni’s, nem do dragão. Sou uma humana, a condição para eu viver era escolher um lado. E decidi ser humana.

— Minha filha. — Laila chorava. — Como não vai ser uma dragona. Você é uma de nós.

— Mamãe, sempre serei sua filha até a minha morte, mas resolvi ser o que nasci. — Cheguei perto de Hatori, peguei a mãe dele. — Tenho motivos.

— O portal não fecha, ninguém controla. — Falou Daniel.

— Ele é eterno. A deusa quis assim. Você será o imperador, e não será mais pela morte o outro, façam algo democrático. — Falei e todos concordaram.

— Então é isso. — concluiu Tulio. — Mas não acabou.

— Gai. — Oliver e Lisa falaram.

— Será fácil. — Helias sempre convencido.

Olhei para todas na sala. — Amo vocês, e sempre estarem juntos.

*

Alguns meses se passaram, não fomos atrás de Gai ainda. Os ondedaras tiveram muitas mudanças. Hatori foi eleito o líder dos puros. Drakenyard era acessível agora, estávamos tentando fazer interação entre as culturas. E eu passei a morar com o homem que eu amava: Hatori.

Paulo começou a namorar a menina da biblioteca. Eu não era mais imperadora, mas todos me tratavam como. Drakenyard fez um sistema democrático lá. E meterom estava junto com os onedara na divisão três.

— Estou tão feliz com você. — Hatori expressou. Estávamos na cama, acabamos de acordar. Estou deitada em seu peitoral.

— Eu também. Eu te amo. — declarei.

Hatori me deu um beijo carinhoso.

Semana que vem iríamos procurar Gai. Ele não era ameaça, sua família foi dizimada, era mais por vingança que eu o procurava.

*

— Bem, agora está tudo na paz. — Falou Carlos, o ex- líder dos puros e mentor do Hatori. O atual. — Todos os que deveriam foram presos, Julio, Julia, Eric, demais afim.

Estávamos na divisão um, na sala de reunião. Carlos tomava cautela, o discurso vinham dele por respeito que lhe cabia.

— Nesta divisão, Hatori lidera. Na dois, Helio e July. Na três, Meterom e Margarida. — Carlos comentou, havíamos dividido tudo. Até o ex-oni se beneficiou.

— Temos agora noticias importantes. — Hatori tomou a palavra. — Achamos Gai, nas montanhas, em um grande complexo. Vigiamo-lo por dias, agora vamos atacar.

— Tenho o prazer de mandar o Maximo de dragões! — declarou Daniel, estava com os conselheiros que se mantiveram os mesmos. Papai e Mamãe.

— Pois bem. — falei tensa. Quando antes melhor. — Abri a porta da sala, simbolizando partida.

*

O local nas montanhas era gigante, muitas entradas, corredores, mil complexos. Infiltramos facilmente, tudo estava fácil, não havia guarda, não tinha proteção. Muito suspeito.

— Vá para lá, eu vou com um grupo por aqui. — Paulo orientou. E nos separáramos.

Eu entrei, com Hatori, Oliver, Tulio e Meterom em uma sala extensa, com varias capsulas com corpos, experiências, em andamento. Senti ciel em meu corpo se agitar, eu ainda podia conter ciel no meu corpo de forma tranquila, era um oni muito sossegado e conformado e me ajudava muito nas lutas. Equipei a armadura de fogo para caso algo acontecesse.

Cada sala tinha mais pessoas, picadas, com fios, com coisas anexadas ao corpo. Tudo morto ou caminhando para isso. Cheguei a pensar milhares de vezes que era mais um laboratório abandonado, porem mesmo se fosse, o preminger, principalmente o Gai, não eram de deixar rastros, coisas no local.

— Estranho. — disse Hatori. Todos concordaram.

Um corpo derretendo apareceu na nossa frente, não atacamos de imediato. Era provavelmente mais outro irmão, apesar de ser deformado, tinha características semelhantes.

— Onde está Gai? — Túlio perguntou.

A criatura, assim denominada, estava chorando. Não de dor, mas de tristeza. — Acabou. Finalmente, acabou. — Ao dizer isso, ele caiu. E faleceu.

— o que... — Oliver sussurrou.

Ouvimos um chamado da outra sala, partimos correndo para ver o que era.

Em um grande espaço, estava Paulo, Helias, e todo o resto. Na frente, no meio, um corpo enforcado.

— Foi enforcado. — explicou o Paulo. — Foi suicídio.

Era Gai. A sala cheia de papéis, coisas, aparelhos, tudo bagunçado.

Cheguei perto do corpo sem vida.— Ele entrou em desespero. — comecei a chorar. Hatori veio me abraçar de modo automático.

Algo em mim de destrancou. Toda aquela angustia, me agachei no chão. Aquele homem, Gai, a razão de minha existência, o propulsor de meu poder, o causador de minha dor e de vários outros, morreu.

— O infeliz ganhou! — chorava de raiva. — ninguém o venceu, ele mesmo se matou, só ele podia se vencer! — estava perplexa. — Não teve o sofrimento que merecia.

— Minha filha. — Helias tentou me acalmar.

— Saiam! — ordenei. Olharam-me atônicos. — SAIAM!

Assim fizeram e eu fui botando fogo em cada sala, cada corredor, cada complexo, eu iria acabar com tudo, os laboratórios no mundo seriam todos aniquilados, tão crime contra a humanidade nunca mais seria cometido.

Acabou. Desta vez, sim.

Notas finais
Tem mais um bônus!