Notas iniciais
Voltei, desculpem a demora lindas.
Boa leitura ♥

Estava sossegada no meu canto, até que me chamam para ir ao poço de água.

- Parece que encontrámos um nadador. – Dale disse enquanto apontava a lanterna para um morto vivo que boiava no poço.

- Já deve ter ganho guelras – ri me

- Há quanto tempo acham que ele está lá em baixo? — o Glenn perguntou enquanto se inclinava mais para ver.

- Vê lá se não cais Jap. — Disse batendo nas costas dele.

- Há tempo suficiente para criar guelras. – disse e ri me.

- Não podemos deixá-lo ali, sabe Deus o que está a fazer à água. – A Lori disse enojada.

- Temos de o tirar dali. – o Shane disse levando a mão a testa.

- Com calma, metemos-lhe uma bala na cabeça. – o T disse – é simples, vou buscar uma corda.

- Calma, rapazes. Não. – A maggie disse a pressa.

- Por que não? é um bom plano. – o Glenn disse.

- Mal lhe dessem um tiro na cabeça a água ficava contaminada.

- Concordo com a Kelly, é um plano estúpido, se aquela coisa ainda não tiver contaminado a água, rebentar-lhe com os miolos, daria conta do recado.

- Elas tem razão, não podemos arriscar. – o Shane concordou connosco.

- Então tem que sair dali com vida! – O T disse como se não fosse óbvio o suficiente.

- Pode dizer-se que sim.

- Como fazemos isso? – o Glenn perguntou e olhou para mim.

Ataram um pedaço de presunto a uma corda e deixaram na cair devagar pelo poço abaixo, a ver se podiam faze-lo subir.

- Ele não vai cair nessa. – o Dale afirmou com clareza.

- Talvez porque um presunto enlatado não pontapeia e grita quando o tentas comer. – o T disse e eu ri-me.

- Ele tem razão, há uma razão para os mortos não terem voltado à vida, e começado a vasculhar os nossos armários. – disse e todos soltaram um riso.

- Precisamos de isco vivo. – a Andrea falou e todos olharam para o Glenn, que não fez cara boa.

- Já te disse que gosto muito do teu novo corte de cabelo? – o Glenn falou para o Shane que o amarrava. — Gosto da forma da tua cabeça.

- Não te preocupes parceiro, Vamos tirar-te daí de dentro inteiro.

- Inteiro e vivo, a parte do vivo é importante. – disse olhando para mim que assenti — Com calma e devagar, por favor.

- Nós seguramos-te. – disse

- Vocês são malucos. A Maggui disse revoltada com o que fazíamos.

- Ainda tu não viste nada. – sorri para ela.

- Queres tirá-lo do teu poço ou não? – o Shane disse fazendo força para segurar a corda

- Dá uma olhadela, Maggie.

Logo o Glenn entrou no poço por inteiro.

- Estás bem? – Gritei

- Sim, estou óptimo. – gritou de volta

- Um pouco mais para baixo, um pouco mais. – gritou

De repente, sem ninguém dar conta, o lugar onde a corda estava presa soltou se do chão, fazendo a corda descer mais, o Shane atirou se ao chão para agarrar o mesmo e todos corremos para ajudar.

– Merda! — disse

- Meu Deus! – gritou o Glenn — Tirem-me daqui!

- Puxem. – gritei desesperada, afinal, era o meu melhor amigo que estava lá dentro. – Merda!

- Vamos. Puxem.

- Glenn! — gritei

- Puxem-no! – o Shane gritou

Mal vi o Glenn cair no chão, corri e abracei o fortemente.

- Estás bem? – perguntei preocupada com ele.

- Estas pronto para outra? – o Dale perguntou

- Dizes tu. – disse enquanto se levantava, e passou uma corda para a mão dele.

Com muito trabalho e força tiramos o Walker para fora e matamos o.

Passado algumas horas o Daryl volto, sem a Sophia, mas com uma flor, eu ainda tinha pensado que era para mim, mas ele entrou na caravana onde a Carol estava e quando saiu, já não a trazia com ela, ele chamou me e eu virei costas, indo em direcção as escadas, sentei me lá e fiquei a olhar para o nada, até que uma lágrima me escorreu pela cara fora.

- Kelly, não me ouviste chamar-te? – falou seco e meteu se a minha frente. – Estas a chorar?

- Daryl, vai te embora! – disse e limpei as lágrimas que escorriam pela cara abaixo.

- Explica me por que raio estas a chorar. – Pegou na mão que eu tinha na cara. – Fala! – Disse e eu levantei me.

- Porque? – disse e solucei. – Porque é que foste dar uma flor a Carol? Explica me Daryl!

- Isto tudo por causa de uma flor? – disse seco.

- Sim Daryl, isto tudo por causa de uma flor, eu… se ainda não reparas te ela quer te para ela, e eu não vou deixar isso acontecer!

- Tu não sabes de nada, e não me és nada então não tens nada haver com o que faço ou deixo de fazer Kelly!

- Não? – Solucei e as lágrimas escorriam agora com mais intensidade – não significo nada para ti?

- não foi isso que disse.

-A mim pareceu me mesmo que era isso que querias dizer Daryl, não passo de uma simples Foda é isso? – gritei. – Pois fica a saber que eu te amo mais que tudo neste mundo, e nunca vais ser apenas uma foda para mim, vais ser sempre especial para mim, e vou continuar a amar te cada dia mais e mais do que o outro! – disse, empurrei o e caminhei em frente, precisava de estar sozinha, mas ele pegou no meu braço e parou me.

- Eu não disse que passavas apenas de uma Foda, e que não significavas nada para mim, t-tu significas algo para mim, mas eu nunca tive ninguém que demostrasse carinho por mim, ou ainda por cima, me amasse, eu não estou habituado a essas coisas. – Disse alto. – Desculpa me – sussurrou.

- Daryl, tens que entender que … eu te amo, e não quero a Carol perto de ti, nem que te tenha só para ela.

- Ela não vai, eu sou teu. – ele puxou me mais para ele.

- E eu sou só tua. – Olhei para cima e encarei os olhos dele.

- Espero bem que sim. – sorriu levemente e beijou me, como nunca tinha beijado, com amor.

- O que… — ouvi a voz da Carol perto demais.

Que foi? – virei me encarei-a com cara má, ela semi-serrou os olhos e olhou para mim com raiva. — Ouve uma coisa, tenta só aproximar te dele que eu mato-te, ele é meu e nunca ira ser teu. – avisei apontando lhe o dedo, senti o Daryl sorrir. – Boa noite. – disse cínica e dei a mão ao Daryl puxando o para a nossa barraca.

- és mazinha quando queres. – riu se

- eu só estava a mostrar aquilo que é meu. – fiz beicinho e beijei o entrando na barraca junto com ele, deitamos nos para trás, ficando eu por cima dele.

- e resultou?

- Muito, neste momento estamos numa barraca, felizes, no fim do mundo. É resultou – disse e tirei lhe a roupa.

Esta noite nunca mais seria esquecida!

Notas finais
Até ao próximo capitulo, comentem.