Tryin To Find A Reason Why
1 Capítulo I – I Will Stay Up Through The Night
Notas iniciais
Antes de mais nada, gostaria de falar a vocês o porque de escrever essa fanfic.
Antes, eu não sabia se era o que eu queria, mas tinha começado a escrever mesmo assim. A estória foi ganhando pernas e começando a andar, foi aí que percebi o tamanho do cliché que eu tinha. Mas que nem tudo era cliché.
Estou me arriscando para escrever isso, e espero realmente que esteja bom, por isso, quero que me deem suas opiniões. Se quiserem falar comigo em um contato maior, falem por mensagem privada, sempre irei responder.
É isso.
Boa leitura!
Capítulo I – I Will Stay Up Through The Night
O som da chuva do lado de fora do carro a fazia ficar sonolenta. Escutava o som do carro baixinho enquanto tinha a cabeça apoiada no vidro do carro. Seus olhos quase se fechando. Apertou o casaco em volta do corpo e suspirou, fechando os olhos por alguns segundos. Apenas para relaxar um pouco.
- Quinn? – Escutou e os abriu. Olhou para a pessoa que lhe chamava e sorriu enquanto se espreguiçava e bocejava. – Dormiu?
- Não. Cochilei um pouco, mas não consigo dormir. – Respondeu e jogou a cabeça para trás no encosto do carro. Sentiu uma mão em seu braço e sorriu. – Eu estou bem, mãe.
- Eu sei minha querida, mas você estava com febre, fiquei preocupada. – Quinn sorriu e olhou para sua mãe que tinha um sorriso calmo no rosto enquanto dirigia. Olhou para trás e viu sua irmã quase roncando no banco de trás. – Frannie está dormindo?
Quinn acena com a cabeça e volta a se sentar corretamente no banco. Observa a estrada que apenas estava sendo iluminada pelo farol do carro. Suspirou sentindo sua cabeça doer. Não comentou com sua mãe, não queria preocupá-la mais. Enfiou a mão nos bolsos do moletom e cerrou os olhos com o brilho do farol, a estrada estava quase impossível de ser vista por causa da chuva. Começou a ficar tensa.
- Mãe? – Chamou e escutou um murmúrio vindo da sua mãe. – Está enxergando bem nessa chuva? Não acha melhor parar?
- É perigoso parar nessa chuva a essa hora na estrada, minha filha. – Sua mãe responde e Quinn acena lentamente, observando a estrada atentamente.
Com o tempo, sua mãe começou a cantarolar, Quinn foi sentindo a sonolência bater com mais força e deixou a cabeça cair contra o vidro mais uma vez. Sua mãe acariciou seu braço e Quinn logo se perdeu no sono.
...
- Quinn? – Abriu os olhos lentamente e olhou para o lado vendo sua mãe lhe encarar preocupada. – Sua irmã disse que está quente.
Olhou para trás e viu Frannie procurar alguma coisa na bolsa.
- Não estou quente. Está frio. – Reclamou e se encolheu no banco.
- Está frio porque você está com febre. – Frannie
disse e esticou uma cartela de comprimidos. Quinn fez uma careta e sua irmã riu. – Tome, vai se sentir melhor.
Pegou a cartela e Frannie lhe entregou uma garrafa de água. Tomou o comprimido e um longo gole de água. Sentia sua garganta seca. Fechou os olhos e entregou a garrafa para sua irmã que pegou e guardou na bolsa térmica.
- Okay, agora você vai dormir e ...
E o som de pneus derrapando e uma batida forte a fez perder a consciência.
...
- Quinn? Quinn! – Sentiu braços lhe envolvendo e abriu os olhos. Seus olhos encontraram os castanhos da sua melhor amiga. Piscou rapidamente e sentou na cama. Rachel lhe olhava atentamente. – Pesadelo?
Quinn acenou e passou as mãos pelo rosto para logo depois enfiá-las no cabelo. Sentiu uma mão delicada em suas costas e suspirou lentamente, sentindo seu corpo relaxar automaticamente.
Levantou a cabeça e olhou para Rachel. Viu como a morena não tirava os olhos do seu rosto. Olhou ao redor e percebeu que estavam no quarto da morena, como sempre faziam todo final de semana. Estava de pijama e Rachel também. Mas a televisão ainda estava ligada passando Moulin Rouge. E Rachel não parecia ter acordado, ela ainda estava assistindo o filme quando Quinn adormeceu ao seu lado.
- O que aconteceu? – Quinn perguntou, sua voz estava rouca. Levou a mão até o peito sentindo a náusea lhe abater.
- Você estava dormindo então começou a se debater e chamar a sua... sua mãe. – Rachel estava hesitante e Quinn fechou os olhos. – Você começou a suar e chorar, eu fiquei... você nunca chorou antes, em nenhum pesadelo.
Quinn a olhou e se aproximou dela, colocando a testa no ombro da sua melhor amiga. Suspirou e sentiu a náusea ir sumindo aos poucos. Os braços de Rachel lhe apertaram e sentiu um beijo no seu ombro.
- Eu fiquei tão preocupada. – Murmurou e Quinn deitou a cabeça no ombro de Rachel.
- É normal, você sabe.
- Não tem que ser normal, Quinn. – Quinn levanta a cabeça desvia o olhar de Rachel, sente a mão de morena em seu braço. – Você sabe que, um dia, terá que seguir o conselho do seu pai. Já se passaram seis anos!
- Eu não preciso de um terapeuta. – Quinn murmura, sentindo sua cabeça doer. Caiu na cama e fechou os olhos jogando um braço sobre eles e respirando fundo.
- Quinn, se você for para um terapeuta, tudo isso vai acabar, você sabe disso, faça o que seu pai disse!
Quinn bufou e sentou na cama, ficando de costas para Rachel.
- Aonde você vai? – Rachel perguntou, Quinn respirou fundo quando sentiu que sua cabeça ia explodir se a morena continuasse falando.
- Casa. – Respondeu simplesmente e levantou passando uma mão pelo cabelo curto.
- Eu não vou deixar você ir para casa a essa hora!
- Rach. Eu moro quase do seu lado, não vai ser uma caminhada muito longa.
- Mas ainda assim! É perigoso!
Quinn respirou fundo e pegou sua calça, vestindo e pegando seu moletom. Rachel a observava e a loira apenas queria ir para casa.
- Porque? – Rachel perguntou e Quinn respirou fundo mais uma vez, olhou para a morena e lambeu os lábios levemente.
- Eu não quero brigar com você, e se continuar falando que eu deveria escutar o meu pai sobre arrumar uma terapeuta, vou perder a cabeça.
Rachel se encolheu e Quinn foi até ela. Sentou na sua frente e pegou sua mão.
- Eu te mando uma mensagem quando chegar em casa.
- Quinn...
Se inclinou e beijou a testa da morena antes de sair do quarto e descer as escadas. A casa estava silenciosa e escura. Quinn abriu a porta com sua própria chave e a fechou. Desceu as escadas da varanda e foi caminhando lentamente até sua casa, aproveitando o vento frio que desarrumava o seu cabelo e esfriava o seu corpo.
Ela não gostava de brigar com Rachel e nem de ver a morena triste. Era terrível, ela tinha esses sentimentos que faziam com que ela quisesse se odiar por isso. Como se fosse muito errado. Tinha certeza da sua sexualidade, apesar de que não tinha dito isso para Rachel, a morena ainda achava que ela era totalmente hetero, apesar de que Quinn nunca beijou antes. Bom, sim ela já beijou, mas não de verdade. Nunca beijou alguém que ela queria muito beijar.
Sim, ela amava a sua melhor amiga. O quão clichê isso era?
Entrou em casa e fechou a porta o mais silenciosamente possível. Virou para a sala e encontrou a televisão ligada mas estava no mudo. Se aproximou e desligou a televisão.
- Eu estava assistindo... – Virou e encontrou o seu pai jogado no sofá. Riu levemente e se aproximou dele. Seu pai estava sonolento e ainda com os olhos semi fechados. – Achei que ia ficar na casa da Rachel.
- Eu ia, mas ai tivemos uma discussão e achei melhor dormir em casa. – Respondeu e assistiu seu pai sentar corretamente no sofá, ele passou uma mão pelo cabelo grisalho e Quinn sorriu com amor. – Porque não vai para cama, papai?
- Eu estava vendo um filme, nem percebi quando adormeci. – Ele responde e se estica para pegar os óculos na mesa de centro. Quinn respira fundo e espera ele sentar corretamente para se aconchegar em seu pai. – O que houve querida?
- Tive um pesadelo. – Respondeu enquanto sentia o cafuné gostoso que seu pai fazia.
Sentiu o peito do seu pai crescer e percebeu que ele suspirava. Escondeu o rosto no peito dele e apertou a mão fechada na camisa dele.
- Querida...
- Eu não vou para um terapeuta, papai. – Falou rapidamente, se separou do seu pai, sentando corretamente no sofá e passou uma mão pelo cabelo, em sinal de desespero.
- Você precisa voltar a dormir tranquilamente, querida.
- Não tem como isso acontecer. – Apertou a mão nos olhos e sentiu seu queixo tremer. Seu pai passou um braço ao redor dela e a apertou contra o seu peito.
- Não é sua culpa, Quinn. – Falou baixinho e Quinn se apertou nele.
- Eu sei, mas eu não consigo parar de pensar que deveria estar acordada, e o que teria acontecido se eu estivesse. – Suspirou e seu pai beijou sua cabeça. Quinn fechou os olhos.
- Quinn, você não pode ficar pensando nesse tipo de coisa, sabe que o que aconteceu teve que acontecer, e que você não tinha culpa se estava doente.
Quinn não disse mais nada, apenas se apertou em seu pai e se deixou levar pelo carinho que ele lhe dava.
Logo adormeceu.
__
Na segunda feira, Quinn entrou no colégio e foi logo para o seu armário. Não queria se encontrar com Rachel e ver aquele olhar arrasado nos olhos dela por não ter dormido na casa dela no sábado. Mas não conseguiu evitar, quando abriu seu armário e trocou os livros, Rachel se aproximou e lhe deu um abraço, resmungando várias desculpas.
- Por favor, me perdoa? Eu não deveria ter insistido, principalmente tão tarde. Por favor, me perdoa? – E apertou o rosto contra o ombro de Quinn. A loira riu e passou um braço pela cintura da menor e beijou sua testa carinhosamente.
- Não precisa se desculpar, eu também não deveria ter saído tão tarde. – Falou e viu o rosto da morena aparecer.
- Então estamos bem? – Disse e um beicinho cresceu em seus lábios.
- Sim, Rae. – Falou, sua voz soando exageradamente carinhosa. Não a culpe! Ela não conseguia evitar. Rachel era tão fofa às vezes.
Um sorriso enorme surgiu no rosto de Rachel e Quinn sentiu seu coração acelerar tanto que ficou com medo que a morena escutasse por estar tão perto. Mas então seu mundo caiu quando viu quem vinha sobre o ombro da morena.
- Rach! – Seu corpo ficou tenso quando Rachel se virou para ver quem lhe chamava. Quinn desviou o olhar quando viu a morena correr para o namorado e abraça-lo. – Não te vi esse final de semana, achei que iríamos ensaiar aquele dueto!
- Eu sei, Jess, mas você sabe que meus finais de semana são dedicados a Quinn. – E os olhos claros de Jesse St. James lhe alcançaram. Quinn sorriu forçadamente quando ele acenou para ela.
- Hey! Quinn, quanto tempo a gente não se vê?
- A gente se viu na sexta, Jesse. – Quinn responde e se força a não bufar.
- Mas hoje é segunda. – Jesse diz com um sorriso encantador, Quinn viu Rachel se abraçar a ele. O sorriso no rosto dela fez com que Quinn quisesse vomitar. – Então, Rach, vamos ensaiar?
- Claro! Te encontro no auditório. – Jesse assente e se inclina, Quinn vira para não ver o que estava prestes a acontecer. Ela sempre odiava quando os dois estavam juntos. Era algo completamente asqueroso.
Mas ela não deveria falar esse tipo de coisa. Jesse St. James era um cara muito legal. Ele só teve a infelicidade de namorar a pessoa que Quinn era apaixonada. E talvez esse fosse o maior erro da sua vida.
- Quinn? – Virou e encontrou lhe encarando com um sorriso. – Quer assistir o ensaio?
E ver você e o St. James agindo como o casal perfeito? Não. Não mesmo. Não sou tão masoquista.
Mas não foi isso que ela disse.
- Desculpa, Rach, mas tenho que passar na biblioteca antes de ir para a aula.
Rachel fez um beicinho, mas não insistiu. Beijou a bochecha de Quinn e saiu saltitando até o auditório.
Quinn observou por um tempo, vendo por onde a morena desapareceu, e virou para o armário, pegou o resto dos livros e foi para a biblioteca. Ela não sabia o que tinha que fazer lá, mas esperava que pudesse estudar alguma coisa e se distrair do casal St. Berry.
__
- Hey, Q.! – Alguém sentou na sua frente e Quinn sorriu para pessoa, ainda sem desviar os olhos do celular. Ela estava fazendo uma pesquisa e escrevia no caderno, tudo que lia no celular. – Eu fiz alguma coisa errada?
Quinn levantou o olhar para o seu amigo. Ele tinha os olhos grandes de cachorrinho para ela. Quinn riu e desligou o celular e fechou o caderno.
- Desculpa, Finn, é que eu estava terminando de fazer um trabalho que o Sr. Martin passou. – Falou e viu Finn assentir lentamente, Quinn revirou os olhos quando viu que ele parecia não saber o que era que o professor tinha passado. – Aquele trabalho sobre a renascença.
- Oh... Acho que eu não fiz... – Ele coçou a nuca com um olhar confuso.
- Sim, você fez. Eu te ajudei a fazer, lembra? – Quinn revirou os olhos e Finn arregalou os dele.
- Oh! Sim. Mas eu achei que você já tinha feito.
- Eu tinha, mas resolvi arrumar algumas coisas.
Finn assentiu e Quinn ficou olhando para ele, esperando ele dizer alguma coisa.
- Então , o que veio fazer aqui na biblioteca? Você nunca vem. – Quinn tentou e Finn a olhou. Ele era um pouco lento. Pouco era eufemismo.
- Eu te vi pela janela. – Ele apontou para a janela na parede ao lado de Quinn. – Então resolvi que seria legal ficar com você.
- Você viu Jesse com a Rachel?
- Sim, e achei que você iria precisar de alguém para conversar. – Ele responde rapidamente e Quinn sorri agradecida.
Finn era a única pessoa que sabia que Quinn era apaixonada por Rachel, e ele sabia quando ela precisava dele. Quinn o admirava por isso. Apesar de desligado, Finn sabia ser atencioso.
- Eu estou bem, sabe? Estou me acostumando.
- Não teria que se acostumar... – Finn se inclina na mesa e Quinn se inclina também, para escutar o que ele ia falar. – Se você dissesse a ela...
- Não!
- Quinn! Isso ia te ajudar.
- Não, não ia, ela vai me rejeitar. – Quinn diz e fecha os livros, se levantando.
- Para onde vai? – Finn pergunta, observando ela se levantar e recolher as coisas. Ele começa a ajudar ela, mesmo não sabendo o que ela vai fazer.
- Colocar alguns no armário e ir para a sala. – Respondeu e sorriu agradecida para ele que a acompanhou até o armário.
- Mas ainda não tocou para entrar na sala. – Finn murmura e começa a entregar os livros para ela, que ia guardando aos poucos. Ela sempre levava muitos livros para o colégio.
- Eu sei.
- E o que vai fazer na sala até que toque? – Finn pergunta e Quinn retira um livro do armário. – Harry Potter... ah claro.
- Qual é a sua aula? – Quinn pergunta enquanto ele a acompanhava até a porta da sala.
- A mesma que a sua. Quase todas as minhas aulas de hoje são com você. – Ele responde sorrindo de canto.
Quinn riu e entrou na sala. Se sentaram na mesa usual e ele se inclinou colocando os braços na mesa e deitando a cabeça. Ele tinha uma mania de dormir sempre que Quinn estava lendo, a loira não sabia se era uma coisa boa, ou ruim.
Então Rachel entrou na sala com Jesse no seu encalço. Suspirou quando viu que ele a puxou e a beijou antes de deixar que ela entrasse na sala. Teve vontade de vomitar quando viu que ela tinha um sorriso apaixonado estampado no rosto.
- Não sei como você aguenta. – Finn sussurrou. Quinn viu que ele já estava sentado ereto ao seu lado.
- Aguento o que? – Perguntou indiferente, ainda assistindo Jesse abraçar Rachel na porta da sala, eles conversavam bem próximos. Seu peito apertava tanto que ela estava começando a ficar sem ar.
- Isso. – E acenou para Jesse e Rachel. – Eu já teria jogado uma cadeira neles. Ou a mesa... a mesa seria melhor, se acertasse na cabeça dele iria doer mais que uma cadeira. A cadeira não iria doer tanto quanto a mesa, mas a mesa poderia acertar a Rach. Então é melhor a cadeira.
- Eu não poderia concordar mais com você. – Quinn respondeu e se inclinou no ombro dele, abriu o livro na página que tinha parado e sentiu o braço de Finn apoiado na sua cadeira.
Notas finais
Me deem suas opiniões, falem comigo, qualquer coisa.
Vamos fazer assim, você que tem uma história parecida com essa, que têm aquela angustia e que quer falar com alguém sobre isso, pode falar comigo no privado, quem sabe eu não me inspire em você para melhorar a fanfic mais ainda?
É isso.
Estarei postando esses capítulos nos dias de segunda feira e STE na quarta, como sempre. Se eu não postar na segunda, é porque não consegui terminar algum capítulo, mas deixarei vocês avisador por STE.
Bom, até a próxima! Falem comigo!
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