Eu não acreditei no que vi. Ele não podia estar fazendo isso comigo, não depois do que eu tinha dito a ela. Passei por eles e ele me viu e era isso que eu queria. Pensei que ele fosse dar mil explicações, mas, ele fez o pior, voltou a beija-la. Ódio escorria em minhas veias e decidi que nem a aula do Edgar iria me prender naquela escola. Sai em disparada e ouvi passos atrás de mim. Será que não podia ficar em paz? Olhei para trás e era Karina que me seguia. Peguei em seu braço e a puxei, hoje ela viria comigo.

– João?

Karina vinha tentando falar comigo e eu ignorava seus chamados e dessa vez, ignorei novamente, mas, selando meus lábios com o dela.

– Ei, o que houve? E a aula?

– Esqueça a merda da aula.

A beijei de novo e coloquei minhas mãos em suas costas. Eu não podia fazer isso, não queria engana-la, mas, estava fervendo em raiva. Raiva do Pedro. E dela também. Por que diabos ela quis continuar com isso?

– João, vamos para minha casa?

– Claro.

Chegamos na sua casa e ela já foi me beijando loucamente. Quando percebi estávamos no sofá e uma onde de calor se espalhava pelo meu corpo. Eu estava fora de si. Não sabia o que estava fazendo, mas, continuei até ela ficar sem roupa.

– Não posso fazer isso.

– O que? Por que?

– Porque não é de você que eu gosto.

– E desde quando se importa com isso, João? Desde quando se importa com um garota?

– Desde que conheci sua irmã