True Love Never Dies
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Notas iniciais
De repente
Não sou mais o homem que costumava ser
Existe uma sombra pairando sobre mim
Ah, ontem tudo veio tão de repente
Por que ela teve que ir eu não sei
Ela não disse
Eu disse algo de errado agora sinto tanta falta
Do dia de ontem
Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora preciso de um lugar para me esconder
Ah, eu acredito no dia de ontem
(Yesterday — The Beatles)
Hook assistia o nascer do sol de seu precioso navio, o Jolly Roger, bebendo rum, seu fiel companheiro desde a morte do irmão, desde o momento em que se tornou um pirata. Ele refletia sobre os acontecimentos do dia anterior, desde a realidade alternativa na qual ele era um completo covarde que acabou dando a vida pela mulher que amava até o sacrifício de Emma por Regina. Ele tentava compreender não somente as palavras mas as atitudes da xerife. Ele percebeu toda a dor e as lágrimas escorrendo dos olhos de Emma quando viu as trevas cercando Regina e ouviu as palavras dela e a rápida conclusão que ela teve que do que aconteceria à prefeita e do que deveria fazer.
–Emma, NÃO! Tem que ter outra maneira.
–Não tem. Você trabalhou muito duro para ter sua felicidade destruída.
E ele não tinha dado muito duro para conseguir ser feliz novamente? Durante séculos guardou o rancor e desejo de vingança pela morte de sua amada Milah e quando finalmente o encontrou, ou quando pensou encontrar a pessoa que seria seu final feliz, viu tudo ruir a sua frente em segundos e com poucas palavras e uma atitude.
–Emma não faça isso por favor! — Ele falava chorando. — Eu te amo, você é meu final feliz se lembra?
–Me desculpe Killian mas eu não sou! — Emma falou chorando e o empurrou."
Killian se sentia rejeitado, triste, humilhado. Ele havia feito de tudo para que Emma o amasse, havia mudado, ou estava tentando mudar seu jeito de ser, seu estilo de vida por ela. Havia entregado seu coração à ela, no sentido metafórico no caso, e ela o havia não somente recusado porque isso ela já havia feito muitas vezes antes, mas o aceitou para depois parti-lo dessa maneira. Foi Emma Swan a mulher que fez sentir seu coração inteiro de novo após a morte de Milah, foi a Salvadora que o fez ver o quão bom era se sentir apaixonado novamente e ele pensou sinceramente que era recíproco e por isso se entregou de corpo e alma, até a noite passada. Até ouvir as palavras de Emma para Regina.
–Emma, não faça isso... — Regina falou com muito esforço.
–É óbvio que eu vou fazer isso, Regina! Eu me sacrificaria por você!
Os outros estavam mais distantes e ele sabia que não tinham ouvido essa última parte da conversa de ambas antes de Emma se unir as trevas. Mas ele estava perto o suficiente e ouviu. Então ele percebeu. Ele não era o final feliz de Emma e ela não se considerava o dele porque ela estava apaixonada por Regina. E isso fez uma raiva muito grande e irracional crescer dentro de si. A mulher que ele amava o preteriu, preteriu seu bem estar e sua felicidade e rejeitou seu amor pelo amor, bem estar de uma outra pessoa. De uma outra mulher. De uma vilã que foi tão má, ou pior que ele.
Regina fez tantas coisas ruins a tantas pessoas, e ela a salva? Regina é a Evil Queen, a responsável pela infelicidade dos pais dela e por ela ter crescido sem sua família e ela a escolhe? Se apaixona por ela?
Hook conhecia Regina a muito tempo, desde os tempos da Enchated Forest. Se lembrava exatamente de como a conheceu.
Ele havia passado muito tempo estudando o castelo da rainha para poder invadi-lo e seduzido uma das criadas mais jovens que lhe contou toda a rotina do castelo e de sua majestade. Ele prentendia libertar Belle e usá-la para matar o crocodilo mas quando viu que ela seria inútil para isso e ia matá-la Regina chegou, revelando conhecê-lo e o oferecendo ajuda para matar Rumple se em troca ele fosse até Wonderland e matasse Cora.
Lógico que ele aceitaria aquela proposta sem hesitar mas depois de ver como a Evil Queen era tão linda e sexy, ele não poderia deixar de lhe fazer uma proposta certamente bem indecorosa mas talvez ela aceitasse. Ele ficou sabendo pela criada que a rainha tinha seus amantes, três para ser mais exato: Claude, um de seus cavaleiros negros mais antigo da época de Rei Leopold, Graham um antigo caçador que misteriosamente havia se tornado cavaleiro e Maleficent, porém ela não via a mulher dragão desde o casamento de Snow White e Prince Charming.
–Talvez eu possa fazer o que me pede Majestade. E talvez possa lhe dar algo a mais além de lhe trazer o corpo de sua mãe. — O pirata falou.
–E o que seria esse algo a mais capitão? — Regina perguntou assim que acabou de encantar o gancho e atando-o na camisa de Hook e o puxando para si, ficando bem próximo do pirata que lhe sorriu de lado. — O que você teria a mais para me oferecer?
–Bem eu sei que acabei de matar um de seus amantes e talvez eu possa te servir essa noite antes de ir até Wonderland?
–E essa proposta tão generosa é para me satisfazer ou satisfazer o seu ego mulherengo, capitão? Teria você fantasias de fazer sexo com uma rainha?
–Porque não os dois majestade? E se todas as rainhas forem tão lindas como você com certeza. — Ele se aproximou ainda mais dela e murmurou no seu ouvido. -Na verdade está me vindo agora em mente muitas fantasias com você e seria um prazer realizá-las. — Ele completou se afastando o suficiente para olhar em seus olhos e lhe dirigir um sorriso sacana.
Regina lhe deu um sorriso malicioso e o puxou para junto de si e lhe deu um beijo urgente, cheio de lúxuria e desejo no qual o pirata prontamente correspondeu. Regina os transportou com magia para seu quarto e passaram a noite transando. Assim que Regina se viu satisfeita mandou o pirata se arrumar porque ele iria imediatamente para Wonderland. Naquele momento Hook quase se sentiu ofendido com a atitude dela que o tratou como um pedaço de carne mas riu do pensamento. Ele também já fez isso milhares de vezes com várias mulheres e pensou que talvez com Regina seria o mesmo mas estava enganado. A rainha era uma mulher que sabia o que queria e com ele, ela só queria sexo e que matasse sua mãe. Ela aprontou o chapéu que serviria de portal e o corpo de seu falecido cavaleiro e amante e assim Hook foi para Wonderland.
O pirata deu mais um trago na bebida e se levantou. Tinha em mente ir até a casa dos Charmings logo para que pudessem ir em busca da Emma. Ah se ela soubesse que sua rainha é tão promíscua será que ela continuará nutrindo essa paixão platônica? O capitão riu com o pensamento do jeito que a xerife era toda certinha, talvez não gostasse muito disso. Mas ela é o Dark One agora talvez a ideia a agrade. Ele torceu a boca com o pensamento enquanto andava pela ruas de Storybrooke. Não. Emma pode até amar Regina mas é só um amor platônico, Regina não sente o mesmo. Até alguns dias atrás ela estava louca por causa do arqueiro. Então ele se lembrou do modo como Regina falou com Robin após o sacrifício de Emma. Não, não é possível que Regina goste de Emma dessa maneira. Aquele ladrão aprontou muito com ela e deve ter dito alguma merda pra ela antes de nos encontrarmos ali. Emma para ela era somente uma amiga ou uma colega e a outra mãe do Henry e ela sabe que se algo acontecesse à ela por sua culpa o moleque nunca a iria perdoar. Hook sorriu com isso. Emma me deixou com o coração partido mas parece que a rainha fará o mesmo com ela e lá estarei eu para remendar os pedaços.
Com esse pensamento ele entrou no prédio de Snow.
–SQ-
Robin acordou mais cedo nessa manhã, na verdade o ladrão praticamente não pregou os olhos a noite inteira pensando no que Regina havia dito à ele.
–Me solta! Fica longe de mim! Não existe mais "nós", nunca existiu realmente! Só que eu era cega demais para perceber e por sua culpa também a Emma se foi!
A prefeita havia dito aquilo com um misto de raiva, tristeza e rancor. Ele sentiu nas palavras dela que ela estava com raiva mas ele não sabia ao certo se era da situação em que se encontravam por Emma ter se sacrificado ou se era dele. Também não entendia o olhar que ela lhe deu, um olhar que expressava nojo. Não conseguia entender a reação de Regina e muito menos suas palvras. Afinal desde quando ela se preocupava com a Salvadora? Quando ele havia partido elas nem amigas eram, na verdade só trabalhavam juntas pelo bem do filho delas.
Ele soltou um suspiro e levantou. Olhou para o lado e contemplou o pequeno Roland dormindo. Cobriu o filho e saiu da barraca, daqui a pouco o filho iria acordar e ele teria que preparar seu café da manhã.
Assim que saiu se deparou com Will que parecia que tinha acabado de acordar também.
–Hey mate! — Will falou. — Como foi a primeira noite de volta a Storybrooke?
–Nada boa. — Robin respondeu e foi procurar por lenha para fazer uma fogueira constatando que não havia nenhuma no acampamento. — Vou cortar uma lenha para fazer uma fogueira para o café, me acompanha? — Will acenou positivamente e pegou um machado juntamente com o Robin e seguiu-o.
Depois de algum tempo andando em silêncio eles chegam próximos a um rio e vê alguns troncos que servirão como lenha e Will finalmente toma coragem para perguntar.
–Porque a noite não foi boa? Aconteceu algum problema?
–Não sei direito o que aconteceu na verdade. — O arqueiro fala e dá um suspiro cansado. — É Regina.
–O que tem a prefeita? Pensei que vocês tinham se acertado apesar do seu lance com a irmã dela.
–Não houve um lance entre a Zelena e eu! — Robin falou irritado. — Ela se passou pela Marian para me separar da Regina e magoá-la. Nunca tive nada com aquela bruxa!
–Bem mate, tecnicamente você teve sim. Por mais que você achasse que era Marian, você a escolheu no lugar da prefeita e a engravidou e ela é sua cunhada.
–Sim eu sei que fiz burrice mas o que eu poderia fazer? Eu pensei que era minha esposa e achei que ela iria morrer se não saísse da cidade e não poderia deixá-la longe do Roland mas também não poderia ficar longe do meu filho. Por mais que ame a Regina eu tenho minha honra, um código de conduta que eu vivo por ele!
–E o que é maior sua honra ou seu amor pela Regina? — Will perguntou e Robin abriu a boca para responder e a fechou em seguida sem saber o que falar. O mais novo deu um sorriso de canto vendo a confusão do amigo. — Nem você mesmo sabe não é?
–É complicado. — Robin respondeu. — Na Enchated Forest, quando eu conheci a Regina nós não nos dávamos muito bem mas as coisas mudaram aqui em Storybrooke. Quando nos encontramos pela primeira vez, sem as memórias do ano perdido, a única coisa que consegui reparar foi o quão linda ela é e me senti muito atraído por ela. Depois quando começamos a namorar ela me contou sobre como uma vez Tinkerbell a levou guiada por pó de fada até uma taverna que mostrou que seu amor verdadeiro era um homem com tatuagem de leão, que era eu, mas que ela teve medo de entrar. Eu falei para ela que eramos a segunda chance um do outro e então a Swan trouxe a Marian que não era Marian de volta e você sabe bem tudo o que aconteceu. Ela havia me perdoado pelas escolhas erradas que eu fiz mas então ontem depois do sacrifício da xerife por ela ela me deu um fora e eu não consigo entender...
–Então a xerife se sacrificou mesmo pela prefeita. — Will murmurou com um cara pensativa.
–Sim outra coisa que eu não entendo, quando eu deixei a cidade as duas mal se falavam e agora ela se tornou a Dark one pela Regina?
–Bem se vê que você acabou de chegar na cidade companheiro e você anda muito pouco observador para um ladrão tão renomado.
–Como assim?
–As duas ficaram muito amigas desde que você foi embora, Robin. Era costume vê-las almoçando, jantando ou somente bebendo juntas no Granny. Às vezes sozinhas, às vezes com o filho delas e rara foram as vezes que estavam com o pirata ou algum dos Charmings. Belle me falou uma vez que Hook perdeu um almoço de domingo com os Charmings e Regina para tentar arranjar um meio de tirar as fadas do chapéu.
–E o que você quer me dizer com isso? — Robin perguntou ele parecia irritado e deu uma machadada forte demais em um toco de árvore e o partiu em dois. Parece que ela não estava tão mal assim na minha ausência não é? Saindo para beber e se divertindo com a culpada pela nossa separação. O ladrão pensava.
–Quero dizer que você perdeu muita coisa! O sacríficio da Swan foi algo esperado para quem via o relacionamento delas, mesmo que de longe. Regina ficou mal pela sua partida mas isso não significa que ela parou de viver. Eu diria que ou ela e a xerife se tornaram melhores amigas ou talvez sejam amantes. — O ladrão mais novo falou encarando o amigo que o olhava com fúria.
–Não, isso não pode ser! Regina não seria capaz de me esquecer tão rápido e de ainda mais ter um caso com uma mulher! — Ele falou com uma expressão de nojo na última frase.
–Mas não foi exatamente isso o que você fez com ela, Robin? A esqueceu e substituiu na primeira oportunidade e ainda por cima engravidou outra? E quanto ela ter um caso com outra mulher eu falei que TALVEZ elas sejam amantes e é algo comum, bem não tão comum na Enchated Forest, pelo menos não abertamente, mas é comum aqui nesse mundo. E você nunca ouviu os boatos do caso entre a Evil Queen com a Maleficent?
–O que aconteceu comigo foi diferente! Zelena me enganou e o que? Como assim Regina teve um caso com a Maleficent? Ela jamais faria isso!
–Não é não meu amigo, mas enfim cada um com a sua consciência. É somente um boato pensei que soubesse. Mas o que você fez para ela te dar um fora do nada? O que ela disse exatamente?
–O Hook gritou com ela falando que ela era a culpada pelo sumiço da Swan e por ela ter se tornado a nova Senhora das Trevas mas a Snow começou a defendê-la mas Regina a interrompeu e disse que a culpa era mesmo dela e ia saindo arrasada. Eu fui tentar consolá-la mas ela me afastou e falou para eu ficar longe dela e que "nós" não existia mais e que nunca existiu e que era minha culpa também a Emma ter sumido. E nós estávamos bem antes de toda essa confusão acontecer.
–Só isso? Tem certeza que não falou nada que a irritasse antes disso? O que vocês estavam fazendo antes?
–Estávamos dando uma volta pela cidade aí ela tocou no assunto Zelena. Eu falei que quando o bebê nascesse nós poderíamos pegá-lo e criá-lo juntos mas ela pareceu não gostar da ideia e ficou irritada e falou que jamais tiraria um filho da mãe e então encontramos com os Charmings e o Hook na rua e tudo aconteceu.
–TÁ AÍ O PROBLEMA IMBECIL! Como você dá a ideia de criar seu filho com outra, e a outra é sua cunhada, para a sua namorada. Qualquer uma terminaria na hora contigo.
Robin ficou emburrado não gostou da maneira como Will falou aquilo. Do jeito que ele fala até parece uma ideia absurda. A Regina adora crianças e odeia a Zelena não seria tão ruim assim. E até parece que a Zelena tem algum amor pelo bebê que carrega. Ele mudou de assunto.
–Mas e você? Soube que estava namorando a Belle. Ela é uma boa garota.
–Sim, ela é. — Will falou sorrindo. — Mas eu e ela terminamos ontem à noite.
–Como assim?
–Sabe não era para ser. Ela é uma mulher incrível mas ela não me ama e eu também não a amo. Nós dois sabíamos disso, estávamos meio que nos consolando mutuamente querendo esquecer nossos antigos relacionamentos mas ela não aguentou ver o Rumplestiltskin na situação em que está agora, então tivemos uma conversa honesta e tivemos um término limpo. Acho que agora ela vai dedicar uma parte do tempo dela para tentar ajudar o marido em coma.
–Sinto muito por isso mas já que foi a vontade dos dois foi melhor assim.
Eles pegaram as lenhas que cortaram e voltaram para o acampamento mal sabiam eles que toda a conversa foi ouvida por uma Emma Swan furiosa de olhos negros como a noite e que só não atacou Robin Hood graças a barreira de proteção que ela fez com sua magia de luz para conseguir conter o Dark One dentro de si.
Você jamais irá merecer a Regina, Robin Hood. Nem se nascesse mil vezes você iria merecer o amor dela seu babaca sem moral! Emma pensava cheia de ódio.
–Será lindo ver sua cara de decepção quando Regina contar que me ama e que não precisa de suas migalhas para formar uma família. — A xerife falou sozinha vendo os dois ladrões partindo. — Até mesmo Zelena é boa demais para você. — Emma murmurou e virou as costas voltando para dentro da barraca de camping que ela tinha conjurado mais um saco de dormir. Ela estava exausta devido aos acontecimentos do dia e noite anterior e precisava descansar. E quem sabe eu possa sonhar com Regina. Com esse pensamento ela adormeceu finalmente.
–SQ-
Regina bateu na porta do apartamento dos Charmings, Zelena estava ao seu lado mas a presença da irmã recém-perdoada não a tranquilizava. Ela se sentia perdida e não sabia o que dizer sobre seu encontro com Emma, a tentativa da xerife de assassinar Zelena e nem como iria explicar o porquê de a mulher que raptou o filho deles recém-nascido e tentou matar o neto deles (que também é filho de Regina por sinal) para poder voltar no passado e matar a mãe de Snow estar ali como se nada tivesse acontecido. Mas ela achava a última parte mais fácil, afinal se Snow e David foram capazes de perdoar Regina que já tentou não somente separar o casal mas matá-los milhares de vezes, os amaldiçoou junto com um reino inteiro por vingança e os impediu de criar a filha mais velha pela qual ela estava agora apaixonada e sabia que era recíproco porque não perdoar Zelena também? A história da bruxa com eles não era tão longa e trágica como a dela, afinal.
Henry atendeu a porta, ele parecia não ter dormido a noite inteira, e a constatação desse fato deixou Regina zangada com os Charmings por terem permitido tal coisa e consigo mesma já que ela deve ter sido a principal razão pelo filho não ter dormido.
–Mãe! — O garoto exclamou abrindo um sorriso que rapidamente se desmanchou fazendo uma cara confusa ao ver Zelena do lado da mãe morena. — O que ela tá fazendo aqui?
Henry saiu do apartamento e fechou a porta atrás de si, ele queria saber o porquê da bruxa estar ali com sua mãe antes que seus avós a viessem e pirassem.
–Hey garoto eu sou sua tia isso são modos de falar comigo? — Zelena falou fingindo indignação. Ela já esperava por algo parecido.
–Tia que já tentou me matar e fazer mal a toda a minha família.
–Vocês parem agora! — Regina falou. — Henry, querido, eu e a Zelena nos entendemos e, estamos dispostas a tentar parar de matar uma a outra...
–Então você a perdoou? — O garoto perguntou.
Regina olhou para a irmã que retribuiu o olhar e esta parecia ansiosa pela resposta.
–Sim Henry, eu a perdoei.
Zelena deu um pequeno sorriso de canto e Henry a olhou e sorriu.
–Bem se a minha mãe foi capaz de te perdoar eu também sou. Apesar de você ter matado o meu pai.
–Desculpa por isso? — Zelena falou de uma forma nem um pouco convincente e tanto Henry quanto Regina a olharam com rosto sério. — A foi mal mesmo. Mas a culpa não é minha que ele estava tão louco para ressuscitar o Rumple que não viu as implicações que trazê-lo de volta traria. Toda magia vem com um preço, ele sabia disso.
–Tá bom, vou deixar essa passar. — Henry falou. — Mas mãe onde você esteve? Eu estava preocupado, passei a noite inteira te esperando. Tentei ligar para você mas o seu celular só dava desligado.
Regina sentiu a culpa a invadindo, estava tão imersa em sua própria dor que esqueceu as implicações que isso poderia causar no filho. Ele havia perdido o pai, que apesar do pouquíssimo tempo de convívio eles se davam bem, Emma havia se tornado a Dark One para salvá-la e tinha desaparecido. "De novo". E ela simplesmente sumiu a noite inteira, deixando o filho que também estava sofrendo com tudo isso de lado, apesar de ele se fazer de forte, Henry só tinha 13 anos e por agora só tinha a ela. A culpa a corroía.
–Henry me desculpe por isso. Eu não queria te deixar preocupado, eu só... — Desabei por inteira com a ideia de perder sua outra mãe, porque eu estou perdida e insanamente apaixonada por ela. Regina pensou. Ela respirou fundo fechou os olhos e continuou. — Me desculpa mas quando eu vi toda cidade me acusando de ter feito mal a Emma e você me questionando sobre o que tinha acontecido, eu não aguentei e sai dali para um lugar para onde ninguém pudesse me encontrar, então eu fui para a cela da Zelena no hospital.
–Mas mãe eu nunca te acusaria de ter feito algum mal a Emma. Eu confio em você e sei como vocês se tornaram próximas uma da outra. Eu só queria saber a sua versão da história já que o Hook não é nem um pouco confiável. — Henry falou deixando a rainha emocionada pela confiança do filho em si e feliz por constatar que o garoto não gostava muito do pirata.
Bem já que o Henry parece não gostar muito do Hook não vai ser um baque para ele quando toda essa confusão passar e ele descobrir que Emma não gosta do lápis de olho.– Regina pensou.
–Eu fico feliz em saber disso meu príncipe e me desculpe ter te preocupado assim, não era a minha intenção. — Regina pegou o celular do bolso e apertou uma tecla e viu que o celular estava sem bateria. — O celular descarregou deve ter sido por isso que não tocou.
–Ou porque você estava muito ocupada choramingo na minha cela antes de constatar o óbvio e fazer o que tinha que ser feito. — Zelena falou desdenhosa de braços cruzados encostada na parede.
–Constatou o que e fez o que? — Henry perguntou olhando da mãe para a tia e Regina repreendeu Zelena com o olhar.
–É algo que eu gostaria de falar com os seus avós juntos querido. Vamos entrar? — Regina falou com o filho.
–Sim, sim vamos. — O garoto abriu a porta e Regina entrou sendo seguida por Zelena.
–Regina onde você estava nós estáva... O que ela está fazendo aqui? — Mary Margaret falou.
–Regina o que essa mulher está fazendo solta e aqui na nossa casa? -David inquiriu à prefeita.
–Bom dia para vocês também. — Zelena falou com um sorriso debochado.
–Zelena controle-se! — Regina falou séria com a irmã mais velha.
–Regina onde você esteve a noite toda? Henry e eu te procuramos em tudo quanto é canto e estávamos preocupados. E o que a Zelena está fazendo aqui?
– Mary falou tentando manter a calma por ter a mulher que sequestrou seu filho recém-nascido sob seu teto.
–Calma Mary Margaret! Se você e seu digníssimo príncipe pararem de falar por um minuto eu posso explicar tudo. — Regina falou exasperada e respirou fundo tentando manter a calma e arranjar uma maneira de explicar sua madrugada bem agitada. — Okay. A Zelena e eu pusemos tudo em pratos limpos no começo da noite um pouco antes de toda aquela confusão do Dark One acontecer e quando eu sumi de lá quando todos estavam me acusando eu queria ir para um lugar onde ninguém me procurasse e fui para a cela da Zelena no hospital. Lá nós nos entendemos e depois disso eu fui procurar a Emma eu a invoquei e... — Regina parou de contar momentaneamente o que havia acontecido quando ela encontrou com a xerife na floresta. E agora o que eu digo? Olha eu encontrei sua filha ela estava em péssimo estado, bem atormentada por causa da magia de luz e de trevas dentro dela e acabamos nos declarando uma para a outra e nos beijamos e ficamos namorando até ela perder o controle e tentar matar a minha irmã mas eu a impedi e ela sumiu de novo? A morena não sabia o que dizer.
–Peraí você a invocou Regina? E o que aconteceu? Ela apareceu? Como minha filha está? — David perguntou preocupado.
Regina olhou para a irmã em busca de apoio. Ela estava bem nervosa. Zelena a olhou compreensiva e pôs uma mão em seu ombro para reconfortá-la.
–Anda Regina fale logo. — Zelena murmurou calmamente.
Regina abriu a boca para falar mas foi interrompida com a porta sendo aberta e Hook passando por ela.
–Ora, ora olha quem resolveu aparecer? Vossa Majestade cansou de bancar a mártir e veio entregar a adaga para que possamos ir atrás da minha namorada? — O pirata falou provocando.
Regina rangeu os dentes irritada e sua vontade era de lançar uma bola de fogo no capitão delineador.
–Hook pare com isso agora! Regina ia nos contar agora como a Emma está. Ela a encontrou. — Snow falou.
–Como assim vocês se encontraram? Como? — Hook perguntou atordoado.
–Eu a invoquei. — Regina falou.
–E QUE AUTORIDADE VOCÊ TEM PARA INVOCÁ-LA? OU DE AINDA ESTAR DE POSSE DA ADAGA? — O capitão falou aos berros.
–COM A AUTORIDADE DE QUE EU ESTAVA MAIS PREOCUPADA COM O BEM-ESTAR DA EMMA E DE QUERER SABER COMO ELA ESTAVA AO INVÉS DE SAIR CULPANDO AOS OUTROS POR CONTA DO SEU EGO FERIDO PIRATA! — Regina falou exasperada. Quem esse piratinha acha que é para falar comigo nesse tom? Ou achar que a Emma é alguma posse dele? Para se referir à ela assim?– Pensava a prefeita bem irritada.
–Vocês dois parem! Meus ouvidos não são pinicos para ficar ouvindo os gritos de vocês por causa da Swan! — Zelena exclamou e ganhou um olhar irritado da irmã caçula.
–E o que você está fazendo aqui afinal? — Hook perguntou a ruiva.
–Nada do seu interesse queridinho. — A bruxa falou zombeteira.
–Dá pra parar com essa discussão inútil?! Vamos mamãe fale como está a minha mãe? — Henry perguntou aflito olhando para a mãe morena preocupado.
Regina respirou fundo e ignorou a presença do pirata e se virou para o filho para contar em parte sobre seu encontro com Emma.
–Filho, eu estaria mentindo se falasse que sua mãe está bem. — Regina falou com pesar. — Ela já tinha uma magia muito grande e muito poderosa dentro si mas que era composta somente de luz já que seus avós retiraram toda as trevas de dentro dela. — Nisso Regina olhou para os Charmings que estavam de mãos dadas e esperavam ansiosos que a morena continuasse seu relato sobre seu encontro com Emma. — E agora ela tem uma magia muito grande e igualmente poderosa só que é o oposto do que ela já tinha, que são as trevas do Dark One. E por nunca ter tido trevas dentro de si, ambas as magias estão lutando para tomar o poder dentro dela. — Regina engoliu em seco com as lembranças do exato momento de quando encontrou a Emma, seu estado físico mas também psicológico e depois quando a ex-Salvadora perdeu o controle e foi ao encontro de Zelena com a intenção de matá-la pertubavam a prefeita mas a lembrança dos olhos de Emma negros como breu e com um brilho assassino e psicótico eram o que mais a assustava. — Nós ficamos conversando por um tempo e ela falou que estava se sentindo atormentada com isso e essa falta de controle lhe doíam... lhe causava uma dor muito grande que chegava a ser física como uma tortura mas que tinha momentos em que ela sentia as trevas lhe dominando e pensamentos turvos e ruins viam-lhe a mente mas ela tentava se concentrar nas pessoas que amava então ela conseguia ter sua magia de luz no controle novamente e conseguia ficar sã por um tempo. — A morena fez questão de ocultar que a xerife havia lhe dito que fora pensando nela que a loira tinha conseguido retomar o equilíbrio e que foi o beijo trocado mas os poucos momentos de carinho que compartilharam durante a conversa que manteve Emma sã.
–Mas o que aconteceu? Por que a Emma não está aqui com você? E afinal de contas porque a Zelena está solta e aqui na minha casa Regina? Só por que vocês se entenderam? — Mary Margaret pergunta impaciente.
–Eu sem querer comentei com a Emma que foi Zelena que me aconselhou procurá-la e ver como ela estava e assim que eu falei o nome dela, ela meio que perdeu o controle sobre as trevas dentro de si e começou a culpar a Zelena por tudo o que aconteceu e...
–E aí ela foi até a minha cela no hospital e tentou me matar. — Zelena falou direta e sem rodeios chocando todos na sala inclusive Hook.
–Não, não é possível! A Emma nunca faria uma coisa dessas. — David falou transtornado.
–Bem a Salvadora não mas a Senhora das Trevas sim. — Zelena afirmou.
–Mas se a minha mãe foi te matar como você está aqui agora, viva? — Henry perguntou.
Zelena deu um sorriso de canto e olhou para Regina:
–Regina me salvou. Ela impediu que Emma me matasse.
–Ora, ora então quer dizer que a prefeita usou a adaga não somente para invocar a Emma mas para controlá-la?! Imagino o tamanho da raiva que ela deve estar de você agora Regina por ter lhe tirado o livre arbítrio. — Hook falou sarcástico chegando a uma conclusão precipitada.
–Não fale o que não sabe pirata! — Regina vociferou. — Eu não controlei a Emma com a adaga para impedi-la de matar Zelena, eu simplesmente conversei com ela e a fiz voltar a si.
Hook dirigiu o olhar de pura raiva para Regina. Então não basta a Emma se sacrificar por ela ainda tem que ouvi-la? Fazer o que ela pede por livre e espontânea vontade?!
–Regina mas onde está a Emma agora? — Mary perguntou preocupada, ela havia se assustado com o relato de Regina e Zelena sobre o estado da filha e agora sabendo o quanto ela poderia estar sofrendo e atormentada se sentia ainda mais frustada e preocupada. Se não tivéssemos concordado em salvar o Rumple talvez Emma não estaria passando por isso. A princesa pensava. Ela havia feito tanta coisa que errada para impedir que a filha se enchesse de trevas, inclusive separar mãe e filha e de nada havia adiantado. Emma agora estava cheia de trevas que estavam a fazendo sofrer.
–Eu não sei Mary Margaret. — Regina falou esgotada. -Assim que Emma voltou a seu estado normal, com sua magia de luz no controle, ela ficou pertubada por quase ter matado a Zelena e pediu que não a procurássemos e fossêmos atrás de Merlin para poder livrá-la das trevas e sumiu.
–Fácil é só invocá-la de novo. — Hook disse.
–Você não ouviu o que eu disse, Guyliner?! Emma não quer que vamos atrás dela e invocá-la desrespeitaria completamente a sua vontade. Se é pra ir atrás dela tem que ser de outra forma e não a forçando a vir até nós. Ainda mais porque não sabemos em que estado ela estará! — Regina exclamou irritada.
–Ah então quer dizer que VOCÊ pode invocá-la bater um papo com ela ver como ela está e nós não. Como podemos saber que o que você está falando é verdade? E por que logo você está com a posse da adaga quer controlá-la Regina? Já sei finalmente quer se vingar da Emma e dos Charmings e quer controla-lá para conseguir finalmente sua vingança sobre eles? — Hook destilava veneno em sua fala deixando Regina cada vez mais irritada e fora de controle.
A rainha estava cansada, esgotada física, psicológica e emocionalmente. Estava sem dormir e a descoberta de que Emma era realmente a reencarnação de Daniel mais o sacrifício, a declaração de amor dela e seu sumiço estavam acabando com ela e esse pirata ainda fazia questão de provocá-la.
–Pare de falar o que você não sabe Killian Jones! Eu não tenho nenhum motivo para querer me vingar de Emma ou para querer controlá-la e todas as minhas diferenças com os Charmings já foram resolvidas e nós já superamos isso mas parece que você não, não é verdade! — Regina deu um sorriso irônico no rosto no seu melhor estilo Evil Queen e também o provocou. — Me diga Hook toda essa sua irritação comigo é somente por preocupação com a Emma ou é somente seu ego ferido porque ela preferiu salvar minha vida a estar junto de você?
–Regina... — David a advertiu.
–Uhhh isso vai ficar interessante! — Zelena falou com um sorriso. A briga pelo coração de Emma Swan, pobre Hook mal sabe que essa batalha já está perdida. A ruiva pensou.
–Ela é minha namorada e eu que deveria estar com a adaga e encontrá-la você não tem esse direito. — Hook falou exasperado e sua voz estava cheia de ódio.
–Então é isso. Tudo se resume ao seu enorme ego pirata. — Regina falou com nojo. — Você não está preocupado com a Emma e somente consigo próprio! Você trata Emma como se ela fosse sua posse mas adivinha ELA NÃO É! — A prefeita falou a última sentença em um grito que acabou acordando o pequeno Neal que começou a chorar assustado.
–Parem vocês dois com isso! — Mary exclamou indo acudir o filho mas eles não pareceram se importar inflamados pelo calor do confronto.
–EU POSSO FAZER O QUE EU QUISER POIS ELA É MINHA NAMORADA E EU A AMO! — Hook gritou e parecia estar a ponto de agredir Regina tamanha era sua fúria.
–E EU AMO TAMBÉM E NEM POR ISSO A TRATARIA ASSIM! — Regina deixou escapar cega de raiva e só se deu conta do que falou quando viu os olhares assustados de Hook, Henry e dos Charmings e do olhar zombeteiro de Zelena que estava rindo da cara deles.
–Ops maninha acho que você falou demais. — A mais velha falou sorrindo com o olhar assustado de Regina.
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