True Love - Um Amor Pra Recordar
3 Capítulo 3 - O beijo
Notas iniciais
Não acredito que ele me obrigou a ir para a balada, eu estava morrendo de sono, não acredito que ele tenha feito isso. Foi ai que eu tirei a conclusão de que: ele é realmente um idiota. Justin Bieber é um idiota. Um idiota que eu estou aprendendo a amar...
Chegamos na única balada que prestava em Stratford e ela estava, como sempre, cheia. Justin estacionou seu carro em uma rua perto dali e abriu a porta para mim. Impressionante como ele conseguia ser idiota e cavalheiro e lindo ao mesmo tempo...
– Senhora Elizabeth — ele abriu a porta e fez uma pequena reverência.
Eu ri daquilo e o chamei de idiota enquanto iamos para a fila. Mas claro, agente passou direto porque ele era O ASTRO POP e tinha certos privilégios. Entramos na balada e fomos logo para o bar.
– Ola Mark — cumprimentei-o — como vai a espinha no seu pênis? — apontei para o mesmo e ri.
– Ela já saiu e você sabe muito bem disso, então, por quanto tempo vai ficar me zoando? — ri enquanto ele tentava esconder o riso.
– 10% de desconto Mark? Trouxe um pop star para o seu estabelecimento hoje em.. — apontei para o Justin que apenas sorriu.
– O de sempre não é mesmo Parker? E veremos no seu caso, quem sabe se... — ele deu um sorriso malicioso — ...repetíssemos aquela noite, talvez?! — riu
– Não teve noite seu idiota... Eu durmi nas préliminares e você sabe!
– E você sabe também que eu gosto de você, eai, quando vai me dar uma chance, hein?
– Talvez quando você estiver bem velhinho, quem sabe?! — dei um beijo no canto da boca dele, peguei meu drink e sai — Vamos Justin?
Quando estávamos sentados no sofá, Justin me perguntou de onde eu o conhecia, o Mark.
– Ele é o dono daqui e quase sempre eu fico aqui até mais tarde e o ajudo com a limpeza quando o estabelecimento fecha.
– E você sabe, hum, tipo... gosta dele?
Essa pergunta me deixou em transe. Eu gostava dele? Sabe Mark era um cara legal, fazia eu me sentir em casa, mas ele não era o cara que eu gostaria ao meu lado para viver.. Ou será que era?! Sai dos meus pensamentos quando começou a tocar Middle Finger — Cobra Starship.
– Você tem que dançar essa música comigo, por favor vai, por favorzinho? :/
Fui puxando ele até o meio da pista e ficamos lá dançando até não aguentar mais.
...
Em meio a drinks e músicas, acabamos sendo os últimos dentro da boate. Mark me segurou por trás e susurrou algo no meu ouvido.
– Hora da limpeza?
– Hoje não, estou muito bem acompanhada. Vamos embora Justin?
– Claro, Elizabeth — ele me deu um sorriso e pegou na minha mão, jogando a maior cara de cú para Mark e fomos até o carro assim, de mão dadas. DE MÃO DADAS!!!! Ai você já sabe como eu fiquei né?
– Casa? — perguntei com uma cara de interrogação
– Não, vou te levar a um lugar antes..
– Mocinho, meu pai deve estar pensando que você me sequestrou sabia?
– O Sr. Parker confia em mim.
– Não em plena 6 horas da manhã. Ai ele não confia em ninguém. — nós rimos
Percebi que estávamos indo para a saída da cidade, oque será que ele estava aprontando em? Vi que antes da saída ele virou em uma curva e fomos para o topo de uma montanha.
– Que lugar lindo! Eu nunca tinha vindo aqui antes..
– Pois é. Eu gosto de vir aqui para pensar, entre outras coisas.
Aquele lugar era lindo, existia belas árvores e uma grama muito bem cortada, e dali dava para ver o sol se pondo no horizonte.
Sai do carro e fiquei olhando o sol se pôr, deitada na grama, quando o Justin veio e se sentou ao meu lado.
– Não acredito que nunca vim aqui antes, nesse todo o tempo que estou aqui.
– Deve ser porque é um pouco longe do centro, quase ninguém conhece esse lugar.
– Mas deviam conhecer, ele é perfeito. — Deitei-me e vi ele deitando ao meu lado também.
Depois de um tempo, ele foi cuidadosamente para cima de mim e colocou cada um de seus braços um de cada lado do meu corpo e susurrou:
– Sabe, eu sempre quis mostrar esse lugar para alguém...
– E porque escolheu logo eu?
– Porque você tem algo de diferente.
– Diferente bom?
– É, diferente bom. — ele deu um sorriso.
– E porque estamos susurrando?
– Porque fica mais romântico, você não acha?
– Acho isso tudo muito clichê se você quer saber.
– Ai você estraga o clima poxa :/. — rimos
Ficamos algum tempo olhando um para o outro, até que ele veio e me beijou. Era um beijo intenso e demorado, sem pressa. Nossas línguas se moviam em gestos sinconizados. Eu poderia ficar dias beijando ele, mas tivemos que parar por falta de ar.
Ficamos olhando um para o outro sem gestos, foi algo tão rápido e tão inesperado que nenhum de nós dois sabiámos decifrar oque estávamos sentindo. E eu tive a plena certeza desde aquele momento que eu não gostava do Mark. E quem eu gostava era alguém que se chamava sem mais nem menos, Justin Bieber, o astro do pop metidinho a besta que eu havia conhecido naquela tarde. Como eu podia ter me apaixonado assim tão rapido? Isso não podia estar acontecendo comigo. Mas ele era tão lindo e tão legal e tão lindo denovo, que seila, me fazia me sentir diferente perto dele. Sabe as pessoas dizem que quem faz você se sentir em casa não é a casa e sim as pessoas que vivem ao redor.
Ele pegou minha mão e ficou segurando. Estranho como nossas mãos se encaixavam direitinho umas nas outras. E foi depois disso que eu tive certeza que... Ele era minha casa.
– Sabe eu sempre quis beijar alguém ao pôr do sol. — ele quebrou o gelo e nós rimos.
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