True Love- Fabiela

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem pessoas maravilhosas.

Às vezes eu odeio cada palavra estúpida que você diz
Às vezes quero lhe dar um tapa na cara
Não há ninguém como você
Você toma toda a minha atenção
Sei que a vida seria uma droga sem você

—True Love(Feat. Lily Allen)

Narradora

Estava óbvio que para cessar as frequentes brigas entre Fábio e Manuela, Ana insistia em dividir equipes e duplas para qualquer atividade ou trabalho, assim poderia deixa-los trabalhando juntos, talvez uma forma de apaziguar essa situação de discussões que se instalou desde o primeiro dia de aula.

—Ah não professora- Fábio resmungou- Eu não quero fazer trabalho com essa garota não.

—Nem eu quero fazer trabalho com esse garoto- Manuela concordou.

—Eu não perguntei se vocês querem ou não fazer o trabalho juntos, eu falei que vocês vão fazer o trabalho juntos, senão ficarão com zero- Ana falou autoritária.

—Que saco- falaram em uníssono.

—Se eu fosse você eu não ficava reclamando não, até porque você não pode perder nota- Luíza sussurrou para o irmão que apenas bufou.

...

—Vamos logo começar esse trabalho que quanto antes terminarmos melhor- Manuela abriu a porta e deu espaço para que Fábio entrasse.

—Também acho- concordou.

—Você trouxe a tinta?

—Que tinta?

—Eu não acredito que você esqueceu- Manuela tentava não se irritar.

—Mais era você que ia comprar- tentou convencê-la.

—Eu disse para você comprar, porque eu ia comprar as telas.

—Calma aí, eu vou ali e compro, tudo bem?

—Seria melhor se já tivesse comprado.

—É um segundo, eu já volto.

Fábio saiu e depois de alguns minutos retornou com as tintas para o trabalho.

—Até que enfim chegou- Manuela reclamou.

—Nem vem, eu não demorei tanto e quer saber, vamos começar logo esse trabalho que eu quero ir logo pra casa.

—Já poderíamos ter começado se você não tivesse esquecido as tintas.

— Acho que poderíamos já ter começado se você parasse de reclamar- Fábio retrucou.

...

—Acho que aqui podemos pintar de azul- Manuela sugeriu, indicando um local do desenho.

—Acho que ficaria melhor de verde-Fábio começou a pintar o local.

—Não você vai estragar- Manuela tentou impedir, passando a cor azul para anular a pintura do colega.

—Dá pra ver que você não entende nada de arte- Fábio reclamou.

—Quem não sabe nada é você.

—Você só quer mandar e decidir as coisas pelos outros, mas sabe de uma coisa o trabalho é meu também e eu tenho direito de opinar.

—Opinar e não sair pintando sem antes ouvir o que eu acho.

—Quer saber a real?- batiam de frente mais uma vez.

—O quê?

—Eu acho você insuportável- Fábio a encarava furioso.

—Deixa eu te contar uma coisinha também- aproximou-se debochada- Eu não ligo para o que VOCÊ acha.

Nenhum dos dois pensava em recuar, caso fizessem estavam se dando por vencido e era uma coisa que não estavam acostumados, só não imaginavam que essa discussão fosse mexer mais do que com os ânimos.

Fábio sentiu o corpo involuntariamente contrair, não conseguiu evitar direcionar o olhar para a boca de Manuela que fez o mesmo, os olhares se alternavam em encarar um ao outro, além dos lábios insolentes.

Pareciam ter esquecido o motivo da discussão, e também não lembravam como chegaram aquela situação, ou simplesmente não passava pela cabeça de nenhum dos dois, Fábio aproximou-se mais assumindo o espaço que existia entre eles, parecia enfeitiçado, hipnotizado talvez, não conseguia recuar e sabia que deveria.

Manuela permanecia estática, a respiração acelerou e sentiu por vezes esquecer como se respira, Fábio se aproximava perigosamente e ela nem se quer conseguia desviar, parecia apenas esperar.

Fábio já estava próximo de mais para que as respirações se misturassem, estava próximo de mais para o que veio a seguir, os rostos entraram em contato em um suave deslize antes que as bocas se chocassem em um beijo, beijo esse confuso.

Os lábios de Manuela eram macios, Fábio constatou assim que tomou os lábios da garota, a mão foi a nuca, os dedos se encaixavam entre algumas mexas do cabelo liso e comprido.

O ar foi necessário ou simplesmente a sanidade surgiu para lembrá-los que se odiavam, separaram-se incrédulos com a própria atitude, o que foi que deu neles afinal para que agissem de tal forma?! A resposta poderia esperar.

—Eu acho melhor eu ir pra casa- Fábio falou ainda confuso recolhendo suas coisas.

—Tá- Manuela concordou sem mais discussões.

(...)

—Fábio- Luiza insistiu mais uma vez até que o irmão deu-lhe atenção.

—Algum problema?

—Eu é que te pergunto, algum problema? Depois que você chegou da casa da Manuela está assim aéreo, brigaram de novo foi isso?

—Não- respondeu lembrando do beijo.

—Então o que houve?- perguntou curiosa.

—Nada, absolutamente nada, agora pode me deixar na minha por favor?!- engrossou.

—Não está mais aqui quem perguntou- Luiza levantou as mãos em sinal de rendição.

...

—Manuela vem jantar- Juliana bateu no quarto entrando em seguida.

—Tô sem fome- tentou dispensá-la.

—Ihh o que foi que houve desta vez? Brigou com o papai de novo foi isso?- questionou.

—Não foi nada disso.

—Então você discutiu de novo com aquele garoto, o Fábio.

—Não, sim, arg- bateu com o punho no travesseiro que tinha nas pernas.

—O que foi que ele fez desta vez?- sentou na beirada da cama encarando a caçula.

—Ele, ele- Manuela nunca teve papas na língua para falar o que pensava, mas desta vez parecia que sua voz não queria sair.

—Ele?- incentivou a irmã a contar o que houve- Vamos Manu, eu não tenho a noite toda, o que foi que esse garoto fez de tão ruim que deixou você assim? Me diz o que houve que eu vou tirar satisfações com ele e...

—Ele me beijou- interrompeu a mais velha soltando o que aconteceu.

—Como é que é?- Juliana abriu um grande sorriso ao perceber o que Manuela havia contado- Então quer dizer que ele gosta de você?

—Não- falou como se fosse a coisa mais absurda do mundo.

—Ah por que não?

—Por que a gente se odeia- falou óbvia.

—É, mas tem aquele ditado que diz onde tem ódio tem amor- sorriu.

—Quer saber, sai daqui Juliana, não sei nem porque te contei isso- Manuela expulsou a irmã antes de se jogar na cama outra vez lembrando do ocorrido de mais cedo.

Notas finais
Espero que tenham curtido, beijocas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!