Truly, Madly, Deeply
1 Prólogo
Notas iniciais
1933
Rosalie gritou quando sentiu suas veias serem tomadas por fogo. Sua cabeça queimava de uma maneira inexplicável e ela jurava estar no inferno.
Carlisle deixou que ela apertasse sua mão durante a maior parte do tempo, tentando imaginá-la ao lado de Edward, seu primogênito. Esme e Edward não entravam no quarto, mas ficavam aos arredores, suas audições aguçadas podiam ouvir os gritos que vinham do quarto.
E enfim, Rosalie parou de se remexer. Não queimava mais. Ela conseguiu respirar de novo, ainda achava que isso faria diferença para sua vida. Carlisle se sentia aliviado. Passou-se alguns minutos para que ela pudesse realmente raciocinar.
— On-onde estou? — gaguejou a garota loira, encarando-o.
— Acalme-se, você quase morreu.
— Quase? O Royce, ele... Ele... E os amigos...
— Eu sei. — Carlisle interrompeu-a, tentando se manter firme ao lembrar-se daquela noite cruel, enquanto voltava para casa e deparou-se com a mulher machucada. Só então tinha entendido porque tinha visto um grupo de homens, boêmios, e aparentemente sem qualquer discernimento.
— E porque você está aqui? Quem você é? — Rose, der repente se sentia assustada. Tinha acabado de sentir a pior dor, depois de passar por uma experiência trágica e agora estava sozinha em um quarto com um homem que nunca tinha visto na vida.
— Sou Carlisle Cullen. Estava caminhando quando te vi... Morta.
— Não morri? Como? O que aconteceu comigo?
— Irei te explicar tudo, mas primeiro preciso saber seu nome.
— Rosalie.
— Rosalie, primeiro gostaria que conhecesse minha esposa e meu filho, Edward.
— Mas... — ela olhou para baixo, se impressionando ao se ver com um vestido de cetim, azul-claro, que lhe caia como uma luva. — essa roupa é da sua esposa?
— Sim, mas... Pode ficar com ela. Depois que entender tudo, iremos te instalar aqui... Se quiser, claro. — Rose assentiu positivamente e com cuidado se levantou.
Carlisle se levantou e a guiou para fora do quarto, levando-a para a sala no andar de baixo.
Lá, Esme, estava sentada no sofá inquieta. Edward estava sentado em frente à seu piano, mas não tocava. Calmo, se virou e observou Rosalie. Seus cabelos loiros estavam jogados sob seus ombros, ondulados. Seus olhos vermelhos, analisavam cada detalhe.
— Rosalie, está é Esme, minha esposa. — Esme se levantou e foi até Rosalie, colocando uma mão sob seu ombro.
— Que bom que acordou... — disse ela apenas, oferecendo-lhe um olhar maternal, que confortou e deixou Rosalie um pouco mais à vontade.
— Esse é o Edward. — Carlisle completou por fim, apontando com o queixo para o filho que se aproximou também.
— Olá, Rosalie. — disse ele, acenando com a cabeça.
— Olá... Vocês poderiam me dizer o que aconteceu com comigo?
— Rosalie... Você morreu naquela noite fiz algo... Diferente.
— O quê?
— Você sentiu toda aquela queimação e aquelas dores, por que eu te transformei no que todos nós somos. Vampiros.
— Impossível. — sussurrou inexpressiva.
— Temos como provar. — garantiu Edward. — precisaremos ir a floresta.
— Antes eu queria algo para beber... Minha garganta está ardendo...
— Resolveremos isso. — murmurou Esme, já levando Rosalie para a porta.
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