True Love
1 Unknown Boy
Notas iniciais
Erza
Eu estava me arrumando para mais um dia de escola. Como sempre, acordei as cinco e meia da matina. Não que isso fosse necessário, afinal minhas aulas só começavam às sete, mas é que eu me acho enrolada demais, quando se trata de se arrumar para escola. Prefiro mais que sobre tempo, do que falte. Tomei um banho, na intenção de ficar menos sonolenta, o que deu certo, pois logo a minha preguiça já havia evaporado como fumaça. Troquei de roupa e peguei meu material. Eu ia sempre caminhando para a escola, porque eu morava em uma república e essa não era muito longe, ficava apenas a três quarteirões de distancia do colégio.
Não demorou muito para que eu chegasse em frente aos portões de minha escola. Caminhei até minha sala sem nenhuma pressa, e quando cheguei na mesma, notei algo diferente. Era alguém novo? Sim. Um garoto de cabelos negros, com uma franja caída sobre seus olhos também escuros. Ele tinha um ar solitário, não parecia ser do tipo que tem muitos amigos. Mas isso não seria problema, até porque eu também não era lá "a garota popular". Eu costumava não ter muitos amigos também, porém os que eu tinha eram os melhores, principalmente Mirajane que sempre puxara assunto comigo
Fiquei curiosa para saber quem era aquele aluno novo, mas logo deixei isso pra lá, até porque eu tinha que concentrar em meus estudos. 1º colegial é um dos últimos anos na escola antes de ir para uma faculdade e eu realmente não queria botar tudo a perder.
A primeira aula era de Guildarts, o professor de ciências. Acredite se quiser, essa era a aula mais chata e por mais que eu não quisesse, eu era obrigada a prestar atenção. Eu contava cada segundo, que mais pareciam horas, no relógio, até que finalmente o terceiro sinal soa. Este nos liberava daquele inferno. Era o sinal do intervalo. Fiquei surpresa ao não ver Mirajane no pátio, afinal, ela não era de faltar aula.
Sem ter muito o que fazer, eu me dirigi até um canto para lanchar e por coincidência, o garoto novo que havia me intrigado e que até o momento eu não sabia sequer o nome dele, estava lá. Depois de lanchar, fui no banheiro e quando sai, notei que o sinal para voltar para sala já havia batido e que os corredores já estavam vazios. Tive que correr até minha sala, pois senão o professor não me deixaria entrar depois. Eu corria pelos corredores até que essa ação fora interrompida quando eu me sinto chocar em algo, ou melhor, em alguém. Ergui minha cabeça, na intenção de ver quem era e me desculpar. Corei no exato momento em que vi quem era.
–Ah, me desculpe, eu não tinha te visto…
–Eu é que tenho que pedir desculpas, estava tão distraído. — Disse em um tom melodioso. Mas que voz era aquela? Perfeita, seria a palavra para descrevê-la.
–Err… Você é o aluno novo, né? — Eu não tinha dúvidas quanto à isso, porém decidi perguntar apenas para confirmar.
–Sim. Meu nome é Rogue, prazer.
–Prazer Rogue, me chamo Erza.
–Erza? Que nome bonito… — Disse o rapaz, cujo agora eu já descobrira o nome, com um sorriso encantador nos lábios. Isso só me fez com que eu corasse mais ainda.
–Ahn… Err… Obrigada. — Disse sem graça.
–Eu acho melhor ir, porque o sinal já bateu e nós estamos atrasados. — Tinha me esqueci completamente desse detalhe.
–Sim… — Concordei.
Caminhamos juntos até a sala, e nenhum de nós dois ousou dizer uma palavra ao longo do trajeto. Ficamos em silêncio, porém não era um silêncio constrangedor.
Quando entramos na sala, todos nos olharam com uma cara meio "suspeita", exceto o professor, ou melhor, professora, que nos olhou com uma cara fuziladora.
–O sinal já tocou faz tempo, isso é hora de chegar? — Disse Minerva, a professora de geografia. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Rogue se manifestou.
–Nos desculpe, é que eu acabei me perdendo nos corredores da escola, e pedi para que Erza me ajudasse. — Não foi isso que aconteceu, mas a professora pareceu ter engolido a desculpa de Rogue e nos deixou entrar na sala.
–Hoje eu não vou dar tarefa, porém vou passar um trabalho para semana que vem. — Disse a professora. Todos presentes na sala suspiraram com um ar de desânimo, mas pereceram mudar de idéia logo após a professora dizer que esse trabalho seria em dupla.
Rogue olhou para mim, logo após de ouvir que nós poderíamos escolher as duplas, com uma cara de "Vai comigo?". Apenas assenti.
Os últimos horários passaram voando e logo tocara o último sinal. Eu estava guardando meu material, enrolada como sempre. Ouço uma voz me chamar que imediatamente reconheço. Como eu poderia confundir aquela voz, que mesmo tendo escutado-a uma vez, já me fazia derreter? Me viro e me deparo com Rogue. Na hora eu não tinha percebido, mas só estávamos nós dois na sala, o resto dos alunos já tinham ido embora. Sem que eu notasse, um clima muito estranho pintou naquele momento.
–Erza... Então, que dia nós podemos fazer o trabalho? — Rogue quebra o silêncio que tomava conta da sala vazia.
–Hoje não vai dar, pode ser amanhã depois da aula? Na minha casa?
–Pode.
–Então, nos vemos amanhã? — Eu disse já pegando minha mochila, para me retirar da sala.
–Espera, não vai me dizer onde você mora?
–Ah, claro! — Digo me lembrando — Eu moro na República Fairy, conhece?
–Sério? Conheço sim, eu moro no prédio ao lado!
–Legal! — Digo, e logo dou uma olhada rápida no relógio que se encontrava em cima da lousa. -É melhor a gente ir indo, né?
–Ah sim, verdade.
Atravessamos o portão de saída de escola, e continuamos andando. Conversamos durante o trajeto todo, rindo e nos divertimos. Eu estava distraída, e não vi o buraco no chão enquanto andavamos. Senti meu corpo se desequilibrar e ir caindo aos poucos. Fechei meus olhos esperando que meu corpo se chocasse com o chão, porém não foi isso que aconteceu. Antes que eu caísse Rogue me segurou, colocando suas mãos em minhas costas. Quando abri meus olhos, a primeira coisa que vi foi ele sorrindo, me fazendo corar no mesmo instante.
Ficamos uns segundos nos encarando...
–O-obrigada R-rogue... — Eu disse extremamente envergonhada, e com certeza Rogue notou.
–Er... Não foi nada... — Falou meio sem graça. — Você está bem?
–Sim... — Afirmei.
Seguimos o que sobrara do trajeto em silêncio, e não demorou muito para que chegassemos em nosso destino. Paramos em frente a república e antes de nos despedirmos, Rogue pediu meu número do celular. Quando de repente ele me abraça, assim, do nada. Um abraço caloroso e aconchegante. Porém logo ele se afasta e se despede, me deixando com cara de paisagem ou "Poker Face" como todos costumam falar. Fiquei estática em frente a porta da república por alguns segundos, me sentindo estranhamente feliz. Assim que entrei, resolvi tomar um banho, comer alguma coisa e depois me deitar, afinal, já era tarde e eu estava cansada.
De repente meu celular vibra.
"Boa noite, Er-Chan! Posso te chamar de Er-Chan, né? kkkkkk Beijos, Rogue."
Sorri ao ler. Era uma mensagem do Rogue. Logo o enviei outra como resposta.
"Pode, rsrsrs. Boa Noite Rog-Kun! kkkkk Vou te chamar assim agora, já que vc me chama de Er-Chan... Todos me chamam de "ruivinha" ou "titânia", mas eu gostei desse novo apelido que voce me deu." Ah! E eu estou muito brava com vc agora, eu 'tava quase dormindo! shaushuahsua Brinks."
Envio e logo escuto o celular vibrar novamente.
"Acho que ninguém nunca me deu um apelido, vc foi a primeira. Ah! E me desculpa por ter te acordado do seu 'sono de beleza'! ahusahsua."
Comecei a rir que nem uma boba.
"Nossa, estou honrada de ser a primeira! Hahaha! E ta desculpado U.U Mas agora eu vou dormir, porque amanhã tem aula... Você deveria dormir também, seu bobo! Vc passa aqui às seis, para irmos pra escola juntos?"
"Sinta-se honrada mesmo! rsrsrsrs! Ah, é verdade... Amanhã tem aula ;-; Não quero ir T~T! Ok, passo sim, Beijoss durma bem "
"Voce também... "
Coloquei meu celular novamente em cima da escrivaninha ao lado de minha cama, e fiquei encarando o teto, lembrando de como fora legal conhecer Rogue, sentindo uma felicidade sem explicação.
Meu último pensamento foi Rogue e logo depois adormeci...
Fale com o autor