True Love Never Dies
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Storybrooke, 4 dias atrás
Novamente me encontro na sombra da minha macieira na colina que fica dentro dos limites do território da minha família na Enchanted Forest, no meu ponto de encontro com o Daniel mas diferente de anos atrás me encontro com as minhas roupas que uso no meu dia a dia em Storybrooke. Olho ao redor e o vejo vindo em minha direção, Daniel, sorrio e vou ao encontro dele.
–Daniel meu amor, que saudades. — Digo lhe abraçando.
–Não deveria sentir, estou sempre com você. — Ele me diz mas está sorrindo.
–Você diz isso, você disse que voltaria mas você mentiu. Você não voltou. Ou melhor quando você voltou não era exatamente você. E eu tive que te dizer adeus pela segunda vez. — Digo triste me lembrando do que aconteceu a dois anos atrás quando Whale roubou o corpo de Daniel do mausoléu e o trouxe de volta a vida.
–Regina você se lembra do que eu disse que eu voltaria para te trazer de volta para luz, para te dar o seu final feliz eu não voltaria no meu antigo corpo?
–Mas você voltou no seu antigo corpo.
–Aquele não era eu realmente. Bem pelo menos não era totalmente eu. Eu reencarnei em outro corpo, minha alma vive no corpo de outra pessoa e quando o Whale tentou me fazer retornar eu era aquele monstro.
–Mas por quê? Você não poderia simplesmente voltar ao seu corpo antigo e ficarmos juntos de novo?
–As coisas são mais complicadas que isso Regina. — Ele deu um suspiro pesado. — Quando o Whale fez aquele experimento minha alma já habitava a muito tempo outro corpo, onde eu já tenho outro nome, outra história e nenhuma lembrança de minha vida passada. Quando voltei eu era aquele monstro porque eu estava sendo obrigado a habitar dois corpos ao mesmo tempo. E aquilo estava me deixando confuso e era torturante, e eu ainda tinha uma missão a cumprir nesse meu novo corpo, por isso eu pedi para que você me deixasse partir e me ajudasse nisso.
–Mas se a sua missão era me fazer voltar para luz porque você não pode escolher seu antigo corpo? Teria sido mais fácil e rápido. -Perguntei à ele confusa.
–Porque eu já estava no meio do caminho da minha missão, eu já havia trago um pouco de luz e amor a sua vida, só faltava você escolher por definitivo esse caminho e percorreríamos o final desse caminho juntos como tem que ser. — Ele me disse sorrindo e olhando no fundo dos meus olhos. Seus olhos me pareciam diferentes e familiares ao mesmo tempo. Mas não conseguia entender o por que disso.
–Então você voltou no corpo de quem? Henry ou Robin?- Ele começou a rir, a rir não gargalhar da minha cara. -Não entendi, o que eu disse que é tão engraçado?- Perguntei brava.
–Você acha mesmo que eu voltaria como aquele ladrão que te abandonou na primeira oportunidade? -Ele me perguntou ainda e rindo e com um certo sarcasmo na sua pergunta.- Além do mais você e Robin tem a mesma idade então nunca poderia ser eu. Primeiro por isso e segundo que eu jamais ficaria em dúvida entre você ou outra pessoa. Eu te disse isso antes e repito: Eu me sacrificaria por você, Regina se fosse preciso. Você é e sempre será a pessoa que mais importante para mim não importa onde, quando e em qual corpo eu esteja, eu sempre irei te amar e te escolher.
Não pude conter o sorriso e as lágrimas, eu gostava de Robin, o amava mas o que eu sentia por ele não chegava nem perto do amor que eu sentia por Daniel.
–Então você é o Henry? — Perguntei à ele. Não era essa a forma que eu imaginava tê-lo perto de mim novamente mas já era maravilhoso tê-lo ao menos como meu filho e ter seu amor.
–Não, aquele garoto é demais e eu adoraria tê-la como mãe mas eu não voltei como Henry. Apesar de ele ter me ajudado bastante na minha missão, nós basicamente trabalhamos juntos, somos seus salvadores. — Ele parou de falar e fez uma cara pensativa, provavelmente refletindo a minha, afinal se era sua missão me trazer de volta para a luz quem ele poderia ser nessa encarnação senão Henry, afinal meu processo de mudança começou pelo meu amor ao meu filho. -Eu bem que gostaria de saber quem o Henry é, eu talvez faça uma ideia de quem seja mas é só suposição, afinal quando ele nasceu eu já tinha voltado.
Okay, isso me deixou mais confusa. Daniel reencarnou e sua missão era me trazer para a luz mas ele nasceu antes do Henry e disse que ele o auxiliou nessa missão. Não tô entendendo mais nada.
–Tá, okay. Eu estou confusa. Quem é você nessa nova vida? Onde você está?
Ele riu e me respondeu. — Eu estou sempre ao seu lado Regina, lembre-se que finais felizes nem sempre são o que parecem ser ou o que esperamos que sejam.- Novamente ele falou isso me encarando mas seus olhos... não pareciam ser os de Daniel pareciam pertencer a outra pessoa e que eu conheço mas não consigo me lembrar quem.
–Você me disse isso antes.
–Então lembre-se disso e nunca se esqueça eu me sacrificaria por você e pela sua felicidade.
–Eu não quero que você se sacrifique!
– Mas eu o farei se preciso.- Ele disse sério.- Agora tenho que ir, eu estou esgotado tanto de corpo quanto de alma.
–Não, não vá. Eu sinto sua falta.
–Mas não precisa sentir. Você está sempre comigo. E os últimos dias foram exaustivos eu preciso descansar. — Ele deu um suspiro pesado. — Eu estou sentindo como se novas provações estarão por chegar e não sei se estarei pronto para elas.
–Não se preocupe, sei que você conseguirá ultrapassá-las. Eu te ajudarei com isso como você tem me ajudado.- Eu disse convicta. -Eu posso não saber quem você é agora nessa nova vida mas eu sei que vou te ajudar quando você precisar de mim.
–Eu sei que irá Regina, eu confio em você. — Ele disse sorrindo e se foi.
Regina acordou pensativa após aquele sonho. Fazia anos que ela não sonhava com Daniel, o último foi na noite anterior do lançamento da maldição do qual a única coisa que ela se lembrava dele eram as palavras de Daniel, "Nosso final feliz nem sempre é o que parece ser". Mas desse sonho ela se lembrava de tudo, mais parecia uma memória do que sonho, ela se lembrava inclusive do seu cheiro, mas esse estava totalmente diferente do cheiro dele de antes. Canela. Seu perfume tinha o aroma bem parecido com o de canela, antes quando eram jovens ela se recordava de que Daniel tinha o sutil aroma de feno em suas roupas por ter que ficar tratando de cavalos o dia inteiro.
"Quem será você agora Daniel?"– Regina pensou. Deu um suspiro pesado mas se levantou o dia seria cheio, os acontecimentos do dia anterior que haviam adiado sua viagem para Nova York resgatar Robin de Zelena, haviam sido muito desgastantes, desde o sequestro de Henry à morte de Cruella. Quando ela chegou aonde Emma estava com seu filho quase não acreditou que havia sido a Salvadora que havia derrubado Cruella do penhasco e assim ocasionando sua morte. Seu primeiro pensamento foi de que Emma havia feito a coisa certa, afinal a mulher estava ameaçando o filho delas mas logo Snow contou que ela e David haviam encontrado com o autor e ele havia dito que Cruella não poderia matar ninguém por mais que quisesse. Aí sua preocupação aumentou, Emma não poderia ficar com seu coração negro, Gold queria isso que de alguma maneira iria ajudá-lo em seus planos mas para Regina era uma questão ainda mais pessoal. Ela e a outra mãe de seu filho haviam se tornado amigas bem próximas e ela se importava com Swan e não queria vê-la seguindo pelo mesmo caminho que ela trilhou por muito tempo e que, com exceção de Henry, só lhe trouxe dor. Quando ela olhou nos olhos de Emma e Snow contou o que haviam descoberto via um brilho de culpa nos olhos da loira e então ela soube que a xerife nunca teve a intenção de realmente matar a outra mulher, então ela relaxou. Mas Emma estava chateada e com raiva dos pais e culpada pela morte da Cruella mas principalmente com ódio de Gold por levá-la a fazer algo que ela não queria. E bem sabia Regina que essa combinação de sentimentos não seria bom para a Salvadora.
Ela suspirou com todos esses pensamentos e aflições que tinha agora, ela não poderia abandonar Emma numa hora dessas ainda mais com Gold solto por aí com o autor, mas também não poderia ignorar que Zelena estava viva e com Robin e Roland em Nova York se fazendo passar por Marian e sabe-se lá Deus o que ela poderia fazer com eles. Ela tinha que ir para Nova York mas teria que arrumar um jeito de fazer Emma ir com ela e deixá-la bem longe de Gold, além do que o máximo de distância que Regina já foi além da fronteira da cidade foi até Boston para adotar Henry e isso havia sido a 12 anos atrás e a Salvadora seria de grande ajuda na Big Apple. Sim esse era um bom plano, levar Emma para Nova York consigo, ela estava disposta a ir com ela antes de toda a loucura com Cruella acontecer e provavelmente não lhe negaria ajuda agora. Com isso em mente Regina saiu de casa em direção ao Granny's para tomar um café da manhã em família com os Charmings e o pirata que estava sempre junto deles.
Ela riu, sua rotina havia mudado e muito desde que voltaram para Storybrooke com a segunda maldição e ela se sentia feliz por isso, finalmente sentia como se pertencesse a algum lugar e ela seria eternamente grata a Swan por ter tido Henry e tê-lo dado à adoção, se não fosse por ele provavelmente as coisas seriam bem diferentes. De repente, uma parte do sonho lhe veio à mente. "Apesar de ele ter me ajudado bastante na minha missão, nós basicamente trabalhamos juntos, somos seus salvadores." Daniel havia se referido a si mesmo como seu salvador e que ele e Henry trabalhavam juntos para ajudá-la a encontrar sua felicidade, não poderia o Daniel ser a Emma, poderia? Não, seria loucura demais e afinal isso foi apenas um sonho. Não deve ser levado à sério.
"Mas ele disse sobre as coisas estarem difíceis para ele e que precisaria de ajuda. Não, não pode ser a Emma, eu estou ficando louca. Esquece isso Regina foi tudo apenas um sonho." Mas aquele pensamento não lhe saía da cabeça, antes de ir para o Granny's ela estacionou na biblioteca queria ver se Belle tinha algum livro sobre vida após a morte e reencarnação, se ela soubesse de algo poderia ajudá-la a sanar essa dúvida. Ela olhou o relógio em seu pulso e viu que estava alguns minutos adiantada do horário em que se encontravam todos os dias com os Charmings para o café da manhã e a biblioteca estava aberta. Talvez valesse a pena sanar um pouco de sua curiosidade. Entrou na biblioteca.
Belle estranhou a presença de Regina lá, afinal ela nunca demonstrou nenhum interesse por aquele local em particular.
–No que eu posso ajudá-la prefeita?
–Belle...- Regina estava se sentindo insegura de perguntar sobre o assunto e a bibliotecária achá-la louca, mas afinal não eram todos eles considerados personagens de contos de fadas nesse mundo e vieram parar nessa cidadezinha por conta de uma maldição que ela mesma tinha lançado? Qualquer um vindo de fora da cidade acharia isso loucura então falar sobre vida após a morte é algo bem normal até. — Você acredita em vida após a morte? — Ela foi direta.
–Ow nossa você é bem direta, mas respondendo sua pergunta, sim acredito.
–Sério?! E você acha que alguém que já morreu poderia voltar à vida mas no corpo de outra pessoa?
–Você tá falando sobre reencarnação? Acredito que sim Regina, já li alguns livros sobre o assunto desde a época da Enchanted Forest e tanto lá quanto aqui se há várias crenças a respeito desse assunto.
–Mas você não acha isso loucura? Que alguém possa morrer e nascer novamente em outro corpo, com outro nome e uma nova vida?
–Desculpa se eu parecer intrometida mas o porquê de tantas perguntas sobre esse assunto?
Regina respirou fundo não queria contar para ninguém sobre o sonho mas a curiosidade de saber se aquilo tudo poderia ser real a estava matando, então decidiu contar todo o sonho a Belle.
Quando a rainha acabou de falar a morena falou.
–Isso não é impossível Regina, de acordo com algumas crenças, a nossa alma tem a capacidade de sair do corpo enquanto dorme e viajar para outros planos e se comunicar com quem já se foi. Talvez Daniel tenha realmente reencarnado em alguém próximo a você e quer lhe fazer bem.
–Mas quem seria essa pessoa e porque não me conta quem é ele?
–Regina, quando uma alma reencarna se esquece de quem foi na sua vida passada para que o medo e receios de outras vidas não interfiram na sua atual e ela possa concluir sua missão.
–Mas como ele pode estar me ajudando nessa vida se não lembra quem eu sou?
–Vocês tem uma afinidade natural de outra vida e tem uma ligação maior que tudo, suas almas se amam verdadeiramente e ele só voltou para fazê-la feliz. Ele pode não se lembrar mas sua alma sim e isso move seu inconsciente a sempre tentar te ajudar e lhe dar seu final feliz. Talvez ele seja o Henry, faria sentido ele voltar como seu filho.
–Mas ele disse que não é o Henry pois quando o Henry nasceu ele já havia reencarnado, mas que Henry e ele praticamente trabalham em conjunto para me ajudar.
Belle pensou logo em Emma, pois desde que conheceu a loira, apesar das constantes brigas entre a loira e Regina, Swan sempre estava disposta a ajudar a rainha e a lhe dar uma segunda chace mas não diria isso para Regina. Se realmente for a Salvadora a reencarnação do amor verdadeiro da prefeita ela deve descobrir isso sozinha, se for esse seu destino. Ela não poderia interferir nisso. Então ela somente sorriu e disse.
–Se for para você descobrir quem é o Daniel nessa nova vida você vai descobrir com o tempo Regina. Se você quiser saber mais sobre o assunto eu posso lhe dar um livro sobre isso. Você quer?
–Eu irei aceitar sim. E Belle obrigada por me ouvir.- Regina no momento sentiu certa culpa por ter arrancado o coração de Belle para ameaçar Rumple mas ela não tinha escolha, tinha que arrumar um jeito de ir a Nova York sem que o Dark One avisasse à sua irmã sobre sua chegada e essa foi a única saída que lhe ocorreu. Sorriu para a bibliotecária pegou o livro e foi em direção ao Granny's.
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Como Regina esperava, Emma estava disposta a confrontar Rumple e Isaac, por sorte Maleficent chegou até a lanchonete querendo se aliar à gente em troca de Emma ir atrás de sua filha, que conseguiu sobreviver a viagem pelo portal. Mas quando Emma ouviu que a garota, que agora já é uma mulher obviamente, se chama Lilith e que é de Minessota, ela ficou transtornada e saiu correndo do Granny's. Hook ia atrás dela mas Regina o impediu.
–Deixe que eu vou atrás dela, acho que eu sei qual o problema.
–E como você sabe disso?- Hook perguntou.
–Porque eu acho que ela conhece essa garota e que ela talvez já tenha a mencionado para mim. — Respondeu mal humorada. "O que Emma viu nesse pirata irritante?! Okay ele é bonito mas tirando isso não tem mais nada de interessante ela merece alguém melhor que ele."
Ela saiu antes que alguém fosse atrás dela, e se perguntava aonde aquela mulher tinha ido. Se Emma estava procurando por alguém é bem provável que ela tivesse ido até a biblioteca para fazer uma pesquisa. Caminhou até lá, assim que estava chegando próximo ao local viu Belle saindo e perguntou por Emma.
–Ela está lá dentro fazendo algumas pesquisas em uns jornais antigos. Ela me pediu para ficar sozinha por um tempo. — Belle me respondeu.
–Ok, obrigada. Eu vou falar com ela rapidinho.
Entrou e o local estava escuro mais dava para ver o datashow* ligado e algumas reportagens de jornais datados de 30 anos atrás e Emma olhava concentrada a imagem de um bebê com uma marca em formato de estrela no pulso. Naquele instante Regina percebeu que Emma realmente conhecia aquela garota e que provavelmente foram amigas.
–O destino é uma vadia. Você conhece essa garota. Como?
Emma tomou um susto com a presença de repentina de Regina. "Como ela me achou?"
–Ela era minha amiga. -Disse num suspiro cansado.
Regina fez uma expressão de reconhecimento e disse.
–Aquela que você me falou. Aquela que você disse que se afastou?
–Como isso é possível? Tantas crianças no mundo e eu tenho que me tornar amiga daquela que meus pais baniram?
–Emma, existem poderem maiores que a nossa compreensão e seus pais mexeram com eles. — Regina lembrou-se da sua conversa mais cedo com Belle e vendo a situação em que a Salvadora se encontrava, perguntou-se internamente o quanto o destino estava interferindo em sua vida.
–Então a única amiga que eu tive nem foi minha amiga por opção? — Emma perguntou em um tom triste, que para Regina foi de cortar o coração. Era cada vez mais difícil para a rainha ver o sofrimento de Emma e ela queria saber o por quê disso para variar.
–Eu sei, dói não é? Já aconteceu comigo também.
–Sério?
–Acha que foi coincidência eu ter adotado o filho da Salvadora? As ações são nossas mas o destino dá um empurrão. Talvez chegou a hora de revidar. — Esse era o momento perfeito para Regina pôr seu plano de tirar Emma de perto dos planos malignos de Gold em prática, quanto mais longe do Senhor das Trevas Emma estivesse melhor.
–Como?
–Eu tenho que ir para Nova York para salvar Robin da minha irmã louca, e você tem que achar essa garota para redimir seus pais. E mostrar para o Gold que ele está errado e que não pode te mudar. O que acha de nos ajudarmos? — A prefeita esperava ansiosamente por uma resposta positiva por parte da xerife mas não demonstrou.
–O que? Tipo uma viagem de carro?
–Se é assim que quer chamar isso.
–Eu estou bem Regina, não preciso de babá.
–Mas talvez eu precise de você. — Regina disse num rompante e Emma a olhou assustada, a própria rainha estranhou suas palavras e sua reação mas rapidamente emendou. -Você morou em Nova York e eu mal saí de Storybrooke. Que tal Swan? Que tal fazermos de hoje o dia em que derrotamos o destino? — Regina sorriu esperando uma resposta de Emma.
A xerife a olhou em dúvida mas respondeu.
–Okay, eu topo.
Regina suspirou aliviada então perguntou.
–E então descobriu alguma coisa sobre ela?
–Enviei uma mensagem a um contato meu em Nova York e ele ficou de me responder assim que encontrar algo.
–Então vamos, a minha bolsa já está pronta. Acho que você vai precisar algo para levar consigo não.
–Sim, eu vou até o loft. Você me dá uma carona?
–Sim, meu carro está ali estacionado em frente ao Granny's eu te levo em casa.
–Mas tem uma condição?
Regina revirou os olhos, sabia que Emma não teria aceitado tão rápido sem argumentar se não tivesse uma carta na manga.
–Okay, o que você quer?
–Nós vamos no meu carro.
–Mas nem pensar que eu vou viajar daqui até Nova York nesse caixão de metal sobre rodas!
–Se não for no meu carro eu irei sozinha atrás da Lily e você que se vire para achar o Robin e a Zelena em Nova York. — Emma lhe lançou um sorriso presunçoso. Regina suspirou resignada, como a Swan era teimosa!
–Okay tudo bem, nós vamos naquela sua lata velha. — resmungou.
–Então? Vamos? -Emma sorriu, esse era seu primeiro sorriso em dias e Regina estava feliz em vê-lo de novo e por ser a responsável por ele. "Desde quando eu me preocupo em ser a responsável pelos sorrisos da Swan? Foco Regina!"
Elas entraram no carro de Regina e Emma vê o livro sobre reencarnação que Belle havia lhe dado mais cedo e pergunta.
–Reencarnação? Você acredita nisso Regina?
–Talvez... você não?
Emma parou pensativa olhando para o livro em suas mãos e falou:
–Sim, acredito.
–Sério? — Regina disse chocada. -Você demorou para acreditar no Henry sobre a maldição mas acredita em vida após a morte e em reencarnação?!
–Ah qual é da um desconto, Henry estava me pedindo para acreditar que meus pais eram a Snow White e Prince Charming e que a mãe adotiva dele era a Evil Queen, ou seja, em contos de fadas. A reencarnação há toda uma crença sobre isso, e diferentes povos de diferentes épocas acreditam e acreditaram nisso nunca me pareceu algo impossível.
Regina se surpreendeu de que Emma soubesse algo sobre o assunto e acreditasse nele.
–É que você sempre foi tão cética em relação a tudo, nunca imaginei que você acreditasse nisso, ou em qualquer divindade para dizer a verdade.
–Não é porque eu não acreditava que havia vindo de um outro mundo e que toda a minha família e amigos são provindos de contos de fadas que quer dizer que eu seja ateia Regina. — Ela riu.- Uma família adotiva que eu tive uma vez acreditavam, na verdade eles seguiam a doutrina Kardecista mas me falaram que a teoria da reencarnação já é conhecido muito antes disso, no Egito Antigo, Grécia Antiga, índia, China... mas então eles conseguiram uma grande oportunidade de emprego fora do país mas não tinham dinheiro para me levar com eles então acabei voltando para o sistema. Mas nunca esqueci sobre o que eles me ensinaram. Na verdade acho que sempre acreditei que tivemos uma outra vida antes dessa sabe.- Emma disse a última frase olhando dentro dos olhos de Regina, a morena tinha acabado de estacionar em frente ao loft mas não conseguiu desviar o olhar de Swan então perguntou.
–Como você pode ter tanta certeza?
–Não sei, eu só sinto. É como se eu tivesse uma grande coisa para fazer, tipo uma missão, muito importante e ainda não consegui realizá-lo.
–Sua missão era quebrar a minha maldição e trazer os finais felizes, você já conseguiu Emma.
–Não, não consegui. Nem todo mundo está plenamente feliz.- Emma disse isso séria olhando no fundo dos olhos de Regina, elas estavam muito próximas agora e a prefeita não conseguia desviar o olhar. Esse perfume, seus olhos ela se lembrava deles mas da onde? Emma desviou sua atenção dos olhos da Regina para sua boca e voltou aos olhos da rainha, então Regina se lembrou. Aroma de canela e esses olhos verdes e profundos que pareciam invadir sua alma, eram os mesmo olhos e o mesmo perfume que Daniel. "Não, não é possível!". Regina quebrou o olhar e se distanciou de Emma.
–Uhum.. chegamos vai arrumar suas coisas e avisar aos seus pais e Henry que sairemos de viagem, te espero na prefeitura eu tenho que passar lá para pegar o pergaminho da Snow Queen.
A xerife ficou meio desnorteada com a súbita mudança do clima entre as duas mas não falou nada.
–Okay, hãm já tô indo te encontro lá na prefeitura.
Emma saiu do carro e ficou parada vendo Regina indo embora, ela estava muito confusa com o que aconteceu dentro do carro e com seus sentimentos agora.
"Mas que diabos quase aconteceu agora? Eu quase beijei a Regina!" Um singelo sorriso apareceu em seus lábios, agora ela tinha uma certa curiosidade de saber qual era o gosto dos lábios da outra mãe de seu filho. "Ai Emma para com isso! Você está com o Hook e está partindo em uma missão para ajudar Regina a encontrar com sua alma gêmea não viaja!"
Sentiu o celular vibrar no bolso da calça, era o seu amigo de Boston com informações da Lily. Ela tinha que pegar o que era preciso e encontrar Regina, sentia que o dia seria longo e exaustivo.
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