Trunfo
2 Prólogo - Percy
Um sátiro, cujo nome Percy não se lembrava, chegou ao acampamento aos berros. Dirigiu-se diretamente até a Casa Grande, onde Quíron jogava com o Sr. D.
Como conselheiro-chefe do Chalé 3, Percy andou lentamente pela multidão de campistas que se formava atrás da criatura. Foi até a janela mais próxima de onde se encontravam os chefes do acampamento e pressionou o ouvido contra ela.
–Senhores... – Gaguejou o sátiro. – Eu tenho... Notícias... Do Brasil...
Percy sentiu Annabeth apertando sua batata da perna, mas com uma virada de corpo rápida ele tapou sua boca com uma mão, pedindo silêncio em um sussurro. Ela revirou os olhos, brava, mas ficou sobre as pontas dos pés e apoiou-se contra a janela também.
–Você tem certeza? – Quíron perguntou visivelmente preocupado. Droga! Uma informação perdida.
–Sim, senhor. É o que me foi passado.
Sr. D praguejou em grego antigo e eles ouviram o ranger de uma cadeira sendo rodopiada.
–E então, jovenzinho? – Sua voz se elevou. – Por que ela ainda está lá?
–Tragam-na para o acampamento em segurança, e sabe o que vão conseguir. – Quíron disse. – Vai precisar de algo?
–Apenas as passagens de avião, senhores.
–No meu tempo ninguém tinha essas frescuras. — Dionísio limpou a garganta com repulsa. Ouviu-se o farfalhar de dólares sendo chacoalhados. – Agora sai da minha frente, criatura.
Eles correram até a entrada da Casa e encontraram com o sátiro.
–Oi... – Percy começou, desajeitado.
–Não se preocupe: nós somos conselheiros chefes. – Annabeth tentou sorrir. – O que houve?
Desconfiado, o sátiro lambeu os lábios e tossiu, medindo o tanto de informação que os daria.
–Certo, hã... Tem uma... Uma missão para recrutar semideuses em... Em outros países. E tem uma menina, no Brasil, que parece ser especial... Não tipo vocês... Tipo Especial.
Fale com o autor