Tryin To Find A Reason Why
19 Capítulo XIX – I Won’t Be Always Here
Notas iniciais
Capítulo XIX – I Won’t Be Always Here
No sábado de manhã, Quinn estava parada em frente a porta do quarto de Rachel. Seus pais tinham lhe deixado entrar, mas ela estava muito hesitante para entrar no quarto da morena. Não sabia se Rachel estava chateada com ela ou se era somente magoada pela humilhação de Claire.
Bateu na porta lentamente, escutando um ‘não quero sair, papai’. Quinn sorriu carinhosamente antes de abrir a porta, sabendo que estaria destrancada. Sorriu mais ainda ao ver a morena enterrada nos travesseiros.
– Sinto dizer que Leroy está fazendo o almoço agora. – Brincou a loira quando entrou, fechando a porta atrás de si e virando para ver o olhar confuso e sonolento de Rachel. – Estava dormindo até agora?
Rachel foi sentando na cama lentamente, Quinn riu ao ver a camisa que a morena usava. Era uma camisa branca com os dizeres na frente ‘I Love Bacon’, e a camisa era sua.
– Eu não amo Bacon. – Rachel diz rapidamente, cruzando os braços sobre a camisa. – Você que esqueceu aqui, foi a primeira que peguei.
Quinn apenas assentiu lentamente, sorrindo e sentando na cama, olhando nos olhos castanhos sonolentos.
– Você está bem? – Perguntou atenciosa, pensando se deveria esticar a mão e pegar a da morena.
– Porquê quer saber? – Rachel indaga irritada. Quinn suspirou e viu que a morena tinha se arrependido do seu tom de voz. – Me des...
– Não precisa, eu entendo que esteja chateada comigo.
– Você nem ao menos me disse que estavam namorando. – Reclama a morena, vendo que tinha a oportunidade de falar sobre o assunto. Seu sono desaparecendo consideravelmente. – Eu sei que nós passamos por muita coisa, mas achei que fosse me dizer quando começasse a namorar com alguém.
Quinn apenas desviou o olhar, não fazia ideia do porque se sentia mal, já que não deveria estar se sentindo mal por não ter dito a Rachel que estava com Claire. Sendo que ela não estava com Claire, elas apenas tinham algo que ainda não foi devidamente rotulado.
– Eu não estou namorando, apenas estamos...
– Se divertindo? – Debocha a morena com um sorriso levemente irritado. Quinn se encolheu com o tom e franziu as sobrancelhas. – Quinn, eu entendo que o que aconteceu entre a gente não foi algo muito bom, mas você ainda pode me contar sobre essas coisas.
– Porque eu não iria contar? – Indagou a loira com uma curiosidade genuína. – Não tivemos nada, Rachel!
– Nós nos beijamos! – Exclamou a morena e Quinn ficou surpresa ao ver os olhos dela brilharem com magoa. – E não me chame de Rachel!
Se levantando, Quinn vai até a janela, abrindo as cortinas com muita raiva. Escutou um gemido baixo de Rachel e virou para encontrar a morena sob os lençóis.
– O que você quer dizer com isso, Rachel? – Sim, ela usou o nome da morena de propósito. Porque? Bom, ela sabia que faria com que ela dissesse tudo sem pensar nas consequências.
– Argh! Porque você insiste em me chamar de Rachel!?
– Porque é o único jeito de tirar algo de você!
E Rachel ficou em silencio. Sentou na cama e esperou que Rachel saísse dos lençóis. Quando finalmente o fez, Quinn suspirou ao ver os olhos marejados da morena.
– Eu não gosto quando você me chama de Rachel.
– Eu não gosto de chamar você de Rachel. – Retruca suavemente. Finalmente se aproximando da morena e pegando sua mão. – O que você sente por mim, Rach?
Sim, era uma pergunta muito arriscada. Ela nem ao menos sabia o porque de ter feito tal pergunta, mas ansiava pela resposta da morena. Nunca tinha feito esta pergunta para Rachel antes, mesmo sempre querendo saber a resposta dela.
– Quinn...
– Você está me deixando muito confusa, Rach. – Choramingou a loira suspirando logo em seguida. – Eu quero que você me explique porque estou confusa com tudo isso.
A morena tinha os olhos fixados nos verdes da loira. Quinn conseguiu ver a batalha interna através dos olhos castanhos. Respirou fundo e fixou os olhos no rosto da morena, procurando alguma evidência de algo que não fosse hesitação.
– Quinn... eu estou com o Jesse. – Quinn apenas respirou fundo mais uma vez. Apesar de sentir tudo o que sente por Rachel, essa afirmação não doeu tanto quanto antes, quando a morena resolveu contar para ela que tinha começado a namorar o St. James. – E... e eu o amo.
Quinn apenas balançou a cabeça, soltando as mãos da morena e se levantando da cama. Andou até a porta, mas virou antes de sair, encontrando os olhos castanhos mais uma vez.
– Apenas... lembre que não estarei sempre disponível, e que vou seguir em frente em algum momento.
E saiu. Deixando Rachel com os olhos arregalados e os lábios comprimidos.
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Frannie estava estudando na mesa da sala de estar, quando sua irmã de dez anos entra na sala com o rosto amarrado. Riu e soltou o lápis, virando para esperar o que quer que Quinn iria lhe falar, mas a loirinha apenas se sentou na cadeira a sua frente e cruzou os braços, a expressão amarrada continuava ali.
– Rachel de novo? – Resolveu perguntar, mas se impressionou quando a loirinha negou com a cabeça. – Hmmmm... o que foi então?
– Chegou uma garota nova na escola, e ela é muito chata! – Reclamou a mais nova com o lábio projetado para frente em um beicinho.
– Okay... e quem é essa garota chata? – Brincou Frannie com um sorriso divertido.
– O nome dela é Santana Lopez, e ela fica chamando a Rach de hobbit! E um monte de apelidos sobre pessoas pequenas!
Frannie gargalhou e tirou os óculos para enxugar os olhos. Santana Lopez era filha de um dos maiores médicos da cidade, e para morar mais perto do hospital, eles se mudaram para uma casa no bairro deles, e a escola ficava no mesmo bairro. Frannie lembrava de ter visto Santana com sua mãe no parquinho perto da sua casa. Era uma garota bem danada.
– E o que você fez? Defendeu a Rach?
– Sim! Claro que sim! Mas essa Santana continua falando essas coisas, mas ela nem percebeu que não é muito maior do que a Rae.
Frannie assente e esconde um sorriso entre os dedos. Antes que pudesse falar, sua mãe entra na sala carregando uma grande bandeja cheia de biscoitos e coloca sobre a mesa.
– O que foi dessa vez? – Ela pergunta depois que vê que Quinn não parecia nada feliz enquanto catava as gotas de chocolate sobre o biscoito.
– Santana Lopez chegou na escola e começou a irritar Quinn e Rach. – Frannie explica colocando os óculos e pegando um biscoito.
Sua mãe ri e acaricia os longos cabelos loiros da sua filha mais nova.
– Sinto que vocês serão grandes amigas algum dia. – Prevê Judy com um sorriso discreto, vendo que Quinn parecia chocada com o que disse.
– Nunca que eu vou ser amiga de Santana Lopez!
E aqui estava ela, ao lado de Santana Lopez enquanto almoçavam no refeitório. Não entendia o porquê de a latina estar sentada ao seu lado, tinha preferido se afastar de todos, escolhendo uma mesa mais longe das outras panelinhas, e Santana simplesmente andou até ela, sentando na sua frente e começando a comer.
– O que está fazendo aqui? – Indagou a loira olhando para a latina que brincava com os tots em seu prato.
– Comendo. – Responde simplesmente a latina.
– Eu percebi isso, mas quero saber o porquê de estar fazendo isso aqui.
Santana ergueu os olhos para ela enquanto colocava um tots na boca.
– Essa mesa é sua? Poxa, não sabia que tinha comprado uma mesa!
Revirando olhos, Quinn apenas desistiu.
– Tá, tanto faz. – Deu de ombros e voltou para a sua salada de frutas. Não demorou muito até que Santana começasse a falar mais uma vez.
– Porque não está sentada com a Hobbit? – Indagou a latina genuinamente curiosa.
Quinn apenas respirou fundo com o apelido.
– Porque eu quis me sentar aqui hoje. – Respondeu simplesmente, rezando para que isso fosse o suficiente para Santana, mas nunca era o suficiente para a latina.
– Você pode até enganar essa sua cabecinha loira oxigenada, mas você não me engana, chica. – Santana fala lentamente, sua boca estava cheia de tots, e seria cômico se Quinn não estivesse querendo socá-la. A latina apontou para a própria testa. – Eu tenho um terceiro olho mexicano, e ele pode ver tudo. Tudo mesmo.
Quinn apenas bufou e continuou comendo a salada de frutas.
– E porque você está aqui? – Indagou depois de um tempo, levantando os olhos para a latina. – Você nem ao menos come na mesa do pessoal do coral, porque está aqui?
Santana deu de ombros e empurrou o prato vazio de tots para o lado, tomando um longo gole de água e olhando para Quinn com os olhos cerrados.
– Não mude de assunto, loira.
Quinn revirou os olhos e desistiu de comer. Ela nem sabia por que estava comendo salada de frutas!
– Porque está tão curiosa com isso? Não é nada demais! Eu só não quis me sentar lá! – Guinchou e pegou a sua salada de frutas, se levantando da mesa e indo embora, sabendo que a latina não iria acompanhá-la
Ao entrar na sala do Muckraker, ficou surpresa ao ver Marley sentada no sofá com um braço jogado sobre o rosto. Andou até a morena e sentou ao seu lado lentamente, não sabendo se ela iria acordar ou não.
Mas Marley acabou acordando.
– O que..? – Marley resmungou e passou as mãos pelo rosto, olhando para Quinn com uma expressão confusa. – Porque não está no refeitório?
– Santana me irritou até que eu viesse para cá. – Bufou e abriu o deposito com sua salada de frutas. Suspirou pesadamente. – Eu não sei porque ainda estou comendo isso.
Marley se inclinou para ver o que era, bufando uma risada quando viu.
– Eu trouxe almoço, se quiser eu posso te dar um pouco. – A morena oferece e Quinn a olha fazendo-a rir. – Não precisa fazer esse olhar de cachorrinho.
Ela se inclina para pegar na bolsa, retirando um deposito e abrindo-o. Era um sanduiche dividido no meio. Marley pega um pedaço e oferece o outro para Quinn, que fecha a sua salada de frutas e pega o pedaço oferecido.
– Bacon? – Quinn arregala os olhos enquanto mastiga.
Marley riu e assentiu.
– Minha mãe sempre me faz sanduiche de bacon com queijo para o almoço, mas eu nunca como todo, sabe como é... não quero morrer muito cedo. – Ela brinca e Quinn assente enquanto engole.
– Quando minha mãe era viva, — Começou a falar, viu o sorriso de Marley murchar um pouco e sorriu mais ainda, era a primeira vez que falava da sua mãe sem ficar triste. – ela me fazia para trazer para o almoço, mas Rachel começou a confiscar dizendo que eu não iria mais comer animais.
– Então era por isso que você estava comendo essa salada? – Indagou a morena acenando para o deposito com a salada de frutas.
Quinn assentiu suspirando.
– Nem sei porque continuo comendo isso.
– Talvez porque você a ama e não quer magoá-la. – Marley sugere com um sorriso zombeteiro no rosto. – Ou você quer entrar nas calças dela.
Gargalhando, Quinn apenas balançou a cabeça.
– Eu a amo, mas... ultimamente eu não sei mais o que quero.
Marley mastigava lentamente e engolia com um olhar pensativo.
– Mas e Claire? – Indagou a morena deixando a loira confusa. – O que vocês duas tem?
– Nada demais, Claire e eu temos apenas uma amizade... que tem beijos e as vezes alguns amassos... mas é só isso.
– Só isso? – Marley indaga com um sorriso malicioso. – Sério, ela é bem gostosa, se você não quiser, pode ter certeza de que eu quero.
E Quinn ficou surpresa que algo parecido com ciúme cresceu na boca do estômago.
– Você não combina com ela. – Disse a primeira coisa que veio na cabeça e riu disfarçadamente.
– Okay, eu sei que isso ai que você acabou de ter é ciúme. – Marley brinca e se senta corretamente, amassando o guardanapo na mão e colocando no lixo ao lado do sofá. – Porque não entra em um relacionamento com ela?
Respirando fundo e terminando de comer, Quinn reflete sobre isso. Ela decide contar para Marley sobre as coisas que Claire lhe disse na festa antes de Rachel interromper e ter aquele Riff Off, a morena escuta atentamente. Quando finalmente termina Marley tinha um sorriso malicioso, fazendo-a revirar os olhos.
– Pode tirar esse sorriso da cara.
– O quê? É bem interessante que ela tenha lhe dito isso. Você pode ter todas as decisões! Nunca que você vai achar outra mulher assim, Quinn.
Revirando os olhos mais uma vez, Quinn iria responder, mas a porta se abre e Santana entra com um sorriso malicioso.
– Cachorrinho tem razão, Q. – Santana diz e se encosta na porta fechada. – Nunca que você vai encontrar outra mulher que deixe você tomar decisões, isso é muito raro... Mais raro do que um dia sem os chiliques do St. Jegue.
Disso Santana tinha razão, mesmo que ela tenha surgido do nada, ela tinha muita razão. Jesse dava chiliques no clube do coral todo santo dia. Ele insistia em dizer que ele tinha que ficar com os solos, e que era melhor do que todos. Sempre colocava Rachel para baixo, deixando-a irritada, mas depois ia atrás da morena que agia como uma diva a dava uma tempestade para fora da sala do coral.
– De onde foi que tu veio, mulher? – Indagou Marley com os olhos arregalados. – Porra!
– Estava procurando a loira, perdi o meu tempo indo no auditório e na sala do coral, já deveria saber que ela estava aqui.
– E porque estava me procurando? — Indagou a loira levemente irritada.
– Porque eu quis.
Revirou os olhos mais uma vez e resolveu ignorar a latina que agora encarava as próprias unhas.
Levantou-se quando tocou o sinal para a próxima aula e saiu da sala do Muckraker, ignorando Marley e Santana.
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