True Love

1 Capítulo Único — True Love


Notas iniciais
Oin gente! Quem é vivo sempre aparece! E eu voltei depois de anos [sim, anos] com uma fanfiction de Bleach. Mas, desta vez não é um IchiRuki, [ooohh!] mas sim focada em outro casal que eu amo e respeito muito: Nanao e Kyouraku. Esta Fic foi escrita há muito tempo, e depois de reler atentamente e atualizar, resolvi postar aqui no Nyah! Espero que gostem e desejo a todos uma boa leitura! o/

– True Love

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Era uma tarde calma, o sol ainda podia ser visto brilhando pelo lado de fora da janela. Nanao assinava os últimos relatórios que precisava entregar ao capitão Kyouraku. Sabia que ele daria pouca importância àquilo, mas era o seu dever. Estava cansada, mas sabia que não podia parar, quem sabe o que seu capitão pensaria se a visse desocupada? Fazia tudo que estava ao seu alcance para agradá-lo, mas achava que mesmo tudo não fosse o suficiente para ele.

— Bem! É só terminar de assinar esses relatórios pra eu poder descansar um pouco. — Olhou pela janela. — Mas, onde será que ele está? Faz horas que eu não o vejo. — Suspirou. —Será que ele está bebendo por aí de novo? — Dizia abaixando o rosto com um semblante preocupado.

— Nanao-chan... — Uma voz rouca a chamava.

— Capitão! — Gritou.

Kyouraku estava com uma estranha ferida no peito. Ele cambaleava para os lados e parecia que ia cair a qualquer momento.

— Capitão! O que houve com o senhor?! — Questionava bastante preocupada. — Vou chamar o quarto esquadrão imediatamente!

— Não... — Conteve a tenente. — Não é necessário, você pode cuidar disso. É apenas uma ferida superficial...

— Como foi que isso aconteceu?! — Nanao permanecia surpresa e não conseguia se mover.

— Foi de repente, um Menos invadiu a Seireitei e eu...

— Menos?! Mas, como um Menos atingiu o senhor?! Onde o senhor estava?! — Perguntava cada vez mais nervosa.

— Eu estava num bar e... — Tentou explicar o ocorrido, mas foi interrompido pela outra.

— Num bar?! Como o senhor...?! Esse é o exemplo que o mais novo comandante quer passar para os seus subordinados?! — Repreendia atônita.

— Isso não importa agora. Vá pegar alguns curativos... — Exigiu ignorando o comentário da tenente. E esta, ao se lembrar da ferida no peito do capitão, fraquejou e quase caiu de joelhos no chão. Precisava ajudá-lo!

— Sim! — Obedeceu sem rodeios.

Kyouraku se deitou em um sofá próximo, e retirou seu sobretudo rosa o deixando jogado num canto pelo chão. Abriu o kimono preto deixando sua ferida à mostra.

— Aqui está capitão! — Dizia Nanao que voltava correndo com alguns itens em suas mãos. — Não se preocupe, eu vou cuidar do senhor... — Tentou confortá-lo.

Kyouraku nada disse. Somente sorriu para a moça e tirou seu chapéu permanecendo deitado.

— Vou aprontar os curativos rapidamente! — Precipitou a fala antes dele.

Nanao tremia, não conseguia sequer segurar o rolo de esparadrapos por muito tempo sem deixa-lo cair. Estava nervosa, preocupada. Nunca havia visto seu capitão ferido e não estava preparada psicologicamente para aquilo. Com o coração acelerado, queria que toda aquela agonia e medo deixassem seu corpo e que Shunsui voltasse logo ao normal. Mesmo que aquele ferimento não representasse um perigo maior, refletiu sobre a possibilidade de perder seu capitão, e tantos outros maus pensamentos invadiram sua mente.

— Nanao-chan... Não fique assim. Como eu disse, é só uma ferida superficial. Estou bem, só há um desconforto, nada mais que isso. — Disse ele tentando confortar a tenente com seu habitual sorriso nos lábios.

— Capitão... Eu, eu não vou conseguir... — Gaguejava. Sua voz teimava em não sair direito. A verdade é que testemunhar seu capitão daquela maneira era demais para ela, e seria difícil fazer alguma coisa, até mesmo executar uma tarefa simples como fazer um curativo.

— Fique calma, Nanao-chan... — Disse Kyouraku segurando delicadamente a mão da tenente. — Você só precisa limpar e enfaixar. Não é nada difícil, você é inteligente, sei que consegue. — Encorajou-a.

— Não é isso capitão! É que, eu... Não aguento ver o senhor assim! — Disse em um tom de voz alto e que evidenciava sua preocupação.

— Eu sei... Mas, eu também não aguento ver você assim. — Levantou o torso a fim de consolá-la tocando seu rosto com uma de suas mãos.

Com o feito, a ferida de Kyouraku começou a sangrar mais, deixando Nanao ainda pior perante a situação. Ela resolveu tomar logo uma atitude, por mais que aquilo fosse difícil. Com certo receio, pegou um pedaço de pano umedecido limpando parte do sangue que insistia em cair, passou uma pomada que tinha e logo em seguida enfaixou o peito do capitão.

— Pronto... Não foi tão ruim, foi? — Perguntou Kyouraku parecendo estar cansado.

— Capitão... — Proferiu ela com certo alívio. Pouco tempo depois, notou que seu capitão dormia tranquilamente. Talvez pelo efeito tardio da bebida, quem sabe. — Nunca pensei que o senhor fosse se machucar desta forma, — Ela tinha que desabafar, e aquele era o melhor momento para isso, pensava ela. — isso me preocupou muito, e se eu perdesse o senhor... — Conteve-se por alguns instantes. — Eu não sei o que faria... — Nanao quase resistiu, mas desatou a chorar. Tentou enxugar as lágrimas com as mãos, porém de nada adiantava. — Capitão... Acho que estou apaixonada por você. — Disse em um sussurro. Estava arrependida pelo que disse e com medo de que ele ouvisse.

— Nanao-chan...

Nanao o encarou surpresa. Ele não estava dormindo, estava acordado o tempo todo; e o pior: Provavelmente ouviu tudo o que ela havia dito. O que faria agora? Estava mais ansiosa do que antes. Queria fugir dali, pois tinha medo do que seu capitão iria lhe dizer, talvez risse por ser uma mulher tão ingênua, talvez a insultasse. Não queria nem pensar nessas possibilidades.

— Capitão! O que eu disse...!

Shh... — Silenciou-a colocando o dedo indicador sobre seus lábios.

— Capitão... Eu...

— Não diga nada... Você fica ainda mais linda quando está quietinha.

Nanao se surpreendeu mais uma vez. Shunsui estava sendo carinhoso como sempre, mas, algo estava diferente ali. O tom de sua voz... Estava mais sereno e provocativo do que de costume.

— Mas... — Tentou dizer.

— Nanao-chan... Minha Nanao-chan... — Balbuciou Kyouraku cada vez mais próximo do rosto de Nanao.

— Capitão... — Disse o mais baixo que pôde. Kyouraku se inclinava na direção de sua tenente, passou uma das mãos pela nuca de dela e se aproximou mais, tocando seus lábios. Um beijo delicado, que ela nunca esperaria dele, mas que sonhava com ele.

Logo se separaram, e Nanao estava muito confusa. O que havia acontecido ali? Seu capitão, a ferida, o beijo. Tudo aconteceu tão rápido! Era difícil de assimilar...

— O que...? — Não sabia mais o que dizer, as palavras haviam sumido.

— Você gostou? — Perguntou ele com um sorriso um tanto quanto malicioso.

— Como assim, “gostou”?! — Agora sim havia engasgado. Claro que tinha gostado, mas estava com muita vergonha para dizer isso ao seu capitão, apesar dele já deduzir a resposta.

— Porque se gostou, eu poderia providenciar mais um. — Disse no mesmo tom malicioso de antes.

— Capitão! Por favor! — Exclamou Nanao com o rosto em chamas.

— Você fica uma gracinha assim vermelhinha. — Disse com um sorriso bobo no rosto. O que denunciava o retorno de seu estado habitual.

— Capitão... — Abaixou a cabeça. Estava ficando cada vez mais confusa, como se isso fosse possível.

— Não entendo Nanao-chan... — Disse Kyouraku apoiando os braços na nuca e olhando para o teto do cômodo. — Você quase nunca diz o que sente... E quando diz, diz baixinho para que ninguém ouça.

Nanao o fitou de imediato e pensou bem no que dizer:

— Então... — Resolveu falar algo. — Você me beijou porque acha que eu amo o senhor?

— Não. Eu te beijei porque amo você. — Disse ele virando-se. — E você me ama... Certo?

Nanao engoliu seco e sentiu seu corpo gelar por dentro. Era hora de revelar seus sentimentos a ele, se declarar, ele a amava! Não havia motivo para esconder o que estava dentro de si.

— Eu... — Receou continuar, mas logo o fez. — Aceitei seu beijo não...?

— Sim. Mas, poderia ter aceitado por respeito ou medo de seu capitão. — Brincou em tom manhoso. — Entretanto, tenho conhecimento do que você sente, mas quero que você me diga alto o suficiente para que eu ouça sem muito esforço. — Pediu enquanto gesticulava com a mão na orelha.

Ise não tinha certeza se dizia a ele. E sabia qualquer coisa que tentasse para se esquivar do assunto faria com que seu capitão insistisse ainda mais naquilo. Não tinha escolha, teria que falar.

— Eu te amo. — Disse seca, como se aquilo fosse uma obrigação.

Kyouraku sorriu satisfeito. Sua tenente realmente não era como as outras. Apesar de se impressionar fácil com as mulheres, aquela na sua frente tinha algo especial, algo que tocava seu coração, algo que o fazia amar de verdade.

— Nanao... Minha Nanao-chan... — Repetiu ao se aproximar novamente. Com delicadeza, abraçou Nanao a beijando ternamente. Ela preferiu não recusar e se entregou nos braços de seu capitão aproveitando cada ínfimo instante daquele gesto, afinal, embora não admitisse, estava contente em saber que ele nutria o mesmo sentimento que ela.

Quando o ar se tornou rarefeito para ambos, se separaram. Shunsui fitou o rosto de sua tenente e notou que ela estava ofegante e ainda bastante corada. Uma imagem adorável que o fez tomar uma atitude que ela não esperava. O capitão segurou a moça no colo e andou com ela pelo cômodo no intuito de levá-la para um lugar mais reservado onde eles pudessem ficar mais à vontade, pensava ele.

O quarto de Nanao era o mais próximo dali. Shunsui adentrou no ambiente e colocou a tenente deitada no futton onde ela dormia todas as noites. Hipnotizado pela beleza dela, Kyouraku demorou um pouco para dar início ao seu próximo gesto. Levantou uma das mãos até os macios cabelos de Nanao retirando o prendedor que ela insistia em usar sempre. Os fios negros caíram sobre os ombros dela de um jeito angelical, como era bela...

— Capitão... Sua ferida.

— Não se preocupe. Ela não vai atrapalhar. — Na verdade, a dor que sentia passava gradativamente, e mesmo que esta o incomodasse bastante, ele não desistiria daquilo, não mesmo.

Em seu próximo ato, Kyouraku retirou os óculos da subordinada. Ela cerrou os olhos aceitando de bom grado tudo que ele fazia. Estava ciente do que aconteceria ali... Tinha um pouco de medo das consequências, mas não queria que ele parasse.

— Além do mais. Se isto aqui abrir — Apontou para o curativo. — Tenho minha Nanao-chan para me salvar. — Disse arrancando um sorriso acanhado da moça.

Impetuosamente, ao ouvir aquilo do capitão, se levantou e o puxou para mais um beijo. Era a vez de Shunsui se surpreender. Adorou a atitude ousada da morena, e a partir daí, ele já não respondia mais pelos seus atos. Shunsui se apoderou do corpo dela distribuindo beijos por toda a pele alva e macia.

Nanao estava nas nuvens. Cada carícia, cada beijo, tudo era exatamente como imaginava e sonhava. Kyouraku estava ali, aceitando e retribuindo seus sentimentos. O fato dele ser o novo general da Seireitei e um homem muito mais velho não a afetavam mais. Para ela, o que realmente importava era ter o amor que tanto ansiava somente para si.

Notas finais
Eu sei o que vocês estão pensando... Cadê o hentai? Cadê? Cadê? Poxa gente, assim vocês me deixam mal... :3 A verdade é que não me sinto a vontade escrevendo hentai, e espero que vocês compreendam. Desculpe. ;P Mereço comentários? Mereço? Mereço? *--* Beijos e até mais! ;***
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!