Três Almas
3 3° Capítulo
Notas iniciais
Laila era linda, Tinha os cabelos loiros que na metade da cintura ficavam vermelhos, tinha olhos azuis, o Daniel, com certeza, puxou a beleza dela.
– Vim conversar a respeito das fronteiras. – disse a Laila.
– Não precisa mentir, sei que veio ver a humana. – disse Helias, eles pareciam não se dar muito bem.
– Você ainda insiste nesse plano? Essa... – ela olhou para mim – Que linda! Parece comigo! – ela chegou perto de mim e começou a apertar as minhas bochechas – Que coisa mais fofa! Qual é o seu nome?
– Luna- Lunally. – Gaguejei, pois fiquei com vergonha. Eu não me considero feia, na verdade sou bonita, mas não a causar tanto espanto, realmente, eu parecia com ela e com o Daniel, eu era loira, de olhos azuis.
– Luna! Esse vai ser seu apelido! – a Laila sorriu para mim e olhou para o Helias – Nunca que uma coisinha fofa como essa irá derrotar o segundo. – disse ela seria
– Será? – o Helias riu – Ela é uma equipadora.
– E? – Laila disse desiludida.
– E tem Oni’s dentro dela!
– Ok, ela é forte, e? – disse Laila ainda desiludida.
– Ela é uma Preminger! – disse Helias
– Talvez ela possa. Não! Ainda não temos garantia, você sabe lutar garota?
– Sei. – respondi com firmeza.
– Já matou alguém? – o Daniel perguntou.
Fiquei em silencio e cheguei perto dele, meus olhos ficaram vermelhos — Eu fui criada para isso. — olhei para a Laila – Me teste!
– Que orgulho! Eu já lhe considero como uma filha – disse a Laila.
– Primeiro temos que fazer de você uma três almas. – Disse Helias
Fomos para baixo do castelo, era bem no fundo, não tinha mais a luz do sol para iluminar, o Daniel foi à frente acendendo com sua chama as lamparinas até a uma porta de ferro gigante.
– Vou abrir – disse Helias, ele contou sua mão com as próprias unhas que ficaram afiadas (deve ser da forma de dragão) E colocou na a mão com sangue na fechadura da porta e ela abriu.
– Não se assuste – disse o Daniel.
Tinha um esqueleto de um dragão no meio da sala, era uma sala enorme, nas colunas chamas douradas acessas, no chão havia escritas, no dente esquerdo do dragão escorria sangue, o sangue desaparecia ao tocar no chão.
– Kalaram! – disse Helias – Esse é o Kalaram!
Fiquei maravilhada com o local, era um tumulo, era algo generoso para com o primeiro imperador. O Helias pegou a minha mão e me levou para perto do esqueleto do primeiro.
– Beba. – disse Helias.
Então eu bebi do sangue que caia do dente do esqueleto.
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– Acorde! Temos que começar seu treino.
Era a voz do Daniel, eu estava meio zonza, mas consegui abrir os olhos direito.
– Que diabos vocês fizeram comigo? – perguntei para aquela criança de 300 anos.
– Lhe demos a alma de um dragão. – ele respondeu – Vamos! Saia dessa cama logo.
– Está escuro, quantas horas? – perguntei levantando-me.
– Quatro da madrugada. – disse Daniel abrindo meu guarda- roupa.
– Vou voltar a dormir. – estava indo para cama.
– Ninguém disse que seria fácil, vamos! – Daniel me puxou para fora da cama – Vista isso e saia em 20 minutos, você vai acorda todos os dias essa hora!
Fomos até a cidade, era uma cidade grande, o Daniel me explicava onde ficava os locais, o palácio, as residências, o centro de comida, o centro de compras, o local de escolas, e o local de outros ensinos. Tudo era dividido na cidade, cada tipo de instituição tinha seu lugar na cidade.
– A hierarquia é a seguinte: Imperador, família do imperador, dragões guerreiros do palácio, a famílias deles, Grandes comerciantes, pequenos comerciantes, e serventes. – O Daniel me dizia.
– Sua mãe é daqui, certo? – perguntei curiosa.
– A historia de meus pais é complicada. – disse ele apontando para o local de luta. – Esse é o local que você vai treinar! Só eu, você, os professores e meus pais podem entrar!
– Então, sua mãe é de outra tribo? – insisti no assunto.
– Sim. – ele me olhou nervoso – Será que podemos nos concentrar? – o Daniel saiu andando na frente.
– Depois do treinamento de hoje você me conta sobre isso? – segurei o ombro dele.
– Se você provar que é forte hoje, eu conto. – disse o Daniel.
– Fechado. – eu respondi feliz.
– Esses são Ren e Caius. – disse o Daniel – Serão seus treinadores, por enquanto.
– Achei que você iria me treinar Daniel. – falei para ele
– Eu sou muito ocupado, não tenho tempo, te busco as 13hrs para almoçar! – disse o Daniel saindo.
Ren tinha cabelos verdes e usava óculos, Caius tinha cabelos roxos compridos, pareciam ser fortes, mas eu também era.
– Prazer Lunally. – disse Caius.
– Me chame de Luna, a Laila me deu esse apelido. – falei sorrindo.
– Ok! – disse Caius, ele parecia ser bem-humorado.
– Bem, vamos ver seu nível hoje! – disse o Ren, ele parecia ser serio. – Meu amor, pegue o equipamento! – o Ren disse ao Caius, meu amor? Eles são um casal? Achei exótico!
– Eu não preciso, tenho o meu! Eu equipo.
– Certo, não quero saber da sua magia, quero saber da sua força física! – falou Ren.
Senti uma coisa diferente, tinha duas coisas novas, eram duas armaduras, devo ter ganhado pelas experiências que tive aqui, as armaduras vêem pelas experiências, sentimentos, contato com as coisas ou pessoas, objetivos que temos, ele vêem de modo natural com magia nova para controlar, por isso a magia de equipar de armaduras é cobiçada. Não disse nada para os meus treinadores, queria me concentrar no treino.
– Lute comigo! – disse Caius e pulou em cima de mim.
Eu sai da mira dele, o lugar que ele pulou estava quebrado, sai correndo na direção dele e fui da um soco, mas ele segurou minha mão, então eu pulei pra cima e virei o corpo passando para trás dele ( e ele ainda segurando minha mão) Então meti o pé nas costas dele e puxei a mão dele para cima, pela dor que ele sentiu ele soltou minha mão e eu me afastei.
– Nada mal! – disse Ren, que observava.
Lutamos varias vezes, e eu acabei ganhando na força física, tinha sete anos, mas fui ensinada a lutar como um homem de 30, eu sempre tive que ser muito mais do que uma pessoa normal.
Uma hora da tarde em ponto o Daniel apareceu, estávamos cansados e suando. Ren foi conversar com Daniel e eu me despedi do Caius, fomos almoçar no palácio de Drakenyard.
– Como foi o treino Luna? – perguntou Helias.
– Bom, mas não tenham medo, podem elaborar treinos mais pesados, eu não irei reclamar. – Laila não estava conosco, eu estava aguardando a noite para o Daniel me contar sobre a historia de seus pais.
– Ren disse que ele estava acima da força de sua idade, isso falando estatisticamente da vista de um dragão. – falou o Daniel – À tarde você vai treinar magia e a noite resistência.
– Não seria melhor eu mostrar para vocês minhas armaduras? – sugeri.
– Você tem que ficar bom no geral primeiro depois você domina o especifico. – disse o Daniel.
– Ele pode ser fraco no físico, mas é forte na mente. — disse Helias, aquilo pareceu incomodar o Daniel.
Como programado, fui treinar magia à tarde. Conheci a Tsunad, uma mulher de cabelos alaranjados e olhos verdes.
– Você é uma equipadora! Você pode fazer tudo! Quer dizer sua magia cria armaduras para qualquer magia, e você pode dominar ela, então não tem desculpa, você só pode ganhar! – disse a Tsunad, ela era bem animada.
– Como vamos começar? – perguntei.
– Vou perguntar e você responde! – afirmou Tsunad. – Se eu lanço uma magia de água, você escolhe que armadura?
– A de fogo! – respondi rindo, era tão obvio.
– Só essa? – ele me olhou com descrença.
– Ou de água também? – respondi parando de rir.
– E? – ela perguntou desiludida.
– Relâmpago? – tentei animar ela.
– Ótimo, estamos chegando a algum lugar. – ela se sentou e eu também — Eu não quero que você use uma armadura, apenas para se defender, eu quero que use algo que vai afetar o inimigo também, se o inimigo usa uma magia elemento, você ataca com todos os outros elementos, não apenas com o reverso.
– Entendi. – falei para a Tsunad – Poderia atacar também com uma armadura de absorção, tipo uma armadura de algodão, pois eu tenho um dessa. – falei achando que ela iria rir da minha cara.
– Perfeito! Gostei! – a Tsunad disse animada — Deixe-me perguntar, todas as armaduras você quem conseguiu? – ela perguntou seria.
– Mais da metade sim, outras foram colocas, meu DNA foi construído. – eu expliquei para ela – Minha magia foi implantada no meu DNA, quer dizer eu nasci com essa magia, mas foi algo induzido.
– Os humanos são maus quando querem, não é? – A Tsunad perguntou.
– Os Dragões também minha senhora. – respondi.
Hoje ela somente me fez perguntas, demorei a pensar em algumas respostas, tem certas armaduras que disse que eu não tinha então a Tsunad falou que eu teria que conseguir elas. Eu expliquei que as armaduras implantadas são assim: Alguém faz uma armadura e conjura a magia nela, e eu a agrego no meu espaço de armaduras, e as fortaleço. Contei também sobre as duas armaduras que ganhei, e que eu tinha que dar um nome para elas, a Tsunad disse que na próxima aula nos faríamos isso.
As 18hrs a própria Tsunad me levou ao próximo professor que iria me ensinar, era um homem chamado Prometeus, ele tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, parecia ser bem equilibrado, meu professor de resistência.
– Olá! — eu disse para ele.
– Você já foi envenenada? – perguntou o Prometeus.
– Não, eu acho que não. – estranhei a pergunta.
– Pois então, vou lhe envenenar agora. – ele se virou pegou um frasco e me entregou.
– Eu tenho duas armaduras de cura, uma de danos físicos e outra de danos psicológicos, porem não funcionam comigo. – expliquei para ele.
– Beba – insistiu Prometeus, então bebi, minha garganta ardeu e começou a coçar, sentir tontura e levei um soco no estômago do Prometeus e vomitei tudo – Primeiro passo, tentar vomitar o veneno. – eu ainda estava tonta, e ele veio querendo me chutar e eu segurei a perna dele e o joguei longe.
– Isso dói! – Eu gritei, e equipei minha armadura de água, lavei minha boca, cuspindo o veneno.
– Isso! Água para limpar é um bom segundo passo. – disse Prometeus correndo em minha direção, Ele iria acertar minha cabeça, então eu equipei minha armadura de Samurai e ataquei o Prometeus com a minha katana (espada) – Você deveria tentar tirar o veneno do corpo. — disse Prometeus.
Eu equipei minha armadura de controle de sangue, me concentrei nos glóbulos de sangue que carregavam o veneno não eram muitos, comparado com o total, então os destruí.
– O que você fez? –Perguntou o Prometeus.
– Eu destruí o veneno. – falei fraca a perda de sangue me afetou, então acelerei a produção no meu corpo de novas glândulas. – Livrei o meu corpo do veneno.
– Interessante, vamos tentar um veneno diferente, do tipo que afeta só na superfície da pele. – disse Prometeus, ele foi o único professor até agora que me deu medo.
Treinamos mais alguns venenos, o que afetou minha pele foi o mais difícil de tirar, tive que colocar muita água para tentar extrair e fechar meus poros transformando minha pele em ferro, com a minha armadura de ferro.
No final da noite, as 23horas o Daniel veio me buscar! Fomos para o palácio. Eu jantei, tomei um banho e vesti a camisola, e fiquei esperando o Daniel, eu tinha o lembrado da promessa que ele fez.
– Estou entrando – Disse o Daniel – Você provou ser forte, mas não é o bastante.
– Mas é o bastante para você me contar a historia! – eu disse.
– Correto – disse o Daniel e sentou no canto na minha cama, a qual eu estava sentada – Mamãe e papai se conhecem a muito tempo, namoravam a muito tempo também. – ele respirou, quando eu nasci, meu pai estava enfrentando uma grande pressão das duas tribos inimigas, mamãe é da segunda mais forte.
– Mas ela está do lado de Helias, não é? – perguntei
– Deixe-me terminar! – ele falou irritado – São três tribos agora: Nós, os Drakenyard's, a da mamãe os Goldty's, e a dos Fidoram's. – o Daniel explicou – Mamãe e papai se amavam, mas ninguém sabia, e um dia descobriram que eles estavam juntos, e meu avô materno decidiu casar os dois e fazer uma aliança. – ele pensa antes de falar – Mamãe já estava me esperando. Então eles se casaram, mas vovô estava tentando tirar vantagem disso e papai não deixou. A mamãe ficou confusa e achou que papai queria prejudicar o vovô. Entendeu até agora?
– Sim.
– Então minha mãe tentou ajudar vovô, papai se sentiu traído e pediu divorcio, mas vovô ameaçou atacar as fronteiras e eles não se eles separassem, e é por isso que vivem em clima de tensão.
– Porque não explica para ele então? – eu perguntei para o Daniel.
– Enquanto um dos dois não desistir, isso não poderá ser resolvido. – disse o Daniel.
– Mas o Helias confia na Laila, pois ela sabia de mim.
– Eu contei.
– Seu pai brigou com você? — perguntei preocupada.
– Sim, mas mamãe não contou para o vovô, senão vovô já tinha espalhado boatos, foi um meio que achei para papai ver que mamãe não o traiu, que ela ainda o ama e guarda seus segredos.
– Você é bastante inteligente mesmo Daniel! – disse feliz – Mas porque não fala pra sua mãe que seu avô está agindo de má fé?
– Ela sabe agora, mas ela tem um dever com seu povo, mamãe ama seu povo e não os colocaria em guerras, ainda mais por causa de um desejo egoísta de amor dela. – disse Daniel que se deitou do meu lado.
– Ela parece ser bem legal mesmo, mas sofre por isso.
– Ela gostou de você. – disse o Daniel – Talvez se esse plano do meu pai der certo, as coisas se ajeitam.
– Eu juro para você Daniel, eu não pouparei esforços. – eu olhei para ele – Eu gostei de todos que conheci até agora, e sei que será fácil amá-los, farei de vocês minha família e meu objetivo.
– Obrigado. – ele me olhou e sorriu – Luna.
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