Truques Da Vida
2 Precisamos conversar.
Notas iniciais
Pov. Renée
- Demorou hoje. – Disse Charlie com um bico nos lábios e um olhar carente, o que me fez sorrir.
- Tivemos muitos clientes na agencia.
Larguei meu casaco no armário de casacos e coloquei minha bolsa em cima da mesinha próxima a porta, caminhando em direção ao meu marido, que estava de braços abertos para me receber, sentado no sofá.
- Não sei por que insiste tanto nessa história de trabalhar. – Disse emburrado.
Revirei os olhos. – Não vamos discutir isso agora, vamos? – Perguntei o puxando logo em seguida para um beijo.
Fomos interrompidos por um tímido pigarro. Sorri encontrando Magda sorrindo, com as bochechas coradas.
- O jantar está pronto, posso servi-lo?
- Claro.
Magda limitou-se a assentir, se retirando logo em seguida. Depois de 7 anos, ela ainda se envergonha em nos pegar trocando alguns carinhos. Sinceramente não sei como já que fazemos isso com frequência. Limitei-me a dar de ombros, para logo em seguida ser retirada do colo do meu marido, pelo mesmo, com delicadeza.
- Vou lavar as mãos. – Justificou dando-me um selinho. – Ah! Esme ligou. Disse que queria matar as saudades da ingrata da amiga dela que não liga pra ela e que só pensa em trabalhar e não dá a mínima atenção ao marido dela. – Disse dando-me um beijo na testa e logo seguindo em direção a um dos toallets que haviam no andar de baixo.
Arquei as sobrancelhas. Charlie mesmo compreensível, continua com um pingo de machismo dentro daquele orgulho dele. Deus sabe o quanto foi difícil convencer a cabeça dura daquele homem, que eu queria minha liberdade de trabalhar e também viver. Mais não foi nada que algumas discuções, greves de sexo e dormidas no sofá não resolvessem. Mais ele ainda tem esperança que se me fizer sentir culpada por “deixar de lado” a casa e ele eu irei abandonar tudo e fazer suas vontades. Meu homem está mais para uma criança birrenta.
Levantei-me respirando fundo. Minhas costas doíam um pouco por passar horas sentada no meu escritório. Quem acredita que ser dona de algum empreendimento é fácil, lhe convido a começar um. Segui em direção a mesinha ao lado do sofá, tirando o telefone do gancho. Fazia tempo que Esme e eu não nos falávamos. Uns 2 meses talvez? Mesmo sem nos vermos a 14 anos, mantínhamos contato bastante. Arriscando até em marcar algumas vianjens para um possível reencontro, sem sucesso. Hora era meu trabalho, outra hora Charlie estava em uma reunião importante no Pentágono, ou até mesmo ela com seus projetos arquitetônicos pendentes ou Carlisle com problemas na empresa ou reuniões agendadas. Disquei o número esperando que alguém do outro lado da linha atendesse.
- Casa da família Cullen.
- Brieta? Oi, sou eu Renée. Esme está?
- Oi senhora Renné. Dona Esme se encontra sim, só um momento.
Após alguns minutos e uns cochichos ao fundo, pude ouvir a voz da minha querida amiga.
- Quem esta falando?
- Não finja que não sabe.
- Ahh, lembrou que tem uma melhor amiga sua ingrata?
Revirei os olhos. Esme não era de drama, mais quando fazia...
- Sem drama. — Pude ouvir uma risada ao fundo seguida de um "ok." — Como foram todos esses meses? – Perguntei, sentindo braços me envolverem. Olhei para trás, deparando-me com meu marido, dizendo algo sem som algum. “O jantar está servido. Não demora”, foi o que entendi. Concordei com um aceno, recebendo um beijo no topo da cabeça logo em seguida. Resolvi sentar-me no sofá.
- Nada demais. Carlisle e eu fizemos uma segunda lua de mel.
- Finalmente conseguiu?! – Indaguei. Eu sei o quanto minha amiga queria essa viajem, mais Carlisle adiava sempre que podia. Estava colado a cadeira da presidência com cola mais dura que Super-bond.
- Foi difícil mais consegui. Ele deixou a empresa nas mãos de Edward quase chorando. A viagem foi incrível, fomos a Inglaterra. Foi lindo. Mais tive que confiscar o celular do Carlisle por que de meia em meia hora ele ligava para saber como estava as coisas na empresa. Se eu não soubesse que ele me ama, estaria desesperada achando que ele me trocaria por aquela empresa.
Gargalhei alto. Carlisle era realmente zeloso ao extremo com o patrimônio que levantou.
- Mas Edward cuidou tão bem da empresa que Carlisle resolveu prepara-lo para assumir a presidência já que ele é o único que realmente se interessa por ela. Carlisle até arrisca deixar a empresa por alguns meses para aproveitar a vida comigo. Tem sido maravilhoso – Disse sonhadora. – Edward arranjou uma namorada assim como Jasper. – É impressão minha ou havia desgosto no tom de sua voz? – Nada a comentar. Emmett está prestes a abrir mais uma filial da academia. Mais continua com a vida de festeiro de sempre. Queria tanto que ele se arranja-se com uma moça decente e se aquietasse. – Lamentou-se – Reneesmee está no 3° ano da faculdade de arquitetura. Não sabe como eu estou orgulhosa.
Renee compreendia a amiga. Esme sempre tentou ao máximo não influenciar na escolha profissional dos filhos, ao contrário de Carlisle que dava umas indiretas. Mais ficou tão orgulhosa ao saber que a filha ia cursar arquitetura. Eu que o dia, lembro-me quando fui acordada as 7 da manhã de sábado para ouvir minha querida amiga dizer o quanto estava radiante por Reneesmee passar em arquitetura e urbanismo em Yale. Ela pode ser uma amor de pessoa, mais seu relógio não regula bem.
- Posso imaginar.
- E ai como vão as coisas?
Respirei fundo – A agencia tem progredido cada dia mais. Estou tão orgulhosa dos frutos do meu esforço, que chego a querer fazer aquela dancinha. – Fui interrompida por uma gargalhada, logo a acompanhando. – Charlie ainda tenta me convencer a ser uma dona de casa que o mima mais que a mãe dele o mimava. Tem ido com mais frequência ao Pentágono. O presidente tem muita estima por ele, depois daquele assunto do qual não posso falar por telefone. Não vejo meus meninos a anos. Bella está fazendo faculdade novamente e afundada em projetos do trabalho. Da ultima vez que a vi, era das Industrias Stark, para o laboratório em casa e vice-versa. Tornou-se sócia do famoso Tony Stark. Alice está em Paris preparando-se para o Paris Fashion Week, aonde vai ser estilista principal. Rose está com um caso grande nas mãos. Recusou um convite para a promotoria novamente. Acho que está muito focada na firma de advocacia. Estive falando com Billy um dia desses e parece que Jacob comprou uma grande parte das ações da Ferrari e tornou-se diretor da sede americana. Parece que foi um dia desses que eles estavam correndo pela casa sujos de terra e deixando todos loucos. – Disse nostálgica.
Ouvi um suspiro e uma risada do outro lado da linha.
- Eu sei como é. Sinto uma saudade daqueles tempos, os Swan’s os Black’s e os Cullen’s. Às vezes eu olho pros meus meninos e me dá vontade de voltar no tempo.
Respiramos juntas ao mesmo tempo.
- Bem que podíamos... – Começou parando-se rapidamente.
- Podíamos...?
- Esquece, você está ocupada com a agencia, Charlie deve ter compromissos, os Black’s devem estar com a agenda cheia... esquece.
- Não senhora – Me exaltei um pouco levantando-me – Pode falar.
- Bem – Começou animada - quem sabe poderíamos passar as férias em Forks como antigamente. Digo, convocarmos todos a passar um mês longe dessa vida que temos agora e relembrar os velhos tempos. Poderíamos alugar a mansão Wishmord. Ela pode perfeitamente acomodar a todos e é excelente para umas “férias”
Sorri com a ideia. – É uma ótima ideia. Estou louca para ver vocês e nossos filhos desnaturados. Mais podíamos usar a Mansão Swan, ainda mantemos ela, por não conseguirmos nos desapegar.
- Excelente, poderíamos ir dia 2 de julho, nos encontraríamos todos lá.
- Perfeito! Vou falar com Charlie.
- E eu com Carlisle, nos falamos depois?
- Até logo. – me despedi. Desligamos ao mesmo tempo.
Devolvi o telefone ao gancho e caminhei animada em direção a sala de jantar, parando encostada a cadeira que dava de frente para o Charlie.
- O que está aprontando? – Disse desconfiado ao ver minha expressão de “pidona”.
- Charlie, precisamos conversar.
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