True Or Consequence
1 Epílogo
Notas iniciais
–Como iremos detê-lo? –Perguntou Bonnie, olhar assustado. Elena encolheu-se e abraçou a si mesma, tão assustada quanto a amiga. Seus olhos castanhos chocolate imediatamente procuraram Damon, seu salvador, seu porto seguro, mas naquele momento, nem ele sabia como agir; estava tão amedrontado quanto todos, apenas não demonstrava. Eles estavam em um beco sem saída.
Silas mostrou-se pior do que imaginavam. Havia botado todos contra os vampiros de Mystic Falls, havia revelado a identidade de todos os sanguessugas e tinha mais poder do que eles imaginavam; estava munido de bruxas eficientes, além de ter seus próprios poderes. Ele iria matar a todos que estava naquela casa assim que pudesse, isso era mais do que óbvio, mas nenhum ali queria morrer, nenhum queria desistir. Porém, como se luta contra o inalcançável?
–Eu não sei. –Pronunciou-se Stefan, frustrado, suspirando. –Eu não sei. –Repetiu para si mesmo. Um silêncio frio cortou a todos.
–Eu não quero morrer. –Choramingou Elena, olhos cheios de água. Imediatamente ambos os Salvatore fizeram menção em abraça-la, mas foi a Damon quem ela recorreu, abraçando-o apertado. Pelo menos no meio de todo aquele caos, Damon tinha o amor de sua garota; isso o deixava em paz, afinal.
–Não podemos ficar escondido como maricas! Temos que ir atrás! Lutar! Mostrar à população que não somos os vilões, somos amigos deles! –Matt gritou, revoltado, levantando-se do sofá.
–Matt, eles nos odeiam. –Stefan disse pacientemente. –Odeiam a mim, Caroline, Tyler, Klaus, Damon e Elena por sermos vampiros. Odeia a você, Bonnie e Jeremy por ter nos protegido. Se sairmos daqui, iremos morrer.
–Não aguento mais o cheiro de mofo desse lugar. –Jeremy resmungou, olhando as paredes esverdeadas e os móveis cheios de poeira. Stefan baixou o olhar, tristonho.
–Eu sei. Também estou cansado. –Ele ajeitou os ombros arriados e levantou a cabeça. –Mas o que podemos fazer? Não há nada ao nosso alcance agora.
–Oh, há sim. –Uma nova voz disse do alto da escada do sótão. Todos viraram-se para o local de onde aquela conhecida voz soara e se encolheram, assustados como cachorros maltratados. –Morrer. –Silas completou, sorriso cruel nos lábios.
Foi tudo muito rápido. Em um instante estava tudo bem, em outro, Elena fora puxada pelos cabelos e gritara de dor. Aquilo doeu mais no homem de olhos claros do que nela; Damon logo atacou Silas, mas foi um ato inútil, pois o poder do loiro logo o fez cair pra trás com violência. O sangue quente escorreu pelos cabelos negros do vampiro enquanto sua cabeça girava; de repente, tudo foi perdendo os sentidos. Ele só conseguia ver vultos e ouvir gritos distantes de dor e horror. Tentou ficar em pé, porém seus joelhos fraquejaram e ele teve que apoiar-se numa instante velha e poeirada. Quando levantou a cabeça, só teve tempo de ver Silas se aproximando enfiando a mão em seu coração, sorriso macabro nos lábios avermelhados. Havia chegado finalmente seu fim. Damon reprimiu um grito de dor ao sentir os longos dedos do bruxo apertando seu coração.
–Adeus, Salvatore. Nos vemos no inferno!
50 anos depois...
O sol forte feriu os olhos desacostumados do vampiro e em seguida, todo o seu corpo começou a queimar. Assustado e dolorido ele se esgueirou para a sombra e sentou-se, cabeça girando, olhos ardendo. Após alguns minutos de descanso ele conseguiu voltar a abrir os olhos novamente e tentou se situar. Um sótão. Aquele era um sótão, mas não era o mesmo da lembrança – ou será do pesadelo? Ele não sabia dizer. Depois de alguns minutos olhando para as paredes, ele se levantou e tomou o cuidado de não tocar nos locais com sol – o que foi difícil, visto que havia uma grande janela naquele local. Nada apropriado para um porão. Suas articulações estavam lentas, sua mandíbula doía, sua mente girava, tudo ia de mal a pior, mas mesmo com tudo isso, ele conseguiu abrir a porta e sair daquele local que cheirava a mofo.
Nos corredores foi bem pior. Havia várias janelas que permitiam a entrada do sol e machucavam sua pele. Por algumas vezes ele gemou de dor, mas logo travava os dentes e se apertava nas finas frestas de sombra. Com muito esforço, chegou à sala, que tinha um grande espaço escondido do sol. Lá ele se acomodou e sentou, botando a mão na cabeça. Por que esta doía tanto? Por que seu corpo gritava como se tratores tivessem o atropelado repetidas vezes? Por que ele estava tão confuso? Onde ele estava? Eram tantas duvidas e nenhuma resposta...
O som de porta batendo o despertou. Hora do lanche, pensou o vampiro, levantando-se e escondendo-se ainda mais. Damon tinha certeza que após de matar um humano, tudo se tornaria mais claro em sua mente, mas a surpresa do encontro não o permitiu mover-se.
Cabelos curtos e lisos, olhos castanhos chocolate, corpo esguio, uma calça jeans escura, uma blusa rosa choque e uma jaqueta de couro por cima; botas acompanhando. Era Elena, sua doce Elena. Naquele momento não importava onde ele estava ou o que havia acontecido, só de vê-la, seu coração se aquietava.
–Elena... –Murmurou ele sorridente, mas a mulher não teve a mesma reação. Na verdade, em vez disso, arregalou os grandes olhos e deu alguns passos pra trás.
–Quem é você? –Perguntou irritada e curiosa.
–Não se lembra de mim? –A mágoa na voz dele era evidente.
–Você é um vampiro? –Ela perguntou após de um tempo em reflexão.
–Sim, claro, mas que pergunt...
Antes de conseguir terminar a frase, Damon foi acertado com um vaso na cabeça e em seguida, golpeado com uma estaca em seu estômago. Um grito escapou de seus lábios enquanto ele caia de joelhos no chão, as mãos sem força tentando inutilmente arrancar a estaca. A jovem moça se aproximou rapidamente e o puxou pelos cabelos, levantando sua cabeça e olhando bem em seus olhos.
–Vá para o inferno, criatura imunda.
Com um golpe rápido ela arrancou a estaca do estômago dele e mirou em seu coração, mas um grito de ‘pare!’ fez ambos olharem pra trás. Uma garota de pele morena e cabelos cacheados olhava os dois de olhos arregalados. A mulher que segurava a estaca revirou os olhos.
–O que foi, Emily? Não vê que estou ocupada matando um demônio?
–Não faça isso, sua idiota! –Esbravejou a morena. –Ele é a resposta para suas dúvidas e as minhas! –Ao olhar confuso da outra, Emily revirou os olhos. –Megan, este é Damon Salvatore, um vampiro muito antigo que conheceu minha avó e seus familiares. Se mata-lo, nunca saberemos a verdade!
Megan olhou para o vampiro surpresa e recebeu um olhar de puro ódio do mesmo, soltando seus cabelos e afastando-se dele, que caiu de bruços no chão.
–Traga sangue para ele, ficarei de olho em Damon enquanto isso. –Emily ordenou para Megan, aproximando-se. –Finalmente nossas dúvidas irão acabar, Meg! Ele é nossa salvação. É minha salvação. Finalmente tudo isso acabará!
Damon tentou levantar seu corpo e perguntar do que diabos elas estavam falando, mas a fraqueza foi mais forte e logo tudo se apagou em sua mente.
Fale com o autor