Notas iniciais
oi gente
desculpa a demora, mas to custando a escrever saçlçlsa enfim, vou escrever um cap hoje, entao posto semana que vem
bjs
Era apenas eu e o computador por um dia. Durante a manhã, pensei sobre meu passado com Stefan e Katherine. E agora, meu eu passado quer que eu te conte sobre seu futuro daqui a 50 anos.

Parece fútil olhar para minha imagem e ver que estou relembrando o passado, mas esse foi o jeito que arranjei cem anos atrás de saber o que estou fazendo agora é certo.

Depois do meu almoço de saco de sangue, voltei à cadeira do computador e comecei a me lembrar de Lexi. Aquela menina em que matei, a melhor amiga de Stefan, vampira muito mais velha que eu. Mas durante os anos que se passava, ela foi a única pessoa que colocou Stefan no controle e eu arruinei tudo.

Eu não tenho orgulho do meu passado, nem do que estava prestes a fazer antes de começar a assistir o vídeo, mas com certeza, ele me ajudou a perceber o mundo e a realidade que se passa bem na ponta do meu nariz.

Minha cabeça se voltou a 1942, New Orleans, mais especificamente, Charlotte. Ela não era uma garota comum, era ela. Ficou louca por mim desde que nos conhecemos. Então, quando ela pediu para transformá-la, eu fiz.

Eu estava em um bar naquela mesma cidade e esperava por Charlotte para temos o nosso jantar. Muitas pessoas dançavam ali com seus paqueras ou até mesmo patrões de serviço. Peguei meu whiskey de sempre e bebi ele na primeira golada.

- Oi. – Ela disse se sentando do meu lado.

- Oi. – Falei sorrindo. – Decidiu quem vai querer para o jantar?

— Ele. — Char apontou para o homem que estava cantando e dançando no pequeno palco. — Parece saboroso.

— É uma escolha excelente, Srta. Charlotte. — Disse olhando ele. — Vou acertar tudo. — Ela sorriu. — Se alguém tentar tocar na minha bebida... Não tenha misericórdia está bem? — Car assentiu com a cabeça e fui até ele.

— Se junte a nós quando acabar. — Falei para o homem.

Olhei para Charlotte e vi que um homem, sem querer derrubou minha bebida.

— Derrubou a bebida do meu homem. — Ela disse.

— Desculpe, está lotado aqui. — Ele disse sorrindo.

— Isso não é desculpa. — Ela disse nervosa.

— Calma, moça. — Ele disse movendo as mãos.

— Não vou ter calma. — Charlotte disse pegando no seu pescoço e girando-o matando o homem.

Corri até ele e o segurei antes que caísse no chão.

— O que você fez? — Perguntei enquanto sentava o homem morto para que ninguém percebesse.

— Ele tocou sua bebida. Você disse para não ter misericórdia. — Arregalei os olhos para ela. — Pensei que ficaria feliz. — Ela disse bebendo a sua.

Ao me lembrar de Charlotte, um nervo do meu corpo se agitou. Foi como se todos os sentidos mortos dentro de mim, sobrevivessem e continuassem a fazer suas normais funções.

— E ai irmão, alguma coisa? — Disse a tela do computador. — Olha que já te mostrei muita coisa para ficar pensando e pensando ai, mas não esqueça que a vida é perfeita e que não devemos tratá-la como um nada. Lembrar do passado, é ótimo, quando não nos lembrávamos mais. Faça como Stefan e começa a escrever em um diário, quem sabe daqui a uns duzentos anos, a gente não abra esse diário e lembre de quando você viu esse vídeo. — Ele disse e assenti. — Espero que tenha te ajudado. Mas me conte, que mais lembranças você tem de outras mulheres você tem? — Meu eu disse e arregalei os olhos. — Nem venha, sei que você lembrou de uma mulher. — Ele piscou os olhos e eu fechei os meus.

Eu estava em uma floresta e meus dentes cravados em um dos meus lanches. Havia uma mulher atrás de mim vendo tudo que estava acontecendo. Quando eu terminei, joguei o corpo no chão e me virei para ela limpando minha boca.

— Que triste. Você está fazendo tudo errado. — Ela disse de braços cruzados. — Vampiro ruim. — Ela disse andando até mim.

— Estava com fome. — Disse para ela limpando a boca com um lenço. — Agora não estou mais.

— Uma mulher não é apenas para comer. — Ela simplesmente disse. — Ela é para prazer.

— Prazer? Não é prazer que estou procurando. — Saí andando, mas ela segurou meu braço.

— Todos nós estamos procurando. — Ela disse ainda me segurando. — De algum jeito. — Ela sorriu. — Mas quem é um grande vampiro que não aproveita do prazer? — Saiu andando e eu a acompanhei com o olhar. Ela se virou e piscou para mim jogando sua cabeça para o lado. — Venha, vou te mostrar.

Entramos em uma arena de luta onde dois enormes homens lutavam. Do outro lado do ringue. Parei ao lado da mulher e ela sorriu para mim.

— Olhe para as mulheres. Elas são lindas, não são? — Olhei para elas que estavam assustadas com a luta. — Elas não. Estão desesperadas por atenção. — Apontou para outro grupo de mulheres. — Você quer as mais recatadas. Observe. Não podem rasgar seus olhos de longe. São essas que buscam sedução secretamente. — Ela olhou para mim. — Vai dar uma boa luta, mas o jogo está em ganhá-las, fazê-las implorar.

— E se eles não fizerem? — Perguntei olhando para elas.

— Você é um vampiro. Faça. — Olhei bem nos seus olhos e depois encarei as mulheres. - Ela. — Apontou para uma que estava no meio de homens.

Andei até ela e fez cara de assustada ao dar um barulho de soco.

— É. Que vida. — Disse e sorri para o computador.

— E nosso irmão? Continua brigado com ele ou o que? Espero que não, mas se lembre. Eu volto a ser melhor amigo dele daqui a 50 anos?

— Com certeza não. — Disse e revirei os olhos.

1912

— Vá em frente. — Disse para Stefan no mesmo centro de lutas que estava com a mesma mulher, Sage. — Escolha um.

— Eles são humanos, Damon. — Stefan falou quieto.

— Sim, eles são humanos, Stefan, humanos com sangue bombeando nas veias, esperando serem abertas e sugadas. — Pisquei para ele. — Você acabou esquecendo como é boa a sensação. — Ele olhou para Sage que batia no homem no ringue. — Eu tinha esquecido, mas Sage, ela me lembrou... Valeu a pena. Tudo vale a pena. — Sage jogou o homem no chão com o pé e ele caiu batendo a cabeça. Sua sobrancelha começou a sair sangue e Stefan sentia o coração dele pulsando. — Ele não, Stefan. Ela. — Apontei para uma mulher no meio de tantos outros homens. — Ela é a única.

— Eu não faço mais isso.
— Mas você pode Stefan, nós podemos. Deixe o passado ser o passado. Tome uma bebida comigo, irmão. — Falei com a mão no seu ombro. — Olhei para a mulher e ele também.

Entramos na floresta junto com duas mulheres, aquela e outra que estava fora da luta. Stefan cravou os dentes no seu pescoço e sugou cada gota de sangue que ela tinha.

— Eu sabia que você ainda teria isso dentro de você. — Disse encostado na árvore. Stefan continuou tomando seu sangue. — Stefan. Stefan. — Repreendi ele, mas já tinha terminado o serviço e jogado o corpo sem vida no chão. Arregalei meus olhos e Stefan me olhou.

— Ai meu Deus. — Ele disse olhando para o corpo. — Me ajude. — Stefan ficou de joelhos.

— Stefan, pare. — Disse.

— Eu sinto muito. — Stefan pegou sua cabeça que estava separada do corpo e juntou. — Eu sinto muito. — Repetiu.

— Stefan, pare. — Disse indo o levantar.

— O que você fez para mim? — Ele perguntou.

— Stefan. — Recuei alguns passos.

— O que você fez para mim? — Stefan repetiu.

— Você precisa aprender quando parar. — Disse frio. — Eu posso te ajudar. — Falei enquanto ele levantava e se afastava de mim.

— Eu não preciso da sua ajuda.

1912 antes do ocorrido.

É tão estranho estar em casa novamente depois de tanto tempo longe. Pensei que nunca iria retornar, certamente não para um funeral.

— Sinto muito pela sua perda, Mr. Salvatore. — Falou uma mulher andando até onde ele estava. — Disseram que você era um primo distante de Zacarias.

— Seu sobrinho, na verdade. — Stefan a corrigiu. — Senhorita...

— Lockwood. — Ela completou. — Marina Loockwood e essa é minha amiga, Samantha Gilbert.

— E Jonathan Gilbert. — Stefan disse.

— Meu falecido avô. — Samantha completou. — Você o conhecia?

— Caminhos cruzados. — Ele olhou para frente. — Sinto muito, eu não queria ser inapropriado. Mas ninguém parece disposto para discutir os detalhes da morte de Zacarias.

As duas se olharam e Samantha disse:

— Ele foi assassinado, e não foi o primeiro.

— Samantha, não seja fofoqueira.

— Por que não? Ele deve saber. Ele é de uma família fundadora, assim como nós. — Ela se virou para mim. — Tenha cuidado, Mr. Salvatore. Não é um bom momento para ser um dos fundadores dessa cidade. — As duas se viraram e foram embora.

Stefan viu um corvo pousado em um dos caixões e olhou para os lados.

— Você já foi comer os parentes de novo? — Perguntei saindo de trás de uma árvore.

— Damon. — Ele falou.

— Tem sido um longo período de tempo, irmão.

— Tem sido quase 50 anos. Surpreso que você veio. — Ele deu um pequeno sorriso.

— E perder o funeral de um... — Pensei um pouco. — Como você chama? O tio Zacarias?

— Eu vejo que você ainda está com raiva de mim.

— Por que eu estaria com raiva de você, Stefan? — Rebati com ele. — Você me fez tornar um vampiro, e agora eu ando o mundo sozinho bebendo o sangue de outras pessoas.

— Qualquer chance que você deixar tudo isso para o nosso sobrinho Zacarias?

— Se não estou enganado, você é o único que matou os nossos familiares. Que nosso pai descanse em paz. — Retruquei.

— Eu não sou mais assim Damon.

— Bem, parabéns, Stefan. — Falei olhando outro lado. — Se você me dá licença, eu gostaria de viver a minha existência eterna tão longe de você quanto possível. — Saí andando quando ele me parou.

— Damon, espere. — Me virei. — Eu sinto sua falta, irmão.

— Claro. — Fechei meus olhos. — Por que não? O que você acha irmão? Quer ficar bêbado? — Saí andando enquanto ele me acompanhava.

Notas finais
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