Três Almas
30 29° Capítulo
Notas iniciais
Eu estava um pouco tensa pelo fato que aconteceu ontem, mas não deixaria isso me abalar. Desci as escadas do grande castelo preto do onedara’s puros e fui para sala de café da manhã.
— Luna. Vem aqui. — senti alguém me puxando para canto, mas me assustei e puxei a pessoa com muita força a jogando contra a parede do outro lado do corredor — Calma sou eu! — disse a July.
— Minha fênix! Desculpe-me July. — eu me afastei dando espaço para ela respirar.
— Nada não. Olha vamos sair escondido hoje! — a garota disse sorrindo de orelha a orelha.
— O que? Por quê? — eu disse empolgada, mas preocupada com meus conselheiros. Isso não era uma postura que eu deveria tomar, mas era tão novo e empolgante que me deixava curiosa.
— Porque vamos passear por ai! Eu, você, Helio e Hatori! — July disse me puxando para um quarto que tinha uma escada para baixo. Descemos e lá em baixo era uma espécie de sala de energia. Tinha uma porta na frente e passamos por ela. Os meninos estavam nos esperando.
— Vem! — disse Helio com pressa. Ele estava escondido na propriedade do onedara’s puros, se pegassem ele já era!
Entrei no carro eu fui atrás com o Hatori. “Eu deveria usar minha armadura de contato e avisar eles” eu pensei, mas talvez eles brigassem comigo. Brigariam depois também, mas era depois, não agora!
— Aonde quer ir? — perguntou Hatori — Você queria conhecer a terra, não é?
— Eu quero ir... — eu pensei bem, não tinha certeza, não sabia o que tinha na terra.
—Vamos ir no chalé das rosas? — Hatori deu a idéia.
— Vamos! — gritou July — Você vai amar luna! É lindo lá!
Fomos até um grande portal verde no meio da cidade. Helio conversou com um homem e lhe deu uma quantia em dinheiro. Atravessou o portal. Estávamos em um lugar totalmente diferente, uma estrada com montanhas cobertas por grama dos dois lados, o céu bem azul com poucas nuvens branquinhas, vacas e cavalos pastando na grama e passarinhos voando.
—Tele transporte! — eu disse fascinada pelo lugar — Deve gastar uma magia absurda trazer quatro pessoas e um automóvel para cá, sem contar que esse lugar deve ser longe!
— Aquela família que eu conversei trabalha anos nesse ramo! Eles desenvolveram técnicas ao longo do tempo, mas claro que gastam muita magia, porem eles sabem controlar. — explicou Helio feliz dirigindo o carro.
— Tem famílias milenares lá perto luna! Família que moraram com dragões! — July quase pulou para trás quando me disse isso.
— Que emoção! Eu não sei como agradecer vocês! — eu falei feliz, mas envergonhada pela gentileza deles comigo — Achei que depois de ontem vocês fossem se afastar de mim.
— Claro que não. — disse Hatori serio — Acredite Luna, nem todo mundo lá é bom, assim como nem todo dragão é bom também!
— Ok! Vamos parar de falar disso! — gritou July.
— Vai ser divertido. — eu disse baixinho. July já se virou para frente.
Eu observava a paisagem. Olhei para o Hatori que parecia perdido olhando a grama, eu fiquei olhando para ele tentado imaginar o que ele estava pensando. Ele tinha muita coisa em cima de si, depois que seu pai morreu Hatori provavelmente teve que pegar todo o serviço da divisão dois. Será que ele concordava com essa divisão? E por quê?
Hatori se virou para mim com um gesto suave e meu rosto ficou da cor de uma pimenta. Vermelho vivo. Fiquei sem graça, dei um sorriso bobo e virei para o outro lado, mas senti que ele ainda me olhava.
Logo chegamos ao chalé das rosas. Tinha muitas rosas aqui, de todas as cores, era lindo! Tinha cabaninhas por todo o lado e uma grande construção que era a recepção e uma piscina enorme, mas não tanto quanto a de Benezeu! Tinha cavalos, vacas, porcos, galinha... Tinha uma estufa de plantas, era realmente lindo!
— Vamos. — disse Hatori me acordando de minha paralisia diante de tanta beleza.
—Rapazes, vocês pagam pelo chalé! Eu e a Luna vamos andar mais! — disse July.
— Depois quando voltarmos vou reembolsar vocês pelos gastos que estão tento comigo. Desculpe-me pelo transtorno, eu não carrego dinheiro, mas se acharem um lugar reservado eu posso abrir um portal para os dragões e buscar ouro, ou algo de valor. — eu falei preocupada com todo o dinheiro que eles usaram comigo.
— Nunca mais diga isso luna. — falou Hatori com um olhar gentil para mim — Nos convidamos você, nos pagamos, não fazemos isso por segundas intenções, só pela amizade!
— O-obrigada. — eu disse corando de novo. Vir-me-ei para July e sai junto com ela.
Eu e July fomos até uma loja. July disse que iríamos comprar biquínis e saídas de praia para ficar aqui, pois iríamos nadar e fazer atividades com água.
July escolheu um conjunto vermelho estampado de rosa. Eu escolhi um azul estampado de verde. Colocamos as duas, vestidos soltos de renda, passamos protetor e esperamos os meninos em um banco. July tinha ligado e mandou-os comprarem a roupa de banho na recepção, pois tinha lá também!
Os rapazes chegaram de bermuda e chinelo.
— Vamos logo! — disse Helio animado. Ele abraçou a July e saiu correndo na frente. Eu estava adorando aquilo. Eu e o Hatori os seguimos.
July e Helio pularam na piscina e começaram a jogar água em mim para que eu entrasse, então tirei o vestidinho e pulei!
Hatori pulou logo em seguida.
—Luna! Você tem armadura de água? — perguntou July.
—Tenho! — falei animada e equipei a armadura de sereia.
“ual”, “meu deus” “um peixe” – escutei eles falarem.
— Essa armadura vira uma saia de algas no lugar da calda quando estou em terra, mas em água fica assim. — expliquei para eles que estavam olhando para minha calda – Podem tocar!
Eles tocaram e fez cosquinhas eu tremi pela sensação e encolhi a calda.
— Faz cócegas! – eu disse.
— Desculpe-me é muito diferente. — disse Hatori sorrindo — Nunca vi uma maga de água capaz de virar sereia. — Ele se virou para July.
— Nível avançado querido! — disse July rindo.
Nadamos um tempão, jogamos vôlei na água, era um jogo que você tinha que passar a bola em cima da rede sem deixar cair na água. Foi muito divertido!
July e Helio foram ver as folhes e Hatori sugeriu que fossemos fazer a mini-trilha que tinha no lugar. Eu aceitei.
— É um pouco longa, mas chegamos no final um dia. — Hatori falou.
— Não é melhor você enxugar seus cabelos direito? — perguntei para ele vendo que pingava gotas de água de seus fios.
— Não trouxe toalha. Deixamos-nos na piscina. — ele disse.
— Deixe-me te ajudar! – eu sorri e equipei minha armadura de vento – Eu posso secar!
Hatori se inclinou para frente e ar saia da minha mão, eu passava a outra mão para ajudar a passar os fios que eu secava. Os ar era frio, mas tirava a água do cabelo de Hatori.
— Pronto! — anunciei e voltei ao normal. Eu estava com o vestido de renda branca.
— Obrigado. — ele sorriu e foi andando na frente.
— Você disse que me falaria sobre as espadas.
— É claro, você deve estar curiosa. — Hatori disse sem se virar para mim, ele seguia para frente na trilha.
— Sim, Helias não me contou muito. — eu expliquei.
—A preta é a morte – Diz Hatori – A branca é vida. Azul é defesa. Verde é cura. Vermelha é ataque. Roxa é de selos. Dourada é controle da mente.
Eu não disse nada esperei ele especificar mais as funções das espadas.
— A preta mata qualquer um, mas é difícil controlar a proporção de alcance dessa magia. Por exemplo, estou lutando com você – Hatori para e se vira para mim — Estamos em uma floresta longe das pessoas eu posso usar ela e matar a floresta inteira e você, tudo vira nada. Então ela só serve se eu estiver sozinho, sem amigos e rodeado de inimigos, mato todos ao meu redor, mas se eu lutar na arena que você lutou ontem, eu mataria todos que estavam assistindo, entendeu?
— Sim. — eu fiquei surpresa por tamanho poder.
— A branca disse que dá a vida, mas eu nunca consegui reviver ninguém, nem mesmo meu pai. – Hatori falou um pouco triste. — As espadas me falaram que funciona um vez, e tem todo uma complexidade.
— Falou? Quem falou? — perguntei para ele.
— As espadas conversam. — Hatori disse um pouco confuso — Você não sabia disso?
— Não! Conversam sempre? — eu perguntei surpresa.
— Não, só quando querem, ou seja, três vezes em toda minha vida. — Hatori pareceu descrente.
— O que disseram? — eu estava curiosa sobre as espadas, os primeiros conselheiros de Kalaram eram realmente muito fortes.
—Me disseram a função de cada uma, me mandaram cuidar do templo da fênix, contaram-me que para desbloquear a branca eu tinha que ser muito mais do que eu sou e que só um homem desbloqueou a espada há vários milênios atrás.
— Interessante.
— A vermelha é ataque de fogo, muito forte. A verde cura, mas tem um detalhe. Se você estiver se um braço e perna, estiver com pouco sangue, quase morrendo, eu tenho que usar a branca junto com a verde, se não dá errado. Mas se você morreu nem usando todas juntas, você volta. A verde cura de básico para médio, a Branca com a verde os ferimentos graves, entendeu? –— Hatori tinha voltado a andar enquanto explicava a função de outras espadas.
— A roxa faz e desfaz qualquer selo que seja de nível básico e médio, eu posso até tentar desfazer selos complexos, mas não é certeza, por exemplo, eu não sei desfazer seu selo, mas desfiz selos oni’s de outras experiências que eu já encontrei por ai dos preminger’s. Eram níveis mais baixos.
— Roxane explicou-me isso uma vez, — eu disse para Hatori — Ela também já lutou com vários oni’s, era uma conselheira de Helias, mas ela também não poderia desfazer meu selo, só ocultar com outro selo a presença deles.
— Então você entende um pouco. A espada Dourada ela controla a mente, mas tem mentes que tem selos incríveis, que não são fácies de invadir. Eu tenho sete selos, o selo que as espadas me oferecem. Ocultam minha mente e a presença da magia das espadas. Você tem seis selos de mente.
— Seis? – falei assuntada — De onde?
— Você tem armadura de controle de mente?
— Não! Só de contato, tipo um telefone.
— Um selo é dos dragões, provavelmente pelo que eu pude ver agora, você e seu povo que eu conheci tem esse selo. Três são dos oni’s e o outro eu acho que é humano, deve ser um selo preminger. O ultimo é muito forte, acho que é divino, eu só vi um selo assim em um homem que lutou ao lado dos preminger’s , mas revoltou e está desaparecido até hoje, Faz 10 anos.
— Ninguém nunca me disse isso. — falei me sentindo traída pelos dragões.
— Talvez não tivesse relevância. – explicou Hatori.
— Você pode desfazer os do preminger’s? – eu perguntei, pois sabia que tinha informações ocultas em mim, talvez Roxane não pudesse por isso não falou nada.
— Posso. — Hatori parou na minha frente. Com a expressão calma.
— Vou conversar com meus conselheiros e ver se posso fazer isso. — falei baixinho. Eu estava com medo do que poderia estar escondido nesse selo.
Hatori concordou comigo. Que o melhor a fazer era consultar meu povo. Andamos bastante até chegar ao fim da trilha, devo admitir que fiquei cansada com essa caminhada, o que era vergonhoso, pois eu sou treinada para fazer movimentos rápidos e repetitivos sem cansar.
— Lunally. — Hatori me chamou, fiquei tensa, ele falou Lunally. Pareceu-me muito formal. Prefiro Luna.
— Sim? — olhei para o Hatori, que tinha a expressão calma e serena, era parecia ser muito equilibrado.
— Você já conversou com seus oni’s?
Aquela pergunta me deixou em choque por um momento. Eu já ouvi meus oni’s conversarem comigo, alias, muitas vezes, porem eu nunca tive um dialogo. E se ele perguntar o que eles me falaram, como vou dizer que os oni’s querem liberdade e são “bons”. Acho difícil de acreditar.
— Eles falavam muito comigo quando eu era um experimento. — eu expliquei de maneira que ele entendesse — Os oni’s vivem em troca de uma alma, porem como foram selados, eles não receberam alma alguma. Então o sonho deles é tomar a consciência do corpo que está selado para poder tomar a alma e ir embora, ou seja, eles tentam fazer isso sempre.
— Mas você é forte o suficiente para que eles não te dominem. — Hatori afirmou vendo que, por obvio, não fui dominada.
— Sim. Mas eles estão cooperando sabe? — eu tentei dizer de modo que ele entendesse, era difícil dizer que demônios ajudavam por vontade própria sem recompensas — Eles querem ser livres, então eles vão meio que cooperar para que eu derrote os preminger’s, foi isso que eu entendi pelas atitudes recentes dos meus oni’s.
— Então porque você está treinando resistência contra eles? — perguntou Hatori.
— Eles vão “ajudar” — eu fiz aspas com as mãos — até que eles consigam o que querem, quando eu matar os premeinger’s e eu estiver fraca, pela luta que vou ter, um oni pode facilmente tomar meu corpo e roubar minha alma. Estou preparando-me para enfrentar oni’s mesmo sem magia.
— Eu pensei nisso. — disse ele serio me guiando até a sala do almoço — Você está confiante que vai derrotar os preminger, não é? — disse o Hatori com uma expressão pensativa.
— Sim.
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