Truly, Madly, Deeply

2 Capítulo 1 - Caçada


Notas iniciais
Primeiro capítulo oficial! Obrigada pelo carinho de todas vocês, são realmente incríveis leitores assim!

Rosalie

— Irei caçar. — falei quando passei por Carlisle na sala. Ele assentiu e fui.

Era inevitável não questionar tudo sempre que eu era obrigada a dizer “vou caçar”. Eu sabia que Carlisle tinha feito isso porque ele tinha um bom coração, ele pensou que iria me ajudar. Mas estar morta seria bem melhor do que viver congelada para sempre.

Ter matado Royce e seus amigos, de certa forma, foi como uma revanche por essa vida. Matar não é bom, mas eu sofri por causa deles. Eu estava assim por causa deles. E até mesmo Carlisle me deu apoio quanto a morte deles.

Ele e Esme tentaram me desfazer da ideia, mas não demorou a me entenderem. Agora, eu apenas vivia como filha deles e irmã de Edward, mesmo com nossas implicâncias iniciais e com a tentativa de Carlisle de nos tornar parceiros.

Era tudo o que eu pensava enquanto caminhava para floresta. Era muito rápido encontrar qualquer animal por lá. Por isso, logo achei um puma tentador. Ele se debateu e rasgou meu casaco, mas logo o detive.

Eu ainda estava com sede e senti cheiro de sangue. Segui-o, claro. Quando achei a origem do cheiro, vi que na verdade, se tratava de sangue humano. Era um homem, não respirava bem e estava ensanguentado.

Fechei os olhos, prendi a respiração. Não. Eu não iria deixar nada me deter. Pensei em meus novos pais e em como os desapontaria, assim como desapontaria à mim mesma. Me aproximei o mínimo possível e pude vê-lo melhor. Era jovem, bonito e forte. Tinha cabelos castanhos escuros e quando seus olhos se abriram um pouco consegui ver o quão verdes eram.

Só que ele tinha algo a mais. Ele me lembrava o doce filho de minha amiga, aquele garotinho com maçãs no rosto e uma aparência serena, uma das crianças que tinham me inspirado a ter vontade de ser mãe.

Me arrisquei a me aproximar mais. Ele nem sequer movia o peito direito. E era jovem, era tão jovem... Não precisava morrer agora... Talvez fosse isso que Carlisle pensou quando transformou a todos nós.

Agachei perto dele e coloquei a mão sob sua testa. Ele suava frio. Não podia mais pensar, eu tinha que fazer algo por ele. Com cuidado, o carreguei. Era bem estranho para eu segurar um homem daquele tamanho com tanta facilidade.

Mas continuei, imaginei como seria o cheiro do sangue dele e tentei me desfazer desse tipo de pensamento, andando rápido e diminuindo a velocidade toda vez que ele emitia algum som de dor.

Foi uma prova de fogo, mas consegui chegar a minha casa ainda sem respirar. Não consegui abrir a porta, por isso, chamei por Carlisle, sabendo que ele era o único que conseguiria me ajudar.

— Rose! — ele tinha sido pego desprevenido.

— O encontrei e... Ele é tão jovem, Carlisle... O salve. — minha voz era tensa. Pelo olhar que Carlisle me deu, ele sabia o que eu estava sentindo.

— Vamos trazê-lo. — ele se aproximou e o segurou junto comigo.

Entramos em casa e acabei respirando. Era difícil me acostumar a prender a respiração por tanto tempo, mesmo que eu soubesse que ela era inútil.

— Que cheiro... — Esme falou enquanto descia as escadas. Quando nos viu e viu o homem, pareceu ficar mais pálida.

Carlisle parecia não saber bem como agir àquela situação. Foi quando Edward desceu.

— Você vai... — Edward começou.

— Fui eu que o encontrei. — falei, sentindo necessidade de deixar isso claro. — Carlisle, não temos muito tempo...

— Vou leva-lo para...

— Pode colocá-lo no meu quarto. — cortei. Eu sentia como se, naquele minuto, àquele garoto fosse a coisa mais importante do mundo e eu faria o que pudesse para que ele vivesse.

Sem mais palavras, Carlisle o levou para o andar de cima. Quando passou por Esme, ela se afastou, nervosa. Edward não esboçava nenhuma expressão.

Consegui ouvir mais alguns gemidos e então, um grito ecoou pela casa. Esme se virou de costas para o lugar de onde vinham. Edward saiu de casa. E eu, sem ter para onde ir, apenas fiquei com Esme na sala.

(…)

Havia amanhecido o novo dia e Carlisle não tinha descido. Edward havia voltado, mas foi para o escritório de Carlisle, ficar isolado. Esme subiu. Só eu fiquei na sala, tensa, desejando que aquilo acabasse.

E os três dias se passaram assim. Eu não saí de casa, apenas alternei entre a cozinha, a sala e a varanda da frente da casa. Foram dias estranhos e silenciosos.

Me perguntei se tinha sido assim na minha transformação também. Cada um em seu mundo, calados e afastados. Edward apareceu na varanda, onde eu estava. Eu sabia que ele estava me lendo logo assim que falou.

— Ele está quase acordando.

E eu corri para meu quarto. Queria ver aquele garoto de novo, ver se ele estava bem. Quando cheguei no quarto, Carlisle não estava lá. Mas, meus olhos pararam nele e tudo ao meu redor se acalmou.

Ele já estava pálido e estava sem camisa, o que não foi algo tão ruim, mas seu rosto era desenhado e jovial, assim como todos nós. Mas ele seria tão bonito assim por dentro? Isso era algo que eu realmente queria descobrir.

Notas finais
Capítulo médio, mas a partir do próximo teremos mil palavras, com certeza! Beijos lindas :)