Tryin To Find A Reason Why
6 Capítulo VI – Until The Moment I'm Gone
Notas iniciais
Capítulo VI – Until The Moment I'm Gone
Uma semana tinha se passado desde a briga de Quinn e Rachel. Mais para discussão, já que elas não tinham realmente brigado, apenas, finalmente, falando verdades. Verdades essas que nenhuma das duas conseguiu aguentar. E agora, elas não se falavam mais. Quinn sentia seu peito arder toda vez que via Rachel com Jesse e seus olhos se encontravam. Rachel parecia perdida, mesmo com Jesse, ela ficava procurando Quinn com o olhar, sempre querendo ver se a loira estava bem.
Mas Quinn não estava.
Ela poderia até fingir sorrisos, mas sempre que seus olhos encontravam com os castanhos de Rachel, seu peito apertava e o sorriso falso vacilava. Ela tentou. Tentou parecer bem até para si mesma.
Mas não conseguiu.
– Quinn? – Seu pai lhe chamou, pela quinta vez. Quando ela finalmente lhe olhou, ela viu o olhar preocupado em suas feições. – Está tudo bem, querida?
Eles estavam jantando. Seu pai tinha pedido pizza para que eles comemorassem a sua promoção. Quinn estava feliz por seu pai. Muito. Pelo menos agora ele não iria trabalhar a noite. Ela sempre ficava preocupada quando seu pai saía para trabalhar no turno da noite, e ficava acordada até o momento em que ele chegasse. Mas agora ele só iria trabalhar até as 16hs.
– Sim, papai. – Ela murmurou e voltou os olhos para seu prato, jogando a azeitona de um lado para o outro.
– Você ainda não comeu, Quinn. – Ele diz olhando para a pizza dela. – Ainda sem falar com a Rachel?
E, novamente, o sorriso falso voltou para o seu rosto.
– Eu estou bem, papai.
Russell bufou e se levantou da cadeira, recolheu as coisas da mesa e foi até a pia, colocando tudo no balcão. Quinn observava tudo com um olhar triste.
– Você sabe que não consegue mentir para mim, Lucy. – Ele usa o nome que usava quando ela era criança. Quinn o olha com os olhos perdidos. – Apenas me diga que está triste, não precisa fingir que está feliz para me fazer feliz, querida.
– Eu estou feliz por você, papai!
– Mas não para si mesma.
Então Quinn se calou. Russell estava certo, Quinn nunca iria admitir que não estava feliz. Mesmo que ele lhe dissesse isso.
– Você tem que lembrar que eu sou o seu pai, Lucy. Eu estou aqui pra você. – Ele se agachou na frente dela. – Você só precisa me deixar entrar nessa sua cabecinha. – E levantou a mão para tocar a têmpora da loira com a ponta dos dedos. Logo depois ele colocou a mão no peito dela, sobre o coração, fazendo Quinn suspirar e sorri de canto. – Precisa me dizer o que estiver preso aí dentro.
– Tem tanta coisa aqui, papai.
– E você pode me dizer todas elas! Quando estiver pronta. – Disse e agarrou as mãos dela com as suas. – Eu sempre estarei aqui.
Quinn comprimiu os lábios para impedir um soluço. Desviou os olhos do seu pai e respirou fundo. Ela não sabia quando estaria pronta para desabafar com seu pai.
__
Assim que entrou no McKinley, um braço pousou em seus ombros. Sorriu quando olhou para cima e viu Finn com um olhar ameaçador para quem se aproximasse. Ele estava protegendo-a de qualquer coisa, sendo que o que precisava de proteção era o coração dela, mas ele estava tentando, e Quinn estava feliz por isso.
Quando se aproximaram do armário, Quinn viu que Rachel estava parada lá. Respirou fundo e olhou para Finn.
– Quer parar ou passar direto?
Respirou fundo mais uma vez quando ele terminou de falar. Ela queria parar. Queria parar e conversar com Rachel. Mas não era saudável. Não para o seu coração.
– Eu trouxe um caderno, posso ir para a sala sem problema.
Finn assentiu e eles passaram direto.
Rachel não lhe chamou.
Mas o olhar nos olhos da morena fez com que um bolo crescesse na garganta de Quinn. Comprimiu os lábios e ignorou isso. Ignorou tudo o que seu coração lhe dizia.
E ele lhe dizia para voltar correndo para Rachel.
– Quinn... – Foi o que ela ouviu Rachel murmurar assim que passou por ela. Fechou os olhos por alguns segundos e sentiu a mão de Finn apertar o seu ombro.
– Vai ficar tudo bem. – Ele sussurrou se inclinando para beijar a sua cabeça. Deitou a cabeça no ombro dela e o sentiu levá-la para a sala.
A manhã passou do mesmo jeito. Rachel e Quinn trocavam olhares, e Quinn era sempre a primeira a desviar. Ela não conseguia mais olhar para Rachel.
Sempre que o fazia, seu peito ardia de vontade de ir até a morena e perdoá-la por algo que ela não tinha culpa. Quinn não sabia de quem era a culpa pela “separação” delas. Talvez não houvesse um culpado. Até porque, ninguém é culpado por não se sentir do mesmo jeito que a outra pessoa.
Quinn poderia até estar errada por estar afastando Rachel assim, mas ela não conseguia parar de pensar que deveria ter ficado calada, e também se a morena poderia ter lhe correspondido... talvez se não tivesse Jesse no meio da situação.
Logo depois do almoço, Quinn foi para a sala, passando antes no armário, aliviada por Rachel não estar lá esperando por ela. Quinn sabia que a morena queria conversar, afinal, fazia tempo que Rachel ainda insistia em conversar com ela sobre o assunto.
Mas Quinn não queria conversar. Ela não sabia se conseguiria conversar com Rachel sem quebrar e machucar, tanto a morena, quanto a ela mesma.
Então, apenas foi para a sala.
– Posso sentar aqui?
Seus olhos saíram do livro e foram para a pessoa que estava se erguendo sobre ela. Era uma garota. Cabelos loiros e olhos castanhos. Sorriu amigavelmente.
– Claro. – Disse e viu a garota apertar os livros contra o peito antes de se sentar ao seu lado.
Ela estava na aula de Biologia, e sua parceira da aula era Rachel. Mas a morena ainda não tinha entrado na sala. E Quinn realmente não queria sentar com ela. Então andou para sentar em outra mesa, e não a que elas usualmente sentavam.
– Você é Quinn Fabray? – A garota perguntou. Sua voz era calma, e Quinn realmente estava se sentindo mais tranquila.
Virou seu rosto para encarar a loira.
– Sim, e você?
– Eu não sou Quinn Fabray! – A garota brincou e Quinn riu. Então ela tinha senso de humor. Quinn realmente gostou dela. – Emily Fitzpatrick.
Aonde foi que ela já ouviu esse nome?
Oh... a lista da Rachel...
– É um nome muito bonito. – Comentou sorrindo, viu a loira corar e seu sorriso cresceu. – Nunca vi você por aqui.
– É porque eu sento nessa mesa. – Ela diz apontando para onde ela estava sentada. – Mas o meu parceiro está doente.
– Então somos duas. – Emily a olhou com um sorriso confuso.
– Mas eu vi a sua parceira hoje. – Assim que ela terminou de falar, Rachel entra pela porta, seus olhos foram para a mesa que ela sentavam e quando não viu Quinn, os olhos correram pela sala, até encontrar os olhos da loira nela. – Oh, ela está ali... quer que eu saia?
– Não.
– Mas...
– Gosta de biologia? – Desviou o assunto, os olhos saindo de Rachel e grudando nos castanhos de Emily.
A loira parecia assustada, mas respondeu mesmo assim. E elas entraram em uma conversa que fez com que Quinn desviasse um pouco de Rachel. E também do olhar que a morena lhe deu quando a viu, sentada com outra pessoa, que não era ela.
Então seu celular vibrou. O professor já estava na sala. Emily tinha os olhos grudados no professor e copiava tudo o que ele falava.
Se inclinou para trás e pegou o celular sob a mesa, desbloqueou a tela e viu que era uma mensagem de Rachel. Respirou fundo e olhou para cima, vendo que a morena tinha a cabeça levemente inclinada para trás e o rosto virado para o lado, como se estivesse atenta ao seus movimentos. Olhou para Emily e viu que a loira estava lendo o que tinha copiado no caderno. Então abriu a mensagem e começou a ler.
Porque não se sentou comigo? Eu sei que não está falando comigo, mas achei que ainda fosse ser minha parceira nas aulas, como você fez nas semanas passadas. – Rae.
Pensou se deveria responder. Ela não queria, bom, sua cabeça dizia para que ela não respondesse, mas seu coração estava acelerado. Passou uma mão pelo rosto e apertou a ponte do nariz. Ela realmente precisava trabalhar nisso. Ela não sabia como ignorar Rachel. E isso estava machucando-a.
Mas, pela segunda vez do dia, ela decidiu ouvir sua mente, e ignorou Rachel.
Bloqueou o celular e voltou a guardá-lo. Seus olhos foram atraídos para frente, onde a morena lhe encarava com uma expressão confusa e dolorosa.
Quinn fechou os olhos por alguns segundos e passou as mãos pelo rosto.
Isso realmente era difícil.
__
Quando as aulas acabaram, Quinn foi rápido para o estacionamento, mandando uma mensagem para Finn, dizendo que já estava indo embora. Ela não queria dar de cara com Rachel mais uma vez no dia, já que isso tinha acontecido muito.
Entrou no carro de deu a partida, mas, como sempre, seus olhos foram atraídos para frente e encontraram a morena andando com Jesse até o carro dele. Ela tentou, tentou não se sentir mal, mas o modo como o corpo da morena estava totalmente aconchegado no de Jesse enquanto eles andavam, fez com que ela fechasse os olhos e se jogasse para trás no banco. Seu peito apertando tanto que ela ficou sem ar. Trincou a mandíbula e respirou fundo para não chorar.
E ela estava virando expert nisso.
Abriu os olhos e viu que Rachel e Jesse já estavam dentro do carro dele. Quinn não quis saber se o que eles estavam fazendo, então apenas saiu do estacionamento com o carro.
Ela iria correndo para casa, mas quando viu uma pessoa loira andando pela calçada pensou em parar, e foi o que fez, desceu o vidro do passageiro e viu como atraiu a atenção da loira que se inclinou para ver de quem era o carro.
– Oh! Hey! – Emily a cumprimentou, animada.
– Você está a pé! – Contestou o obvio, Emily riu e se aproximou do carro, apertando o fichário contra o peito.
– Meu pai não me dá um carro, e nem me deixa andar de ônibus, então... – Ela deu de ombros e riu sem graça. Quinn balançou a cabeça e se inclinou para abrir a porta do passageiro.
– Eu te deixo em casa.
– Você não sabe onde é. – Emily retrucou, mas entrou mesmo assim. – Ou sabe, e está me stalkeando?
Quinn gargalhou e voltou a ligar o carro, saindo do meio fio.
– Não faço a mínima ideia. – Respondeu com um sorriso de canto.
– Eu vou te guiando. – Ela diz e coloca o cinto. – Pode ir direto.
Quinn assentiu e continuou indo direto.
– Então... porque seu pai não deixa você ter um carro, ou andar de ônibus? – Perguntou achando estranho o que a loira tinha dito.
Emily suspirou pesadamente.
– Ele é daquele tipo de gente que é extremamente ecológica. Minha mãe é até menos, mas meu pai é do tipo que, por ele, o banheiro seria o quintal.
Quinn fez uma careta com tal pensamento.
– Mas...
– Não! Fique tranquila. Ele usa o banheiro de casa, como uma pessoa normal. – Emily a tranquiliza e Quinn gargalha.
– Isso realmente é tranquilizante.
Emily riu e pediu para ela virar a esquerda e depois a direita.
– Minha casa é aquela. – E apontou para uma casa mais afastada. Quinn logo direcionou o carro naquela direção e parou no meio fio.
Era uma casa extremamente grande. E ficava na parte alta da cidade, Quinn ficou realmente surpresa quando viu o quão grande era a casa. Ela pensou que, pelo pai de Emily ser um homem extremamente ecológico, ela poderia morar em um trailer. Mas não era nada do que ela pensava que seria.
– Achei que seu pai fosse um homem extremamente ecológico. – Quinn comentou ao ver o quão grande era a casa e os carros caros na garagem.
Emily suspirou pesadamente e sorriu para Quinn.
– Meu pai é, mas ele ganha muito dinheiro com a empresa de reciclagem que temos. – Ela explicou, sua voz saindo lenta e preguiçosa, como se estivesse cansada de falar sobre o assunto, e antes de continuar a falar ela passa uma mão pelo cabelo, antes de arrumar as coisas para descer do carro. – E eu ainda tenho mais três irmãs que realmente amam o dinheiro do meu pai.
Quinn assentiu lentamente, entendendo toda a situação.
– Okay, então, boa sorte com isso. – Comentou e observou Emily recolher as coisas.
– Te vejo amanhã? – Escutou Emily perguntar, levantou os olhos para ela e sorriu de canto.
– Claro. – Disse e viu o sorriso de Emily antes de ela sair do carro e caminhar até a sua casa.
Apesar de ter acabado de conhecer Emily, Quinn ficou surpresa que já conversar com a loira tão tranquilamente. Assentiu para si mesma e balançou a cabeça, ligou o carro e o tirou do meio fio, saindo da parte alta da cidade.
Estacionou o carro na garagem e saiu, entrando em casa e percebendo que seu pai já tinha saído para o trabalho. Andou até a cozinha e pegou uma jarra de suco na geladeira, colocou-a no balcão e pegou um copo. Colocou um pouco de suco dentro e o tomou de uma vez.Terminou de tomar e o colocou em cima da pia, lavando-o logo em seguida.
Quando ia saindo da cozinha, algo a fez parar de andar, e sua respiração acelerou quando percebeu.
Ela não tinha pensado em Rachel, em momento algum desde que Emily entrou no carro. Olhou ao redor, sem saber se isso era real.
Ela finalmente teria superado Rachel?
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