True Love - One Shot Aurora/hook
1 Lost Hearts
Notas iniciais
Anyway, esta one eu fiz algo mais "light", nada muito pesado em relação a algo mais sensual (ui KK).
Muitos não entendem este casal sabe... É normal não entender, eles nunca se falaram direito não é mesmo? Mas existem vários pontos muito interessantes, o que faz desse fandom algo grande. Como o fato de eles terem a mesma situação (em relação a perder as pessoas que amam), e agir de uma forma tão diferente. Além disso, tem o detalhes que ele roubou o coração dela, e depois o salvou. Entendam como quiserem, mas isso chamou a minha atenção.
OK, chega de falar... vamos para a one :)
A noite era a mais escura e fria que haviam enfrentado durante meses. Relâmpagos secos estrondavam nos céus. O vento balançava com tanta intensidade que os moradores das casas mais altas se caiam para fora com medo do desabamento.
O cais estava vazio. Ninguém com plena consciência ousava em ficar perto dos mares em um clima desses. Porém Hook e Aurora já conheciam muito bem os oceanos. Não havia o que temer, ambos sabiam lidar com aquele clima.
Aquela noite lembrava plenamente o dia que ela se juntou a sua tripulação. Inicialmente, ela o detestava, mas precisava voar, e ele possuía as asas. Ele foi a razão para ela se libertar de todos os problemas que aprisionavam a sua mente. Aos poucos, eles foram se apaixonando.
-Olha que surpresa agradável. Acabo de encontrar o meu casal preferido- um voz insana disse- A bela princesa, que não é mais princesa de fato, Aurora e Capitão Hook.
O que falava era cruel. Aurora sentiu como se houvessem acabado de dar uma facada em seu coração. Todas almas que haviam sido mortas, ou transportadas para outro mundo. O tinha sido caridoso com as pessoas inocentes que pertenciam ao seu reino, ou a esse mundo.
-O quê você quer, Rumpelstiltskin? –Hook disse pondo a mão em sua espada.
O silêncio conseguiu ser ensurdecedor. Ninguém se movia, nenhuma palavra estava sendo pronunciada. De repente, todos os barulhos naturais foram ouvidos pelos lá presentes. Aqueles sons que as pessoas costumam não dar muito valor. Os trovões, ameaçando chover, o mar enfurecido e o vento zumbido.
Rumpelstiltskin em uma questão de segundos chegou o mais próximo que pode do pirata. Colocou a mão dentro de seu corpo, e lentamente foi o tirando. O que fez ele gemer de dor, e Aurora gritar de pavor.
-Justiça – disse finalmente arrancando o seu coração.
Aurora se abaixou para abraça-lo. Aquelas nuvens negras se acumulavam nos olhos dela. Ela sabia exatamente o que aquilo significava. Ele não podia se quer sentir as emoções. Enquanto ela, sentia todos piores tipos ao mesmo momento.
-Agora eu vejo com clareza. – Rumpelstilskin disse segurando o coração na mão – O poder do amor verdadeiro. A melhor arma que qualquer um poderia possui contra o inimigo.
Hook tentou se levantar, falar, gritar algo. Mas o outro homem, ou melhor dizendo, demônio, era mais rápido. Ele simplesmente devolveu o coração de Hook, enquanto pegou o de Aurora.
-Matar ou não mata-la? – dizia ele sorrindo – Seria muito fácil apenas mata-la, e nem um pouco justo a deixa-la viva. Ambas opções você poderia encontrar ela. A não ser que...
Ele pegou um saco de uma espécie de tecido velho, que tinha no casaco. Colocou o coração que ainda batia dentro dele. Foi apenas ele fazer isso que Aurora gritou. A dor que sentia era de tamanha que passava a ser insuportável.
-O quê você fez! – Hook berrava enfurecido, e preocupado.
Segurava Aurora em seus braços. A jovem segurava a cabeça com força. Seu choro era algo desesperador. As palavras que gritava era incompreensíveis. Quando de repente, ela simplesmente parou, e o olhou.
— Isso não é um adeus. – disse ela acariciando o seu rosto – Você sabe disso, nós sempre esperamos um ao outro não é mesmo?
Ele queria responder. Porém, por mais que tentasse, não importava o seu esforço, nenhum som saía de sua boca. O olho de sua amada foi se fechando lentamente e ela foi se desintegrando aos poucos.
Hook continuava sem entender o que estava acontecendo. Apenas a viu, desaparecendo, em frente aos seus olhos. Aquilo de fato não era uma morte comum.
-O quê você fez com ela seu monstro? – ele perguntou, mas ninguém responder, a criatura demoníaca já havia partido, certamente, satisfeito pelo seu terrível feito.
***
Haviam se passado meses, e o pirata continuava navegando os sete mares em busca da única pessoa que o podia ajudar. O único ser habitante de todo universo que já havia viajado por diversos mundos, e aberto vários portais.
Foi num dia claro que o conseguiu encontrar no mesmo lugar que haviam se visto pela última vez, na Terra do Nunca. Ele vagava pelas matas, aparentava estar feliz. Sempre de bom humor, e com o desejo ilimitado de permanecer jovem.
— Peter Pan, o menino que nunca cresce. – Hook disse chegando perto de seu inimigo – Estava sentindo sua falta.
O ruivo levantou a sobrancelha surpreso. Os dois nunca haviam se dado bem, mas de certa forma, a culpa não era do garoto.
— Diga o que quer, ó meu Capitão. – disse ironicamente, querendo pular a conversa introdutória.
— Informação. Você me diz onde eu posso encontrar um lugar, e eu devolvo a você sua preciosa passagem para o mundo terrestre.
Seus olhos brilharam. A esperança de poder encontrar o amor de sua vida voltara, junto com a sua felicidade. Ele iria poder tocar em Wendy outra vez, ouvir o som de sua voz e se apaixonar todas manhãs pela mesma mulher.
Peter Pan era um viajante, havia visitados mais mundos que qualquer um. Sua aparência enganava aos olhos de quem via. O menino inocente já não abitava aquele corpo. E sim, um senhor sábio torturado pelas próprias memórias. Seus amigos já haviam passado para outra vida, e seu amor habitava uma terra muito difícil de acessar.
— Temos um trato – disse o ruivo esticando a mão.
Após de ter que explicar toda a situação sobre Aurora, o jovem compreendeu sua situação. Não guardava rancor em seu coração por ele ter escondido a semente que levaria ao portal do mundo que sempre desejou voltar.
— Obrigada – disse Peter recebendo cuidadosamente a semente que traria a sua vida de volta – Este mundo que você citou é conhecido, porém deve saber, é fácil entrar nele, porém sair é outro assunto.
Ambos se calaram, enquanto Peter esperava algum sinal para poder continuar a falar. Mas Hook estava mergulhando em suas memórias, não havia remédio para as marcas que o passado havia deixado. A dor de perder quem ele mais ama, ou talvez, a única.
— Continue, eu não irei desistir de encontra-la – disse o pirata.
— Siga para as colinas do norte, e encontrará uma senhora, já de idade avançada. Sua aparência vai ficar em sua mente, jamais vai esquece-la. Mãe de uma das bruxas mais poderosas de todos planetas que visitei. Atravesse a ponte.
— Adeus, velho amigo. – dizendo isso, tanto um, quanto o outro se viraram e foram enfrentar a sua jornada.
***
— Você está querendo passar para o outro mundo? – disse uma voz que Hook pode reconhecer – Para o meu mundo?
Assim que a senhora parou em sua frente, ele pode ver detalhadamente. Sua inimiga morta se instalou em sua frente. Seu sorriso já não possuía a maldade que nem antes, havia algo diferente.
— Como você está aqui? – perguntou frio.
— A Rainha dos Corações, sendo quem ela é, merece algo pior que a morte. – Cora disse com tranquilidade, como se não se importasse com este fato – Minha alma tinha que ser aprisionada a ser a guardiã do mundo dos corações perdidos.
Naquele segundo ficou claro que ela seria a sua passagem para sua amada. A ponte que o garoto que lhe deu a informação estava logo atrás dela.
— Você realmente achou que teria uma vida com ela? – ela continuou a falar – Melhor encontrar uma nova princesa.
Cora não iria ceder facilmente. Ele deveria atravessar a ponte. Era apenas dar alguns passos e tudo estaria resolvido. Eles estariam juntos, para toda a eternidade. Estava cansado de esperar, sempre tiveram que esperar um ao outro, mas era como Aurora sempre dizia, eles sempre encontravam um jeito de se reencontrar.
— Faça-me rir – o pirata caçoou – Eu e você sabemos que não irei sair desistir.
Sem dizer uma palavra, Cora contorceu a mão e ele se entortou ao meio de gritos no chão. A dor era insuportável, imaginou que era a mesma que Aurora sentiu quando estava sendo transportada.
— Agora, atravesse a ponte. – disse a bruxa.
Ele se rastejava para o fim da ponte. A dor ia aumentando com o passar do tempo. Aos poucos sentia seus ossos quebrando, sua cabeça latejava de tal forma que era impossível raciocinar.
Sua visão ficava cada vez mais embaçada, não se continha mais noção de onde ele estava. O pirata apenas seguia em frente, não importava o que ocorresse em sua volta.
Sentiu a grama em seus dedos. Logo, a dor foi aliviada. Sua cabeça encostou no solo, e a visão que voltava a se focar. Teve a leve impressão de ouvir a voz de Cora no fundo “Tolos são as pessoas que acham que se tem o coração perdido, sem ao menos ter amado”.
Um flash branco cobriu sua visão. A dor havia sumido completamente. Não havia nenhum osso quebrado, ou sangramento. Estava intacto, como se nada daquilo estivesse acontecido.
Se encontrava no meio de uma praia. O vento era incrivelmente fraco, e o mar totalmente relaxado. O som das pequenas ondas quebrando em seus pés lhe confortava de uma forma absurda.
— Killian! – uma voz que ele reconheceria de qualquer forma gritou – Melhor, Capitão Killian Jones.
Assim que virei os meus olhos na direção de onde a voz vinha, pude ver com clareza. A única coisa que faria eu abrir mão de tudo, inclusive do oceano. A dona do sorriso mais radiante e inocente de todos os tempos, Aurora.
Notas finais
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Falem comigo, apenas vem o próximo se tiver 5 reviews. Aceito "Eu li e curti" KKK. Não custa nada, e vale um sorriso meu :)
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